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Ibovespa atinge máxima histórica de 110 mil pontos

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IBOVESPA 1,2% | 110.301 Pontos

CÂMBIO 0,1% | 4,21/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ontem o Ibovespa subiu 1,2% e atingiu pela primeira vez os 110 mil pontos, impulsionado pela possibilidade de ser fechado um acordo comercial entre Estados Unidos e China antes do próximo dia 15, quando passaria a vigorar o aumento de 10% para 15% nas tarifas americanas contra US$ 125 bilhões em produtos chineses. Nesta manhã, mercados internacionais operam em alta.

O Ministério de Comércio da China disse na quinta-feira que as negociações comerciais com os EUA continuam em andamento, apesar de uma recente escalada nas tensões por causa de dois projetos de lei em Washington que apoiam os direitos humanos em Hong Kong e em Xinjiang.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou que as negociações com a China estão indo bem, um dia depois de sugerir que o acordo comercial poderia ficar para depois da eleição presidencial americana, em novembro de 2020.

Na Alemanha, os dados de encomendas à indústria de outubro frustraram as expectativas de melhora da atividade econômica no quarto trimestre. As encomendas caíram 0,4% em relação a setembro, contrariando o consenso de mercado que previa aumento de 0,2%. O mau resultado no mês deve alimentar alguma desconfiança em relação à recuperação da atividade alemã, ainda que os últimos dados de atividade econômica da zona do euro tenham reforçado o entendimento de que existe um processo de recuperação gradual da Zona do Euro.

Sobre petróleo, a OPEP+ sediará entre hoje e amanhã sua reunião periódica, gerando grandes expectativas no mercado se o acordo atual de cortes de produção será ampliado tanto em termos de prazo (atualmente Março de 2020) como tamanho dos cortes (atualmente 1,2 milhão de barris por dia). Qualquer sinalização nessa direção seria positiva para os preços da commodity, razão pela qual o Brent fechou em alta de 3,6% ontem e 0,5% nesta manhã.

No Brasil, o plenário do Senado aprovou o projeto de reforma da previdência de militares, parte do acordo inicial para aprovação da PEC da previdência. Considerando as compensações negociadas com as forças armadas, a economia será de R$ 10,5 bi em 10 anos. Segundo a equipe do secretário Rogério Marinho, a reforma teria impacto de cerca de R$100 bilhões em 10 anos, mas esse valor é reduzido em quase R$ 90 bilhões com os reajustes. O texto vai para sanção presidencial.

Em dia agitado em Brasília, a PEC dos gatilhos, importante para manter o teto dos gastos, foi aprovada na CCJ da Câmara e agora espera criação da comissão especial. A proposta concorre com a PEC introduzida pelo governo no Senado. Além disso, a Câmara aprovou com 408 votos o projeto anticrime. Apesar da matéria ter avançado para o Senado, foi uma derrota política para Sérgio Moro, uma vez que ficaram de fora pontos caros ao ministro como o excludente de ilicitude, prisão em segunda instância e um acordo de plea bargain.

Por fim, hoje pela tarde acontece o Brasil 2020, evento sediado pela XP que reunirá grandes nomes do mercado para discutir os caminhos para os investimentos neste próximo ano. Não perca a oportunidade de acompanhar ao vivo neste link.  

Tópicos do dia

Brasil

  1. Política Brasil: Senado aprova reforma da previdência de militares
  2. Produção industrial de outubro frustra levemente as expectativas, mas ainda é consistente com um crescimento de 1,2% do PIB em 2019

Internacional

  1. Petróleo: Alta significativa dos preços da commodity diante da reunião da OPEP, que começa hoje
  2. Alemanha: dados de encomendas à indústria de outubro frustram as expectativas

Empresas

  1. C&A Brasil (CEAB3): Abuse e Use; Iniciamos com Compra
  2. Petrobras (PETR4): Principais destaques do Petrobras Day 2019: mais detalhes sobre o Plano Estratégico 2020-2024
  3. Equatorial Energia (EQTL3): Obtém liminar na justiça contra decisão da ANEEL sobre revisão tarifária na Equatorial Piauí
  4. JBS (JBSS3): Promete investir R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos 5 anos, podendo dobrar Seara de tamanho
  5. Rodovias: Devolução de Rodovias no radar
  6. BRF (BRDS3): Capacidade ociosa para expandir produção no Brasil e nova denúncia relacionada à Operação Trapaça
  7. Projeto de Lei do PT pede fim de benefícios para exportações que ameacem abastecimento interno
  8. Eletrobras (ELET6): Encerramento do Plano de Demissão Consensual 2019 (“PDC”)
  9. BB Seguridade (BBSE3): Brasilprev retoma liderança na captação líquida de previdência privada

Renda Fixa

  1. FGTS pode ter que bancar subsídio do MCMV novamente


Veja todos os detalhes

Brasil

Política Brasil: Senado aprova reforma da previdência de militares

  • Em dia agitado em Brasília, o plenário do Senado aprovou o projeto de reforma da previdência de militares, parte do acordo inicial para aprovação da PEC da previdência. Considerando as compensações negociadas com as forças armadas, a economia será de R$ 10,5 bi em 10 anos. O texto vai para sanção presidencial;
  • A PEC dos gatilhos do deputado Pedro Paulo, importante para manter o teto dos gastos, foi aprovada na CCJ da Câmara e agora espera criação da comissão especial. A proposta concorre com a PEC introduzida pelo governo no Senado;
  • Apesar de haver acordo para que a previsão de prisão em segunda instância fosse apreciada em forma de PEC que teria início na Câmara, ontem foi formada a comissão especial, mas não foi divulgado calendário para os trabalhos. Senadores que apoiam a lava jato consideram isso uma quebra de acordo e articularam então a retomada da discussão na CCJ do Senado. Com ampla resistência entre os parlamentares, a tramitação promete ser turbulenta em ambas as casas;
  • Câmara aprovou com 408 votos o projeto anticrime. Apesar da matéria ter avançado para o Senado, foi uma derrota política para Sérgio Moro, uma vez que ficaram de fora pontos caros ao ministro como o excludente de ilicitude, prisão em segunda instância e um acordo de plea bargain.

Produção industrial de outubro frustra levemente as expectativas, mas ainda é consistente com um crescimento de 1,2% do PIB em 2019

  • A produção industrial brasileira apresentou expansão de 0,8% na comparação mensal de outubro (Out19 / Set19) e 1,0% na comparação anual (Out19 / Out18), ligeiramente abaixo tanto das nossas expectativas (1,1% m/m e 1,7% a/a) quanto do consenso de mercado (0,9% m/m e 1,4% a/a);
  • Apesar do desempenho heterogêneo entre os setores, a expansão da produção industrial de outubro ainda é consistente com um crescimento de 1,2% do PIB em 2019;
  • Ainda que as categorias de bens semi e não duráveis tenham apresentado bons resultados em outubro, a categoria de bens duráveis sustentou mais uma vez a atividade industrial, reforçando o nosso entendimento de que o comércio de bens duráveis (impulsionado pelo mercado de crédito forte e pela regra de saque do FGTS) continua superando a performance de outros setores. A produção de bens de capital, por sua vez, contribuiu negativamente para o índice de produção industrial pelo segundo mês consecutivo, o que é decepcionante para os investimentos no 4º trimestre de 2019. Clique aqui para acessar a nossa análise completa do resultado.

Internacional

Petróleo: Alta significativa dos preços da commodity diante da reunião da OPEP, que começa hoje

  • Ontem os preços de petróleo fecharam em alta de +3,6% em US$ 63,00/barril refletindo uma queda maior do que a esperada nos estoques do EUA e uma expectativa sobre uma possível extensão do acordo de corte de produção da OPEP+ (que incluí países da OPEP e aliados como a Rússia) diante da próxima reunião do grupo que começou hoje por volta das 6h30 (de Brasília), em Viena;
  • O mercado está monitorando de perto se a OPEP+ estenderá o prazo do atual acordo de corte de produção de 1,2 mbpd (milhões de barris por dia) em comparação ao prazo atual de março de 2020. Além disso, há uma grande expectativa se o grupo também elevará o nível de cortes, com fontes mencionando uma redução adicional potencial de 0,4 mbpd;
  • A OPEP+ vem trabalhando para conter níveis de produção para equilibrar preços de petróleo desde 2017, com o intuito de fazer frente ao crescimento elevado da produção de petróleo de xisto dos EUA. Mais recentemente, a Arábia Saudita vem liderando o esforço para sustentar preços de petróleo de modo a fornecer suporte à abertura de capital da estatal petroleira Saudi Aramco;
  • Além disso, ontem a Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) reportou que os Estados Unidos reduziram suas reservas de petróleo pela primeira vez em mais de um mês. Os estoques de petróleo dos EUA caíram -4,8 milhões de barris/dia (mbpd) diante da expectativa de mercado de -1,7 mbpd;

Alemanha: dados de encomendas à indústria de outubro frustram as expectativas

  • Na Alemanha, os dados de encomendas à indústria de outubro frustraram as expectativas de melhora da atividade econômica no quarto trimestre. As encomendas caíram 0,4% em relação a setembro, contrariando o consenso de mercado que previa aumento de 0,2%;
  • O resultado negativo deveu-se principalmente ao mau desempenho das encomendas domésticas que sofreram queda de 3,2% ante setembro. As encomendas externas, por outro lado, avançaram 1,5% no mesmo período e mitigaram a má performance do mês;
  • O mau resultado no mês deve alimentar alguma desconfiança em relação à recuperação da atividade alemã, ainda que os últimos dados de atividade econômica da Zona do Euro tenham reforçado o entendimento de que existe um processo de recuperação gradual do bloco econômico.

Empresas

C&A Brasil (CEAB3): Abuse e Use; Iniciamos com Compra

  • Iniciamos cobertura das ações da C&A Brasil – CEAB3 – com recomendação de Compra e preço-alvo de R$23,0/ação para final de 2020. Nossa visão positiva se baseia em:
  • (i) Aceleração do crescimento: Esperamos que o plano de abertura de 165 novas lojas nos próximos cinco anos sustente um crescimento robusto por mais tempo. Estimamos um crescimento médio anual de +12% nas vendas, +9% de EBITDA e +18% de lucro líquido para os próximos três anos, com sólidos retornos (ROIC próximo de 13-14%);
  • (ii) Múltiplos atrativos: As ações da C&A negociam a um múltiplo P/L de 20,6x para 2020, desconto de 28% para a Renner e de 16% para a média do setor de varejo;
  • Para mais detalhes, acesse o relatório completo aqui.

Petrobras (PETR4): Principais destaques do Petrobras Day 2019: mais detalhes sobre o Plano Estratégico 2020-2024

  • Ontem a Petrobras realizou seu evento anual para analistas e investidores em Nova York, na qual forneceu mais detalhes sobre seu plano estratégico 2020-2024, sobre o qual escrevemos na semana passada (clique aqui para mais detalhes);
  • Em primeiro lugar, a Petrobras planeja aumentar seu valor justo em 45% em dois anos. As iniciativas para alcançar tal objetivo são: gestão de portfólio por venda de ativos, redução da dívida, otimização de capital de giro e otimização dos custos (redução de 15% dos gastos corporativos e 10% na redução de custos);
  • Além disso, a empresa ambiciona um fluxo de caixa mais resiliente aos baixos preços do petróleo de modo a fortalecer a sustentabilidade operacional da empresa. A expectativa é um fluxo de caixa de US$17,1 bilhões em 2020 assumindo US$ 60 como preço do barril de petróleo;
  • Com respeito a dividendos, a Petrobras pretende distribuir US$34 bilhões no horizonte 2020-2024, em consonância com sua nova política de distribuição de proventos (60% do fluxo de caixa operacional menos investimentos quando a empresa atingir o patamar de US$60 bilhões de dívida bruta). O valor está aproximadamente em linha com nossa expectativa de distribuição de US$39 bilhões no mesmo período, o que implica um dividend yield de aproximadamente 9% a partir de 2021;
  • Por fim, a Petrobras estima um custo de US$ 6 bilhões para os projetos de descomissionamento em andamento que incluem 18 plataformas & dutos submarinos e poços offshore (denominação em inglês para ativos de produção de petróleo no mar);
  • Ao todo, vemos as iniciativas delineadas no Plano Estratégico 2020-2024 como salutares para a Petrobras, embora em linha com nossas projeções. Mantemos nossa recomendação de Compra na Petrobras com preços-alvo de R$36 para PETR4 e R$35 para PETR3.

Equatorial Energia (EQTL3): Obtém liminar na justiça contra decisão da ANEEL sobre revisão tarifária na Equatorial Piauí

  • Em comunicado ao mercado divulgado ontem, a Equatorial Energia informou que obteve na Justiça liminar para suspender recente decisão da ANEEL ( Agência Nacional de Energia Elétrica) que negou o pedido de Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) de sua subsidiária de distribuição de energia no Piauí. A decisão judicial em segundo instância também suspendeu o Reajuste Tarifário Anula aprovado pela agência reguladora no final de novembro, que levaria a uma redução média de 7,16% das tarifas de consumidores;
  • A Equatorial adquiriu a distribuidora Equatorial Distribuição Piauí nos leilões de privatização das distribuidoras da Eletrobras sediados em 2018 (assim como a Equatorial Distribuição Alagoas). As regras do leilão á época previam que o comprador das concessionárias poderiam pleitear junto à ANEEL uma revisão tarifária extraordinária (RTE), dos quais um dos pontos seria a abertura e revisão do valor base de ativos instalada. Tal revisão é importante para a sustentabilidade econômico-financeira das distribuidoras, dado que parte do valor das tarifas se destina a remunerar o capital investido no passado para fornecer energia a consumidores;
  • No entanto, a ANEEL rejeitou em meados de outubro o pleito da Equatorial referente à RTE da distribuidora do Piauí, assim como os pleitos da Energisa (não coberta pela XP) para as distribuidoras de Rondônia e Acre. À época, a ANEEL alegou que os laudos entregues pelas companhas “apresentaram inconsistências e não atenderam a qualidade e prazo requeridos”, razão pela qual os prazos para aplicações da RTEs em 2019 estariam vencidos;
  • Temos uma visão positiva da notícia, embora ainda vemos um certo grau de incerteza para as revisões tarifárias das recém adquiridas distribuidoras Cepisa (atualmente Equatorial Piauí) e Ceal (atualmente Equatorial Alagoas). Por esta razão, não assumimos revisões tarifárias extraordinárias ou revisão da base de ativos em nossas estimativas. Mantemos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$22 ação (note que recentemente as ações passaram por um desdobramento de 1 para 5).

JBS (JBSS3): Promete investir R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos 5 anos, podendo dobrar Seara de tamanho

  • Em entrevista ao Valor, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa investirá R$ 8 bilhões no Brasil nos próximos 5 anos. Os investimentos serão destinados, em grande parte, à ampliação da capacidade de produção de frango, suínos e alimentos processados. O montante será viabilizado principalmente a partir do caixa da empresa, que gerou R$ 8,3 bilhões em caixa livre nos últimos doze meses encerrados em setembro;
  • O montante será aplicado na expansão de unidades que a Seara já possui, com ampliação da capacidade de abate. É o maior investimento orgânico já anunciado pela empresa. Segundo Tomazoni, a iniciativa está desvinculada da demanda externa mais aquecida provocada pela Peste Suína Africana, tendo como objetivo primordial atender o mercado interno;
  • Nos últimos doze meses encerrados em setembro, a Seara teve uma receita líquida de cerca de R$ 19 bilhões; caso dobre de tamanho, poderia faturar algo em torno de R$ 40 bilhões.

Rodovias: Devolução de Rodovias no radar

  • A diretoria da ANTT aprovou nesta semana a resolução com as regras da indenização aos concessionários que aceitarem devolver suas concessões. De acordo com o Valor, a norma passará a valer oficialmente nos próximos dias, com a publicação no Diário Oficial da União;
  • No processo de devolução da concessão, a empresa deve abrir mão do contrato para que esse seja relicitado, em troca disso recebendo uma indenização pelos investimentos realizados ao longo da concessão. Uma vez tendo acesso aos critérios, as companhias definem se a devolução é de fato mais vantajosa;
  • Esse processo pode ser beneficial para concessões cujas premissas diferiram materialmente da realidade, tornando o projeto inviável. Concessões como MSVia (CCR) e ECO101(Ecorodovias) poderiam entrar nessa categoria.

BRF (BRFS3): Capacidade ociosa para expandir produção no Brasil e nova denúncia relacionada à Operação Trapaça

  • Segundo Valor, embora os investimentos da Seara possam representar uma ameaça à liderança da BRF no médio prazo, a dona de Sadia e Perdigão não precisa de aportes significativos em seu parque fabril para expandir produção no Brasil pois ainda tem ociosidade média em torno de 15%. Em novembro, durante encontro com investidores, o vice-presidente de operações da empresa afirmou que o objetivo é reduzir a ociosidade em 50% em 2020;
  • Segundo o presidente executivo da BRF, Lorival Luz, a China deve se recuperar do baque representando pela Peste Suína Africana; um aumento de produção poderia então resultar em um cenário de sobreoferta no futuro;
  • Por fim, segundo Reuters, o Ministério Público Federal do Paraná denunciou ontem (04/12) 11 pessoas no âmbito da operação Trapaça, inclusive um indivíduo que ainda trabalharia na BRF como diretor agropecuário. A empresa divulgou comentário ao mercado afirmando que esse colaborador foi preventivamente afastado e reiterou seu compromisso com os mais elevados padrões de integridade, qualidade e segurança.

Projeto de Lei do PT pede fim de benefícios para exportações que ameacem abastecimento interno

  • Segundo Estadão, o Núcleo Agrário da Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou ontem (04/12) um projeto de lei que pede o fim do benefício fiscal oferecido pela Lei Kandir aos exportadores de produtores agropecuários;
  • Por hora, o objetivo é retirar o benefício dos exportadores de carne pois, segundo os autores do PL, o aumento do envio de proteína para o mercado global estaria “ameaçando abastecimento interno”, com preço da arroba bovina subindo 35,5% em Novembro e os embarques totais de carne bovina crescendo 50% em volume no acumulado de janeiro a outubro versus mesmo período de 2018;
  • O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira, já afirmou que não apoiará retirada do benefício, pois, “no caso específico da carne, a motivação para o atual patamar de preço não é só a exportação”, dentre eles uma demanda doméstica mais aquecida em função do abastecimento sazonal para as festas de fim de ano.

Eletrobras (ELET6): Encerramento do Plano de Demissão Consensual 2019 (“PDC”)

  • Ontem a Eletrobras divulgou, via fato relevante, que foi encerrado o Segundo Plano de Demissão Consensual 2019 (“PDC”). O Plano teve uma adesão de 1.300 funcionários, que deverão deixar a empresa até 31 de dezembro de 2019;
  • Com isso, a Eletrobras atinge 97,6% da meta estabelecida no Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2020, homologada pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST, de ter no máximo 12.500 empregados em seu quadro efetivo, em 1 de janeiro de 2020;
  • O desligamento dos referidos 1.300 empregados proporcionará uma economia estimada de R$ 490 milhões ao ano, com um retorno de 18 meses. Para o alcance da meta final do quadro de referência, em 1 de maio de 2020, que é de 12.088 empregados, nos termos homologados pelo TST, devem ser desligados mais 444 empregados.

BB Seguridade (BBSE3): Brasilprev retoma liderança na captação líquida de previdência privada

  • Após perder a liderança na captação líquida de fundos de previdência privada no início do ano para a Caixa, a seguradora conseguiu retomar a liderança em outubro com uma captação líquida de R$ 11,2 bilhões;
  • Nossa visão é positiva, especialmente considerando a agressividade do cenário competitivo no segmento, com um rouba monte constante. Com novos players e plataformas independentes entrando no mercado, qualquer sinal de competitividade pela BB Seg é positivo, principalmente considerando que a seguradora é a líder em participação de mercado;
  • Não obstante, captação líquida é um indicador de crescimento de receitas, o que tem sido um problema para a seguradora e, a julgar pelo seu último dia do investidor, parece ser um dos objetivos para 2020.

Renda Fixa

FGTS pode ter que bancar subsídio do MCMV novamente

  • Segundo o Valor Econômico, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) está em negociações para transferir, pelo segundo ano consecutivo, a despesa integral com o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • O subsídio concedido em 2019 já foi 100% financiado pelo FGTS e a medida vigora até o final deste ano. Caso uma prorrogação não seja aprovada, essa despesa voltará ao governo, que deverá arcar com 10% do valor. Porém isso pressionaria o restrito orçamento para o MCMV em 2020 (R$2,7 bilhões);
  • De acordo com o MDR, o ministério pretende acertar no mínimo 80% das dívidas do governo com as construtoras ainda nesta semana, o que deveria diminuir a pressão sob o orçamento de 2020. Essa dívida com o MCMV era de R$466,8 milhões em 22 de novembro, sendo que cerca de 5% estavam atrasados há mais de 60 dias;
  • A preocupação em relação ao MCMV no ano que vem continua, dado que o pedido de ampliação de recursos feito pelo MDR não foi atendido. O ministro Gustavo Canuto informou que sem reforço no orçamento, só as obras já contratadas serão executadas.

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