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🌎 Mundo em 60 segundos: Trade Wars, o império chinês contra-ataca

Panorama semanal, análises de cenário internacional e ações globais

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O que aconteceu na semana: Nos EUA, republicanos e democratas permanecem a trilhões de dólares de distância, buscando fechar um novo pacote emergencial entre US$ 1tri e US$ 3,5tri, e o senado americano entra hoje em recesso de 4 semanas. Trump pode se capitalizar do impasse, decretando via ordem executiva a extensão dos US$ 600 de auxílio desemprego bem como de empréstimos estudantis, o que poderia ser positivo para sua popularidade.

Crise? Ações globais já recuperaram praticamente 100% dos US$ 27,6tri perdidos na crise e se aproximam novamente da sua máxima histórica. Motivos? Liquidez: O dinheiro está mais barato que nunca (a queda nos juros na verdade é uma tendência estrutural que e devenvolve há 700 anos). Hoje temos 20% da capitalização de mercado global em juros negativos e mais de 20% do PIB global em estímulos econômicos. Consequências? Fuga para portos seguros como o ouro (+34% no ano), a PRATA (+56% no ano), e até mesmo Bitcoin (124% no ano).

Bolsas globais tiveram desempenho positivo na semana, com destaque para a bolsa de tecnologia (+3%), hoje considerada “defensiva”, e para o ouro (+3%). Quanto pior, melhor: Para esses ativos, uma economia que necessite de mais estímulos (liquidez) tem sido, no curto prazo, motivo para alta.

Setores: tecnologia lidera a alta na semana (+4%) e no ano (+25%), com Nasdaq 100 batendo mais um recorde histórico beirando os 11.300 pontos. O setor petrolífero, maior perdedor do ano (-39%), ensaia uma recuperação após explosão em Beirute levantar preocupações quanto ao suprimento da commodity e OPEC+ registrar menor produção desde 1992.

Resultados: 90% das empresas americanas já reportaram, com 81% delas superando as (baixas) expectativas e lucro agregado 23% acima do esperado. As desenvolvedoras de games foram o destaque da semana: Sucesso do lançamento de The Last of Us Part II levou a receita trimestral da Sony a superar a expectativa de mercado em 25%. Animal Crossing da Nintendo vendeu 12 milhões de cópias em 11 dias. Activision Blizzard viu Call of Duty Warzone trazer mais de 75 milhões de jogadores novos; título terá versão mobile lançada na China com 27 mi de pré-registros. Take-Two, dona do GTA, NBA2K e Red Dead Redemption, reportou pedidos de quase US$ 1bi, 20% acima do esperado.

Por fim, as horas mensais assistidas na Twitch (rede de streaming ao vivo da Amazon) atingiram 1,5 bi em julho, desacelerando desde o pico em abril, mas ainda 50% acima dos níveis pré-pandemia. O desempenho das empresas ressalta a tendência “fique em casa” promovendo novas formas de entretenimento.

Fonte: Sully Gnome

O que vem depois? Empresas na China estão adotando o blockchain na indústria de games e e-sports. Com a tecnologia, itens – anteriormente oferecidos como serviço dentro dos jogos – passam a pertencer ao próprio jogador, possibilitando revendas para outros jogadores e utilização dos produtos em outros títulos. Mesmo em estágio inicial, fica evidente a importância do blockchain para o crescimento e inovação do setor.

Segundo o Financial Times, a Microsoft buscará adquirir as operações globais do aplitcativo TikTok (e não apenas a unidade norte americana, como antes reportado), um movimento que pode intensificar as tensões entre China e Estados Unidos.

Por falar em China: saindo do mundo virtual e voltando para o mundo real…

Taiwan, o próximo alvo da ofensiva chinesa: A política expansionista de Mao Zedong, responsável pela anexação do Tibete e de Xingjiang à China por vias militares, foi devidamente abraçada por Xi Jinping após aprovação da Lei de Segurança Nacional em Hong Kong. Também conhecida como “o fim de Hong Kong”, o documento confere toda a autonomia judicial do território à Pequim, efetivamente extirpando os resquícios de democracia no país. Agora, o líder supremo da China volta sua atenção para Taiwan, a “China Livre”, que possui constituição própria, forças armadas, passaporte, sistema eleitoral e, mais recentemente, ganhou mais representação nos EUA com seu consulado em Houston, mesmo local de onde o Partido Comunista Chinês foi expulso.

Fonte: Wikimedia, Taiwan em vermelho

Taiwan é um país independente e, ao contrário de Hong Kong, rejeita a proposta chinesa de “um país, dois sistemas”. Apoiando Taiwan, Trump já acordou fornecimento de componentes balísticos ao país e autoridades americanas farão uma visita, levando ao território oficiais de maior nível hierárquico a pisar no local em 40 anos. Adicione a isto o banimento de tecnologias chinesas como WeChat e TikTok nos EUA. Todos esses fatores aumentam as tensões já elevadas desde 2019, quando Xi prometia não renunciar o uso da força e todos os meios necessários para promover a China à uma nova era. A “guerra fria” EUA x China deverá se intensificar nos próximos meses…

Bom fim de semana!

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