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Relatório Mensal de Alocação | Maio 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

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  • A guerra no Irã segue não resolvida no começo de maio, e o bloqueio do Estreito de Ormuz e suas consequências sobre o mercado de petróleo seguem como foco principal dos mercados. Mas as boas perspectivas microeconômicas voltaram a predominar, e o índice S&P500 alcançou um novo recorde histórico.
  • Na reunião de abril, o FOMC manteve a taxa básica de juros dos EUA no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A ausência de sinais de recessão e a visão de que o impacto do conflito no Irã sobre a inflação será transitório têm consolidado a expectativa de que o Fed não deve ter motivos para aumentar ou diminuir as taxas de juros até o fim do ano.
  • O Brasil vem assumindo destaque por sua condição de exportador líquido do petróleo e por sua distância política e geográfica com relação à guerra no Oriente Médio, e vem sendo percebido como um vencedor relativo entre investidores estrangeiros, mas também começa a enfrentar os efeitos negativos do conflito pelo lado da inflação.

Cenário macroeconômico no mundo

A turbulência geopolítica causada pela guerra no Irã, iniciada no último dia de fevereiro, não teve um desfecho final e definitivo ao longo do mês de abril e começo de maio, o que mantém a incerteza global em patamar elevado, principalmente com a contínua reavaliação das consequências para inflação e atividade econômica ao redor do mundo e, por consequência, sobre a condução de política monetária no curto prazo.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, e suas consequências principalmente sobre o mercado de petróleo e energia em geral, seguem como foco principal dos mercados, já que a oferta e o preço dessa commodity têm potencial de afetar os níveis de atividade e de inflação globais de forma importante nos meses à frente. Em abril, os EUA anunciaram a sua própria versão do bloqueio marítimo na região, consistindo em interceptar todas as embarcações que tenha os portos iranianos como origem ou destino. O principal objetivo do bloqueio seria o de restringir a capacidade do governo do Irã de obter lucros com a exportação de petróleo, o que colocaria pressão pela rápida assinatura de um acordo com os EUA pelo fim das hostilidades e abertura do estreito. Nos dias seguintes, surgiram relatos de ataques seguidos de apreensões de navios iranianos por parte da Marinha dos EUA.

Desde o anúncio de uma trégua entre os dois países no início do último mês, EUA e Irã tem realizado as primeiras tentativas de negociação de um acordo pelo fim do conflito, intermediadas pelo Paquistão. O Irã chegou a anunciar reabertura total do estreito para embarcações comerciais durante o período do cessar-fogo, mas a decisão foi revertida pouco tempo depois. Até o momento, as negociações não tiveram sucesso, mas ao fim do prazo inicial, os EUA adiaram indefinidamente a trégua, e o mercado tem oscilado em torno de um certo tom de otimismo com a chance de que o conflito seja encerrado no curto prazo.

O gráfico a seguir apresenta a evolução da contagem de embarcações de petróleo que cruzaram o Estreito de Ormuz ao longo do ano, bem como as recentes oscilações nos preços dos contratos futuros de petróleo com vencimento em aproximadamente um ano. Os dados indicam que, ainda que o conflito seja solucionado e a paz seja alcançada, o acúmulo de embarcações no estreito e a incerteza que deve permanecer por algum tempo entre as empresas seguradoras, o que seguiria impactando custos logísticos, sugerem que o fornecimento de petróleo ainda deve demorar a se normalizar, o que seguirá impactando os preços da commodity no médio prazo.


Gráfico 1 –Choque de oferta sustenta o preço futuro de um ano do petróleo em patamar elevado

Contagem de embarcações com petróleo e derivados atravessando o estreito de Ormuz (eixo esq.); Futuro de petróleo Brent MAR/27 (eixo dir.)

Fonte: Refinitiv. Elaboração: Alocação XP. Data-base: 30/04/26.

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