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Alocação de longo prazo em um novo equilíbrio de mercado

Apresentamos algumas das principais melhorias realizadas na metodologia de alocação, que trarão ainda mais eficiência à forma como construímos portfólios.

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Em linha com nosso processo anual de ajuste dos modelos e revisão de premissas, o Comitê Estrutural de Alocação atualizou as expectativas de longo prazo para as diferentes classes de ativos e variáveis macroeconômicas relevantes, revisando os parâmetros utilizados nos modelos de otimização das carteiras de alocação do Brasil.

A partir dessa atualização, foram recalculados os retornos esperados, volatilidades e correlações dos fatores de risco dos portfólios. De posse das novas premissas e modelos ajustados, o processo convergiu para carteiras estruturalmente mais eficientes, definidas pela melhor relação entre retorno esperado e risco para cada carteira de cada política de investimento.

Como resultado, algumas das alocações estruturais, ou “neutras”, das carteiras Conservadora, Moderada e Sofisticada foram ajustadas e passam a constituir a nova referência para a definição dos posicionamentos táticos entre as diferentes classes de ativos.

Contexto macroeconômico

A edição deste ano do Comitê Estrutural de Alocação parte de um diagnóstico que vem sendo amadurecido em nossos comitês mensais e compartilhado continuamente em nossas publicações: as principais economias globais, incluindo o Brasil, vêm adotando políticas fiscais expansionistas que ampliam a dívida pública. Como consequência, os mercados passaram a trabalhar com taxas de juros longas estruturalmente mais elevadas em países como Estados Unidos, Japão, França, Reino Unido e Brasil. A pressão fiscal e o endividamento elevado deixaram de ser um fenômeno restrito a uma ou outra economia e tornaram-se um tema global, que ancora a nossa leitura de cenário para o horizonte estrutural.

Nas economias desenvolvidas, a volta da preocupação com o excesso de endividamento e falta de perspectiva crível de consolidação fiscal acarreta um aumento nos prêmios de risco. Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 30 anos chegou a patamares próximos de 5,1% ao ano, e o prêmio a termo dos títulos de 10 anos atingiu o maior nível em uma década, refletindo um quadro fiscal mais desafiador e menos previsível, com déficit nominal em torno de 7,5% do PIB e dívida pública em rota de superar 140% do PIB até o início da próxima década. O descolamento entre os juros longos e a trajetória da taxa básica evidencia que o mercado está reprecificando esses riscos, e não apenas o atual ciclo monetário.

Gráfico 1 – Ascensão da dívida pública como tema estrutural dos mercados

Dívida pública bruta (porcentagem do PIB)

Fonte: FMI. Elaboração: Alocação XP. Data-base: 20/07/2026.

Confira o relatório completo abaixo

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