Coronavírus para iniciantes: Como impacta o bolso de quem não começou a investir ainda

Pensar no longo prazo, entender as variações da bolsa e a queda da taxa selic são fundamentais para não investir errado com o Coronavírus


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O surto de coronavírus que começou pelo leste asiático chegou na Europa e agora atravessou o Oceano Atlântico até a América do Sul, trazendo preocupações significativas para os investidores brasileiros.

Até há pouco tempo estávamos todos muito otimistas com o Brasil, e era nítido perceber que havia muita oportunidade no mundo de ações, com recordes atrás de recordes no índice Ibovespa.

Além disso, um fluxo considerável de recursos provenientes da queda de juros da renda fixa para os grandes ganhos da renda variável. O que mudou? Honestamente, nada. Se você parar para ler os relatórios de grandes casas de pesquisa, o argumento é o mesmo “o coronavírus não modifica nosso call estrutural”. – E o que isso significa?

Vou colocar de outra forma para você:

O gráfico abaixo pode assustar um pouco, mas não há nada a temer. Vamos devagar. Ele mostra exatamente o comportamento do índice Ibovespa desde 2015 até 26/02, dia em que a Bolsa brasileira fechou com uma queda de -7%.  Eu disse que ia devagar, então vamos lá.

Retirei esse print do twitter @hbredda, do Henrique Bredda, gestor dos Fundos da Alaska Asset Management.

  1. A primeira queda que você visualiza nesse gráfico é de -13,79% e ela representa a queda do índice em 2015. Antes de virar o ano, a Bolsa contabilizava 43.349 pontos e o cenário era de pessimismo com as contas públicas no país, o ministro Joaquim Levy era substituído por Nelson Barbosa e o cenário internacional não era dos melhores.
  2. A segunda queda, de -18,54%, refletia o preço de empresas exportadoras por causa da desvalorização do dólar. Na época, Fibria (-54,58%), Embraer (-48,18%), e Suzano (-43,25%) representavam as maiores baixas.  Ainda assim, o índice Ibovespa representava uma alta em relação ao período anterior.
  3. A terceira queda, de -18,18%, entre 2016 e 2017 traz diversos acontecimentos, mas vou citar apenas alguns: Teve o Brexit, eleições nos EUA com o Trump sendo eleito inesperadamente, possível congelamento nos preços do petróleo pela OPEP e o Impeachment da então presidente do Brasil, Dilma Roussef. Mesmo assim, se olharmos o fechamento do ano de 2015 para 2016, a Bolsa fechou com alta de +38.9%. Só aqui já temos um bom exemplo de como é estar bem posicionado em adversidades.

Veja a quantidade de quedas ainda demonstradas neste gráfico. Sem maiores exemplificações, ele ainda traz o fatídico “Joesley Day” (apenas em 17/05 a Bolsa caiu duas vezes -10% e causou dois circuit breakers), a Greve dos Caminheiros, a Guerra Comercial EUA–China, a volatilidade adquirida pelo cenário de eleições para Presidente no Brasil, as incertezas no mercado causadas pela Reforma da Previdência, as discussões do COPOM para a redução da SELIC e, ainda, os resultados que mostram uma desaceleração Global.

Apenas no final, na última das quedas é onde você encontra o impacto negativo do coronavírus na nossa economia. Agora eu te pergunto: essa queda te parece maior, menor, ou igual as outras?

O que precisa ficar claro para você é que, independentemente das consequências na saúde e das precauções que devem ser tomadas em relação ao alastramento do coronavírus, internamente, e na economia, a visão estrutural dos analistas não se modifica porque os fundamentos das empresas se mantêm em sua grande maioria.

Bolsa brasileira x Bolsas globais

Quando olhamos para a Bolsa brasileira e comparamos com as Bolsas do mundo, o comportamento recente é idêntico. Veja esse outro gráfico aqui, por exemplo:

Antes que você o considere muito complicado, eu vou traduzir essas linhas para você. Respectivamente, são: o ETF do Ibovespa, bolsa brasileira  (EWZ US Equity – linha rosa), o índice da Bolsa norte americana (S&P 500, linha verde), e a Bolsa europeia (Eurostox 600, linha branca). Perceba que mesmo que cada uma tenha valores diferentes, e a brasileira estando abaixo das outras duas no momento, o comportamento, como eu disse, é idêntico.

Reduzindo a imagem do mesmo gráfico para o comportamento dos três índices das bolsas brasileira, norte americana, e europeia, de janeiro até agora:

Conseguiu identificar como os comportamentos são mesmo idênticos?

Algumas empresas que compõe esses índices são imediatamente impactadas e outras vão absorvendo as consequências ao longo do tempo, e você pode encontrar mais de uma ação do seu interesse que possa ser interessante para esse momento.

Diversificação

É imprescindível destacar a importância da diversificação.  Estar totalmente alocado em ativos que sofrem diretamente com o corona vírus, por exemplo, traz uma volatilidade natural para a carteira de um investidor com maiores exposições em commodities, exportadoras, e empresas de capital aberto diretamente relacionadas a viagens. 

Se a sua ideia é aproveitar esse momento de queda acreditando que a Bolsa vai se recuperar no longo prazo, e se você tiver o perfil agressivo veja esse relatório que indica como se posicionar com a Bolsa em queda. Mas caso tenha outro perfil de investidor também temos os melhores fundos de investimentos e a visão de nossos gestores.

Quer saber quais são as ações indicadas pelos analistas XP para este mês? Confira o nosso Panorama de março.

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