A Renda Fixa não morreu: a evolução dos spreads de crédito

Fausto Filho e Eric Vieira, da XP Asset, discutiram a evolução do spread de crédito no mercado brasileiro. Os gestores comentaram sobre os acontecimentos dos últimos meses e suas perspectivas, concluindo que a Renda Fixa definitivamente não morreu.


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Em painel realizado na Sala Virtual da XP Asset Management na #expertxp2020, Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset, e Eric Vieira, co-gestor dos mandatos de crédito high grade da XP Asset, bateram um papo com Camilla Dolle, analista de Renda Fixa da XP Investimentos, sobre spread de crédito. Os gestores comentaram sobre os acontecimentos dos últimos meses e suas perspectivas, concluindo que a Renda Fixa definitivamente não morreu.

O que é spread de crédito?

Antes de iniciar a discussão, a mediadora do painel, Camilla Dolle, procurou contextualizar o que significa o termo spread de crédito: Spread de crédito, segundo ela, é o prêmio que o investidor recebe pelo risco que corre ao investir num título de dívida de uma empresa, em relação a um título público (risco soberano).

Existem 3 principais componentes do spread de crédito: o risco de crédito (risco da empresa não pagar o empréstimo); taxas de juros praticadas no mercado (historicamente, em geral, uma SELIC mais alta gera spread maior, e vice versa); e prêmio de risco (influenciado pelo ciclo econômico, certeza ou incerteza, e o custo de oportunidade do investidor).

Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset

Como o spread de crédito evoluiu no tempo?

Ao longo dos últimos anos até o final de 2019, com o desenvolvimento do mercado de capitais e o aumento da demanda do investidor por fundos de crédito privado, houve um fechamento dos spreads.

Os spreads de crédito no mercado secundário e nas novas emissões ficaram em patamares que em nosso entendimento não faziam sentido. A nossa decisão enquanto Asset foi de fechar os fundos para novas aportes, de modo a não diluir o retorno dos clientes.

Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset

No final de 2019, o mercado passou por uma pequena turbulência, que, no entanto, serviu para ajustar os spreads a patamares mais corretos.

O spread de crédito durante a pandemia

Com a incerteza pandemia, houve um movimento forte de aversão a risco pelos investidores, que buscaram por liquidez, resgatando fundos de crédito privado e impulsionando uma aceleração forte dos spreads.

Ativos que eram comprados antes da crise a CDI+0,5%-1,0% a.a., chegaram a taxas de CDI+4%-5% a.a.. Esse aumento (abertura) nas taxas e consequente queda nos preços foi provocado, ao mesmo tempo, pelo medo dos impactos econômicos da pandemia sobre as empresas, mas também pelo retorno negativo, provocado pela marcação a mercado dos fundos de crédito, fazendo com que os investidores acelerassem seus resgates, num ciclo vicioso.

Na segunda quinzena de abril, os compradores voltaram para o mercado e o processo de normalização das taxas/spreads foi iniciado.

Percebemos que o investidor brasileiro está habituado com a volatilidade nos mercados de bolsa. No entanto, quando se trata de renda fixa, a variação acabou gerando medo.

Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset

Perspectivas

Os gestores da XP Asset demonstraram otimismo em relação ao comportamento dos spreads olhando para o futuro.

A abertura dos spreads gerou uma oportunidade de entrada e ainda estamos num momento em que eles continuam altos. Há prêmio para investir nesta classe hoje.

Eric Vieira, co-gestor de Crédito High Grade da XP Asset

A abertura de spread ocorreu mesmo em setores que não são negativamente afetados pela crise. Quando isso acontece, se torna uma boa oportunidade de entrada.

Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset

Segundo os gestores, quando se trata do mercado acionário, quando o preço cai, há uma necessidade de fatos novos para subir novamente. Na renda fixa, por outro lado, a menos que haja evento de crédito negativo, uma eventual desvalorização de um ativo é revertida no tempo, se o mesmo for carregado até o vencimento. O meio do caminho é a volatilidade da marcação a mercado.

A renda fixa não morreu

O bate-papo terminou com uma conclusão clara: a renda fixa não morreu.

CDI virou uma palavra proibida, mas Renda Fixa não é CDI. Com spreads e taxas nos patamares atuais, essa classe de ativo ainda deverá trazer muitas alegrias. A Renda Fixa, inegavelmente, não morreu.

Fausto Filho, CIO de Renda Fixa da XP Asset

Por dentro do time

Fausto Filho

CIO de Renda Fixa Crédito Privado da XP Asset Management. Está na XP Asset há 10 anos, com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, sendo 15 deles em gestão de crédito.

Eric Vieira

Co-gestor, junto com o Fausto Filho, das estratégias de crédito high grade da XP Asset. Está na XP Asset há 6 anos e atua em crédito há quase 10 anos.

Portfólio de produtos

Crédito High Grade

Crédito Estruturado/High Yield

Reprise

Confira a reprise da conversa, conduzida por Rafael Culbert, do time de distribuição de Fundos da XP Inc.

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