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UE aprova 6,9 bilhões de euros para projetos de hidrogênio | Café com ESG, 19/02

Importações de módulos fotovoltaicos caem ligeiramente em 2023 (vs. 2022); Comissão Europeia aprova 6,9 bilhões de euros em financiamento público para projetos de infraestrutura de hidrogênio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• Com a semana mais curta por conta do feriado de Carnaval, o Ibovespa registrou leve ganho de 0,5%, enquanto o ISE também subiu 0,73%. Já o pregão de sexta-feira terminou em território positivo, com o IBOV e o ISE em queda de 0,72% e 0,31%, respectivamente.

• No Brasil, as importações dos módulos fotovoltaicos em 2023 somaram 17,5 GW, um ligeiro recuo de 1,7% vs. 2022, segundo levantamento da consultoria Greener – após um 2022 aquecido, com aumento de 70% nas compras de painéis produzidos no exterior, os números de 2023 indicam para uma estabilização no mercado de energia solar fotovoltaica. 

• No internacional, (i) a Comissão Europeia aprovou, na semana passada, até 6,9 bilhões de euros em financiamento público para projetos de infraestrutura de hidrogênio – que incluem eletrolisadores, gasodutos e terminais portuários – chamado Hy2Infra, o objetivo principal é aumentar o fornecimento de hidrogênio renovável e, consequentemente, reduzir a dependência do gás natural, o que atende aos focos do Plano REPowerEU; e (ii) cerca de 900 toneladas de baterias de lítio estavam em chamas em uma fábrica de reciclagem de baterias no sul da França do grupo francês de reciclagem SNAM, informaram as autoridades ontem – as baterias de lítio são vitais em dispositivos elétricos, mas contêm materiais combustíveis que, combinados com a energia que armazenam, podem torná-las vulneráveis a pegar fogo quando expostas ao calor. 

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Brasil

Empresas

Aché fecha acordo com Atiaia para produzir sua própria energia

“A farmacêutica Aché Laboratórios fechou contrato com a Atiaia Renováveis, empresa de comercialização e geração de energia do Grupo Cornélio Brennand, para abastecer seus laboratórios localizados em Guarulhos (SP), Nações Unidas (SP), Pernambuco e Anápolis (GO), a partir de janeiro de 2025. O abastecimento será proveniente da Usina Fotovoltaica Maravilhas II, que fica na cidade de Goiana (PE), com 27,5 MW de capacidade instalada. Já o volume de energia fornecido será de 6,7 megawatts-médios, suficiente para abastecer a demanda das quatro fábricas. A produção da unidade fabril de Londrina (SC) continua sendo suprida pela distribuidora local. Neste modelo de negócios, a Atiaia arrendará uma usina solar e sua outorga ao Aché, que receberá autorização para gerar energia elétrica destinada exclusivamente ao seu consumo. No jargão do setor elétrico, este arranjo é conhecido como autoprodução de energia.”

Fonte: Valor Econômico, 17/02/2024

Por que o futuro da bioeconomia na Amazônia envolve a agroindústria

“A Natura inaugurou em fevereiro a primeira agroindústria de óleos essenciais dentro de seu universo de comunidades fornecedoras da Amazônia. A planta de Santo Antônio do Tauá, a 56 quilômetros de Belém, no Pará, promete mudar a vida de cem famílias da região. Os produtores já vendiam plantas como capitiú, estoraque, pataqueira e priprioca – utilizadas em produtos da linha Ekos –, mas sempre para um intermediário, responsável pelo processamento. A implantação de uma estrutura industrial, ainda que de pequeno porte, no meio de uma região extrativista representa uma mudança significativa no modo de produção local. A matéria-prima bruta agora passa por um tratamento inicial da própria comunidade de Campo Limpo. A expectativa é que sejam processadas cerca de 150 toneladas anuais de cultivos locais. Das 48 comunidades amazônicas com as quais a Natura mantém contratos de fornecimento, 18 já possuem agroindústrias. Nem todas foram construídas em parceria com a companhia, mas a ideia da empresa é cada vez mais levar a agregação de valor para perto de onde vêm os insumos. Essa transformação da agricultura familiar costuma ser apontada como uma das chaves para o desenvolvimento sustentável na região. Mas a tarefa não é simples. Mudar a realidade dos pequenos agricultores exige dinheiro e conhecimento.”

Fonte: Capital Reset, 19/02/2024

Política

Agentes pedem mais biometano e mercado livre na agenda regulatória de SP

“Agentes do setor pedem mais biometano e mercado livre na agenda regulatória da Arsesp, em São Paulo. Os agentes do setor querem ver mais discussões sobre biometano e mercado livre na regulação de São Paulo. Esses foram os temas mais pedidos pela indústria do gás na consulta pública sobre a agenda regulatória da Arsesp para o biênio 2024-2025. A agência reguladora paulista definiu suas prioridades e propôs alguns temas bem quentes para este ano, como a disputa de R$ 2 bilhões em torno da devolução de créditos oriundos da aplicação de PIS/Cofins sobre ICMS nas faturas de gás canalizado; e a 5ª revisão tarifária das distribuidoras locais. Agendas regulatórias, no entanto, são um campo aberto em disputa. E mais do que olhar para o que já está dentro do radar da agência, a gas week se debruça esta semana sobre aquilo que ficou inicialmente de fora, mas que os diferentes agentes do setor se movimentam para colocar em pauta. A Arsesp abriu espaço para sugestões de novos temas para sua agenda. As contruições ainda estão em análise. Independente do que será ou não acatado, o debate naquele que é o maior mercado de gás do país funciona como um termômetro sobre como as peças se movem no tabuleiro – antevendo os passos, inclusive, de discussões regulatórias em outras praças.”

Fonte: Epbr, 17/02/2024

Importações de painéis solares recuaram 1,7% em 2023

“As importações dos módulos fotovoltaicos em 2023 somaram 17,5 GW (gigawatts), um ligeiro recuo de 1,7% em relação ao ano anterior, aponta levantamento da Greener. De acordo com a consultoria, após um 2022 aquecido, com aumento de 70% nas compras de painéis produzidos no exterior, os números de 2023 indicam para uma estabilização no mercado de energia solar fotovoltaica. Os números também mostram uma aceleração nos últimos meses de 2023. No quarto trimestre, as importações atingiram mais de 5 GW — maior volume trimestral da série histórica. Só nos meses de novembro e dezembro, o Brasil importou quase 4 GW da China. Parte desses equipamentos, no entanto, ainda não chegou ao Brasil e deve refletir no volume nacionalizado no primeiro trimestre de 2024.”

Fonte: Epbr, 16/02/2024

Internacional

Empresas

Trabalhadores em terra da Lufthansa marcam greve para terça-feira, diz sindicato

“A Alemanha enfrentará novas interrupções nas viagens aéreas na próxima semana. Isso porque o sindicato Verdi convocou uma greve de um dia para a equipe que presta serviço em terra (chamado de ground handling) da companhia aérea Lufthansa. Segundo os sindicalistas, a greve está marcada para começar às 4 da manhã (horário local) de terça-feira (20) e será encerrada às 7h10 da manhã de quarta. A paralisação vai afetar os hubs da Lufthansa em Frankfurt e Munique, bem como outros aeroportos alemães. Segundo comunicado enviado pelo sindicato neste domingo, provavelmente haverá grandes cancelamentos e atrasos de voos. Os carregadores de bagagem, o pessoal de carga e outras equipes de serviços terrestres já abandonaram o trabalho no início deste mês, fazendo com que a Lufthansa cancelasse entre 80% e 90% dos voos regulares. Os sindicalistas do Verdi disseram que a mais nova manifestação ocorre diante da falta de acordo nas negociações com a Lufthansa em 12 de fevereiro. Eles disseram que os funcionários se sentiram “desprezados” pelas propostas da companhia aérea.”

Fonte: Valor Econômico, 18/02/2024

Fábrica de reciclagem francesa em chamas que abriga 900 toneladas de baterias de lítio

“Cerca de 900 toneladas de baterias de lítio estavam em chamas em uma fábrica de reciclagem de baterias no sul da França, informaram as autoridades no domingo, enviando uma nuvem de fumaça preta espessa para o céu acima do local. O incêndio começou no sábado em um depósito de propriedade do grupo francês de reciclagem SNAM em Viviez, ao norte de Toulouse, disse o conselheiro local Pascal Mazet em um comunicado no X. As baterias de lítio são vitais em dispositivos elétricos, de telefones a carros elétricos, mas contêm materiais combustíveis que, combinados com a energia que armazenam, podem torná-las vulneráveis a pegar fogo quando expostas ao calor – um perigo em potencial devido aos materiais tóxicos que sua queima pode emitir. Em janeiro de 2023, ocorreu um grande incêndio em um depósito na Normandia que armazenava componentes de automóveis e milhares de baterias de lítio, que foi controlado sem causar vítimas. Os bombeiros disseram que não havia indícios de liberação de poluição atmosférica perigosa. A mídia francesa mostrou uma fumaça espessa sobre o local de Viviez e o jornal Le Monde informou que até 70 bombeiros estavam lutando para controlar o incêndio.”

Fonte: Reuters, 18/02/2024

Preços do gás natural despencam enquanto os EUA se preparam para o inverno mais quente já registrado

“Os preços do gás natural nos EUA caíram para o nível mais baixo em quase três décadas, já que o inverno mais quente já registrado no país reduz a demanda pelo combustível para aquecimento, ao mesmo tempo em que a produção atinge níveis recordes. Os meses de inverno, quando a demanda por aquecimento é mais alta, estão a caminho de serem os mais amenos deste ano desde o início dos registros confiáveis em 1950, disseram os analistas, deixando o uso de gás muito abaixo do esperado. Juntamente com o aumento da produção de gás nos EUA – que atingiu um recorde de 105 bilhões de pés cúbicos por dia em dezembro – isso fez com que os preços entrassem em queda livre, despencando mais de 50% desde meados de janeiro. Na sexta-feira, os contratos de referência do Henry Hub para março foram firmados em US$ 1,61 por milhão de unidades térmicas britânicas, um aumento marginal em relação aos US$ 1,58 por milhão de btu na quinta-feira. Com exceção de alguns dias em meados de 2020 – quando a pandemia de Covid-19 esmagou a demanda – esse é o preço de fechamento mais baixo para o contrato do mês seguinte desde 1995.”

Fonte: Financial Times, 18/02/2024

Geólogos sinalizam o início da “corrida do ouro” da energia do hidrogênio

“Os geólogos estão sinalizando o início de uma nova “corrida do ouro” energética para um recurso livre de carbono até então negligenciado – o hidrogênio gerado naturalmente na Terra. Cerca de 5 trilhões de toneladas de hidrogênio existem em reservatórios subterrâneos em todo o mundo, de acordo com um estudo inédito do US Geological Survey. Ao apresentar os resultados na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Denver, o líder do projeto, Geoffrey Ellis, disse: “A maior parte do hidrogênio é provavelmente inacessível, mas uma recuperação de alguns por cento ainda supriria toda a demanda projetada – 500 milhões de toneladas por ano – por centenas de anos”. A demanda por hidrogênio como combustível e matéria-prima industrial, especialmente para produzir amônia para a produção de fertilizantes, tem sido atendida até agora principalmente pela reforma química do gás que é composto em grande parte por metano, conhecido como “hidrogênio azul” quando as emissões de carbono são capturadas ou “hidrogênio cinza” quando não são.”

Fonte: Financial Times, 18/02/2024

União Europeia aprova até 6,9 bi de euros para infraestrutura de hidrogênio na região

“A Comissão Europeia aprovou, nesta quinta (15/2), até 6,9 bilhões de euros em financiamento público para projetos de infraestrutura de hidrogênio, que incluem eletrolisadores, gasodutos e terminais portuários. Chamado Hy2Infra, o pacote foi desenhado por sete Estados-Membros (França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal e Eslováquia), dentro das regras da União Europeia do IPCEI (sigla em inglês para projetos importantes de interesse comum dos países europeus). A ideia é que, com o aporte estatal, seja possível desbloquear 5,4 bilhões de euros em investimentos privados, para aumentar o fornecimento de hidrogênio renovável e, consequentemente, reduzir a dependência do gás natural – atendendo aos objetivos do Plano REPowerEU. Com o REPowerEU, o bloco estabeleceu a meta de alcançar 10 milhões de toneladas de produção doméstica de hidrogênio renovável e 10 milhões de toneladas de importações até 2030, para substituir a demanda de gás natural, carvão e petróleo em indústrias e transportes difíceis de descarbonizar. “O Hy2Infra implementará os blocos de construção iniciais de uma rede integrada e aberta de hidrogênio renovável. Este IPCEI estabelecerá os primeiros clusters regionais de infraestruturas em vários Estados-Membros e vai preparar o terreno para futuras interconexões em toda a Europa”, disse Margrethe Vestager, vice-presidente executiva responsável pela política de concorrência da Comissão.”

Fonte: Epbr, 16/02/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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