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Reunião do G7 chega ao fim; Carvão, renováveis e nuclear em pauta | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Ministros do G7 definem 2035 como data limite para uso do carvão, entre outros compromissos climáticos assumidos

Na mídia: G7 assinará saída do carvão até 2035, mas pode oferecer margem de manobra, segundo fontes – Reuters, 30 de abril (link)

Breve contexto. Nos dias 29 e 30 de abril, os ministros ​​de energia e meio ambiente dos países do G7 (Canadá, EUA, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido) reuniram-se em Turim, na Itália, para um encontro sobre questões climáticas. Com base nos compromissos assumidos na COP28, incluindo a transição gradual dos combustíveis fósseis e o objetivo de triplicar a capacidade instalada de geração renovável do mundo (link para o nosso relatório temático com os principais desfechos da conferência), o encontro do G7 foi concluído com uma declaração conjunta concordando sobre: (i) a eliminação progressiva do carvão unabated (ou seja, que não possui suas emissões compensadas) até 2035 (ou adiante, desde que o aumento da temperatura se limite a 1,5ºC, considerando também outras ações para combate às mudanças climáticas); (ii) o aumento do investimento em redes de transmissão e distribuição de eletricidade até 2030, com um investimento anual de US$600bi em energias renováveis ​​e eletrificação; (iii) a redução das emissões de metano provenientes das cadeias de combustíveis fósseis em 75% até 2030; e (iv) o apoio à utilização da energia de fusão nuclear como meio de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, com destaque para a implementação de pequenos reatores nucleares.

Nossa visão. Entre os acordos mencionados acima, o carvão e a energia nuclear foram os grandes temas de destaque. Por um lado, embora seja um tema recorrente em fóruns internacionais, reconhecemos que esta foi a primeira vez que o G7 mencionou explicitamente à eliminação progressiva do carvão, estabelecendo uma data específica para o fim de seu uso – de válida menção, o uso do carvão para geração de eletricidade pode continuam acontecendo desde que as emissões de carbono advindas dessa operação sejam compensadas. Por outro lado, na nossa visão, o acordo deixou espaço para que os países fortemente dependentes do carvão prorroguem o prazo se outras iniciativas climáticas forem implementadas para limitar o aumento da temperatura – à título de referência, embora o carvão represente menos de 6% da matriz elétrica no Reino Unido, Itália, Canadá e França, ele ainda representa uma parcela significativa no Japão (32%), Alemanha (27%) e nos EUA (16%), segundo dados do think tank Ember. Em relação as renováveis, a colaboração em prol da energia nuclear foi destacada, impulsionada principalmente frente às preocupações sobre segurança energética, além da necessidade dos países em buscar uma
matriz diversificada em termos de fontes energéticas, com destaque para o papel dos pequenos reatores nucleares (SMR, na sigla em inglês). De forma geral, embora reconheçamos os esforços do G7 na promoção do combate às mudanças climáticas, sentimos falta de maior definição em torno de: (i) compromissos com o nível de uso de outros combustíveis fósseis, incluindo petróleo e gás; e (ii) financiamento climático.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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