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Reunião com Joaquim Leite, Ministro do Meio Ambiente: Carbono e energia renovável centralizam as discussões

Neste relatório, trazemos um feedback da reunião com o ministro do meio ambiente, Joaquim Leite, realizada na sexta-feira (06/05)

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Na sexta-feira (06), nos reunimos em São Paulo com o Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em uma reunião com empresários do setor privado. De forma geral, a reunião reforçou que o Brasil pode capturar oportunidades importantes na agenda do meio ambiente, ao mesmo tempo em que reconheceu os obstáculos e iniciativas no que tange agendas ainda desafiadoras para o país, dentre as quais o desmatamento, saneamento, reciclagem e consumo de energia dos modais de transporte. Dentre os temas discutidos, destacamos dois principais, detalhados abaixo.

(i) Energia renovável

Em um contexto em que as preocupações com as mudanças climáticas se intensificam, o maior uso das fontes de energias renováveis já existentes, somado ao investimento em novas fontes renováveis, foram temas da reunião.

Nesse cenário, a demanda global por energia limpa aumenta, e o Brasil é um dos países com matriz energética mais verde do mundo, em que as fontes renováveis respondem por 84% da matriz nacional. Conforme mencionado por Joaquim Leite, esta realidade, por si só, já faz com que os produtos e serviços brasileiros tenham, na maior parte dos casos, uma pegada de carbono inferior à de muitos países, cuja matriz energética é menos limpa. Segundo o ministro, essa sempre foi uma vantagem competitiva do Brasil, que agora ganha força maior frente ao cenário climático mais desafiador. Além disso, segundo ele, os investimentos em energia limpa têm crescido e, olhando para frente, esse é um movimento que deve se intensificar adiante.

Com oferta de vento, água e sol, o Brasil está estrategicamente bem-posicionado para se beneficiar dessa tendência verde, explorou Leite. Quando comentado das fontes renováveis já exploradas, como a solar e a eólica, comentou-se que a perspectiva positiva não se limita às fontes já exploradas, abrangendo também novas oportunidades. Nesse aspecto, o ministro destacou a oportunidade para o Brasil no mercado de energia eólica off-shore, ou seja, a geração de eletricidade através de parques eólicos em corpos d’água, geralmente no mar.

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(ii) Mercado de carbono

O cenário climático mais desafiador, como mencionamos acima, também coloca nos holofotes um mercado que tem centralizado as discussões: carbono.

Apesar deste ser um assunto fortemente discutido nos últimos tempos, ainda há tópicos em aberto quando se trata da regulamentação do mercado global de carbono, tanto o voluntário quanto o regulado – à título de referência, a cada tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser emitido, gera-se um crédito de carbono (clique aqui para acessar o nosso relatório completo sobre o tema).

Em se tratando do Brasil, o ministro Joaquim Leite abordou como o país está se preparando para atrair os olhos de outros países nesse comércio, e os diferenciais do Brasil que o levam a ter espaço para ser o protagonista desse mercado. Dentre os tópicos, destacou-se principalmente a diversidade de produtos a serem comercializados, que vão desde créditos de vegetação nativa, de energia renovável, de redução de emissões de aterros sanitários, especialmente do metano, até atividades de agricultura e indústria.

Atualmente, o Brasil conta com o mercado voluntário de carbono, que atende à demanda por créditos de empresas ou pessoas físicas que decidem reduzir as emissões de gases de suas atividades econômicas de forma voluntária. Olhando para frente, Leite comentou que o foco está em preparar o país para ter uma estrutura de mercado nacional para poder atender as exigências internacionais.

À medida em que, cada vez mais investidores demandam uma postura ativa das companhias brasileiras na agenda ESG, e isso envolve um posicionamento no que se refere ao combate às mudanças climáticas, a demanda das companhias que têm interesse em compensar suas emissões aumenta, refletindo diretamente na maior demanda por créditos de carbono. A nosso ver, a compensação de emissões se tornou, além de um compromisso com o futuro do planeta, uma estratégia de mercado que ajuda a equilibrar o nível de emissões na atmosfera.

Nossa visão

De forma geral, vemos que a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) é hoje uma das principais agendas das diferentes nações e, não diferentemente, do Brasil. Isso posto, em conjunto com o papel do governo em impulsionar a agenda ambiental, cada vez mais os próprios investidores, as empresas e a sociedade em geral têm assumido o protagonismo no fomento das temáticas aqui mencionadas.

Pensando no universo dos investimentos, a tendência é que, cada vez mais, o desempenho ambiental das diferentes companhias seja acompanhado ainda mais de perto pelos investidores, movimento este que já temos observado. Nesse sentido, os relatórios que temos publicado na seção do Research ESG da XP devem ajudá-los, como investidores, a entender melhor como o Brasil está evoluindo no tema ambiental e, indo além, como cada companhia da nossa cobertura está posicionada nessa agenda.

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