Relatório do IPCC: Um chamado para todos, inclusive para o mercado, frente a um cenário alarmante do clima

Neste relatório, nós buscamos: (i) analisar o novo cenário apresentado no relatório recém divulgado pelo IPCC; (ii) trazer as consequências do mesmo, tanto para o mundo, quanto para o Brasil; e (iii) abordar nossa visão a cerca da precificação, por parte do mercado, do cenário alarmante em termos das mudanças climáticas.


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Subindo o tom da mensagem. O Painel Intergovernamental sobre o Clima da ONU (IPCC) divulgou na semana passada o relatório com a mais recente atualização em relação às mudanças climáticas. Na nossa visão, a nova edição é mais contundente do que os alertas anteriores, subindo o tom da mensagem, e evidenciando a grande responsabilidade do humano nesse processo.

A temperatura está aumentando em velocidade recorde (…) A Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5°C acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado. Para ter chance de estabilizar o aumento em 1,5°C até 2100, será preciso emitir no máximo 500 bilhões de toneladas de CO2 durante este período. Contudo, na velocidade atual, isso equivale a apenas mais 12 anos de emissões mundiais (vs. mais 79 anos até o fim deste século).

(…) E, com isso, eventos climáticos extremos ocorrerão em maior frequência. Enchentes, ondas de calor e frio incomuns são alguns dos exemplos, mas fato é que a lista vai além. Se as emissões não forem reduzidas, cerca de um terço das áreas terrestres globais deverão sofrer pelo menos uma seca moderada até 2100. E o Brasil deve sofrer as consequências, como estiagens no Nordeste e no Centro-Oeste, e enchentes em cidades do Sudeste, além de um impacto considerável na produção agrícola do país.

É difícil dizer que este alarmante cenário já está sendo considerado pelo mercado (…) Elencamos três principais razões pelas quais acreditamos que o mercado ainda não está precificando o custo das emissões nas empresas: (i) dificuldade de mensuração, principalmente do escopo 3; (ii) inexistência de um preço global de carbono; e (iii) falta de visibilidade do quanto deste custo será repassado ao consumidor e quanto impactará os lucros das companhias.

(…) Mas, na nossa visão, o mercado precisa, e deve, ficar cada vez mais atento a este risco. Os riscos a que o mercado estará exposto no futuro serão muito diferentes daqueles que já se fizeram presentes no passado. E, na nossa opinião, o risco climático é um deles e ele precisa ser levado em conta.

Mais do que nunca, é preciso agir, e rápido. Sabemos que a pressão pelo combate à mudança climática existe e é responsabilidade de todos: governos, empresas, investidores e sociedade em geral. O que o mundo fará imediatamente com essa informação irá definir o tamanho do impacto, mas uma coisa é certa: os efeitos do aquecimento já estão sendo vistos, com parte deles irreversíveis, e tendem a se intensificar adiante se nada for feito.

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A temperatura do planeta está aumentando em uma velocidade recorde

O Painel Intergovernamental sobre o Clima da ONU (IPCC), apresentou na semana passada (9/agosto), o novo relatório com as avaliações científicas sobre as mudanças climáticas, suas implicações e potenciais riscos futuros. Na nossa visão, o relatório é mais contundente do que os alertas anteriores, subindo o tom da mensagem, e quantificando o papel do humano nesse processo.

As discussões a cerca do combate às mudanças climáticas não são de hoje, mas fato é que elas ganharam mais relevância recentemente, principalmente devido ao aumento constante na temperatura global nas últimas décadas, que agora está cerca de 1,1°C acima dos níveis pré-industriais (Figura 1).

No relatório anterior, de 2014, o IPCC projetava que a temperatura global deveria aumentar até 4,8°C neste século, se considerado o pior cenário (ausência de ações eficientes na mitigação das mudanças climáticas). Agora, a atualização mostrou números ainda mais impressionantes: nesse mesmo cenário – ou seja, de ausência de ações eficientes – o aquecimento pode chegar a 5,5°C em 2100, ou seja, 15% acima da estimativa anterior.

Já no melhor cenário, em que assume-se que as emissões de gases de efeito estufa forem reduzidas na próxima década, as temperaturas médias ainda podem aumentar até 2,3°C em 2100 (vs. 1,7°C no cenário anterior).

RCP (Representative Concentration Pathway): O RCP é uma estimativa de concentração de gases de efeito estufa adotada pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Os cenários estimados foram usados ​​para modelagem e pesquisa climática para o quinto Relatório de Avaliação do IPCC (AR5) em 2014. Os caminhos descrevem diferentes futuros climáticos, todos considerados possíveis dependendo do volume de gases de efeito estufa (GEE) emitidos nos próximos anos.

RCP 2.6 – cenário de mitigação: exige que as emissões de dióxido de carbono (CO2) comecem a diminuir em 2020 e cheguem a zero em 2100, além de exigir que (i) as emissões de metano (CH4) cheguem a aproximadamente metade dos níveis de 2020; e (ii) as emissões de dióxido de enxofre (SO2) diminuem para aproximadamente 10% das de 1980–1990. O RCP 2.6 requer emissões negativas de CO2 (como a absorção de CO2 pelas árvores). Neste cenário o aumento da temperatura global provavelmente se manterá abaixo de 2°C até 2100.

** RCP 8.5 – cenário de altas emissões: combina estimativas a cerca do aumento expressivo da população e de crescimento de renda relativamente lento, com taxas modestas de mudança tecnológica e de intensidade energética, levando a alta demanda de energia e emissões de GEE a longo prazo, considerando a ausência de políticas de mudança climática – ou seja, é um cenário de altas emissões, resultado provável se a sociedade não fizer esforços concertados para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

De forma bastante clara, o relatório deixa a seguinte mensagem: a Terra está esquentando mais rápido do que era previsto e se prepara para atingir 1,5ºC acima do nível pré-industrial já na década de 2030, dez anos antes do que era esperado.

E as ações humanas contribuíram de forma considerável para atingirmos esse cenário preocupante. Do aumento de 1,1°C na temperatura global visto de 1850-1900 aos dias de hoje, o humano foi responsável por 1,07°C – ou seja, 98%. Segundo o IPCC, é um fato estabelecido que a influência humana aqueceu o sistema climático e que mudanças climáticas generalizadas e rápidas ocorreram, deixando nítida a contribuição humana no aquecimento global e a nossa responsabilidade pelos efeitos do aumento da temperatura, tais como elevação do nível do mar, alterações em regime de chuvas e secas, entre outros danos.


Dados da organização Our World in Data mostram que desde 1850 até 2019, vimos um aumento de mais de 185x nas emissões de CO2, saindo de ~200 milhões de toneladas/ano e ultrapassando o patamar de 39 bilhões de toneladas/ano (Figura 3).

Para ter chance de estabilizar o aumento da temperatura em 1,5°C até 2100, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris, será preciso emitir no máximo 500 bilhões de toneladas de CO2 durante este período. Contudo, na velocidade atual em que estamos, isso equivale a apenas mais 12 anos* de emissões mundiais (vs. mais 79 anos até o fim deste século).

*Considerando o patamar de 39 bilhões de toneladas de CO2 emitidas mundialmente em 2020.

O motor do aquecimento está na queima de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão mineral, por veículos a combustão e usinas termoelétricas, e a consequente produção de CO2. Mas a preocupação não se limita a isso: o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), resultantes de atividades agropecuárias, compõem a trinca do efeito estufa. A Figura 4 ao lado, retirada do relatório da ONU, mostra os componentes individuais que contribuem para a mudança de temperatura por conta da influência humana, sendo o metano o segundo gás, somente atrás do CO2, que mais impacta o aquecimento global.


É de se esperar eventos climáticos extremos em maior frequência

Frente ao aumento da temperatura do planeta, é de se esperar que eventos climáticos extremos ocorrão em maior frequência. As mudanças climáticas estão intensificando o ciclo da água, o que traz chuvas mais intensas e inundações associadas, bem como secas rígidas em muitas regiões. Segundo o IPCC, se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas, cerca de um terço das áreas terrestres globais deverão sofrer pelo menos uma seca moderada até 2100.

Enchentes, ondas de calor e frio incomuns são alguns dos exemplos, mas fato é que a lista, no entanto, vai além e a frequência desses eventos extremos está diretamente ligada ao quanto a Terra irá esquentar neste século. Ou seja, ainda resta uma “janela de oportunidade”, cada vez menor, para tentar limitar o aquecimento abaixo de 1,5°C até 2100, como definido no Acordo de Paris em 2015.

Além de tais eventos, há um consenso de que o nível do oceano continuará subindo, mas a elevação total ao longo dos próximos anos dependerá, também, do nível de emissões. No cenário mais otimista, considerando fortes e imediatos cortes na emissão de gases-estufa, tal aumento pode ser de 0,28-0,55m. Já no pior cenário, em que as emissões continuam no patamar atual, essa elevação pode ser de 0,63-1,02m. Embora mais improvável, esse cenário não pode ser descartado, já que a realidade atual continua sendo de altas emissões.

Ainda assim, mesmo considerando um cenário intermediário, em que controla-se as emissões e o aumento de temperatura se mantém em torno de 1,5°C até 2100, os oceanos continuarão a subir por muito tempo no futuro, dado que parte das mudanças climáticas causadas pela atividade humana até agora já são irreversíveis – desde 1901 até atualmente, o nível do mar já subiu 20cm (Figura 5).


E o Brasil nesse cenário?

O planeta tem esquentado mais rápido do que o previsto e o Brasil deve sofrer com eventos climáticos extremos mais frequentes. Em 2019, sem considerar as emissões advindas do uso da terra, o Brasil emitiu 465 milhões de toneladas de CO2, representando, portanto, 1,3% das emissões do mundo e levando o país a ser o 13° maior emissor mundial. Contudo, ao analisarmos a evolução desse percentual ao longo do tempo, o crescimento foi expressivo – Figura 6 e 7.


Além disso, quando consideramos também as emissões frente ao uso da terra (como por exemplo, desmatamento), que representam 44% do total (Figura 8), o Brasil emitiu 2,18 bilhões de toneladas de CO2 em 2019, um aumento de +9,6% vs. 2018.

Dentre as consequências diretas para países como o Brasil, duas principais foram destacadas: (i) eventos climáticos extremos mais frequentes, como estiagens no Nordeste e no Centro-Oeste, e enchentes em cidades do Sudeste; e (ii) impacto na produção agrícola do país – secas mais frequentes, chuvas mais intensas, aumentos ou diminuição de temperatura e, consequentemente, queda ou perda na capacidade de produção de alimentos. Segundo nota recente da pasta comandada por Tereza Cristina, Ministra da Agricultura, esse cenário pode comprometer diretamente a segurança alimentar nacional e global, gerando prejuízos socioeconômicos incalculáveis.

Sabemos que a pressão para as empresas pelo combate à mudança climática existe, mas para alguns setores o tempo é mais curto. Conforme já mencionamos, a materialidade – ou seja, relevância – dos fatores ESG diferem de indústria para indústria. No que diz respeito ao pilar ambiental, alguns setores estão mais amplamente expostos a estes riscos, dos quais destacamos três principais: mudanças climáticas, capital natural e poluição & resíduos. Segundo a MSCI – veja a Figura 9 abaixo – dentre os setores mais expostos, encontram-se: Energia, Materiais básicos, Serviços Públicos e Consumo Básico.

*A classificação “alta” indica que a indústria geralmente enfrenta maior exposição a riscos relacionados ao tema. A classificação “baixa” indica que as empresas desse setor enfrentam menor exposição ao tema.


Será que este cenário preocupante já está sendo considerado pelo mercado?

Os efeitos do aquecimento global já estão sendo vistos, e tendem a se intensificar adiante se nada for feito. Frente ao cenário alarmante, o risco em relação às mudanças climáticas fica ainda mais evidente e acaba, em maior ou menor medida, sendo algo que precisa e deve ser monitorado por todas as empresas. E não somente pelas empresas, mas também pelos investidores e mercado em geral.

Dito isso, a principal pergunta que fica é: a exposição das empresas ao risco climático já está sendo considerado, por parte do mercado, no valor das mesmas? É difícil dizer que sim, mas, na nossa visão, os riscos a que o mercado estará exposto no futuro serão muito diferentes dos riscos que já se fizeram presentes no passado. E, na nossa opinião, o risco climático é um deles e ele precisa ser levado em conta.

Abaixo elencamos três principais razões pelas quais acreditamos que o mercado ainda não esteja precificando o custo das emissões de carbono por parte das empresas.

(i) Dificuldade de mensuração das emissões de CO2, principalmente do escopo 3


Quando olhamos para o número de Bolsas de valores ao redor do mundo que tem a divulgação de relatórios de sustentabilidade ou documentos que formalizem os parâmetros ESG por parte das empresas como requisito obrigatório para a listagem de ações, observamos um número que vem crescendo ano a ano (Figura 10). O avanço é claro, contudo, o espaço adiante é maior ainda: somente 24% das Bolsas globais possuem essa divulgação como obrigatória.

Porém, do lado positivo, as empresas estão cada vez mais, ainda que não obrigatoriamente, divulgando informações relevantes sobre políticas que tangem os aspectos ESG. No caso da B3, Bolsa de valores brasileira, a publicação não é obrigatória. Contudo, a crescente demanda por parte dos investidores de dados e transparência em relação à agenda ESG, somado ao reconhecimento da importância por parte das empresas, já tem surtido efeito: das 84 empresas que fazem parte do Índice Ibovespa, 63 já possuem relatório de sustentabilidade – ou seja, 75%. Porém, quando ampliamos esse universo para todas as empresas com capital aberto no Brasil, esse mesmo percentual recua para 22% (89 de 406 empresas).  

Os avanços recentes são nítidos, mas ainda há um longo caminho pela frente – não somente em termos de possuir um relatório de sustentabilidade, mas, principalmente, do nível de informação que nele é divulgado. Pelo fato de ainda não existir uma padronização global em termos de divulgação, a consequência é que tais relatórios variam significadamente em termos das informações apresentadas.

E esse cenário não é diferente quando pensamos na divulgação a cerca das emissões de CO2 por parte das empresas: ainda existe um número considerável de companhias que carecem desses dados, seja porque ainda não o tornaram público, ou então por ainda não terem realizado de fato a mensuração de suas emissões, não tendo, portanto, visibilidade do seu impacto e consequente exposição a esse risco.

Tendo em vista a relevância crescente dos fatores ESG, não seria de se surpreender a divulgação de relatórios que abordam as perspectivas ambientais, sociais e de governança tornar-se um requisito obrigatório para as empresas listadas. Indo além, o mesmo se faz válido em termos da obrigatoriedade de divulgação das emissões – tanto do escopo 1 e 2, quanto do 3.

Escopo 1: Emissões que são resultado direto das operações da própria empresa;
Escopo 2: Emissões indiretas, provenientes da energia elétrica adquirida para uso da própria companhia;
Escopo 3:
Emissões indiretas não incluídas no escopo 2 que ocorrem na cadeia de valor da empresa. Emissões ligadas às operações da companhia, como matéria-prima adquirida, viagens de negócios e deslocamento dos colaboradores, descartes de resíduos, transporte e distribuição.

(ii) Inexistência de um preço global de carbono

Membros do FMI sugeriram recentemente a introdução de um modelo global para definição de um piso para o preço do carbono na próxima década, visando cumprir os objetivos do Acordo de Paris. Embora as discussões a cerca de um preço global de CO2 esteja cada vez mais em voga, existe ainda um longo caminho para chegarmos lá. De acordo com dados do Banco Mundial, atualmente as mais de 65 iniciativas em torno da precificação de carbono cobrem somente cerca de 21,5% das emissões globais de CO2. E a dificuldade não para por aí: o preço do carbono nas diferentes regiões do mundo diferem, e muito, entre si.

Na União Europeia, o preço está no patamar de € 57 por tonelada (alta de +75% desde o início do ano), elevando o custo de poluir para os agentes do bloco. Já nos Estados Unidos, os preços de carbono subiram também com expectativas de regulamentações mais duras frente à vitória de Joe Biden, estando em torno de US$ 51 por tonelada – valor sete vezes maior do que o praticado pela administração de Donald Trump.

A China, por sua vez, se comprometeu a cortar emissões líquidas de carbono até 2060, e em fevereiro deste ano, as regras sobre o mercado de carbono nacional entraram em vigor, marcando o início de, potencialmente, um dos maiores mercados de carbono do mundo.

Por fim, quando olhamos para o Brasil, a estrutura do mercado brasileiro ainda não está madura, e apesar das perspectivas positivas, atualmente os preços dos CBIOs (contratos de carbono) estão na casa de US$ 6 por tonelada, muito abaixo, portanto, do registrado em outros países. No caso de um cenário em que a China, a UE e os EUA tivessem um preço único de carbono, isso eventualmente seria um sinal importante para o mundo e para os mercados.

(iii) Falta de visibilidade do quanto deste custo será repassado ao consumidor e quanto impactará os lucros das companhias

Outro grande desafio na tentantiva de calcular o impacto do preço do carbono nas avaliações do valor das empresas é a dúvida de quanto desse custo seria repassado ao consumidor, que teriam que pagar parte da conta, e quanto iria atingir os lucros das empresas.

Fato é que a implementação desse potencial preço global de carbono, se feita de forma repentina, pode ter um grande impacto nos mercados. No entanto, é de se esperar que, se for este o cenário, essa implementação seria feita de forma gradual e, consequentemente, o impacto no valor das ações seria mais ameno.

Mesmo no cenário mais conservador, acreditamos os investidores e o mercado em geral precisam ficar cada vez mais atentos, de forma a levar em consideração o impacto de preços de carbono mais altos. Conforme mencionamos acima, acreditamos que os riscos a que o mercado estará exposto no futuro serão muito diferentes dos riscos que já se fizeram presente no passado. E, na nossa opinião, o risco climático é um deles.


Mais do que nunca, é preciso agir, e rápido

O que o mundo fará imediatamente com a informação de que a temperatura do planeta está aumentando em uma velocidade recorde irá definir o tamanho do impacto, mas uma coisa é certa: os efeitos do aquecimento já estão sendo vistos, com parte deles irreversíveis, e tendem a se intensificar adiante se nada for feito.

Na nossa visão, frente ao cenário preocupante adiante, o risco em relação ao aquecimento global é claro e acaba, em maior ou menor medida, sendo algo que precisa e deve ser monitorado pelos diferentes agentes da sociedade.

Sabemos que a pressão pelo combate à mudança climática existe e é responsabilidade de todos: governos, empresas, investidores e sociedade em geral. Ainda resta uma “janela de oportunidade”, cada vez menor, para tentar limitar o aquecimento abaixo de 1,5°C até 2100, como definido no Acordo de Paris em 2015. Conforme temos mencionado: o caminho é longo, e o tempo é curto. Mais do que nunca, é preciso agir, e rápido.

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