Radar ESG | Méliuz (CASH3): Cultura forte como fator-chave para a evolução adiante

Ao longo deste relatório destacamos os tópicos ESG que vemos como os mais importantes para a Méliuz, que acaba de lançar um livro com a história da companhia


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Dado o recente IPO da empresa, era de se esperar que a Méliuz não contasse com informações detalhadas no que se refere aos dados ESG. Mesmo assim, apreciamos as iniciativas atuais da empresa nesta agenda, com destaque para o pilar Social, ao mesmo tempo em que vemos espaço para melhorias na diversidade de gênero na liderança.

Em nossa visão, a forte cultura da empresa é um fator-chave para a agenda ESG e esperamos ver mais avanços em todas as três frentes (ambiental, social e governança) adiante.

Neste relatório, destacamos os tópicos ESG que vemos como os mais importantes para a Méliuz, que acaba de lançar um livro com a história da companhia.

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Ambiental

O pilar E tem menor materialidade – ou seja, relevância – para empresas de tecnologia, já que a pegada ambiental direta do setor é relativamente pequena quando comparada a muitas outras indústrias. Mesmo assim, não podemos subestimá-lo. Dito isso, sentimos falta de informações sobre os esforços da Méliuz nessa frente e esperamos maiores iniciativas olhando para frente.

Social

Embora reconheçamos que o livro recém lançado, que conta a história da companhia, possa ser tendencioso, os conflitos já enfrentados pela Méliuz junto com seus sócios e parceiros nele declarados sugerem que a administração tratou de forma ética seus relacionamentos com as partes interessadas, o que vemos com bons olhos. A seguir destacamos três situações diferentes apresentadas no livro.

(i) Dois ex-sócios relevantes da Méliuz aparentemente contribuíram menos do que o esperado pela gestão, dadas as participações societárias dos membros. Embora as duas situações tenham sido tratadas de forma diferente, nenhuma judicialização aparentemente ocorreu e nenhum ex-sócio processou a Méliuz, revelando, assim, a boa postura dos fundadores na condução dessa situação;

(ii) Depois que uma empresa adquirente parceira deixou de pagar os recebíveis de cartão de crédito dos parceiros comerciais da companhia, os executivos decidiram honrar os pagamentos. Tal atitude custou à Méliuz R$ 1,5 milhão na época, uma quantidade de dinheiro considerável tendo em vista o tamanho da companhia na época;

(iii) Os fundadores da Méliuz também conseguiram lidar eticamente com o fim de um relacionamento com um investidor em estágio inicial, cuja única contribuição para a empresa era capital.

Além disso, vale mencionar o esforço da Méliuz no que diz respeito à programas sociais. Nesse sentido, destacamos (i) o compromisso da empresa com uma ONG chamada “Programadores do Amanhã”, que visa ensinar jovens de baixa renda a codificar; e (ii) a aspiração do CTO de Méliuz, Arilo Claúdio – que foi educado quando jovem em um programa de ensino médio tecnológico – para criar uma plataforma educacional.

Por fim, vale destacar que o próprio livro da companhia, lançado neste mês e mencionado ao longo deste relatório, terá todo o lucro dos autores com a venda revertido para a Endeavor, uma organização global sem fins lucrativos com a missão de multiplicar o poder de transformação dos empreendedores.

Governança

O IPO da Méliuz foi precificado no início de novembro de 2020, com as ações da empresa listadas no segmento do Novo Mercado, o mais alto nível de práticas de governança corporativa da B3 (Bolsa de Valores brasileira) e, como membro da Endeavor (comunidade mundial e sem fins lucrativos que reúne empreendedores de alto impacto), a empresa foi auditada muito antes do IPO, o que nós destacamos positivamente. A Méliuz tem como principais acionistas os fundadores da empresa (41,02%), com o remanescente sendo ações em circulação – free float (58,98%).

Em relação ao Conselho de Administração da empresa, vemos espaço para melhorias, pois (i) o mesmo carece de uma maioria independente (2 dos 5 membros, 40%); (ii) 3 dos 5 conselheiros também são diretores da Méliuz, o que pode sugerir que sua capacidade de contrabalançar a gestão pode ser prejudicada; e (iii) quando se trata de diversidade, sinalizamos a ausência de mulheres no Conselho de Administração e na Diretoria Executiva, o que nos leva a ver grande espaço para melhoria, e esperamos mais diversidade nas posições de liderança adiante.


Clique no link abaixo para ler o relatório completo em que (i) compartilhamos nossas notas sobre o livro recém-lançado, que conta a história da gestão da Méliuz, suas conquistas, fracassos e o que aprenderam com essas experiências; e (ii) reiteramos recomendação de Compra, e revisamos o preço alvo para R$48/ação (vs. R$41/ação anteriormente).

Clique no link abaixo para ler o relatório com o início de cobertura de Méliuz.

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