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Nissan planeja produzir baterias de ferro-lítio mirando menor custo | Café com ESG, 30/01

Natura, Vert e Funbio lançam fundo de R$12mn chamado de 'Amazônia Viva'; Nissan fabricará baterias de íons de lítio com materiais de baixo custo

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE em queda de 0,36% e 0,58%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Natura, em parceria com a securitizadora VERT e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade lançaram ontem um programa para financiar cooperativas, associações e famílias agroextrativistas na Amazônia – chamado de “Amazônia Viva”, o projeto tem disponível R$12 milhões inicialmente, com metade do aporte feito pela Natura, e outros recursos vindos de investidores, estruturado como blended finance; e (ii) o presidente-executivo da Raízen, Ricardo Mussa, disse nesta segunda-feira (29), que o setor sucroalcooleiro no Brasil pode se beneficiar da eletrificação das usinas de etanol, o que permitiria a exportação de combustível produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o chamado etanol de segunda geração – Mussa argumentou que, quando o assunto é descarbonização, pode haver uma multiplicidade de soluções e não apenas uma baseada, por exemplo, na eletrificação de veículos.

• No internacional, a Nissan fabricará baterias de íons de lítio com materiais de baixo custo, com planos de instalá-las em veículos elétricos vendidos em mercados emergentes já em 2026 – a montadora japonesa planeja produzir baterias de fosfato de ferro-lítio, que são cerca de 20% a 30% mais baratas de fabricar do que as baterias convencionais de íon-lítio contendo níquel, cobalto e manganês.

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Brasil

Empresas

Indústria nuclear busca espaço na transição do carvão no Brasil

“De olho na transição energética, a indústria nuclear brasileira quer aproveitar parte da infraestrutura existente nas usinas a carvão no Sul do Brasil para gerar energia com menos emissões de carbono a partir de pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês). Em setembro de 2023, a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) organizou uma visita ao complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, um dos potenciais parceiros para o projeto. O encontro contou com a participação de representantes da Andrade & Gutierrez, OEC Engenharia, Grupo MPE Engenharia, Tractebel Engie, EDF Brasil, Holtec, Westinghouse, Atech e Rosatom. Segundo o presidente da Abdan, Celso Cunha, o objetivo é aproveitar as instalações para gerar uma energia considerada mais limpa. Ele afirma que as SMRs são menores e mais seguras do que as usinas nucleares de grande porte, e que é possível desenvolver o projeto em parceria com empresas internacionais, que já têm experiência nesse tipo de empreendimento no exterior. Hoje, existem 102 projetos de instalação de SMRs no mundo e outros 97 em fase de licenciamento, mas nenhum está no Brasil. Apenas China e Rússia operam SMRs, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). No caso da substituição de usinas termelétricas a carvão por pequenos reatores nucleares, a Polônia tem um projeto para construir 24 SMRs, além de duas grandes centrais, como estratégia de transição. Cunha destaca que as usinas nucleares de menor porte podem ajudar a evitar crises econômicas em regiões que dependem de térmicas a combustíveis fósseis. É o caso da região Sul do Brasil, onde estão concentradas as reservas e as usinas a carvão. Em janeiro de 2022, Santa Catarina aprovou seu plano de transição energética justa com diversas ações voltadas à redução de emissões na cadeia produtiva do carvão. No Rio Grande do Sul, o governo estadual está contratando uma consultoria para subsidiar a transição das comunidades que dependem da atividade carbonífera, partindo do princípio que a demanda por combustíveis fósseis vai cair.”

Fonte: Epbr, 29/01/2024

Natura,Vert e Funbio lançam fundo de R$ 12 milhões para financiar agroextrativismo familiar na Amazônia

“A indústria de cosméticos Natura, em parceria com a securitizadora VERT e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançaram oficialmente nesta segunda-feira (29), em evento sobre finanças sustentáveis em São Paulo, um programa para financiar cooperativas, associações e famílias agroextrativistas na Amazônia. Chamado de “Amazônia Viva”, o projeto tem disponível R$12 milhões nesta primeira fase, com metade do aporte feito pela Natura, e outros recursos vindos de investidores, como o Fundo Vale e o Good Energies Foundation. Também deve entrar recurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de um edital que o projeto ficou em quarto lugar. O programa é estruturado em um instrumento financeiro ainda pouco conhecido no Brasil, mas que é considerado uma aposta para alavancar impacto socioambiental: o blended finance. A estrutura combina capital de investidores, que visam lucro, com recursos filantrópicos, de doação. “Estamos em conversa com mais investidores para ampliar o volume”, afirma Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade da Natura. O retorno do investimento é de 8% ao ano. Martha de Sá, CEO da VERT, explica que o projeto demandou uma estruturação artesanal, desde a linguagem utilizada na comunicação, o cadastro dos beneficiários, passando pelo linguagem e exigências dos contratos, os indicadores de impacto, até a estratégia para atrair investidores – o programa só emprestará, neste primeiro momento, a parceiros comerciais da Natura, dos quais ela compra regularmente. “É um grande desafio conectar o mercado de capitais com cooperados que mal acessaram, na vida, o mercado de capitais. Um contrato de, geralmente, 20 páginas, por exemplo, tivemos que transformar em cinco”, diz Sá. Ela reitera que não é só copiar e colar modelos existentes.”

Fonte: Valor Econômico, 29/01/2024

Presidente da Raízen diz que Brasil tem opção de adotar estratégia distinta na descarbonização

“O presidente-executivo da Raízen, Ricardo Mussa, disse nesta segunda-feira (29), em evento do grupo empresarial B20, que o setor sucroalcooleiro no Brasil pode se beneficiar da eletrificação das usinas de etanol, o que permitiria a exportação de combustível produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, o chamado etanol de segunda geração. Em conversa com jornalistas, após palestra em reunião do grupo empresarial B20, Mussa argumentou que, quando o assunto é descarbonização, pode haver uma multiplicidade de soluções e não apenas uma baseada, por exemplo, na eletrificação de veículos. “Na prática, tem espaço para todos. O Brasil tem a vantagem de não ter a pressão que tem a Europa. Como eles não têm o etanol, a Europa tem que ir para o carro elétrico. A decisão sobre o carro elétrico, no Brasil, é muito mais de consumidor do que de governo”, disse o executivo. No país, faz mais sentido estimular o uso de carros híbridos que funcionam com etanol, argumentou Mussa. Perguntado sobre a nova política industrial apresentada pelo governo federal, o presidente-executivo da Raízen disse que utilizar energia solar ou eólica em usinas de etanol permitiria às empresas deixar de queimar o bagaço da cana-de-açúcar para gerar energia. Em contrapartida, o bagaço poderia ser transformado em etanol e exportado.”

Fonte: Valor Econômico, 29/01/2024

Política

‘Oportunidades para o Brasil no mercado de restauração florestal são enormes’, destaca Marina Silva

“Esponjaflora”. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva recorreu ao neologismo para explicar, a dezenas de pessoas que a assistiam em evento de finanças sustentáveis, que o reflorestamento e restauração da mata nativa é a mais eficiente “esponja” para absorver gás carbônico da atmosfera. “A natureza já tem uma invenção perfeita em absorção de carbono, se pensarmos em adensar áreas que foram desmatadas, com cultivos ou restauração e deixar a floresta fazer trabalho. É muito mais eficiente que qualquer ‘engenhoca’ que podemos criar”, disse, em evento promovido pela Natura, Salesforce e WRI. Depois de ouvir atenta as discussões de praticamente todo o evento, a ministra destacou em sua palestra de 25 minutos as “enormes” oportunidades que o Brasil têm neste mercado, de restauração de matas nativas. “As oportunidades são enormes e podemos ter um sequestro, uma absorção, de 4 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2) por esses processos de restauração”, diz. Ela comentou que, apesar de o Brasil ter reduzido suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 250 milhões de toneladas de CO2 equivalente no primeiro ano do atual governo, e ter diminuído o desmatamento, o risco do desmatamento ainda existe. “Estamos reduzindo o colesterol ruim, mas precisamos do bom, os investimentos, para, quando queimarmos todo o ruim, conseguirmos manter a floresta protegida com instrumentos e projetos de preservação e restauro da natureza.” Lembra como referência a China, que alcançou a marca de 70 milhões de hectares de florestas fruto de décadas de ações de reflorestamento, e, com isso, elevou de 8% para 28% a sua cobertura vegetal total.”

Fonte: Valor Econômico, 29/01/2024

Internacional

Empresas

Renault cancela planos de abrir capital da unidade de veículos elétricos Ampere

“A Renault cancelou os planos para realizar abertura de capital da Ampere, sua unidade de veículos elétricos, por conta das atuais condições de mercado. Em 2022, a montadora francesa havia divulgado planos para realizar a processo e tinha como cronograma uma oferta no primeiro semestre de 2024. “A Renault considera as atuais condições de mercado como não ideais para uma oferta de ações que corresponderia aos interesses da empresa e seus acionistas”, afirmam. A empresa também reiterou seu plano estratégico, dizendo que a Renault vai gerar fluxo de caixa suficiente para financiar seus investimentos, incluindo a Ampere. “Considerando tanto as atuais condições de mercado e o atual patamar de geração de caixa, a Renault decidiu cancelar o processo de abertura de capital”, concluem. Desde novembro de 2023, a Ampere atua como uma unidade autônoma dentro da companhia. A expectativa é que a ela se torne autossustentável em 2025.”

Fonte: Valor Econômico, 29/01/2024

LG Energy terá de repensar estratégia após demanda fraca de baterias para veículos elétricos

“A LG Energy Solution terá de recalibrar sua expansão à medida que a desaceleração da adoção europeia e americana de veículos elétricos e a concorrência chinesa, juntas, forçam o fabricante sul-coreano de baterias a repensar a sua estratégia. Os resultados divulgados na sexta-feira (26) mostraram uma queda de 6% na receita no ano, para 8 trilhões de wons (US$ 6 bilhões) no trimestre de outubro a dezembro. Esta foi a primeira queda desde o trimestre de abril a junho de 2022. Porém, a queda em 2022 se deveu a um influxo de rendimentos de liquidação de um concorrente um ano antes. Assim, o declínio de 2023 é possivelmente o primeiro real, sem fatores de distorção. A empresa registrou um crescimento anual de receitas de 40% a 50%, uma vez que a mudança global para os veículos elétricos impulsionou suas vendas. Embora o lucro operacional tenha crescido 43%, para 338,2 bilhões de wons, ficou aquém da previsão média de 587,7 bilhões de wons das corretoras sul-coreanas. O número inclui um aumento de 250,1 bilhões de wons provenientes de créditos fiscais dos Estados Unidos, sem os quais o lucro chegaria a apenas 88,1 bilhões de wons. A fraqueza nos Estados Unidos e na Europa – mercados-chave para a LG Energy – foi um fator importante na queda das receitas. Clientes como a General Motors e a Volkswagen registraram vendas lentas de veículos eléctricos. Os estoques aumentaram na Tesla e na Hyundai, forçando a LG Energy a reduzir a produção. Os preços das baterias automotivas também caíram em 2023, à medida que as cotações de metais como o lítio e o níquel recuaram.”

Fonte: Valor Econômico, 29/01/2024

União Europeia tem a menor emissão a partir de combustíveis fósseis em 60 anos

“O ano de 2023 na União Europeia (UE) teve um marco importante: foi alcançado o menor nível de emissões de dióxido de carbono gerado a partir de combustíveis fósseis. A retração foi de 8% em comparação aos níveis de 2022. A UE atingiu os menores níveis desde o início da década de 1960. De acordo com relatório do Centro de Investigação em Energia e Ar Limpo (Crea), trata-se da maior queda anual registrada após 2020, quando fábricas foram fechadas e voos suspensos por conta da pandemia de covid-19. As emissões de CO2 da UE a partir da queima de carvão diminuíram para metade desde 2015 e registaram uma redução anual de 25%. Já as emissões relacionadas com o gás diminuíram 11%, enquanto as provenientes do petróleo retraíram 2%, em comparação com o ano anterior. Apesar dos números, a UE segue como uma das principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, contribuindo para as condições climáticas cada vez mais extremas. Recentemente, alguns dos conselheiros climáticos da UE afirmaram que “o ritmo das reduções precisa de aumentar consideravelmente” se o bloco quiser atingir a sua meta para 2030. Os 27 Estados-Membros têm de reduzir as emissões cerca de duas vezes mais rapidamente do que fizeram, em média, nos últimos 17 anos, de acordo com um relatório do Conselho Consultivo Científico Europeu sobre Alterações Climáticas. O grupo apresentou uma relação com 13 recomendações para alcançar números melhores. Entre elas, a eliminação urgente e progressiva dos subsídios aos combustíveis fósseis, a expansão do regime europeu de preços de emissões para incluir a agricultura e a aprovação das leis finais do acordo verde europeu.”

Fonte: Exame, 29/01/2024

Investidores de O&G precisam considerar riscos associados à transição energética, diz Carbon Tracker

“O think tank Carbon Tracker publicou na última semana (25/1) um relatório alertando investidores que injetam capital no setor de petróleo e gás sobre os riscos financeiros associados à transição energética e à redução da demanda por combustíveis fósseis. Segundo o documento, a transição gera riscos para as taxas de retorno e pode afetar o fluxo de caixa dos projetos, que podem ter quedas bruscas com a redução dos preços das commodities fósseis. Com sede em Londres, o Carbon Tracker publica uma série de análises relacionadas à transição energética e impactos das mudanças climáticas nos mercados financeiros. É um movimento para pressionar o mercado a revisar suas estratégias de investimentos e, no fim das contas, parar de financiar combustíveis fósseis. Na visão do think tank, os sócios de projetos fósseis precisam considerar cenários de transição mais acelerada nos cálculos de estimativas de fluxos de caixa futuros. Isso se torna ainda mais relevante no contexto de taxas de juros mais altas, que tende a ser a realidade da indústria de agora em diante, aponta. Ao optarem por manter uma estratégia de expansão da produção, tanto investidores privados (private equity) quanto detentores de títulos públicos estariam se expondo ao risco de uma erosão nos retornos financeiros conforme a transição energética avança. Para evitar que os riscos se tornem sistêmicos e se espalhem pelo mercado financeiro, o Carbon Tracker sugere que é importante que os reguladores passem a acompanhar de forma mais detalhada as transações para compensação de emissões e a examinar as avaliações (“valuations”) para garantir que consideram os impactos da transição energética.”

Fonte: Epbr, 29/01/2024

Chefe climático da UE rebate os temores das empresas de que as políticas verdes afetem a competitividade

“O chefe climático da União Europeia alertou que o bloco não deve ser atraído por uma “falsa narrativa” de que as ações contra o aquecimento global estão prejudicando a competitividade das empresas europeias, já que Bruxelas luta contra uma reação contrária às suas ambiciosas leis ambientais. Em entrevista ao Financial Times antes do anúncio, em 6 de fevereiro, de um novo plano da UE para reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2040, o comissário para o clima, Wopke Hoekstra, disse que, apesar das “preocupações significativas” do setor, ele estava “absolutamente convencido” de que a Europa poderia continuar a ter um “ambiente de negócios de classe mundial, inigualável”. “Precisamos nos apoiar em duas pernas: uma perna é a ação climática, a outra perna é a transição justa, a competitividade e uma comunidade empresarial próspera, porque ambas são necessárias”, disse o político holandês. A UE não deve “ser seduzida pela falsa narrativa de que só se pode ter uma coisa ou outra”, acrescentou. Bruxelas pretende propor que a UE reduza as emissões em 90% até 2040, em comparação com os níveis de 1990, de acordo com os rascunhos do documento vistos pelo Financial Times. Em 2019, após uma onda de sentimento verde, a UE estabeleceu uma das políticas climáticas mais ambiciosas do mundo com sua lei climática do Acordo Verde. Ela comprometeu o bloco a atingir emissões líquidas zero até 2050 por meio de uma revisão quase total de sua economia. Mas, desde então, o cenário mudou drasticamente, pois o bloco enfrentou as repercussões da Covid-19, a guerra na Ucrânia, uma crise de fornecimento de gás e a concorrência de vastos esquemas de subsídios para tecnologias limpas nos EUA e na China.”

Fonte: Financial Times, 29/01/2024

Nissan fará baterias de veículos elétricos mais baratas para mercados emergentes

“A Nissan fabricará baterias de íons de lítio com materiais de baixo custo, com planos de instalá-las em veículos elétricos vendidos em mercados emergentes já em 2026, apurou o “Nikkei Asia”. A montadora japonesa planeja produzir baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que são cerca de 20% a 30% mais baratas de fabricar do que as baterias convencionais de íon-lítio contendo níquel, cobalto e manganês (NCM). A desvantagem é que as baterias LFP têm menos densidade de energia do que as baterias NCM, o que reduz a distância percorrida por carga em 20% a 30%. Atualmente, a Nissan está desenvolvendo baterias LFP principalmente em seu centro de pesquisa e desenvolvimento na cidade japonesa de Atsugi. A empresa está considerando fabricar a bateria internamente em sua fábrica de Yokohama e em outras instalações. Espera-se que as baterias LFP sejam usadas em veículos elétricos (EVs) em 2026 ou mais tarde. Além de colaborar com vários fabricantes de baterias, a Nissan está explorando o potencial de aquisição fora do grupo. A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD assumiu a liderança no desenvolvimento de baterias LFP, enquanto a compatriota CATL lançou um modelo de bateria LFP recém-projetado. No Japão, a Toyota e o Grupo AESC procuram desenvolver as baterias, mas aumentar a autonomia continua a ser um desafio. Em 2022, 27% dos novos veículos elétricos continham baterias LFP, de acordo com a Agência Internacional de Energia, um enorme salto em relação aos 3% de três anos antes. Os veículos fabricados na China utilizam 95% das baterias LFP produzidas.”

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2024

Política

Japão apoiará produção de hidrogênio limpo com US$ 20 bilhões em subsídios

“O Japão planeja gastar 3 trilhões de ienes (US$ 20,3 bilhões) nos próximos 15 anos para subsidiar a produção de hidrogênio mais limpo, com o objetivo de impulsionar a cooperação com o setor privado para desenvolver uma cadeia de abastecimento nacional para a fonte de energia. O combustível de hidrogênio, que emite apenas água como subproduto, é uma opção concreta para o esforço das nações na descarbonização. Mas o custo do hidrogênio, que cobre a produção através do fornecimento, é dez vezes superior ao do gás natural. Tóquio pretende subsidiar a diferença de custos para empresas que produzem formas mais limpas de hidrogênio, muitas vezes categorizadas como hidrogênio “verde” ou “azul”. A maior parte do hidrogênio é atualmente produzida a partir de gás natural ou carvão, resultando em emissões de dióxido de carbono durante a produção. Esta forma com muitas emissões é chamada de hidrogênio “cinza”. O hidrogênio azul envolve a captura e o armazenamento da maior parte das emissões de carbono produzidas durante esse processo. O hidrogênio verde é produzido através da eletrólise da água, utilizando fontes de energia renováveis como a solar e a eólica. O Japão pretende estabelecer 3,4 quilogramas de emissões de dióxido de carbono durante a produção por 1 kg de hidrogênio como o limite máximo para ser elegível para o subsídio. Os destinatários previstos são empresas que produzem hidrogênio no mercado interno, bem como aquelas que importam e vendem hidrogênio do exterior.”

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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