Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O pregão de quarta-feira fechou em território positivo, com o IBOV e ISE avançando 1,37% e 1,79%, respectivamente.
• No Brasil, (i) segundo Josiani Napolitano, presidente da Abiogás, o país tem 21 unidades de produção de biometano em operação e mais 47 autorizadas para operar, o que representa 2,8% de todo o potencial de fabricação de biometano em território nacional – para a Abiogás, o que deve destravar o setor é o início da operação do mercado de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs), que remunerarão os produtores de biometano pelo atributo ambiental da molécula; e (ii) a cidade de São Paulo recebeu, nesta quarta-feira, mais 250 ônibus elétricos financiados pelo BNDES – ao todo, o banco liberou R$ 2,485 bilhões, que permitiu a aquisição de 1.185 veículos, na maior operação com essa finalidade no país até o momento.
• No internacional, a Organização Marítima Internacional pode aprovar ainda esse ano o padrão de intensidade de carbono do etanol de cana-de-açúcar, permitindo que os armadores possam contabilizar o uso do biocombustível em navios em seus processos de descarbonização – atualmente, os navios já podem utilizar combustíveis renováveis caso tenham capacidade para isso, mas, a contabilização de redução de emissões para atendimento das metas de descarbonização da IMO só pode ocorrer se o órgão reconhecer oficialmente a intensidade de carbono média de cada rota.
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Brasil
Empresas
Fusões e aquisições em minerais críticos podem viver fase de maior escrutínio
“À medida que países tratam a segurança do abastecimento de minerais estratégicos para transição energética, tecnologia e Defesa como tema de soberania nacional, e se preocupam cada vez mais com a dependência da China, que concentra reservas e etapas importantes do refino de grande parte desses recursos, operações de fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) no mercado de mineração podem viver fase de maior escrutínio, na avaliação de fontes consultadas pelo Valor. No Brasil, a recém-sancionada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) criou um conselho vinculado à Presidência da República, denominado Cimce, para estimular o beneficiamento e a industrialização dos minerais, mas que também homologará operações consideradas sensíveis à soberania nacional. O texto não cita países e os critérios ainda serão definidos. Na Europa, a advertência antitruste da Comissão Europeia contra a MMG, mineradora controlada pela estatal chinesa China Minmetals Corporation, motivada pela proposta de compra dos ativos de níquel da britânica Anglo American no Brasil, aponta na mesma direção de importância cada vez mais ampliada para a análise em torno de ativos estratégicos.”
Fonte Valor Econômico; 30/09/2026
“A Raízen convocou uma assembleia geral extraordinária para o próximo dia 30 de outubro com uma pauta de votações extensa visando a aprovação de medidas necessárias à implementação do seu plano de recuperação extrajudicial. Entre as principais deliberações está o aumento do limite do capital autorizado da empresa para até 200 bilhões de ações ordinárias e preferenciais para operacionalizar a capitalização prevista no plano. Os acionistas também votarão a destituição de todos os membros do atual conselho de administração e a fixação do colegiado em 7 membros titulares e 7 suplentes, eleitos por chapa única com mandato de transição de três anos. O formato atende às regras do Nível 2 de governança corporativa da B3, para momentos de dispersão ou transição, no qual a companhia deixa de contar com um acionista controlador titular de mais de 50% do capital votante. A composição do novo conselho terá arranjos alternativos de acordo com a participação ou não da Aguassanta Participações no aumento de capital, enquanto os assentos indicados pela Shell serão vinculados aos detentores das novas ações preferenciais. O plano propõe a criação de uma nova classe de ações preferenciais Classe B, que terão os mesmos direitos das ações preferenciais existentes, mas carregarão direitos de voto restritos em matérias específicas da reestruturação.”
Fonte Valor Econômico; 30/09/2026
Raízen quer trocar conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bi em novos papéis a acionistas
“A Raízen está prestes a passar por uma ampla reorganização. Em meio ao processo de recuperação extrajudicial, a companhia quer redesenhar sua estrutura de capital, governança e ações – e já chamou os acionistas em busca de um sinal verde. A empresa convocou uma assembleia extraordinária para 30 de outubro. Nela, os investidores deverão votar um pacote que prevê a destituição do atual conselho, uma redução bilionária no capital social e uma nova estrutura de ações. As mudanças fazem parte da implementação do plano de recuperação e, segundo a Raízen, têm como objetivo reforçar a estrutura financeira e de governança do grupo.”
Fonte NovaCana; 30/09/2026
“A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou que a Sigma Lithium suspenda as atividades de lavra em parte de sua mina de lítio Grota do Cirilo, em Minas Gerais, alegando um “risco iminente” não especificado, de acordo com um documento visto pela Reuters nesta quarta-feira (30). A agência determinou que sejam iniciados imediatamente obras no talude leste da cava norte da mina, onde, segundo a autarquia, haveria um “trecho rompido”. O primeiro tópico da votação é a ampliação do limite do capital autorizado da companhia para até 200 bilhões de ações. Segundo a Raízen, a medida abre espaço para o aumento de capital previsto no plano de recuperação extrajudicial. Na outra ponta, a Raízen propõe reduzir o capital social em até R$ 35 bilhões. De acordo com a companhia, após a capitalização, parte desse montante se tornaria “excessiva”. A redução seria feita por meio da entrega de papéis da Raízen Energia S.A. diretamente aos acionistas, na proporção de suas participações na companhia.”
Fonte Valor Econômico; 30/09/2026
Fábricas de biometano autorizadas são 2% do potencial do país, diz Abiogás
“O Brasil tem 21 unidades de produção de biometano em operação e mais 47 autorizadas para operar, o que representa 2,8% de todo o potencial de fabricação de biometano do país. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 28, pela presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás), Josiani Napolitano, durante a Conferência NovaCana. Segundo a Abiogás, o país tem potencial de produção de 120 milhões de metros cúbicos por dia de biometano. Com as unidades em atividade hoje, a produção está em 1,36 milhão de metros cúbicos ao dia. Se forem somadas as unidades autorizadas, a capacidade subirá para 3,37 milhões de metros cúbicos ao dia. O segmento que tem mais potencial de contribuir para a produção de biometano no país é o de cana-de-açúcar. A dirigente defendeu que o aproveitamento do potencial brasileiro de biometano depende tanto da construção da oferta quando da demanda. Para Napolitano, o que deve destravar o setor é o início da operação do mercado de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs), que remunerarão os produtores de biometano pelo atributo ambiental da molécula. “Isso já é uma garantia de mercado”, afirmou.”
Fonte NovaCana; 30/09/2026
Ingredientes, logística e regulação: Natura mapeia seus riscos climáticos
“Perder ingredientes amazônicos em decorrência de desequilíbrios climáticos, enfrentar disrupções logísticas e adaptar-se a regulações como o mercado de carbono estão entre os principais riscos climáticos identificados pela Natura para os próximos anos. A empresa divulgou na segunda-feira (28), pela primeira vez, o relatório financeiro no padrão internacional IFRS S2, que mapeia os riscos e as oportunidades das mudanças climáticas para os negócios. No material, a companhia relata dificuldade para quantificar boa parte dos riscos identificados como sensíveis, dada a complexidade de fazer projeções. Com isso, a Natura focou em calcular sua exposição e detalhar investimentos em ações de mitigação. Os possíveis ganhos financeiros decorrentes de oportunidades — que nos relatórios de algumas empresas superaram os riscos — não foram incluídos.”
Fonte Capital Reset; 30/09/2026
Política
Investidores aguardam a regulamentação do Redata
“A sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), no dia 15 deste mês, estabelece uma política tributária importante para o mercado de tecnologia e de construção de data centers no Brasil. No entanto, investidores interessados em alocar capital para novos projetos de infraestrutura de inteligência artificial (IA) esperam pela publicação do texto que regulamenta o regime e por uma decisão sobre impostos estaduais que representam dois terços da carga tributária sobre equipamentos para centros de dados. A janela de aproveitamento da isenção dos impostos PIS e Cofins (9,25%) está ficando menor. Em janeiro, os impostos serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista pela Reforma Tributária, cuja isenção não está contemplada no texto do Redata, dizem os sócios da área tributária da consultoria PwC Brasil, Alvaro Pereira e Beatriz Vasconcellos, em entrevista ao Valor. Pereira diz que a demora na regulamentação surpreende o setor. “A expectativa era de que a regulamentação saísse na sequência [da sanção presidencial], tendo em vista que a isenção de PIS e Cofins acaba em dezembro e uma alíquota de quase 10% gera um impacto expressivo para os investimentos em data centers”, afirma.”
Fonte Valor Econômico; 01/10/2026
Secretários estaduais de energia pedem a Lula a inclusão do gás natural no Redata
“O Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME) pediu ao presidente Lula (PT) a abertura de um diálogo institucional com os estados antes da conclusão da regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) e o reconhecimento do gás natural como alternativa energética potencialmente elegível como fonte de baixa emissão incentivada pela política. O FNSME entende que o Redata deve preservar condições isonômicas entre os estados na atração dos investimentos em data centers. O posicionamento ocorre em meio ao tensionamento, dentro do governo federal, sobre a regulamentação do Redata. A Fazenda, responsável pelo desenho do programa, tem pressionado para que o presidente Lula sancione o decreto regulamentador sem incluir o gás como fonte energética incentivada, mantendo assim a ênfase em fontes renováveis. O grupo de secretários defendeu também que os empreendimentos beneficiários do Redata devem “assumir adequadamente os custos de conexão, potência, infraestrutura e eventuais reforços sistêmicos que decorram de sua implantação”. O objetivo, nesse caso, é evitar a transferência indevida desses custos aos demais consumidores.”
Fonte Eixos; 30/09/2026
Cidade de São Paulo recebe mais 250 ônibus elétricos financiados pelo BNDES
“A cidade de São Paulo recebeu, nesta quarta-feira (30/9), mais 250 ônibus elétricos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o banco liberou R$ 2,485 bilhões, que permitiu a aquisição de 1.185 veículos. Segundo o banco, essa foi a maior operação com essa finalidade no país até o momento. Os recursos destinam-se ao pagamento da subvenção concedida pelo município aos contratos de concessão. A estimativa é que esses ônibus evitem a emissão anual de um total de 85.594 toneladas de CO₂ na atmosfera. “Projetos de eletrificação de frotas contribuem para melhorar a qualidade do transporte público e avançar na agenda de sustentabilidade das grandes cidades”, disse a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa. A descarbonização da frota de ônibus na capital paulista está prevista na Política de Mudança Climática do município, que estabelece redução de 50% nas emissões de CO₂ até 2028 e de 100% até 2038, de acordo com a prefeitura. A evolução da frota eletrificada na capital paulista vem em etapas. No fim de 2024, a cidade fechou R$ 2,5 bi em financiamento do BNDES para a compra de 1,3 mil ônibus elétricos de fabricação nacional, dos quais 494 já haviam sido adquiridos até o fim de 2025. Em dezembro de 2025, a cidade recebeu 140 novos ônibus elétricos, sendo 96 com financiamento do banco.”
Fonte Eixos; 30/09/2026
“O Ministério de Minas e Energia (MME) planeja leilões anuais de reserva de capacidade (LRCAP) pelo menos até 2029, com a possibilidade de negociação de potência por meio de baterias, sistemas de armazenamento hidráulico (usinas reversíveis), hidrelétricas e termelétricas, inclusive a biometano, biogás, biocombustíveis e resíduos. A pasta publicou, em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (29/09), o calendário estimado dos leilões do setor elétrico para o período de 2027 a 2029. A previsão é que no primeiro semestre do ano que vem ocorra um LRCAP para hidrelétricas de até 50 megawatts (MW), além de um certame para o suprimento aos sistemas isolados. Novas tecnologias, como as hidrelétricas reversíveis e as térmicas e resíduos estão previstas para inclusão apenas no leilão de potência do segundo semestre de 2027. Os primeiros leilões com a inclusão de baterias estão previstos ainda para 2026, com as ofertas agendadas para os dias 2 e 4 de dezembro. A partir do próximo ano, a tecnologia deve passar a participar de todas as contratações de potência.”
Fonte Eixos; 30/09/2026
SAF: O risco de dar um tiro no próprio pé
“O Brasil tem tudo para ser um dos maiores fornecedores de combustível sustentável de aviação (SAF) do mundo: etanol de baixo carbono, terras degradadas para novas culturas energéticas e projetos que somam cerca de US$ 7 bilhões em investimentos anunciados. Basta não atrapalhar. E é justamente esse o risco do recém-assinado decreto do Programa Brasileiro de Querosene de Aviação Sustentável (ProBioQAV), que regulamenta a Lei do Combustível do Futuro, de 2024. A lei definiu metas de redução de emissões na aviação doméstica: 1% em 2027, chegando a 10% em 2037. O decreto criou o Certificado de Sustentabilidade de Combustível Sustentável de Aviação (CS-SAF), que atesta a redução de emissões associada ao uso de combustível sustentável em substituição ao fóssil. Explicando de forma simples, as empresas aéreas brasileiras poderão compensar suas emissões comprando o combustível sustentável de aviação (SAF) ou adquirindo o CS-SAF, sem necessidade de movimentá-lo fisicamente. Esse mecanismo, conhecido internacionalmente como book and claim, separa a molécula de seu atributo sustentável, ou seja, da redução efetiva de emissões.”
Fonte Capital Reset; 30/09/2026
Internacional
Empresas
Reino Unido recua em regras de divulgação de informações climáticas para empresas de capital aberto
“O órgão regulador financeiro do Reino Unido recuou de planos para obrigar empresas de capital aberto a divulgar certos riscos climáticos, no mais recente sinal de como o movimento global por maior transparência em questões ambientais vem perdendo força. A Financial Conduct Authority (FCA) informou na quarta-feira que as empresas poderão adotar uma abordagem de “cumprir ou explicar” em relação às exigências de divulgação sobre clima e sustentabilidade, sob um novo regime que entrará em vigor em 2027. O anúncio contrasta com propostas feitas pela FCA neste ano para instituir a obrigatoriedade de empresas de capital aberto informarem investidores sobre determinados riscos climáticos, permitindo, ao mesmo tempo, que outras divulgações sobre suas emissões fossem feitas de forma voluntária. Em todo o mundo, reguladores têm recuado de exigências rigorosas de divulgação de informações climáticas. Tais medidas eram vistas como fundamentais para ajudar investidores e credores a avaliar os riscos decorrentes das mudanças climáticas, mas passaram a ser questionadas desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, no ano passado.”
Fonte Financial Times; 01/10/2026
Pedidos de navios a etanol já preveem demanda de até 20 bilhões de litros até 2030
“Os armadores já apresentaram pedidos de 336 navios que poderão ser movidos a metanol ou etanol, o que deverá representar uma demanda de 15 bilhões de litros a 20 bilhões de litros até 2030, quando as embarcações ficarão prontas. O dado foi apresentado pelo coordenador de temas ambientais da comissão coordenadora para os assuntos da Organização Marítima Internacional (CCA-IMO), Flavio Mathuyi, durante apresentação na Conferência NovaCana 2026. Os 336 navios encomendados serão feitos para serem movidos a metanol, mas também poderão abastecer com etanol. Segundo Mathuyi, a mudança no combustível abastecido depende apenas de algumas mudanças em bicos injetores e no software dos navios. “O transporte marítimo está caminhando para a transição energética. A transição energética já está acontecendo. A velocidade que vai acontecer vai depender da medida que deve ser aprovada em dezembro [na IMO]”, afirmou.”
Fonte NovaCana; 30/09/2026
Panamá recomenda fechamento definitivo de mina operada pela First Quantum Minerals
“Um estudo encomendado pelo governo do Panamá recomendou o “fechamento ordenado” da mina Cobre Panama, operada pela First Quantum Minerals, destacando que todos os custos associados ao processo devem ser integralmente custeados pela mineradora canadense. A mina, uma das maiores jazidas a céu aberto de cobre do mundo, teve suas operações paralisadas em 2023 após uma onda de protestos de comunidades locais contra os termos de compensação tributária e os impactos socioambientais do empreendimento. O ministro do Comércio e Indústrias do Panamá, Julio Moltó, ressaltou durante entrevista coletiva que as conclusões do estudo constituem recomendações técnicas e não configuram uma decisão governamental terminativa. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou que o governo irá analisar o estudo e anunciar sua decisão sobre a mina no futuro, destacando que a First Quantum Minerals precisa cumprir todas as exigências impostas.”
Fonte Valor Econômico; 30/09/2026
CEO da Porsche diz que público quer esportivo de luxo a gasolina e descarta 911 na versão elétrica
“O novo CEO da Porsche, Michael Leiters, rebateu as preocupações de que a fabricante alemã estaria exagerando na correção de sua estratégia para veículos elétricos, argumentando ser “injusto” classificá-lo como cético em relação a essa tecnologia. Desde que assumiu o comando da Porsche, em janeiro, ele enxugou o grupo controlado pela Volkswagen para concentrar esforços no desenvolvimento de novos modelos a gasolina e recuperar os lucros afetados por sua transição excessivamente ambiciosa para os veículos elétricos. Para compensar a queda vertiginosa das vendas na China, Leiters pretende recuperar a rentabilidade da Porsche com uma nova versão a combustão do Macan, seu modelo mais vendido, em 2028. Sobre o novo SUV de luxo K1, Leiters afirmou que a empresa ainda não havia decidido quais motores utilizar, mas adiantou que “ainda há mais procura por carros a gasolina” nos faixas de renda superiores. A dispendiosa e demorada reformulação da linha de produtos —somada às conhecidas ressalvas de Leiters quanto aos elétricos— despertou preocupações sobre a estratégia de longo prazo da Porsche para esse mercado, num momento em que montadoras chinesas do segmento premium tentam ganhar espaço na Europa. No entanto, Leiters disse ao FT, em sua primeira entrevista à imprensa internacional, que sua reputação de cético em relação aos veículos elétricos era injustificada.”
Fonte Folha de São Paulo; 30/09/2026
Grupos do setor de baterias pressionam pela manutenção das regras pós-Brexit para carros elétricos
“Empresas do setor de baterias querem que Bruxelas ignore os apelos das montadoras e implemente as regras pós-Brexit que imporiam tarifas à maioria das vendas de carros elétricos entre o Reino Unido e a UE, alertando que uma mudança de rumo prejudicaria seus investimentos na Europa. O grupo químico alemão BASF e a empresa belga de materiais Umicore estão pressionando a Comissão Europeia para que aplique regras mais rigorosas sobre o que define um veículo de fabricação europeia a partir de 2027, após a implementação dessas normas ter sido adiada em três anos. As empresas possuem negócios voltados para metais de baterias e investiram milhões na expansão da produção europeia de materiais ativos de cátodo (CAM) — os metais fundamentais que compõem o eletrodo positivo das baterias de carros elétricos. “A Europa não pode dizer, ao mesmo tempo, que deseja uma cadeia de valor de baterias resiliente e eliminar uma regra que estimula a demanda por materiais de bateria fabricados na UE”, afirmou Wouter Ghyoot, vice-presidente de relações governamentais da Umicore. A BASF declarou que reabrir a discussão sobre as regras de origem “enfraqueceria a demanda por materiais ativos de cátodo produzidos na UE e complicaria seriamente a futura expansão da capacidade produtiva”. A empresa tem pressionado a Comissão a manter a data de início prevista para 1º de janeiro de 2027. Essa iniciativa coloca o setor químico em conflito com as montadoras. Em uma carta enviada à Comissão Europeia e à qual o Financial Times (FT) teve acesso, a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (Acea) alertou que a dependência de baterias e matérias-primas chinesas faria com que a maioria dos veículos não atendesse aos requisitos pós-Brexit.”
Fonte Reuters; 30/09/2026
Política
Padrão para uso de etanol de cana em navios pode ser aprovado em 2026
“A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) pode aprovar ainda neste ano o padrão de intensidade de carbono do etanol de cana-de-açúcar, o que permitirá que os armadores possam contabilizar o uso do biocombustível em navios em seus processos de descarbonização. Como o Brasil detém boa parte da oferta de etanol de cana-de-açúcar do mundo, a atribuição da intensidade de carbono deverá sair mais rápida do que do biodiesel de soja, cuja oferta é mais dispersa entre os países, afirmou o coordenador de temas ambientais da comissão coordenadora para os assuntos da Organização Marítima Internacional (CCA-IMO), Flavio Mathuyi, ao Globo Rural, às margens da Conferência NovaCana 2026. Os navios já podem utilizar combustíveis renováveis caso tenham capacidade para isso. Porém, a contabilização de redução de emissões para atendimento das metas de descarbonização da IMO só pode ocorrer se o órgão reconhecer oficialmente a intensidade de carbono média de cada rota. Em maio, a IMO reconheceu a intensidade de carbono do etanol de milho de segunda safra em 20,8 gramas de CO2 equivalente por megajoule (MJ) de energia gerada.”
Fonte NovaCana; 30/09/2026
“O órgão regulador financeiro do Reino Unido desistiu dos planos de exigir que empresas de capital aberto informem os investidores sobre seus riscos climáticos, após empresas manifestarem preocupações quanto aos custos de implementação e à competitividade. Em janeiro, a Financial Conduct Authority (FCA) propôs exigir que empresas listadas cumprissem uma nova norma climática do Reino Unido, abrangendo riscos e oportunidades climáticos financeiramente relevantes, metas climáticas e o impacto potencial das mudanças climáticas em seus negócios. No entanto, nas regras finais publicadas na quarta-feira, o órgão regulador informou que as empresas poderão, em vez disso, manter a abordagem de “cumprir ou explicar”. A decisão segue movimentos da União Europeia para flexibilizar seu principal regime de divulgação de informações climáticas corporativas e ocorre após a administração Trump — cética em relação às mudanças climáticas — ter abandonado, nos Estados Unidos, planos de criar quaisquer regras sobre o tema na maior economia do mundo. Segundo a FCA, as respostas à proposta questionaram se a obrigatoriedade da norma UK SRS S2 — a versão aprovada pelo Reino Unido para a norma climática do International Sustainability Standards Board (ISSB) — seria proporcional e se apoiaria a competitividade internacional das empresas que operam no país. A FCA introduziu regras pela primeira vez em 2020, exigindo que empresas do segmento premium de listagem divulgassem aos investidores riscos relacionados ao clima, em conformidade com a estrutura global da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), ou explicassem por que não o fizeram. Posteriormente, as regras foram estendidas a outras categorias de emissores listados.”
Fonte Reuters; 30/09/2026
“Os primeiros-ministros da República Tcheca e da Itália concordaram com um pacote de propostas para a próxima cúpula de líderes da União Europeia, visando amenizar os preços da energia e do carbono, informou o gabinete do governo tcheco na quarta-feira. As propostas incluem alterações no uso da reserva de créditos de carbono da UE; flexibilidade na alocação de créditos gratuitos para setores expostos; medidas temporárias para reduzir o impacto dos preços do carbono na geração de eletricidade; flexibilização de regulamentações sobre metano; monitoramento de posições de mercado em licenças de carbono; e o adiamento da implementação da segunda fase do sistema de comércio de emissões (ETS).”
Fonte Reuters; 30/09/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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