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Acionistas da Copasa elegem novo conselho e diretoria | Café com ESG, 30/09

Novo conselho da Copasa em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em território positivo, com o IBOV e ISE avançando 0,46% e 0,97%, respectivamente.

• Do lado das empresas, os acionistas da Copasa elegeram ontem um novo conselho e diretoria, consolidando a mudança de comando da empresa após sua privatização pelo Governo de Minas Gerais, concluída em junho – a Equatorial, que se tornou a investidora de referência após a desestatização, indicou Tinn Amado para a presidência do conselho, além de Leonardo Tavares de Lima como vice-presidente e Felipe Dutra como conselheiro, enquanto o Governo de Minas, que tem 5% da companhia e um golden share, manteve Gustavo Barbosa no colegiado.

• No tema de minerais críticos, (i) a Atlas Critical Minerals informou ter identificado 24,2 milhões de toneladas de minério de grafite no projeto de Malacacheta (MG), insumo que serve principalmente para a fabricação de baterias de carros elétricos – a divulgação do recurso indica que existe mineral com potencial de extração, mas a viabilidade econômica ainda precisa ser confirmada, o que a empresa pretende fazer com uma avaliação preliminar prevista para o segundo trimestre de 2027; e (ii) a Associação de Minerais Críticos e o Serviço Geológico do Brasil, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), devem assinar hoje um protocolo de intenções para ampliar o conhecimento geológico brasileiro – atualmente, estima-se que menos de um terço do território possui mapeamento geológico em escala, fazendo com que a etapa de conhecimento seja importante no Brasil, ajudando no desenvolvimento de novos projetos.

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Brasil

Oferta cresce mais que demanda e levanta questões sobre fontes renováveis e geração distribuída

“Às 11 horas do domingo 23 de agosto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou às distribuidoras que reduzissem a geração distribuída de pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e fontes eólicas e solares de menor porte. A restrição valeu até as 13h30. Foi a segunda vez no ano e na história do uso do procedimento, criado em 2025. A primeira vez em que o corte planejado chegou à geração distribuída, por meio da distribuidora, ocorreu em 7 de junho, outro domingo, no feriado prolongado de Corpus Christi, quando o operador pediu o gerenciamento de mil megawatts entre 10 horas e 14 horas. A medida é tomada para evitar um blecaute e tem uma razão física: o quanto se gera de eletricidade precisa ser, a cada instante, igual ao quanto se consome; se há um excesso na geração sem consumo suficiente para absorvê-lo, o sistema corre o risco de um desligamento. Há 25 anos, o setor elétrico viveu o drama do maior racionamento de sua história. Hoje, os desequilíbrios e as oportunidades são outros, assim como a matriz elétrica, a quantidade de agentes em todos os elos e o mercado livre, às vésperas de viver a abertura total a partir de 2028. “O plano funcionou conforme o esperado e cumpriu seu principal objetivo”, diz Marcio Rea, diretor-geral do ONS. Entre 2026 e 2030, segundo Rea, a capacidade instalada brasileira deve crescer cerca de 32 GW e chegar a 300 GW. Desse acréscimo, 19 GW — 60% — virão da micro e minigeração distribuída (MMGD). No mesmo período, o pico de carga sobe algo como 21 GW, para 129 GW de demanda máxima em 2030. A oferta corre na frente da demanda. “É provável que o acionamento do plano de gestão de excedentes seja realizado com maior frequência”, afirma o diretor-geral do ONS. A expansão deve prosseguir e, em 2035, atingir 359 GW.”

Fonte Valor Econômico; 30/09/2026

Setor prevê aportes de R$ 260 bi para fazer frente a eventos climáticos até 2030

“As distribuidoras de energia elétrica se preparam para investir nos próximos cinco anos mais do que desembolsaram ao longo de uma década. Entre 2026 e 2030, estão previstos cerca de R$ 260 bilhões em aportes, volume 31% superior aos R$ 198,1 bilhões aplicados entre 2015 e 2024, segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O salto responde à pressão sobre uma infraestrutura que precisa não apenas se expandir, mas também mudar de natureza. Eventos climáticos extremos expõem vulnerabilidades das redes, enquanto digitalização, geração distribuída e abertura do mercado livre à baixa tensão exigem sistemas mais automatizados e flexíveis. O desafio vai além de elevar os aportes: passa por definir onde e como investir para preparar uma rede concebida para outra realidade do setor elétrico. Só em 2026, os investimentos devem alcançar R$ 49,18 bilhões, segundo a Abradee. A rede desenhada para levar energia de grandes usinas a consumidores passivos passa a conviver com geração nos telhados, baterias, veículos elétricos e usuários que também injetam eletricidade no sistema. Na outra ponta, data centers e processos industriais eletrificados adicionam cargas relevantes. Construir mais quilômetros de rede continua necessário, mas já não basta. A infraestrutura precisa também ganhar inteligência. “A distribuidora deixa de ser vista principalmente como fornecedora de energia e assume cada vez mais o papel de gestora da infraestrutura que conecta consumidores e diferentes fontes de geração”, diz Patricia Audi, presidente da Abradee.”

Fonte Valor Econômico; 30/09/2026

Uma nova frente de negócios: créditos de carbono

“Com o desenvolvimento do mercado de carbono nacional, as empresas do setor de energia passaram a enxergar a comercialização de créditos de carbono como uma extensão de seus negócios. Foi uma evolução natural do setor, uma vez que as fontes renováveis respondem por cerca de 85% da matriz elétrica brasileira e que as reduções de emissões de carbono podem dar origem a créditos. Embora essa frente de negócios não seja relevante em termos de faturamento, integra a sustentabilidade das operações. Trata-se de um negócio complementar, cuja relevância pode aumentar com o mercado regulado de carbono, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), em implementação. Na Auren Energia, a estratégia ganhou uma área dedicada em 2022 e foi integrada à comercialização. A companhia já vendeu oito milhões de créditos a clientes de mais de 20 países, a maioria deles empresas que precisam neutralizar suas emissões. Ela também mantém o Carbonless, comércio eletrônico para pequenas empresas e pessoas físicas que queiram zerar sua pegada de carbono. Eduardo Diniz, diretor de comercialização, diz que a estratégia da Auren é se tornar um “one-stop-shop” para clientes de energia, de forma que estes possam comprar tanto o fornecimento de energia quanto os créditos para zerar ou compensar as emissões. No momento, a empresa desenvolve um projeto que prevê a restauração de até 2.795 hectares e o plantio de até 5,6 milhões de árvores na bacia do rio Tietê — projetos do tipo geram créditos mais valorizados.”

Fonte Valor Econômico; 30/09/2026

O novo board da Copasa

“Os acionistas da Copasa acabam de eleger um novo conselho e diretoria, consolidando a mudança de comando da empresa após sua privatização pelo Governo de Minas Gerais, concluída em junho. A Equatorial Energia, que se tornou a investidora de referência após a desestatização, com 30% das ações, e a gestora Perfin, que ampliou sua fatia para 20% em meio ao processo, lideraram as costuras para a escolha dos nomes, fontes próximas às companhias disseram ao Brazil Journal. O Governo mineiro – que agora tem 5% da companhia e uma golden share que lhe garante uma cadeira no conselho – escolheu manter no colegiado o ex-secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, que até então estava como chairman. Já a Equatorial indicou o novo chairman, Tinn Amado, que também representa o grupo nos boards da Sabesp e da Echoenergia. A Equatorial indicou ainda o vice-presidente do conselho, que será seu CFO, Leonardo Tavares de Lima; e um terceiro conselheiro, Felipe Dutra, um analista na Squadra Investimentos, uma acionista histórica da Equatorial.”

Fonte: Brazil Journal; 29/09/2026

Setor de minerais críticos e Minas e Energia firmarão parceria para impulsionar pesquisa e exploração

“A Associação de Minerais Críticos (AMC) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), vão assinar, nesta quarta-feira (30), protocolo de intenções para ampliar o conhecimento geológico brasileiro. O termo estabelece parceria institucional e busca espaço para cooperação internacional entre serviços geológicos, universidades, centros de excelência e redes de pesquisa de outros países, disse documento que apresenta a síntese do acordo, ao qual o Valor teve acesso. O acordo faz parte dos esforços do setor para ampliar o conhecimento geológico no país. Atualmente, estima-se que menos de um terço do território possui mapeamento geológico em escala. Em meio à corrida global para o abastecimento de minerais tidos como estratégicos para transição energética, tecnologia e defesa, a etapa é tida como importante pelo setor no Brasil, já que pode ajudar no desenvolvimento de novos projetos e diminuir os riscos envolvidos na pesquisa mineral, com mapeamento prévio da presença e do potencial de jazidas.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Veículos eletrificados avançam no Brasil em 2026

“De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), 2026 já pode ser considerado um dos marcos do avanço da eletromobilidade no país. As estimativas para o ano foram revisadas para cima ao longo dos meses. Em março, a ABVE calculava cerca de 280 mil unidades eletrificadas vendidas em 2026. Posteriormente, a projeção foi elevada para 300 mil e, atualmente, a associação estima que o mercado possa superar 400 mil unidades. Mantido o ritmo observado até julho, o segmento pode ultrapassar 450 mil unidades no ano. Ainda segundo a associação, a ampliação da oferta de modelos, especialmente de veículos 100% elétricos e híbridos plug-in, tem contribuído para diversificar as opções e acelerar a adesão dos consumidores brasileiros. O crescimento do interesse por veículos eletrificados também foi identificado pelo levantamento semestral da Webmotors Autoinsights. A pesquisa, realizada em junho de 2026 com 1.100 brasileiros, mostra que os modelos híbridos representam 13% das intenções de compra, enquanto os elétricos correspondem a 5%, totalizando 18% do total. O resultado representa um avanço de quatro pontos percentuais em relação à primeira edição do estudo, realizada no início do ano.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Atlas Critical Minerals estima 24 milhões de toneladas de minério de grafite em projeto em MG

“A mineradora Atlas Critical Minerals anunciou nesta terça-feira (29) que identificou 24,2 milhões de toneladas de minério de grafite, com cerca de 1,36 milhão de toneladas de carbono grafítico contido, no projeto que desenvolve em Malacacheta (MG). É a primeira estimativa de recursos minerais que a empresa divulga sobre a iniciativa. Em comunicado ao mercado, a empresa disse que a estimativa classificou 17,2 milhões de toneladas como recursos indicados, ou seja, parcela sobre a qual existe maior nível de conhecimento geológico, com teor médio de 5,73% de carbono grafítico. O restante, 7 milhões de toneladas, foi classificado como recursos inferidos, cujos dados são mais escassos, com teor médio de 5,40%. A divulgação do recurso indica que existe mineral com potencial de extração, mas a viabilidade econômica ainda precisa ser confirmada, o que a empresa pretende fazer com uma avaliação preliminar prevista para o segundo trimestre de 2027.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Petrobras fecha contrato de 22 anos com Cheniere para compra de GNL

“A Cheniere Energy anunciou nesta terça-feira a assinatura de um contrato de duração de 22 anos de compra e venda de gás natural liquefeito (GNL) com a Petrobras, reforçando o suprimento de gás para o mercado brasileiro nas próximas décadas. A estatal se comprometeu a adquirir cerca de 800 mil toneladas por ano de GNL da empresa norte-americana em um modelo no qual a Petrobras assume o transporte marítimo e os custos a partir do porto de embarque. A administração da Cheniere destacou que a aliança com uma das maiores companhias integradas de energia do mundo consolida o seu posicionamento no mercado global de GNL. O fluxo contratual de receitas fixas proporcionado pelo acordo também oferece sustentação comercial e visibilidade de caixa para viabilizar novos investimentos na expansão da capacidade de liquefação de ativos já existentes.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Acionistas da Copasa aprovam ‘golden share’ para governo de Minas Gerais

“Os acionistas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovaram a concessão de prerrogativas à ação preferencial de classe especial de titularidade exclusiva (“golden share”) ao Estado de Minas Gerais. A reunião, que contou com a participação de investidores detentores de 79,9% do capital social votante da antiga estatal mineira, dá ao governo mineiro o direito exclusivo de eleger, em votação em separado, um membro do conselho de administração e outro do conselho fiscal. A medida foi aprovada por 73,5% dos presentes. A “golden share” também mantém o poder de veto sobre alterações na denominação, transferência da sede e mudanças no limite máximo do direito de voto de 45% por acionista ou grupo econômico, além de exigir quórum qualificado em assembleia especial para qualquer modificação nessas vantagens. Ontem, a Equatorial negou intenção de sair ou desinvestir sua participação na Copasa, após pedir a rescisão antecipada do acordo de acionistas assinado em junho com o Estado de Minas Gerais, dentro do contexto da assembleia sobre a “golden share”.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

MME diz que agendas da pasta e da ANP para gás natural avançam ‘de maneira alinhada’

“O avanço das agendas do governo e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o gás natural está ocorrendo de maneira alinhada, “cada um no seu âmbito de atuação”, disse o secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra. Ele indicou que não há interferência política do ministério sobre a agência. Segundo Dutra, a agenda do gás do governo foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 2024 e, desde então, avançou a partir de diálogo com o mercado e com a agência reguladora. A agenda inclui temas como desconcentração do mercado de gás natural, conhecido como “gas release”, acesso às infraestruturas de escoamento e processamento da produção, e revisão das tarifas de transporte. Em participação em workshop realizado pela ANP sobre o gas release, nesta terça-feira (29), Dutra disse que o tema está previsto na Lei do Gás (14.134/2021), com o objetivo de promover a redução da concentração no fornecimento primário e de trazer um ambiente mais competitivo e preço menor ao consumidor final. O tema tem gerado oposição da Petrobras, alvo da medida que tem cerca de 60% de participação no mercado de gás.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

ANP não pode aceitar pressões contra a agenda do gás natural, diz Pietro Mendes

“Em meio à escalada da pressão política da Petrobras contra o avanço da agenda regulatória do gás natural, o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes, afirmou nesta terça-feira (29/9) que “faz parte do trabalho do regulador suportar pressões”, mas que a agência não pode aceitar tentativas de cerceamento de suas atividades. “Talvez nos incomode aqui, falando francamente, são justamente os argumentos maniqueístas. Parece que a gente não pode colocar um tema em discussão, meio que um cerceamento da atividade regulatória da agência”, criticou o diretor. “É uma coisa, claro, que a agência não pode aceitar, infelizmente”, completou Mendes, durante workshop promovido pela ANP para discutir a proposta de criação do programa de desconcentração do mercado. ”

Fonte Eixos; 29/09/2026

Aneel espera que decisão sobre rateio dos custos das baterias aconteça após leilão, diz diretora

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) espera que o Congresso decida sobre o rateio dos custos das baterias nos leilões após os certames, disse a diretora Agnes da Costa, na quinta (24/9), durante conversa com o estúdio eixos na ROG.e 2026. Confira na íntegra. “A gente vai caminhando de acordo com a lei vigente, mas se a gente for surpreendido por uma mudança, esperemos que talvez a mudança seja mais para frente, porque senão você tem justamente todo um processo para contratação meio que já em discussão, né?”, afirmou a diretora, que ressaltou que a agência seguirá o que a lei decidir. Os leilões de baterias estão previstos para 2 e 4 de dezembro. O setor debate o rateio dos custos da contratação de sistemas de armazenamento somente entre geradores. Paralelamente, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) apresentou o projeto de lei 3716/2026, que revoga a legislação atual.”

Fonte Eixos; 29/09/2026

Eleição coloca futuro do mercado regulado de carbono em jogo

“O próximo governo será responsável por definir os rumos do mercado de carbono regulado no Brasil, previsto para entrar em plena operação em 2031. Entre os cinco candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas, três abordam o tema em seus planos de governo. E os dois candidatos com chances de vitória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), tratam do assunto de formas bastante distintas. Com o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o governo estabelece um limite para as emissões de gases de efeito estufa de setores poluentes da economia. Empresas que emitirem menos do que seu limite poderão vender ativos; as que ultrapassarem terão de comprá-los para compensar a diferença. Criado pela Lei nº 15.042, de 2024, o SBCE depende de decisões do Executivo para sair do papel. O atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende publicar todas as normas infralegais até dezembro. Em maio, a Fazenda apresentou proposta prevendo a entrada gradual de 17 setores da economia no sistema até 2031. Portanto, o próximo mandato vai herdar justamente a fase de implementação, alocação de permissões e definição do teto de emissões de cada setor. O plano de Lula, candidato à reeleição, é o único que cita nominalmente o SBCE: propõe avançar em sua regulamentação, articulando-a ao Plano de Transformação Ecológica e ao programa Nova Indústria Brasil. O plano de Flávio Bolsonaro trata o regulado como oportunidade econômica: “Vamos consolidar o mercado regulado de carbono com segurança jurídica, posicionando o Brasil como fornecedor global de ativos ambientais”.”

Fonte: Capital Reset; 29/09/2026

Internacional

Lufthansa afirma que custo com combustível de aviação superará previsão de 1,5 bi de euros

“Os custos adicionais com combustível de aviação da Lufthansa neste ano ultrapassarão os 1,5 bilhão de euros previstos em agosto, à medida que a guerra no Irã se prolonga e os preços do petróleo disparam, afirmou o seu diretor-presidente, Carsten Spohr. O grupo alemão é o mais recente de uma série de companhias aéreas, incluindo a Ryanair, a alertar sobre os efeitos do custo elevado e contínuo do combustível de aviação no setor, que representa de 30% a 40% dos custos das operações das companhias aéreas. “Os 1,5 bilhão que mencionei há alguns meses como o custo adicional com combustível… o valor que provavelmente teremos de divulgar no final do ano será maior”, disse Spohr a jornalistas em uma coletiva de imprensa em Frankfurt. Spohr não revelou qual seria a estimativa da companhia aérea para o novo custo adicional com combustível.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Falta de baterias faz Stellantis paralisar três fábricas na França por até duas semanas

“A Stellantis vai paralisar a produção em três de suas fábricas na França por pelo menos uma semana, anunciou a montadora, movimento provocado em parte pela escassez de baterias para veículos elétricos. A unidade de Sochaux, no leste francês, responsável pela fabricação dos utilitários esportivos (SUVs) Peugeot 3008 e Peugeot 5008, interromperá as atividades entre 23 e 30 de outubro diante da oferta insuficiente de baterias de longo alcance, informou a companhia, em comunicado. A montadora justificou a decisão afirmando que a demanda por essas configurações segue forte, especialmente entre frotas corporativas, e continua superando a atual capacidade de fornecimento, tornando necessário um ajuste temporário no cronograma fabril para alinhar a produção à demanda do mercado e evitar a formação de estoques descalibrados, classificando a medida como pontual.”

Fonte Valor Econômico; 29/09/2026

Starbucks demite funcionários e recua com metas ambientais para cortar US$ 2 bilhões em custos

“A Starbucks reduziu ou abandonou metas ambientais e demitiu funcionários da área de sustentabilidade, enquanto a empresa — pioneira em assumir compromissos climáticos — busca cortar US$ 2 bilhões em custos. A rede de cafeterias revisou ou descartou promessas de reduzir pela metade o consumo de água e a geração de resíduos, ao mesmo tempo em que uma meta de cortar as emissões de carbono em 50% está sendo reavaliada. Esse recuo ocorre em meio a um movimento mais amplo de empresas dos EUA se afastando de compromissos ambientais, à medida que a pressão política aumentou durante o governo do presidente Donald Trump e metas ambiciosas se mostraram difíceis de alcançar. No entanto, a Starbucks se destaca porque poucas empresas tornaram a sustentabilidade um elemento tão central de sua identidade corporativa. O grupo sediado em Seattle anunciou suas metas em 2020, quando o então CEO Kevin Johnson declarou em uma carta pública que “a sustentabilidade tem estado na essência da Starbucks desde o início, em consonância com nossa crença de que podemos construir um grande negócio que cresça gerando impacto positivo”. A carta, que prometia transparência sobre o progresso da empresa, não está mais disponível no site corporativo, e muitas metas foram omitidas ou alteradas no Relatório de Impacto Global anual da Starbucks, publicado neste verão.”

Fonte Financial Times; 29/09/2026

Espanha, Portugal e Luxemburgo pressionam União Europeia por meta de energia renovável para 2040

“Espanha, Portugal e Luxemburgo pediram à União Europeia que estabeleça uma meta para ampliar a energia renovável até 2040, segundo uma carta vista pela Reuters nesta terça-feira (29). A iniciativa deve provocar um confronto com outros países do bloco, que querem que a meta também inclua a energia nuclear. A Comissão Europeia prepara uma série de novas políticas energéticas para orientar a estratégia do bloco após 2030. A UE tem como objetivo elevar para 42,5% até 2030 a UE já estabeleceu meta de 42,5% de renováveis no consumo total de energia até
2030 Debate ocorre em meio à alta dos preços de energia e combustíveis provocada pela guerra com o Irã participação de fontes renováveis no consumo total de energia, mas ainda não estabeleceu uma meta para 2040. “Os investidores precisam de sinais claros”, disse a ministra espanhola da Energia, Sara Aagesen, a jornalistas nesta terça-feira (29), ao explicar por que a Espanha defende uma meta para as renováveis.”

Fonte Folha de São Paulo; 29/09/2026

UE avalia adiar lei sobre metano; AIE discutirá liberação de estoques de petróleo se necessário

“A União Europeia está considerando adiar suas normas sobre emissões de metano para importações de petróleo e gás, enquanto membros da Agência Internacional de Energia podem discutir a liberação de reservas estratégicas de petróleo, em meio à crescente preocupação dos governos europeus com a alta dos preços da energia e a escassez de suprimentos neste inverno. O comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen, afirmou que o bloco estuda adiar regras que, a partir de 1º de janeiro de 2027, exigiriam que produtores estrangeiros de petróleo e gás que abastecem a UE monitorassem e relatassem suas emissões de metano, um potente gás de efeito estufa. O metano é a segunda maior causa das mudanças climáticas, atrás apenas do dióxido de carbono. A legislação da UE enfrenta crescente resistência, uma vez que o conflito envolvendo o Irã perturbou o abastecimento global de petróleo e gás, e governos europeus temem que a ameaça de penalidades por descumprimento da lei desestimule fornecedores a entregar combustível à Europa neste inverno. “Instruí minhas equipes… a analisar possibilidades de adiar a parte referente às importações”, disse Jorgensen a jornalistas durante uma reunião de ministros de Energia da UE em Dublin. Ele ressaltou que se trata de um adiamento, e não de uma redução na ambição das normas. Qualquer adiamento — que, segundo ele, poderia ser de um ano — deveria estar condicionado a que todos os Estados-membros utilizassem o tempo extra para garantir que estejam totalmente preparados para implementar a lei assim que o prazo de adiamento expirar.”

Fonte Reuters; 29/09/2026

Autoridade ambiental de Gana mira a Cardinal, de propriedade chinesa, e outras empresas em ofensiva contra a mineração

“A Agência de Proteção Ambiental de Gana emitiu uma notificação de pré-encerramento de atividades para a Cardinal Namdini Mining — empresa de capital chinês — devido a um suposto acidente não comunicado, em meio a uma intensificação da fiscalização no setor de mineração, informou uma autoridade reguladora sênior. Michael Ayamga, vice-diretor executivo de operações da agência (EPA), também disse à Reuters que o órgão está analisando as conclusões de uma inspeção recente na operação Tarkwa, da mineradora sul-africana Gold Fields, e que interditou na semana passada a Earl International Group (também de capital chinês) devido ao que descreveu como uma questão de conformidade preexistente ligada à mineração ilegal de ouro. Ayamga acrescentou que a agência também multou, no ano passado, a mina Iduapriem — de menor porte e pertencente à AngloGold — por infrações ambientais que ele não quis detalhar.

Fonte Reuters; 29/09/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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