Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou a semana passada em território negativo, com o Ibovespa caindo 1,8% e o ISE 1,5%. Já o pregão de quinta-feira, véspera de feriado, fechou em alta, com o IBOV e o ISE subindo 1,39% e 1,63%, respectivamente.
• No Brasil, o presidente Lula afirmou na última quinta-feira (30/4) que o governo anunciará o aumento das misturas de biocombustíveis para 32% de etanol na gasolina (B32) e 16% de biodiesel no diesel (B16) – o anúncio deve ocorrer após a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para 7 de maio.
• No internacional, (i) o grupo japonês SoftBank pretende fabricar, já em 2027, baterias que não necessitem de lítio e cobalto, metais caros, para uso em data centers, segundo apurou o “Nikkei Asia” – a iniciativa faz parte do esforço da empresa em construir a infraestrutura física para inteligência artificial e surge em um momento em que o Japão busca reduzir sua dependência da China em relação a metais industriais; e (ii) investidores estão aplicando em fundos de energia limpa no ritmo mais rápido em cinco anos, à medida que a guerra no Irã acelera o movimento global por segurança energética e por alternativas ao petróleo e ao gás – segundo dados da Morningstar, mais de US$3 bilhões foram aportados em abril em ETFs globais atrelados a energia renovável, elevando o patrimônio líquido total desses fundos para US$ 43 bilhões, o maior fluxo líquido mensal desde janeiro de 2021.
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Brasil
Empresas
Gestora desenha fundo inédito para destravar fianças do reflorestamento
“A gestora Violet, especializada em investimentos em soluções baseadas na natureza, está estruturando um fundo de garantias dedicado a projetos de reflorestamento. É uma resposta ao gargalo que vem segurando o desembolso de centenas de milhões de reais já aprovados pelo Fundo Clima, administrado pelo BNDES. O objetivo é que o fundo levante R$ 2 bilhões e seja uma alternativa à carta de fiança bancária – que, na prática, é hoje a única opção para os desenvolvedores de projetos de restauração acessarem o dinheiro do Fundo Clima, principal financiador do setor. Após aprovar o empréstimo, o BNDES pede garantias caso os projetos não performem – ou seja, não gerem receitas com créditos de carbono ou a venda de produtos agroflorestais – e, assim, não consigam pagar o financiamento. Ao conceder uma carta fiança, o banco comercial é executado em caso de inadimplência. O descasamento entre o sistema bancário com os projetos de restauração ficou evidente em diversos casos. A Mombak teve um empréstimo de R$ 160 milhões aprovado pelo Fundo Clima em agosto de 2024. A startup só conseguiu sacar R$ 100 milhões em abril de 2025, quando estruturou uma fiança bancária com o Santander. A Re.green percorreu o mesmo caminho: aprovação de R$ 187 milhões em janeiro de 2024, desembolso de R$ 80 milhões só em maio de 2025, com fiança do Bradesco BBI.”
Fonte: Capital Reset; 04/05/2026
Política
Lula diz que governo anunciará aumentos nas misturas de biodiesel e etanol
“O presidente Lula (PT) disse nesta quinta (30/4) que o governo anunciará aumentos nas misturas de biocombustíveis para 32% (etanol na gasolina) e 16% (biodiesel no diesel). No dia 7 de maio está prevista uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) cuja pauta inclui a votação do E32, prometeu o ministro de Minas e Energia, Alexanndre Silveira (PSD), durantte um evento em Uberaba (MG), na última sexta-feira (24/4). “Ainda essa semana vamos anunciar sair de 30% para 32% e sair de 15% para 16% no biocombustível”, discursou Lula durante cerimônia nesta tarde no Planalto sobre a ampliação do programa Move Brasil, de financiamento de veículos pesados. “De um por cento em um por cento, a gente vai convencer o mundo de que se alguém quiser inventar combustível renovável não precisa gastar em pesquisa. Venha ao Brasil, que nós faremos transferência de tecnologia”, completou. A notícia foi saudada pelo setor de biodiesel. Segundo a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), a indústria está pronta para atender ao incremento de 1 ponto percentual na mistura com o diesel, caso seja confirmado. “Estamos em grande expectativa com essa declaração porque ela acontece num momento de extrema importância para que o país reduza sua dependência de importação de diesel”, comenta Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio. O aumento da mistura de biodiesel vinha sendo rejeitado pelo governo — apesar de pressão do agro —, sob o argumento de que a elevação de percentual depende de estudos técnicos e da evolução da oferta do biocombustível derivado de óleos vegetais e gorduras no mercado doméstico.”
Fonte: Eixos; 30/04/2026
Usinas solares acumulam 327 projetos com atraso em obras
“A proliferação de projetos de energia solar em andamento em todo o país tem desafiado o planejamento do setor elétrico, por causa de dois extremos que envolvem a expansão dessa geração. Se, por um lado, os micros e pequenos usuários de painéis fotovoltaicos se espalham rapidamente, testando os limites de capacidade das linhas de transmissão de energia em vários estados, por outro, grandes projetos de usinas solares passaram a acumular atrasos graves em obras, colocando em risco o fornecimento futuro de energia. A Folha fez um levantamento sobre a situação dessas usinas, a partir de dados da fiscalização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O resultado, atualizado até janeiro deste ano, mostra que há nada menos do que 327 projetos de usinas fotovoltaicas com cronograma de obras comprometidos, ou seja, são projetos que não entrarão em operação na data planejada. A maior parte desses projetos foi autorizada em meados de 2022. Como o prazo para início de operação dessas usinas costuma ser de três a quatro anos, a maioria deveria entrar em operação entre 2025 e 2026. Juntas, essas usinas somam 14,86 GW (gigawatts) de capacidade, o que equivale a 23% da geração solar que hoje funciona no país, ou 7% de toda a capacidade nacional de produção de energia, incluindo todos os tipos de fontes. Para se ter uma ideia, esse montante de energia supera a capacidade total da usina de Itaipu, que é a segunda maior hidrelétrica do mundo em capacidade instalada.”
Fonte: Folha de S. Paulo; 02/05/2026
Internacional
Empresas
Nissan cancela planos de produção de veículos elétricos em fábrica nos EUA
“Nissan cancelou os planos de produção de veículos elétricos em sua fábrica no estado do Mississippi, no sul dos Estados Unidos, informou a subsidiária norte-americana da empresa nesta quinta-feira. O cancelamento faz parte da revisão da política estratégica da montadora japonesa, já que o mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos vem encolhendo com o fim dos subsídios para veículos ecológicos no ano passado. A Nissan expandirá a produção de veículos convencionais, como carros a gasolina, em sua fábrica de Canton. As vendas de veículos não elétricos têm aumentado nos Estados Unidos. A montadora japonesa continuará vendendo veículos elétricos nos Estados Unidos, incluindo o Leaf. A empresa havia planejado produzir dois modelos de SUVs elétricos em sua fábrica de Canton, com o objetivo de iniciar a produção entre o final de 2028 e o primeiro semestre de 2029. Ela já havia adiado os planos de produção em até um ano em julho de 2025.”
Fonte: Valor Econômico; 02/05/2026
SoftBank planeja fabricar baterias sem lítio e cobalto para data centers
“O grupo japonês SoftBank pretende fabricar no Japão baterias que não necessitem de lítio e cobalto, metais caros, para uso em data centers, segundo apurou o “Nikkei Asia”. O grupo do bilionário Masayoshi Son fará parceria com a startup sul-coreana Cosmos Lab para desenvolver uma bateria de zinco-halogênio feita com materiais de menor custo e facilmente encontrados no Japão. A produção deverá começar já no ano fiscal de 2027, no antigo local da fábrica de displays de cristal líquido da Sharp em Sakai, perto de Osaka. A iniciativa, parte do esforço do SoftBank para construir a infraestrutura física para inteligência artificial, surge em um momento em que o Japão busca reduzir sua dependência da China em relação a metais industriais. A China tem uma presença significativa na mineração e refino desses materiais e intensificou seu controle sobre as exportações nos últimos anos. Baterias à base de zinco são uma das principais candidatas para células de energia de próxima geração que não utilizam lítio. Outras empresas e universidades japonesas estão trabalhando nessa área, e o Cosmos Lab tem se empenhado no desenvolvimento de baterias similares com o apoio de agências governamentais sul-coreanas e outros parceiros.”
Fonte: Valor Econômico; 04/05/2026
“Os investidores estão aplicando em fundos de energia limpa no ritmo mais rápido em cinco anos, à medida que a guerra no Irã acelera o movimento global por segurança energética e por alternativas ao petróleo e ao gás, impulsionando uma série de ações ligadas à transição energética. Mais de US$ 3 bilhões ingressaram em abril em ETFs globais atrelados a energia renovável, elevando o patrimônio líquido total desses fundos para US$ 43 bilhões, segundo dados da Morningstar — o maior fluxo líquido mensal desde janeiro de 2021. Enquanto há cinco anos os investidores apostavam em um avanço global das renováveis em resposta às mudanças climáticas, afirma Charles de Boissezon, chefe global de estratégia de ações do Société Générale, hoje as prioridades estão sendo moldadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou o preço do petróleo ao maior nível em quatro anos. “O que pode parecer uma recuperação de renováveis é, na verdade, uma operação de segurança energética — os investidores estão precificando o custo de depender de combustíveis importados em um mundo que vive sob constantes surpresas geopolíticas”, disse de Boissezon. Ele acrescentou haver uma “ironia adicional” no fato de que mudanças de rota e incertezas na política dos EUA, que poderiam ter desestimulado investimentos em energia limpa, “acabaram sendo um vento a favor”. Os preços de petróleo e gás dispararam desde que EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, com o Brent — referência internacional — chegando a US$ 126 por barril na semana passada, ante cerca de US$ 70 anteriormente.”
Fonte: Financial Times; 03/05/2026
Política
Táticas de bloqueio dos EUA atrasam negociações sobre taxa global de carbono no transporte marítimo
“A ofensiva dos Estados Unidos contra a primeira estrutura global de descarbonização para o setor de transporte marítimo deixou a iniciativa em situação de limbo, com os países concordando em adiar uma decisão para mais tarde neste ano e abrir espaço para propostas alternativas. Delegados que negociaram na Organização Marítima Internacional (IMO) ao longo da última semana disseram que as discussões para avançar a estrutura — que estabeleceria, pela primeira vez, um preço sobre as emissões globais de carbono do transporte marítimo — seriam suspensas após um impasse. Um delegado da IMO afirmou que as conversas foram “muito mais difíceis do que esperávamos, para ser sincero”. Os EUA argumentaram que a estrutura seria pouco mais do que uma “versão global” do que descrevem como o “profundamente impopular” sistema de comércio de emissões da União Europeia, e sustentaram que os consumidores arcariam com a maior parte dos custos. “Ao longo dos próximos meses, os EUA explorarão todas as possíveis medidas de reparação para proteger os consumidores americanos de um imposto global de carbono contestado e desnecessário”, disse a Federal Maritime Commission. Apesar das objeções dos EUA e de outros países durante as tensas negociações que terminaram tarde na sexta-feira, a estrutura permanece como base para futuras discussões em um documento apresentado pelo presidente da IMO, com uma nota de rodapé prevendo a análise de medidas alternativas. A estrutura compromete o setor de transporte marítimo a atingir emissões líquidas zero em torno de 2050 e havia sido provisoriamente acordada por maioria de países há um ano. No entanto, sua adoção legal foi descarrilada em outubro passado, após pressão dos EUA, da Arábia Saudita e de outros. Na ocasião, os EUA foram acusados de usar táticas de “intimidação” para forçar países a retirarem seu apoio à iniciativa, que imporia um preço de carbono sobre as emissões de navios com mais de 5.000 toneladas de porte bruto, gerando receitas de até US$ 15 bilhões por ano a partir de 2030.”
Fonte: Financial Times; 03/05/2026
UE retira couro de lei antidesmatamento após pressão da indústria
“A Comissão Europeia decidiu excluir as importações de couro de sua lei antidesmatamento, informou nesta segunda-feira, após uma campanha de grupos da indústria que argumentaram que a produção de couro não incentiva a criação de gado que alimenta a destruição de florestas. A isenção vai retirar couro, peles e couros crus da lei — pioneira no mundo — que, a partir de dezembro, exigirá que empresas que vendem produtos como soja, café, carne bovina e óleo de palma para a União Europeia comprovem que seus produtos não causaram desmatamento. A decisão da UE confirma reportagem da Reuters da semana passada. “O principal motor do desmatamento é a expansão de áreas agrícolas ligada à produção de sete commodities cobertas pelo regulamento – gado, madeira, cacau, soja, óleo de palma, café, borracha e alguns de seus derivados”, disse a Comissão Europeia em comunicado. “Nos termos do regulamento, qualquer operador ou comerciante que coloque essas commodities no mercado da UE, ou as exporte a partir dele, deve ser capaz de comprovar que os produtos não se originam de áreas recentemente desmatadas nem contribuíram para a degradação florestal”, acrescentou.”
Fonte: Reuters; 04/05/2026
“As Filipinas e Singapura assinaram, nesta quinta-feira, um acordo de comércio de carbono que permite o compartilhamento de reduções de emissões, em um movimento que Manila afirmou dever atrair mais investimentos para projetos climáticos no país. A ministra do Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, disse em comunicado que o acordo aprofundará a colaboração entre os dois países, “canalizando financiamento climático para projetos de impacto nas Filipinas e destravando novas oportunidades nos mercados de carbono para empresas e comunidades locais”. O acordo, assinado durante a Semana do Clima da ASEAN, estabelece um arcabouço, sob o Acordo de Paris, para a transferência de reduções de emissões verificadas — ou créditos de carbono — entre Manila e Singapura. Um comitê conjunto será responsável por supervisionar a aprovação e implementação dos projetos, além do monitoramento das reduções de emissões. O secretário de Meio Ambiente das Filipinas, Juan Miguel Cuna, afirmou que o acordo ajudará Manila a atrair investimentos em energia renovável, gestão de resíduos, redução de metano, soluções baseadas na natureza e agricultura inteligente para o clima.”
Fonte: Reuters; 01/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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