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Fórum Econômico Mundial em Davos chega ao fim; Veja os principais destaques

Termina o Fórum Econômico Mundial em Davos - veja aqui os principais destaques!

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Agenda climática em alta nos debates, mas como traduzir boas intenções em ação?

A 54ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) em Davos, Suíça, chegou ao fim na última sexta-feira, dia 19 de janeiro. Como principal encontro entre lideranças dos setores público e privado, o objetivo do fórum é trazer para o centro do debate questões globais com alto potencial de impacto nos mercados e na economia. Do ponto de vista do investidor, vale destacar: (i) empresas de mineração ao redor do mundo (incluindo a VALE3) se comprometem a reverter a perda de biodiversidade; e (ii) a participação do Brasil trouxe biocombustíveis, hidrogênio verde e financiamento climático para a pauta. De forma geral, embora um plano de ação concreto tenha ficado de fora, dado o foco do fórum no “quadro geral”, vemos a presença da agenda climática no cerne das discussões como um grande passo inicial.


Por que acompanhar o que aconteceu durante o Fórum Econômico Mundial? O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) é uma organização internacional de cooperação público privada que organiza uma semana de reuniões em Davos (na Suíça) todos os anos desde 1971. Com o objetivo de reunir lideranças para debater soluções para os maiores desafios globais, o evento deste ano colocou as mudanças climáticas no centro das discussões, contando com mais de 2,5 mil participantes e palestrantes. Do ponto de vista do investidor, vale a pena destacar:

#1. Empresas globais de mineração (incluindo a VALE3) se comprometem a reverter a perda de biodiversidade. Em prol de uma ação climática mais ambiciosa, um grupo das 24 maiores empresas de mineração do mundo, representado pelo Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM, na sigla em inglês), se comprometeu com uma série de compromissos para 2030, dentre os quais: (i) evitar a perda de biodiversidade em qualquer local de mineração; (ii) interromper atividades exploratórias em locais de Patrimônio Mundial; (iii) colaborar para reverter a perda de biodiversidade que ocorre nas cadeias de suprimentos; (iv) restaurar paisagens em torno das operações; enquanto (v) preparam análises e resultados de impacto relacionados à preservação do meio ambiente visando aumentar a transparência com o mercado e mostrar progresso. Reunindo um terço da indústria global de mineração, destacamos positivamente a adesão da Vale ao acordo.

#2. Participação do Brasil trouxe biocombustíveis, hidrogênio verde e financiamento climático para a pauta. Em meio ao aumento do interesse por fontes de energia renovável, o Brasil liderou as discussões sobre transição energética. O Sr. Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia, propôs a criação de uma agência global voltada para a aceleração da adoção de biocombustíveis na matriz energética mundial, e pediu que as nações desenvolvidas estudem estabelecer mandatos nacionais (além de outros incentivos) para essa frente – incluindo o combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) e diesel verde -, visando incentivar a produção dos mesmos na América Latina. A Sra. Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente, destacou a presidência rotativa do Brasil no G20 para um mandato de um ano em 2024 como uma oportunidade de pressionar os países a adotarem um compromisso mais forte com a transição energética justa no futuro, ao mesmo tempo em que buscou levantar recursos para o fundo global de financiamento e conservação de florestas tropicais.

Nossa visão em poucas palavras. Nos últimos 53 anos, o Fórum Econômico Mundial tem sido um importante momento para discussões sobre os riscos globais com alto potencial de impacto para os mercados e a economia. Na nossa visão, a inclusão do debate sobre o clima no cerne do encontro – principalmente em meio aos conflitos geopolíticos atuais e ao avanço da inteligência artificial – sinaliza um compromisso global o tema, incentivando uma maior ação olhando para frente. No entanto, o foco do evento no “panorama geral” deixa pouco espaço para o desenvolvimento de planos concretos, embora reconheçamos a importância de incluir a agenda climática no centro da pauta como um importante passo inicial.

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