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CNPE adia reunião sobre aumento da mistura de etanol na gasolina (de E30 para E32) | Café com ESG, 08/05

Terras raras em pauta na reunião entre Lula e Trump; Decisão sobre E32 é adiada

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 2,38% e 2,19%, respectivamente.

• Na política, (i) a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que ratificaria o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% (E32), prevista para esta quinta-feira (7), foi primeiro adiada para 11 de maio e depois cancelada, sem nova data definida – um dos possíveis motivos é a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos, onde ele se reuniu com Donald Trump; e (ii) na primeira reunião bilateral nos EUA entre o presidente Lula e Donald Trump, terras raras estiveram entre os principais temas em pauta – segundo Lula, o Brasil se colocou aberto a firmar parcerias internacionais com diferentes países, “sem restrições geopolíticas”, em referência específica a esse segmento.

• No lado das empresas e de olho em governança corporativa, a Axia Energia iniciou o processo de sucessão do atual presidente, Ivan Monteiro, cujo mandato termina em 30 de abril de 2027, quando deixará o cargo – em fato relevante, a empresa afirmou que o conselho de administração aprovou a criação de uma vice-presidência executiva, em caráter transitório até o fim do mandato de Monteiro.

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Brasil

Axia Energia inicia processo de sucessão de Ivan Monteiro na presidência

“A Axia Energia iniciou o processo de sucessão do atual presidente, Ivan Monteiro, cujo mandato termina em 30 de abril de 2027, quando deixará o cargo. Em fato relevante, a empresa afirmou que o conselho de administração aprovou a criação de uma vice-presidência executiva, em caráter transitório até o fim do mandato de Monteiro. O estatuto social da Axia estabelece que não pode ser eleito para cargos executivos profissionais com mais de 65 anos de idade. Monteiro completa essa idade em novembro e não poderia, assim, ser reconduzido para o cargo. O cargo de vice-presidente executivo será ocupado por Élio Wolff, atual vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios. Wolff, de 49 anos, e há quatro na companhia, vai se reportar diretamente a Monteiro e a sua atual pasta será extinta no próximo dia 1º de junho. Com isso, as atribuições atuais serão divididas entre as vice-presidências de finanças e relações com investidores e de aprendizado, gente e serviços. Cinco vice-presidências vão se reportar ao novo vice-presidente executivo: Engenharia e Projetos; de Comercialização e Soluções em Energia; de Tecnologia e Inovação, de Operações e Segurança, de Aprendizado, Gente e Serviços, e de Regulação, Institucional e Mercado.”

Fonte: Valor Econômico; 07/05/2026

Tenda anuncia novo CEO

“Rodrigo Osmo vai deixar a cadeira de CEO da Tenda, posto que ocupa há 15 anos. Ele será substituído por Marcos Cruz, um executivo que vem da indústria química, onde atuou nos últimos 10 anos como CEO da Nitro Química, e que também tem passagem pelo setor público, tendo sido secretário da Finanças de São Paulo na gestão Fernando Haddad. A transição vai começar em junho e Rodrigo seguirá como co-CEO por 12 meses. Depois, assumirá uma cadeira no conselho de administração da incorporadora. “Minha missão agora é garantir um onboarding de alta qualidade para o Marcos Cruz,” disse Rodrigo. Durante sua gestão, o volume de lançamentos da Tenda saltou de R$ 400 milhões para cerca de R$ 5 bilhões. Hoje, a empresa é uma das mais rentáveis do setor, com ROE em torno de 40%. Foi também com ele que a incorporadora focada em projetos do Minha Casa Minha Vida voltou à B3, em 2017, e desde então a ação se valorizou cerca de 700%. “Eu nunca me enxerguei como um executivo, mas sim como um empresário da Tenda,” ele disse. “Justamente por essa paixão e visão empresarial, foi fundamental que o processo de transição fosse conduzido com extremo cuidado.” As buscas por um novo CEO começaram em 2024.”

Fonte: Brazil Journal; 07/05/2026

Na primeira reunião nos EUA, Lula e Trump concentram discussão em tarifas e terras raras

“Na primeira reunião bilateral nos EUA entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o americano Donald Trump, o comércio e em especial a questão das tarifas foram os temas mais importantes das conversas, ao lado das terras raras. Como há divergências entre as equipes dos dois países sobre tarifas, ficou acertado um prazo de 30 dias para discussão dos pontos de controvérsia. Lula classificou a reunião como “muito produtiva”, enquanto Trump disse, em sua rede social, a Truth Social, que o encontro “correu muito bem”, afirmando que o brasileiro é “muito dinâmico”. Lula pediu ao americano o fim da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei do Comércio, segundo informou uma fonte do governo. São práticas supostamente desleais e prejudiciais ao comércio, na visão dos EUA, que podem resultar em tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. As equipes técnicas dos dois países vão debater as divergências no próximo mês. O presidente disse que o Brasil está aberto a construir parcerias internacionais com diferentes países, sem restrições geopolíticas, em referência a terras raras.”

Fonte: Valor Econômico; 08/05/2026

Reunião do CNPE que decidirá sobre maior mistura de etanol à gasolina é adiada

“Embora o aumento da mistura de etanol à gasolina, de 30% para 32% (E32), já tenha sido anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida ainda precisa do aval do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), liderado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), para entrar em vigor. A princípio, a reunião que ratificaria a mudança estava marcada para esta quinta-feira, 7, mas ela foi inicialmente adiada para 11 de maio. Agora, conforme fontes ouvidas pelo portal The Agribiz, os conselheiros foram comunicados sobre o cancelamento e não há uma nova data prevista. Um dos possíveis motivos para a alteração é a viagem do presidente Lula para os Estados Unidos, em que ele se reunirá com Donald Trump. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, faz parte da comitiva.”

Fonte: NovaCana; 08/05/2026

Internacional

Fundo de pensão dos EUA ameaça desinvestir em TotalEnergies após saída de eólicas offshore

“Um dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos está reavaliando sua participação na TotalEnergies após a decisão da petroleira francesa de aceitar US$ 1 bilhão do governo Donald Trump para deixar o segmento de energia eólica offshore no país. O New York State Common Retirement Fund, que detém uma participação de US$ 1,6 milhão na companhia, informou à Total que a decisão de encerrar dois contratos de arrendamento de áreas para eólicas offshore e redirecionar investimentos para combustíveis fósseis levantou “preocupações significativas” quanto à consistência estratégica, disciplina financeira e gestão de riscos da empresa, segundo carta enviada ao CEO Patrick Pouyanné e obtida pelo FT. Embora a fatia do fundo na Total seja pequena e um eventual desinvestimento tenha caráter sobretudo simbólico, o alerta indica uma resistência crescente ao uso, pela Casa Branca, de devoluções de valores de arrendamentos como instrumento para interromper projetos de eólicas offshore. A situação também cria um impasse para as empresas de energia, pressionadas por forças políticas opostas nos EUA: republicanos tentando barrar as renováveis e democratas incentivando sua expansão. O movimento ocorre após a Comissão de Energia da Califórnia emitir, na quarta‑feira, uma intimação (subpoena) à Golden State Wind, solicitando informações sobre o acordo de US$ 120 milhões firmado com o governo Trump para encerrar seu contrato de arrendamento de eólicas offshore. Em março, o Departamento do Interior dos EUA anunciou que pagaria à Total US$ 928 milhões, valor correspondente a dois contratos de arrendamento adquiridos para desenvolver projetos de eólicas offshore em águas norte‑americanas, nas costas de Nova York e da Carolina do Norte. A Total investirá esse montante em projetos de combustíveis fósseis.”

Fonte: Financial Times; 07/05/2026

Repressão de Trump a empresas solares ligadas à China trava boom de fábricas nos EUA

“As principais empresas de energia solar, bancos e seguradoras deixaram de fazer negócios com pelo menos meia dúzia de fábricas de painéis recém‑construídas nos Estados Unidos devido à incerteza sobre se seus vínculos com a China poderiam desqualificá‑las de receber subsídios para energia limpa, segundo executivos do setor e documentos analisados pela Reuters. A mudança, impulsionada por novas políticas do governo Trump, coloca em risco mais de um terço da capacidade de produção de painéis solares nos EUA em fábricas inicialmente construídas por empresas chinesas. Detalhes sobre como essa incerteza regulatória está afastando instaladoras e seguradoras de fábricas norte‑americanas com ligações à China não haviam sido divulgados até agora. Os efeitos que começam a aparecer se alinham aos esforços mais amplos do presidente dos EUA, Donald Trump, para bloquear empresas chinesas no mercado americano e reduzir o apoio governamental à energia verde. No entanto, a política pode ter efeito contrário ao ameaçar o crescimento de empregos na manufatura e da geração de energia nos EUA justamente em um momento de alta nas contas de luz e de forte aumento da demanda por eletricidade vinda de data centers que atendem a indústria de inteligência artificial, avaliam especialistas do setor. A Sunrun (RUN.O), maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, está entre as empresas que agora evitam fornecedores chineses. “Isso está travando o financiamento de projetos de energia solar e armazenamento de que o país precisa desesperadamente”, disse Keith Martin, advogado do Norton Rose Fulbright que assessora operações tributárias em renováveis.”

Fonte: Reuters; 08/05/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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