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BNDES destina R$ 52 bilhões para projetos de transição energética | Café com ESG, 11/10

BNDES pretende aprovar mais de R$52 bilhões para projetos de infraestrutura e transição energética neste ano; OPEP terá estande na COP28 pela primeira vez

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE em alta de +1,37% e +2,08%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o BNDES pretende aprovar mais de R$ 52 bilhões para projetos de infraestrutura e transição energética neste ano, prevendo desembolsos da ordem de R$ 45-R$ 50 bilhões para o setor em 2023 – a projeção é da diretora responsável pela área, Luciana Costa, que afirma que o banco tem recursos disponíveis para alavancar os projetos; e (ii) a Boeing elevou a aposta no Brasil como polo estratégico de inovação e conhecimento no setor aeroespacial, reconhecendo o país como potencial protagonista no mercado global de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) – a companhia quer acelerar a produção local do insumo, essencial para a descarbonização pretendida pela aviação até 2050.

• No internacional, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cartel que representa as maiores nações produtores de petróleo do mundo, terá um estande na COP28, segundo anúncio feito ontem pelo secretário-geral da organização, Haitham Al Ghais – será a primeira vez que a organização terá um espaço próprio na Zona Azul, área reservada para países, entidades setoriais e organizações da sociedade civil na Conferência do Clima.

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Brasil

Empresas

Agenda climática não tem líder, é preciso agir junto; o inimigo é comum, diz CEO do Itaú

“O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou hoje que a agenda climática não tem líder, que todos os bancos precisam agir juntos, já que o inimigo é comum. As declarações foram dadas durante o evento Panorama Itaúsa, que reuniu o comandante da holding, Alfredo Setubal, e das suas principais investidas e que focou em temas de sustentabilidade. “A agenda de descarbonização é de todos, não queremos ser líderes ou ganhadores, porque não tem ganhador, temos de fazer juntos, com outros bancos. O inimigo é comum e temos de trabalhar em conjunto, andar na mesma velocidade, atuando para que se estimule a transição”, comentou Maluhy. Junto a Bradesco e Santander, o Itaú criou o Plano Amazônia, para apoiar o desenvolvimento sustentável da região. Ele afirmou que a agenda de padrões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) faz parte do DNA do Itaú e não pode ser um apêndice, tem de estar integrada no negócio. O executivo apontou que um dos maiores desafios é a questão climática e que o banco aderiu recentemente à Net-Zero Banking Alliance, pela qual se comprometeu a zerar as emissões de gás carbônico da sua carteira (escopo 3) até 2050. “Queremos estar próximos dos nossos clientes, ajudar a estruturar, montar planos e financiar a transição”. Maluhy lembrou que o Itaú tem a meta de destinar R$ 400 bilhões para setores de impacto positivo até 2025 e até agora já desembolsou R$ 306 bilhões, ou 76% do objetivo. “Quando chegarmos lá quer dizer que acabou? Não, aí vamos ver qual é a próxima meta.”

Fonte: Valor Econômico, 10/10/2023

Mudança climática impulsionou onda de calor mortal no inverno na América do Sul, diz estudo

“O aquecimento global foi o principal responsável pela onda de calor que atingiu a América do Sul durante a maior parte de agosto e setembro e elevou as temperaturas em até 4,3 graus Celsius, de acordo com um estudo publicado na terça-feira. Temperaturas acima de 40 C (104 Fahrenheit) foram registradas em grande parte do Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina no final do inverno e persistiram na primavera do Hemisfério Sul, com a mudança climática tornando o evento 100 vezes mais provável, disse o estudo do grupo científico World Weather Attribution.
Pelo menos quatro mortes relacionadas ao calor foram relatadas em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, mas o verdadeiro número de mortes provavelmente levará meses para ser determinado pela análise de certidões de óbito, disse o estudo. “O calor mata, especialmente na primavera, antes que as pessoas se acostumem a ele. Temperaturas acima de 40 C no início da primavera são extremamente extremas”, disse Julie Arrighi, coautora do estudo e diretora do Centro de Clima da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Uma dúzia de pesquisadores de universidades e agências meteorológicas de todo o mundo produziu o estudo. Este ano está a caminho de ser o mais quente já registrado no mundo, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia. Ondas de calor registradas no verão no Hemisfério Norte, incluindo Estados Unidos, Europa e China, serão grandes contribuintes para esse recorde. No entanto, é mais impressionante que a América do Sul tenha atingido temperaturas extremas no inverno, disse Gareth Redmond-King, especialista em clima da Energy and Climate Intelligence Unit em Londres. O início do fenômeno climático El Niño este ano também ajudou a elevar as temperaturas, mas foi um fator menor em comparação com a mudança climática, segundo o estudo.”

Fonte: Reuters, 10/10/2023

BNDES busca projetos para financiar transição energética

“O BNDES pretende aprovar mais de R$ 52 bilhões para projetos de infraestrutura e transição energética neste ano. A instituição prevê desembolsos da ordem de R$ 45 a R$ 50 bilhões para o setor em 2023. A projeção é da diretora responsável pela área, Luciana Costa, que afirma que o banco tem recursos disponíveis para alavancar os projetos. “A nossa restrição não é de funding, mas de ter projetos bem estruturados”, disse ao Valor. Costa avalia que o banco passou por um período de “desalavancagem”, e observa que o desembolso no setor de infraestrutura somou R$ 42 bilhões em 2022. Ela defende uma maior atuação do banco de desenvolvimento em um setor que envolve incertezas e projetos de longo prazo. “O Brasil é um país volátil e esses projetos demoram muitos anos sendo estruturados. O mercado de capitais pode fechar a janela e os bancos comerciais podem ter mais ou menos apetite dependendo da situação do mercado”, avalia. Por isso, diz, a estratégia da nova administração foi focar em projetos com estruturação avançada para que eles sejam aprovados mais rapidamente. A diretoria espera que a emissão de “títulos verdes”, lançados mês passado pelo Tesouro Nacional, impulsione o financiamento de projetos sustentáveis. A intenção do governo é aportar US$ 2 bilhões – cerca de R$ 10 bilhões – no Fundo Clima com a primeira emissão de título de dívida soberana sustentável do governo brasileiro. O Fundo Clima financia empreendimentos para mitigar mudanças climáticas e é gerido pelo BNDES. A expectativa é que os novos papéis do Tesouro tenham taxas menores e que o banco possa combiná-las com a Taxa de Longo Prazo (TLP), para baratear o crédito e estimular os projetos.”

Fonte: Valor Econômico, 11/10/2023

Boeing aposta em talento local e quer acelerar SAF no Brasil

“A Boeing elevou a aposta no Brasil como polo estratégico de inovação e conhecimento no setor aeroespacial. Com 500 engenheiros contratados até o momento, a companhia abriu oficialmente na terça-feira (10) seu Centro de Engenharia e Tecnologia no país e poderá avaliar novos investimentos. A fabricante de aviões também reconhece o Brasil como potencial protagonista no mercado global de combustíveis sustentáveis de aviação, ou SAF, e quer acelerar a produção local do insumo, essencial para a descarbonização pretendida pela aviação até 2050. Uma das maiores consumidoras de SAF no mundo, a Boeing apoia a GranBio, do empresário Bernardo Gradin. A empresa foi selecionada pelo programa SAF Grand Callenge Roadmap e vai receber US$ 80 milhões em subsídios para acelerar a produção do combustível nos Estados Unidos. No Brasil, a fabricante de aviões acaba de renovar parceria de financiamento de pesquisas, em torno de matérias-primas para SAF, com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O Brasil tem muita expertise, é reconhecido na área global de aviação. Queremos aproveitar esse sucesso e inserir o país em um mercado maior”, disse o presidente da fabricante de aviões para América Latina e Caribe, Landon Loomis. Em São José dos Campos (SP), a Boeing está se instalando em oito andares de uma moderna torre corporativa, dos quais dois já ocupados. A expectativa é que os demais andares estejam preenchidos até meados de novembro.”

Fonte: Valor Econômico, 11/10/2023

Gerdau caminha para a neutralidade de emissões

“Em todo o mundo, a siderurgia é o setor industrial que ocupa o primeiro lugar na lista dos maiores emissores de CO2 – algo entre 7% e 9% do total de todas as atividades. Pois a Gerdau, maior produtora de aços no Brasil, trabalha para diminuir esse impacto. Campeã setorial de mineração e siderurgia nesta edição de “360º”, é também a primeira no desafio ESG/Socioambiental entre todas as 410 participantes da pesquisa conduzida pela Fundação Dom Cabral. Hoje, a emissão de carbono da empresa – de 0,89 tonelada por tonelada de aço produzida – equivale a menos da metade da média global, de 1,89. A meta é chegar a 0,83 até 2031 e atingir a neutralidade completa em 2050. Na Gerdau, 75% do aço produzido vem da reciclagem de ferro, a sucata. Há duas formas de chegar ao aço. Uma é a primária, obtida a partir do minério de ferro, transformado em ferro-gusa nos altos-fornos e encaminhado a seguir à aciaria. Na produção do gusa usa-se um agente, geralmente à base de carbono, e remove-se oxigênio do minério. O resultado, além do gusa propriamente dito, é CO2. A segunda forma é via sucata – o aço é o material mais reciclável do mundo, sem perda de características -, fundido em fornos elétricos. Em todo o mundo, 70% da produção do aço é feita com minério e 30% com sucata, o inverso da Gerdau. Explica-se. A média de tempo de retorno do aço como sucata é de 40 anos. Mas é a média. No caso de embalagens, leva meses. Grandes estruturas, prédios, viadutos, mais de século.”

Fonte: Valor Econômico, 11/10/2023

Companhias buscam mitigar suas emissões

“Companhias de setores que são grandes emissores de gases de efeito estufa buscam soluções para mitigar o problema. A Vibra, antiga BR Distribuidora, teve nos derivados de petróleo 95% da receita bruta de R$ 213,3 bilhões em 2022. “O mundo e o Brasil ainda vão depender do combustível fóssil e, aos poucos, vão migrar para os novos produtos”, diz o presidente, Ernesto Pousada. De 2021 a 2022, a empresa investiu cerca de R$ 4 bilhões em transição energética. Assumiu o controle conjunto de uma comercializadora de energia elétrica, assinou contrato para compra com exclusividade da produção de uma biorrefinaria e vai produzir a partir de 2025 o primeiro combustível renovável de aviação no Brasil e diesel verde. Tem parcerias com uma startup com potencial para produzir 3 milhões de m3 de gás retirados de aterros sanitários e de vinhaça e com um empresa para distribuição de etanol. E quer, até 2030, colocar pontos de recarga de veículos elétricos em 25% de sua rede de postos de combustível. A Coopercarga lançou uma plataforma para otimizar a gestão de fluxos logísticos, itinerários e frotas cuja automação e centralização de dados foram importantes para o controle da emissão de poluentes. A empresa investiu cerca de R$ 80 milhões principalmente em veículos como elétricos e GNV – a empresa tem cerca de 2 mil caminhões. “Atingimos nossa meta de dobrar o percentual de neutralização e redução de CO2, que era de 2% em 2021, para 5% em 2022”, diz o presidente, Osni Roman.”

Fonte: Valor Econômico, 11/10/2023

Política

Prefeitura do Rio recebe 21 dos 337 ônibus com tecnologia menos poluente Euro 6

“A prefeitura do Rio de Janeiro recebeu nesta terça-feira, 10, os primeiros 21 ônibus articulados de 337 encomendados para o BRT (Bus Rapid Transit) que trazem a tecnologia sustentável Euro 6, que pode reduzir em até 80% a emissão de gases poluentes. O investimento na modernização da frota do BRT soma quase R$ 2 bilhões e tem parceria com o governo federal, sendo R$ 1,2 bilhão de uma operação de crédito com o Banco do Brasil e 645,9 milhões da Caixa Econômica Federal. O sistema Euro 6 estabelece limites mais rigorosos para as emissões de poluentes, assegurando a redução em 80% nas emissões de óxido de nitrogênio (NOx) e de 50% nas emissões de Material Particulado (MP) em relação aos motores Euro 5 atuais. Com menos poluentes, os veículos equipados com o sistema Euro 6 contribuem para a melhoria da qualidade do ar e para a preservação do meio ambiente. Segundo a Prefeitura do Rio, os novos ônibus têm impacto direto na saúde pública, porque a poluição está diretamente relacionada a doenças como hipertensão e problemas respiratórios, sobretudo em crianças e idosos. “Os ônibus Euro 6 são a geração mais nova de ônibus articulados que está rodando no Brasil. São mais seguros e têm mais opções de telemetria, o que possibilita um gerenciamento mais eficaz da frota”, destacou a diretora-presidente da Mobi-Rio, Cláudia Secin, empresa criada pela Prefeitura do Rio para administrar o BRT.”

Fonte: Época Negócios, 10/10/2023

ICMBio recebe 12 drones para monitorar florestas nacionais na Amazônia

“O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, recebeu 12 drones que devem operar no monitoramento e fiscalização das florestas nacionais do bioma da Amazônia, nos estados do Pará, Amazonas e de Rondônia. São elas: Caxiuanã (PA), Altamira (PA), Iquiri (AM), Jacundá (RO), Mapiá-Inauini (AM), Urupadi (AM) e Mulata (PA). Os equipamentos foram adquiridos pelo Projeto Gestão Florestal para Produção Sustentável, por meio de cooperação financeira entre o governo brasileiro e o Banco Alemão de Desenvolvimento-KfW, como parte da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável. O investimento para aquisição dos drones foi de R$ 400 mil. Essas aeronaves não tripuladas serão operadas por servidores capacitados e deverão contribuir para fiscalização ambiental, prevenção e combate a incêndios e monitoramento de atividades como o manejo florestal sustentável, permitindo mais eficiência no controle dos usos dos territórios das unidades de conservação sob gestão do instituto. Habitualmente, entre os principais problemas encontrados nessas áreas protegidas estão a abertura de novas áreas na mata para conversão de pastagem; caça e captura ilegal de animais silvestres; extrações irregulares de madeira e de minérios valorizados, como o ouro e a tantalita, aplicada na indústria eletrônica. Os testes com os drones foram realizados na sexta-feira (6) na sede do instituto em Brasília.”

Fonte: Época Negócios, 10/10/2023

Internacional

Empresas

COP28: Opep anuncia presença e reforça lobby do petróleo

“A Opep, cartel que representa as maiores nações produtores de petróleo do mundo, terá um estande na COP28, anunciou nesta terça-feira o secretário-geral da organização, Haitham Al Ghais. Será a primeira vez que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo terá um espaço próprio na Zona Azul, área reservada para países, entidades setoriais e organizações da sociedade civil na Conferência do Clima. “Espero que todas as vozes estejam na mesa na COP28”, afirmou Ghais num evento realizado no emirado de Fujairah. “A indústria do petróleo estará na COP, e nós, também.” A COP deste ano acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e a presidência do evento está a cargo de Sultan Al Jaber, CEO da Adnoc, a estatal de petróleo do país. A esperada presença massiva de lobistas da indústria petroleira na conferência resultou em denúncias de que as negociações climáticas internacionais foram “capturadas” pelo lobby do setor. A Agência Internacional de Energia afirmou num estudo recente que, para manter viva a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C no fim do século, a demanda por fósseis deveria cair 25% até 2030. Também segundo a agência, o pico global de consumo de carvão, petróleo e gás vai acontecer ainda esta década. A Opep projeta um aumento de 16% na demanda por petróleo nas próximas duas décadas. “Pedidos para o fim de investimentos em novos projetos são equivocados e podem levar ao caos econômico e energétic”, afirmou o presidente da organização.”

Fonte: Capital Reset, 10/10/2023

Mercedes-Benz lança novo caminhão elétrico eActros 600

“A Mercedes-Benz Trucks, divisão europeia da fabricante de veículos comerciais Daimler Truck, estreou seu caminhão elétrico com bateria de longa distância eActros 600 nesta terça-feira, com produção em série planejada para o final de 2024. O veículo será produzido na linha de montagem existente da Mercedes-Benz Trucks em Woerth am Rhein, na Alemanha, em paralelo aos modelos a diesel. A empresa está atualmente construindo uma frota de cerca de 50 protótipos de veículos para serem testados com os clientes, informou. A Daimler Truck tem como meta 60% das vendas com emissão zero até 2030, mas menos de 0,3% das vendas de janeiro a junho deste ano se enquadram nessa categoria, já que a falta de infraestrutura de carregamento e o alto preço dos modelos elétricos impedem as vendas. O preço de compra do eActros 600 é 2,5 vezes maior que seu equivalente a diesel. Ainda assim, a economia de eletricidade em relação ao combustível e os benefícios do apoio governamental significam que o investimento compensa após cinco anos de uso, disse a Daimler Trucks, acrescentando que poderá fornecer algum apoio financeiro a clientes menores para ajudar na mudança para a eletricidade. A capacidade da bateria de fosfato de ferro e lítio de mais de 600 quilowatts-hora significa que os motoristas, na maioria das vezes, não precisarão carregar o dia todo, já que cerca de 60% das viagens de longa distância dos motoristas de caminhão da Mercedes-Benz na Europa são de menos de 500 quilômetros, disse a empresa em um comunicado. As baterias carregadas com 20% da capacidade levam 30 minutos para atingir 80% de carga, acrescentou.”

Fonte: Época Negócios, 10/10/2023

Política

Guerras colocam em cheque resultado da COP28 em Dubai

“A guerra no Oriente Médio lança dúvidas quanto aos resultados da próxima rodada da conferência do clima da ONU, a COP 28, nos Emirados Árabes Unidos. O evento, que começa em 30 de novembro, em Dubai, já levantava dúvidas por acontecer em país que é grande produtor de petróleo. “Em um sistema internacional com enorme dose de conflitos, como o atual, a possibilidade de consenso é mínima, e isso fica claro nas negociações climáticas”, diz o diplomata Rubens Ricupero. “A guerra da Ucrânia já teve efeito negativo para o clima. O conflito de Gaza vem se somar a esse impacto negativo e, na melhor das hipóteses, torna distante a possibilidade de um acordo sobre o uso dos combustíveis fósseis. Neste ano, diria que é quase inatingível”, segue. Ricupero diz que o impacto negativo das duas guerras se desdobra em dois efeitos diferentes e cumulativos. “O primeiro é o de reduzir a prioridade da mudança climática, desviada para um conflito geopolítico que torna mais difícil o consenso internacional mínimo necessário para tomar decisões contra as emissões. O segundo efeito é o de retrocesso no abandono progressivo dos combustíveis fósseis como se está vendo na Europa pela volta do carvão”. A COP acontece em região de grandes produtores de petróleo, naturalmente resistentes a compromissos de corte de produção e consumo de combustíveis fósseis. Em setembro, ao discursar na Cúpula da Ambição Climática da ONU, em Nova York, o presidente da COP 28, Sultan Al Jaber, pediu às nações que acelerem a transição para uma economia de baixo carbono.”

Fonte: Valor Econômico, 11/10/2023

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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