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B3 adota nova metodologia para índice de emissões de carbono (ICO2 B3) | Café com ESG, 14/06

Esforços contra a agenda verde de Bide; Leilão do Hidrogênio na Europa

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em baixa, com o IBOV e o ISE caindo 0,30% e 0,42%, respectivamente.

• No Brasil, a B3 adotou uma nova metodologia para o ICO2 B3, índice que engloba empresas que divulgam suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) – com essa mudança, mais empresas poderão ser incluídas e os critérios de avaliação serão mais rígidos, com foco na eficiência e qualidade da gestão das emissões e levando em consideração o coeficiente entre emissões de GEEs e a receita bruta. 

• No internacional, (i) a Comissão Europeia divulgou os resultados do primeiro Leilão do Banco Europeu do Hidrogênio (EHB), tendo sido comprometido €720 milhões em subsídios para 7 projetos, a serem dispendidos nos próximos 10 anos – os licitantes vencedores assumiram o compromisso de produzir hidrogênio renovável na Europa e receberão subsídios equivalentes à diferença entre os seus custos de produção e o preço de mercado do hidrogênio; e (ii) a reunião anual da Convenção do Clima, que acontece no meio do ano e serve como uma espécie de prévia da COP, terminou ontem na Alemanha – de forma geral, tudo aponta para uma conferência tensa no Azerbaijão, em novembro, com destaque para discussões sobre um mecanismo chamado de nova meta coletiva e quantificada, ou NCQG, na sigla em inglês. 

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Brasil

Empresas

B3 revisa índice de emissões de carbono com BNDES e Blackrock para ampliar número de empresas

“A B3, empresa que controla a bolsa de valores de São Paulo, adotou uma nova metodologia para o ICO2 B3, índice que engloba empresas que divulgam suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Com essa mudança, mais empresas poderão ser incluídas e os critérios de avaliação serão mais rígidos. Os novos critérios focam na eficiência e qualidade da gestão das emissões, levando em consideração o coeficiente entre emissões de GEEs e a receita bruta, juntamente com um score relacionado à gestão das mudanças climáticas pelas empresas. “Queremos oferecer um índice que reflita a preocupação das empresas com uma economia de baixo carbono”, afirmou Henio Scheidt, gerente de índices da B3, em comunicado. “Estamos trazendo critérios que indicam boas práticas corporativas reconhecidas internacionalmente para a gestão de emissões de gases do efeito estufa. Isso será um instrumento de apoio para as empresas no avanço da transição energética.” A partir de janeiro de 2025, as empresas que desejarem integrar a carteira do ICO2 B3 deverão atender a certos requisitos, como fazer parte do Índice Brasil Amplo (IBrA B3, composto atualmente por 172 empresas com base em critérios de liquidez). Anteriormente, de 2010 a 2019, eram convidadas a participar do índice as empresas do IBrX 50. A partir de 2021, seguindo uma revisão da metodologia, a composição da carteira passou a englobar as empresas do IBrX 100. Com a nova revisão, a B3 passa a definir um score de gestão de emissões de gases de efeito estufa para cada empresa do universo considerado, visando analisar a adoção de práticas de gestão que indiquem melhorias ao longo do tempo. Os novos critérios de entrada incluem: (i) Fazer parte do Índice Brasil Amplo (IbrA B3); (ii) Validar e autorizar o uso de informações sobre emissões de GEE e práticas de gestão no ESG Workspace; (iii)Estar no recorte de 75% das empresas que menos emitem GEEs proporcionalmente à receita; (iv) Possuir um score de gestão de emissões de GEE superior ao do seu setor. A revisão do ICO2 foi realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O banco acredita no potencial dos ETFs para promover o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro”, disse, em comunicado, Alexandre Correa Abreu, diretor de mercado de capitais e finanças sustentáveis do BNDES.”

Fonte: Exame; 13/06/2024

Vale prevê consenso com autoridades para acordo por Mariana até o fim do mês, diz VP

“A Vale (VALE3) prevê chegar até o fim deste mês a um consenso com autoridades brasileiras que viabilize um acordo multibilionário de reparações e compensações pelo rompimento de barragem de sua joint venture com a BHP, a Samarco, em 2015, afirmou um executivo da companhia a jornalistas nesta quinta-feira. A afirmação de Alexandre D’Ambrosio, vice-presidente executivo de Assuntos Corporativos e Institucionais da Vale, vem um dia após a companhia ter anunciado uma nova proposta de acordo feita pelas mineradoras, estimando um desembolso total de 140 bilhões de reais. Em abril, a companhia havia informado que a expectativa era alcançar um acordo definitivo com autoridades até o fim do primeiro semestre. “Nós esperamos que o acordo consiga ser resolvido até o fim de junho e (temos) esperança que as partes cheguem a um entendimento até o fim de junho”, disse D’Ambrosio, ao participar do Fórum de Investimentos Prioridade 2024 no Rio de Janeiro. “Não significa que ele vai ser assinado até o fim de junho, porque isso depende da construção dos documentos definitivos, mas até o fim de junho esperamos que haja um consenso”, frisou, pontuando que um acordo definitivo poderia demandar ainda “mais um mês pelo menos”. D’Ambrosio explicou ainda que a proposta financeira é indissociável dos termos e condições que estão sendo apresentados junto e que a empresa “não negocia valor para depois ver o que vai fazer”. “Nós apresentamos a proposta juntamente com uma proposta de acordo escrita e detalhada”, afirmou, detalhando que os termos e condições apresentados levam em conta prazo, quais obrigações de fazer, obrigações de pagar e quais obrigações são do Estado. O executivo destacou ainda que todas as partes envolvidas precisam estar de acordo, que ninguém poderá ficar de fora. O montante de 140 bilhões representa um avanço ante os 127 bilhões de reais estimados em proposta anterior das companhias apresentada em abril a autoridades federais e dos Estados de Minas e Espírito Santo.”

Fonte: InfoMoney; 13/06/2024

UCB, das baterias de lítio, terá R$ 170 milhões do BID para expandir fábricas

“A fabricante de baterias de lítio brasileira UCB Power, antiga Unicoba, vai receber um empréstimo de R$ 170 milhões do BID Invest, o braço do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Os recursos, em fase de aprovação, serão usados para financiar parte da ampliação de 50% da capacidade produtiva da empresa, somando as duas fábricas, uma na Zona Franca de Manaus e outra na cidade mineira de Extrema. Juntas, as plantas têm capacidade instalada para produzir o equivalente a 1,3 gigawatts de armazenamento por ano. O empréstimo, com prazo de 10 anos e dois de carência, integra um plano de investimento de R$ 380 milhões anunciado recentemente pela UCB, que é controlada pelo fundo GEF Capital (56% das ações). “A tecnologia eles já têm, mas nós queremos ajudá-los a escalar a solução para outros tipos de negócios. Esse deve ser o primeiro financiamento, mas queremos fazer outros”, diz Juan Parodi, diretor líder de investimentos do BID Invest. “Em mobilidade urbana, hoje estamos falando de motocicletas e bicicletas, mas no futuro podemos falar de baterias para carros. Brasil e Argentina têm lítio, mas não produzem baterias.” A maior parte do faturamento da empresa, que está em torno de R$ 1 bilhão, vem da venda das chamadas baterias estacionárias, equipamentos vendidos para distribuidoras como Equatorial e Amazônia Energia e usados para armazenar energia solar em sistemas isolados, como na zona rural ou no meio da floresta amazônica. O equipamento também serve para sistemas de telefonia celular em áreas remotas ou como backup para garantir a estabilidade em caso de queda de energia para aqueles conectados à rede. Hoje, há cerca de 30 mil a 40 mil dessas baterias em uso no país, de acordo com a empresa. “Temos 40% de market share de baterias estacionárias, 60% do mercado de baterias de lítio portáteis [celulares e notebooks] e 100% das baterias de motos elétricas”, diz o CEO da UCB, George Fernandes.”

Fonte: Capital Reset; 14/06/2024

Banco Mundial emitirá títulos para impulsionar o reflorestamento da Amazônia

“O Banco Mundial disse na terça-feira que emitirá um novo título que deverá levantar cerca de US$ 200 milhões para apoiar suas atividades de sustentabilidade e reflorestamento na Amazônia brasileira, e escolheu o HSBC, abre nova aba para estruturar a transação. O título protegido pelo principal apoiará as atividades de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial e fornecerá financiamento para projetos de reflorestamento selecionados pela startup brasileira Mombak por meio de pagamentos de cupons antecipados. A Mombak, que compra terras degradadas de agricultores e fazendeiros ou faz parceria com eles para replantar espécies nativas na maior floresta tropical do mundo, gera créditos de remoção de CO2 que podem ser vendidos em mercados de carbono. “Essa transação é uma continuação do mercado que estamos tentando desenvolver”, disse o vice-presidente do Banco Mundial, Jorge Familiar, à Reuters, referindo-se ao chamado modelo de “título de resultado” que o banco lançou no início desta década. Esses títulos, de acordo com o credor, permitem que os investidores apoiem projetos e resultados sustentáveis específicos. Eles aproveitam o capital privado e transferem o risco de desempenho do projeto para os investidores, que são recompensados se as atividades forem bem-sucedidas. Iniciativas semelhantes do Banco Mundial incluem um título de US$ 100 milhões para financiar projetos de redução de plásticos em Gana e na Indonésia e um título de US$ 150 milhões para apoiar os esforços para aumentar a população de rinocerontes negros na África do Sul, que está em risco de extinção. “O principal apoiará as operações do Banco Mundial, mas o cupom apoiará um projeto que não é um projeto do Banco Mundial, mas é muito importante, em uma área muito importante”, disse Familiar. A Mombak, que é apoiada por investidores como a Bain Capital e a AXA e já vendeu créditos de carbono para empresas como a McLaren e a Microsoft, abre nova aba, espera que a mudança seja um divisor de águas para o nascente setor de remoção de carbono no Brasil.”

Fonte: Reuters; 13/06/2024

Brasil não tem interesse em desafiar o mercado de etanol, diz presidente da Stellantis

“Em evento para investidores, nesta quinta-feira (13), o presidente do grupo de montadoras Stellantis, Carlos Tavares, afirmou que o Brasil não deve abrir caminho para a entrada de veículos totalmente elétricos, porque o governo local não tem interesse em desafiar o mercado de etanol, que é “competitivo em custo, tão bom em emissões quanto os elétricos” e proporciona carros mais acessíveis para a classe média. O grupo atua no país principalmente com as marcas Fiat, Chrysler, Jeep, RAM, Peugeot e Citroen. Tavares afirmou que o Brasil quer inclusive tornar a importação de veículos totalmente elétricos, vindos da China, mais difícil. O país retoma de forma progressiva, desde o início do ano, as tarifas para importação de veículos elétricos, com a meta de chegar a 35% em julho de 2026. Ainda sobre o país, o executivo afirmou que há uma forte base de fornecedores de peças, o que permite atingir um alto nível de produção feita com itens locais. As novas tarifas de importação de carros elétricos chineses, impostas pela União Europeia nesta semana, de 17% a 38%, foram um dos temas principais das conversas de Tavares com analistas e com a imprensa. Segundo ele, elas existem para “concertar um gap de competitividade”. O executivo lembrou que a empresa também é protegida por tarifas nos Estados Unidos, onde o governo Biden impôs, em maio, sobretaxas de 100% em elétricos chineses. Fora dessas regiões, no entanto, a Stellantis enfrenta uma competição mais dura, o que também teria um lado positivo. “O raciocínio é de se expor à competição mais dura que você possa encontrar”, para aprender com os competidores e criar oportunidades à frente. No Brasil, mesmo com as tarifas, a importação geral de veículos cresceu 38% no acumulado deste ano, na comparação com os primeiros cinco meses de 2023. Do total acrescido na importação, 82% veio da China, mostram dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).”

Fonte: Valor Econômico; 13/06/2024

Política

As enchentes deixam os brasileiros com uma escolha sombria: reconstruir ou ir embora?

“Danilo José Bruxel enfrenta uma tarefa difícil ao inspecionar uma igreja e um conjunto de casas em ruínas em uma rua ribeirinha que foi inundada pelas águas da enchente há pouco mais de um mês. O prefeito de Arroio do Meio está procurando novos lotes de terra para os moradores cujas casas foram destruídas após as chuvas torrenciais que atingiram o estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, desde o final de abril. “Não podemos permitir que as pessoas voltem a construir aqui perto do rio”, disse o político, cuja cidade no Vale do Taquari ficou sem eletricidade, internet e água encanada por quinze dias depois de ter sido destruída pelas fortes correntezas do rio. As chuvas, associadas pelos cientistas à mudança climática, levaram ao que tem sido chamado de o pior desastre natural da história do estado do Rio Grande do Sul, uma potência agrícola com um território maior do que o Reino Unido e uma população de 10,9 milhões de habitantes. A resposta do estado pode trazer lições para outras partes do mundo ameaçadas por eventos climáticos extremos associados ao aquecimento global, com autoridades e cientistas alertando que bairros e até mesmo cidades inteiras sob risco de futuras inundações podem precisar ser realocados. “Se ficarem onde estão, perderemos vidas, bens e a economia”, alertou Francisco Aquino, climatologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Um dos estados mais ricos do Brasil, o Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 6,5% do PIB do país; além da agricultura, abriga a indústria, os vinhedos e o turismo. A economia local – do tamanho aproximado do Uruguai e do Paraguai juntos – deveria crescer 4,3% em 2024, mas agora a previsão é de que ela diminua, de acordo com cálculos da federação empresarial Federasul. Os economistas acreditam que as enchentes reduzirão em cerca de 0,3% o PIB do Brasil este ano. As chuvas, que ultrapassaram 1.000 milímetros em alguns lugares, afetaram um em cada cinco habitantes do estado e mataram 175 pessoas.”

Fonte: Financial Times; 13/06/2024

Internacional

Empresas

O maior grupo de comércio de petróleo dos EUA processa para bloquear o impulso de Biden para os veículos elétricos

“O maior grupo de comércio de petróleo do país, que inclui a Exxon Mobil e a Chevron, entrou com uma ação federal na quinta-feira buscando bloquear os esforços do governo Biden para reduzir as emissões de aquecimento do planeta de carros e caminhões leves e incentivar a fabricação de veículos elétricos. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA emitiu novas regras de emissão de escapamento em março que forçarão as montadoras a produzir e vender mais veículos elétricos para atender aos novos padrões. De acordo com a regra, a administração prevê que até 56% de todas as vendas de carros serão elétricas entre 2030 e 2032. O American Petroleum Institute (API) afirma que a EPA excedeu sua autoridade no Congresso com uma regulamentação que eliminará a maioria dos novos carros a gasolina e híbridos tradicionais do mercado dos EUA em menos de uma década. “Hoje, estamos agindo para proteger os consumidores americanos, os trabalhadores do setor de manufatura dos EUA e a segurança energética duramente conquistada de nosso país contra esse mandato intrusivo do governo”, disse o vice-presidente sênior e conselheiro geral do API, Ryan Meyers. A ação foi apresentada na quinta-feira no Tribunal de Apelações do Circuito de D.C. A EPA se recusou a comentar, citando uma política contra falar publicamente sobre litígios pendentes. A National Corn Growers Association (Associação Nacional de Produtores de Milho) e a American Farm Bureau Federation (Federação Americana do Bureau Agrícola) se juntarão à API como copeticionárias, juntamente com seis concessionárias de automóveis que representam 16 marcas e operam coletivamente dezenas de concessionárias em todo o país. Os dois grupos agrícolas dependem de carros movidos a gasolina para apoiar o setor de etanol de milho.”

Fonte: Reuters; 13/06/2024

Brookfield busca US$ 5 bilhões para fundo climático apoiado pelos Emirados Árabes Unidos

“O primeiro fechamento de um fundo se refere ao momento em que o fundo conseguiu garantir compromissos suficientes para começar a fazer investimentos. Excluindo a China, as economias em desenvolvimento recebem menos de 15% dos dólares mundiais destinados à energia limpa, apesar de serem responsáveis por quase um terço das emissões globais e, como resultado, os investimentos nessas economias podem, muitas vezes, ter um impacto maior, disse Brookfield. Os retornos do fundo ALTÉRRA serão limitados a um valor não especificado, permitindo que outros investidores obtenham melhores retornos ajustados ao risco. Pelo menos 10% do capital do fundo será fornecido pela Brookfield, que administra US$ 925 bilhões em ativos. “O Catalytic Transition Fund é uma solução de mercado privado para o desafio global de fornecer investimentos em transição para mercados emergentes”, disse Mark Carney, Presidente e Diretor de Investimentos em Transição da Brookfield Asset Management. O executivo-chefe da ALTÉRRA, Majid Al-Suwaidi, disse que o mundo precisa acelerar “significativamente” o ritmo de enfrentamento da mudança climática e que seu investimento no CTF “impulsionaria o investimento nos mercados emergentes”.”

Fonte: Reuters; 13/06/2024

Swiss Re diz que o setor não conseguiu estimar o impacto de condições climáticas extremas

“A Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, afirmou que o setor subestimou significativamente as consequências dos recentes desastres naturais na Europa e alertou que algumas áreas se tornaram “não seguráveis”. “Seja o terremoto na Turquia… ou as enchentes na Alemanha ou as tempestades de granizo na Itália, os modelos estavam errados por fatores que não chegam a 10 ou 20%”, disse Gianfranco Lot, diretor de subscrição de resseguros de propriedades e acidentes do grupo. As perdas seguradas globais decorrentes de catástrofes naturais ultrapassaram US$ 100 bilhões pelo quarto ano consecutivo em 2023, informou o grupo, incluindo US$ 6,2 bilhões de perdas decorrentes do terremoto que atingiu a Turquia. Lot disse ao FT Global Insurance Summit na quinta-feira que a Swiss Re estava investindo pesadamente na alimentação de mais dados em suas centenas de modelos de catástrofes naturais. Isso poderia torná-la “mais precisa na previsão do impacto desses cenários e eventos”. A Swiss Re disse que a subestimação do custo de eventos climáticos extremos é “um problema de todo o setor e se resume à falta de dados sobre a exposição atualizada de riscos”. O aquecimento global tornou os eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações e incêndios florestais, mais frequentes e mais intensos, aumentando os custos para o setor de seguros e resseguros. Milhões de proprietários de imóveis em todo o mundo estão tendo que pagar prêmios mais altos para obter cobertura ou estão encontrando dificuldades para obter seguro, levantando questões sobre o quanto os governos devem intervir para evitar que os custos das mudanças climáticas sejam repassados diretamente aos consumidores. Lot disse que em áreas que se tornaram inseguráveis devido ao alto risco, “é aí que a intervenção do governo é necessária e muito útil”. O debate sobre quem paga para reparar os danos causados por desastres tem sido particularmente controverso nos EUA, já que algumas seguradoras residenciais começaram a se retirar das áreas de maior risco, como partes da Califórnia. “

Fonte: Financial Times; 13/06/2024

Setor privado deve ajudar mundo a alcançar ‘net zero’, diz diretor do Mubadala

“O diretor-executivo do Mubadala Capital, Leonardo Yamamoto, afirma que o setor privado deve ajudar o mundo a alcançar o chamado “net zero”, a meta de zerar as emissões de carbono. Ao participar do FII Priority Summit, encontro internacional de líderes e executivos que acontece esta semana no Rio, o diretor do fundo dos Emirados Árabes disse que é necessário que haja escala para que se combata os efeitos das mudanças climáticas. “A única forma que temos de lutar contra as mudanças climáticas é com soluções financeiramente viáveis”, disse o executivo. “Aqui no Brasil, o Mubadala investe em uma biorrefinaria no Nordeste que acreditamos que, além de produzir combustíveis renováveis, podemos ter uma molécula que também capture o carbono”, complementou. Segundo Yamamoto, o Mubadala acredita que seja necessário produzir energias renováveis a grandes volumes para se alcançar a transição energética: “Precisamos brigar com as indústrias existentes que são poluentes.” Para o presidente do grupo Pan American Energy, Marcos Bulgheroni, que dividiu o palco com Yamamoto, o mundo ainda irá conviver com diferentes fontes de energia antes de alcançar o net zero. “Precisamos entender qual mix de fontes energéticas irá nos ajudar a reduzir as emissões da matriz como um todo. Essas diferentes fontes ainda irão conviver e competir por um longo tempo”, disse Bulgheroni. O presidente do grupo sediado na Argentina acredita que a visão regional das companhias pode impulsionar as formas de se fazer a transição energética. “O gasoduto de Vaca Muerta, por exemplo, será muito importante para a região do hemisfério Sul. Precisamos dessa visão regional, é importante para enco ntrarmos os melhores formatos.” O vice-presidente de energia e economia da petrolífera estatal Saudi Aramco, Musaab M. Almulla, fez coro à ideia de que o maior desafio para o financiamento da transição energética é o ganho de escala e implementação. Segundo o executivo, a Aramco quer investir não só em hidrogênio verde, mas em todas as tecnologias que vão reduzir as emissões, implementando novas soluções.”

Fonte: Valor Econômico; 13/06/2024

O primeiro leilão do Banco Europeu do Hidrogênio

“No final do mês de abril deste ano, a Comissão Europeia divulgou os resultados do primeiro Leilão do Banco Europeu do Hidrogênio (EHB), tendo sido comprometido € 720 milhões em subsídios para 7 projetos, a serem dispendidos nos próximos 10 anos. Estes recursos serão direcionados para investidores privados, promovendo a equalização dos preços do hidrogênio renovável, e viabilizando a produção de 1,58 Mt em 10 anos por empreendimentos localizados na Europa. Os licitantes vencedores assumiram o compromisso de produzir hidrogênio renovável na Europa e receberão subsídios equivalentes à diferença entre os seus custos de produção e o preço de mercado do hidrogênio. O resultado do leilão surpreendeu o mercado, uma vez que as diferenças entre o preço teto e os deságios situaram-se na faixa entre € 0,48 e € 0,37 por kg de hidrogênio produzido, tendo se verificado uma elevada concorrência. Os projetos selecionados terão que começar a produzir hidrogénio renovável no prazo máximo de 5 anos após a assinatura do acordo de subvenção. Eles receberão o subsídio de prêmio fixo concedido por até 10 anos para produção de hidrogênio renovável certificado. No total o certame superou as expectativas ao receber 132 propostas, equivalentes a 8,5 GW representando cerca de 8 Mt de hidrogênio renovável. Este somatório de oferta representou mais de 15 vezes a demanda contratada. Em relação aos preços ofertados, mais da metade propôs um subsídio menor que €1,00/kg, e dois terços se posicionaram em menos de € 2,00 de subsídio. O leilão apresentou uma “competição brutal”, onde se esperavam lances baixos, mas não tão baixos. Os projetos foram selecionados pela Agência Executiva Europeia para o Clima, Infraestruturas e Ambiente (CINEA).”

Fonte: Valor Econômico; 13/06/2024

Política

Reunião pré-COP termina em discórdia sobre financiamento

“A reunião anual da Convenção do Clima, que acontece no meio do ano e serve como uma espécie de prévia da cúpula climática da ONU, a COP, terminou nesta quinta-feira na Alemanha. Tudo aponta para uma conferência tensa no Azerbaijão, em novembro – com possíveis reflexos para Belém em 2025. A principal decisão a ser tomada este ano diz respeito ao dinheiro, um mecanismo chamado de nova meta coletiva e quantificada, ou NCQG, na sigla em inglês. Como mostram 30 anos de negociações climáticas, não existe assunto que cause mais discórdia. Como diz o nome, o objetivo é colocar no papel valores e pagadores para tentar dar conta das medidas de mitigação, adaptação e compensação que o mundo precisa com urgência, especialmente os países mais pobres. O sistema em vigor, hoje, deixa de valer no ano que vem, e claramente não funcionou. A meta acordada, em 2015, era de US$ 100 bilhões anuais, mas essa cifra só foi alcançada no ano passado (e há questionamentos sobre como foi feita a contabilidade). Desde então, os efeitos da mudança do clima se agravaram, e os países que precisam desses recursos entenderam que a linguagem, as fontes e as condições de acesso ao dinheiro devem ser muito claras. Países árabes e africanos pedem algo entre US$ 1,1 trilhão e US$ 1,3 trilhão anuais entre 2026 e 2030, quando termina a validade do NCGQ. Os desenvolvidos nem chegaram a falar em valores. Eles querem que a soma total inclua recursos privados e contribuições dos emergentes mais ricos, como China e Brasil. Não foi possível nem mesmo chegar a um texto base que servisse de ponto de partida para a COP29, que acontece daqui a cinco meses em Baku, a capital azerbaijana. “O que saiu foi uma coletânea de visões das partes, sem engajamento no mérito”, diz Claudio Angelo, que acompanhou a reunião pelo Observatório do Clima, uma organização que reúne mais de cem ONGs.”

Fonte: Capital Reset; 13/06/2024

A guinada à direita da Europa pode frear o impulso da transição energética

“Os ganhos dos partidos de direita nas recentes eleições para o Parlamento Europeu podem paralisar o desenvolvimento de uma série de projetos de energia renovável em toda a Europa. Os partidos populistas, nacionalistas e eurocéticos estão a caminho de conquistar pouco menos de um quarto dos assentos na próxima assembleia da União Europeia (UE), de acordo com as projeções da própria câmara. E, com os primeiros-ministros nacionalistas já liderando a Hungria, a Itália e a Eslováquia, e os partidos de direita ganhando influência na Alemanha, na França, na Espanha e na Holanda, o teor do cenário político da Europa parece estar pronto para uma reforma. Os custos de vida em espiral e as preocupações com o rápido aumento da imigração foram os principais impulsionadores de votos para os partidos de direita em toda a região, que agora ajudarão a definir as políticas da União Europeia para os próximos cinco anos. A reação contra os custos crescentes da transição para a energia verde também foi um fator de votação em países com grandes setores agrícolas que foram duramente atingidos pelo aumento dos custos de energia e fertilizantes nos últimos anos. Um parlamento mais à direita pode dificultar a aprovação de políticas climáticas ambiciosas durante o próximo mandato e pode até mesmo levar ao descarte de alguns planos de desenvolvimento de energia renovável se os cronogramas dos projetos forem estendidos ou os termos de preços forem revisados de forma desfavorável. Em toda a Europa, há cerca de 650.000 megawatts (MW) de capacidade de energia limpa em pré-construção, que é quando os planos são projetados e as permissões e os recursos necessários são alinhados, segundo dados do Global Energy Monitor (GEM). Esse total planejado se compara a cerca de 714.000 MW de capacidade de energia limpa já em operação em toda a Europa, o que significa que a capacidade total de geração limpa da Europa praticamente dobraria se todos os projetos em pré-construção se tornassem realidade. Pouco mais de 75% dos projetos de energia limpa da Europa em pré-construção estão dentro das 27 nações que formam a União Europeia e, portanto, podem agora ser examinados mais de perto pelos novos membros do parlamento, que podem não compartilhar as mesmas ambições de seus antecessores.”

Fonte: Reuters; 13/06/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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