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ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos privados no setor até 2035 | Café com ESG, 26/08

Projeções da Abiogás para 2035 em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de terça-feira fechou em alta, com o IBOV e o ISE avançando 1,55% e 2,36%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) projeta uma mobilização de R$ 216 bilhões em investimentos privados até 2035 e R$ 57 bilhões por ano em receitas adicionais para o setor, caso haja a implementação de medidas para ampliar a produção e o uso desses gases renováveis no país – a associação também estima um potencial para evitar emissões de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano; e (ii) a Neoenergia investiu R$ 30 milhões este ano em inteligência artificial para auxiliar nas operações em cenários de eventos climáticos extremos, como a incidência do El Niño – segundo a empresa, a tecnologia passou a ser adotada em projeções climáticas de médio e longo prazo, nas quais dados meteorológicos alimentam modelos de IA para definir parâmetros de planejamento energético e a operação de ativos.

• Ainda no país, o número de empresas que divulgam informações sobre emissões de carbono ao Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), considerado um dos maiores bancos de dados nacionais a respeito dos gases de efeito estufa no mundo corporativo, bateu recorde no primeiro semestre de 2026 – de forma geral, 757 organizações entregaram inventários referentes à poluição gerada em 2025, um aumento de 12% em relação ao período anterior.

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Brasil

Número de empresas que publicam dados sobre emissões de carbono bate recorde no Brasil

“É recorde o número de empresas que divulgam informações sobre emissões de carbono ao Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), considerado um dos maiores bancos de dados nacionais a respeito dos gases de efeito estufa no mundo corporativo. No ciclo deste ano, 757 organizações entregaram inventários referentes à poluição gerada em 2025. O aumento é de 12% em relação ao período anterior, quando 670 companhias enviaram relatórios cobrindo o ano de 2024. A Folha acessou as informações com exclusividade. Os dados serão apresentados na tarde desta quarta-feira (26) e disponibilizados na plataforma Registro Público de Emissões, mantida pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A alta no total de organizações participantes do PBGHG provoca recordes nas emissões registradas no programa. Somadas, as 757 empresas emitiram 213 milhões de toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente) em 2025, ao considerar apenas a poluição gerada diretamente pelas companhias, na categoria chamada de escopo 1 nos inventários de gases-estufa. No escopo 2, abrangendo os gases poluentes ligados às fontes de energia que abastecem as companhias, as emissões declaradas foram de 8,1 milhões de toneladas de CO2e.”

Fonte: Folha de São Paulo; 26/08/2026

Colegiado da CVM vota a favor de OPA da Oncoclínicas

“O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu, ontem (25), por unanimidade pela realização da oferta pública de aquisição de ação (OPA) da Oncoclínicas, avaliada em cerca de R$ 6,5 bilhões. A decisão determina que esse montante terá de ser pago aos minoritários pela gestora americana Centaurus, que publicamente se tornou a maior acionista da companhia em novembro de 2024. A Oncoclínicas está em processo de recuperação extrajudicial para negociar dívida de R$ 5,1 bilhões. A Centaurus informou ao mercado, em novembro de 2024, que detinha uma participação de 16% na Oncoclínicas, fazendo disparar a cláusula que obriga investidores com mais de 15% a realizar uma oferta pública de aquisição de todas as ações em circulação. A disputa dentro da CVM acabou, mas a batalha ainda vai se estender, uma vez que a Centaurus entrou com pedido de arbitragem contra a Latache, acionista que liderou o movimento pela oferta e pode levar cerca de R$ 1,5 bilhão. Com uma fatia de 14,5%, a Latache, de Renato Azevedo, é a maior beneficiada nesse processo. A Centaurus informou, em comunicado após a decisão da CVM, que “o Tribunal Arbitral da Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) da B3 é o órgão que detém jurisdição exclusiva para resolver esta disputa comercial entre sócios de uma empresa de capital aberto, motivo pelo qual o fundo Josephina III [Centaurus] iniciou o procedimento arbitral perante a CAM na semana passada.” O colegiado discordou da área técnica da autarquia que havia votado contra a OPA, após um ano e meio de análise do caso da rede de tratamento para câncer. O presidente Otto Lobbo e os diretores João Accioly e Igor Muniz votaram a favor. Já a diretora Marina Copola não votou por ter se declarada impedida.”

Fonte: Valor Econômico; 26/08/2026

Neoenergia adota IA para auxiliar operação em cenários de clima extremo, como El Niño

“A Neoenergia incorporou inteligência artificial (IA) para auxiliar na operação das redes em cenários de eventos climáticos extremos, como a incidência do El Niño. Segundo a empresa, a tecnologia passou a ser adotada em projeções climáticas de médio e longo prazo, nas quais dados meteorológicos alimentam modelos de IA para definir parâmetros de planejamento energético e a operação de ativos. Este ano, a previsão é de um El Niño que pode ser classificado de “forte” a “muito forte”. O fenômeno climático é caracterizado por secas severas no Norte e Nordeste do país e chuvas fortes, com enchentes, no Sul. Na região intermediária, entre Sudeste e Centro-Oeste, o que se verifica é aumento da temperatura média. A Neoenergia afirmou que, neste ano, investiu R$ 30 milhões em iniciativas de IA, como desenvolvimento de soluções e implantação de plataformas com a tecnologia embarcada. Como exemplo, passou a adotar a IA para análise de imagens térmicas e variáveis operacionais, prevendo falhas na rede elétrica, o que permitiria a aplicação dos recursos da empresa em manutenções preventivas, reduzindo impactos aos clientes. De acordo com a energética, as redes são uma das estruturas mais impactadas por fenômenos climáticos extremos, levando a empresa a colocar a infraestrutura como um dos focos principais dos planos de mitigação. A companhia já digitalizou 80% das redes de alta e média tensão, o que aprimora agilidade e eficiência durante as ocorrências. A Neoenergia atende a mais de 17 milhões de unidades consumidoras, o que corresponde a cerca de 40 milhões de pessoas, divididas em cinco distribuidoras de energia: Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Pernambuco, Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Brasília e Neoenergia Elektro (SP e MS). Globalmente, a Iberdrola, controladora da Neoenergia, conta com cerca de 500 agentes de IA em diferentes estágios de desenvolvimento aplicados em diversas áreas do negócio.”

Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026

Estudo da Vale estima arrecadação de R$ 1,3 trilhão com mineração até 2035

“Um estudo da Vale, elaborado com a colaboração da consultoria Accenture, para destravar a mineração no país indica que o setor tem potencial de elevar a arrecadação de impostos para R$ 1,3 trilhão até 2035, saindo de atuais R$ 750 bilhões. Avanço amplia a geração de empregos para 5,3 milhões, ante os atuais 2,3 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos. Segundo o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, o Brasil tem potencial para ser líder na produção de minerais críticos. Ele destacou que o país possui 67% das reservas de nióbio, 17% das de ferro, 24% de grafita, 1,5% de lítio e 11% de níquel. Pimenta citou um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), que indica que a oferta de minerais precisa crescer cinco a seis vezes para atender às grandes demandas globais, como a transição energética e a eletrificação. Ele observou que o Brasil tem perdido na corrida da produção minerária. “O Brasil não tem conseguido transformar potencial minerário em riqueza”, disse Pimenta. O país hoje é o sexto país entre os maiores investidores em pesquisa minerária, respondendo por 3% dos aportes, ficando atrás de China, com 29%, Austrália e Canadá, com 14% cada um, além de Estados Unidos e Chile, com 8% cada.”

Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026

Ternium nega notícia que pretende fechar capital da Usiminas

“A Usiminas disse nesta terça-feira (25) que recebeu comunicação da sua controladora Ternium negando a veracidade da notícia veiculada de que a siderúrgica ítalo-argentina pretende fechar o capital da comapnhia. A Ternium informou à Usiminas que não aprovou a realização de qualquer operação com o objetivo de cancelar o registro de companhia aberta da Usiminas e nem está em tratativas ou negociações visando o fechamento de capital da empresa. “A Ternium esclarece que, no curso normal dos seus negócios, avalia continuamente alternativas e oportunidades estratégicas relacionadas aos seus investimentos, inclusive em relação à Usiminas”, afirma a controladora da Usiminas. Caso a Ternium venha no futuro a aprovar a realização de operações envolvendo ações da companhia, a Ternium informará a Usiminas e o mercado em conformidade com a normativa aplicável, completa o comunicado.”

Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026

Agenda de diversidade avança nas empresas, mas metas e liderança ainda são desafios, diz Ethos

“A agenda de diversidade, equidade e inclusão (DEI) ganhou espaço na estratégia e na cultura das empresas brasileiras, mas ainda encontra dificuldades para se traduzir em metas, incentivos e mudanças estruturais. É o que mostra a edição 2025/2026 da Pesquisa Ethos de Diversidade, Equidade e Inclusão, realizada pelo Instituto Ethos com apoio de organizações empresariais e da sociedade civil. Entre as empresas participantes, 90,29% afirmam incorporar a diversidade ao planejamento estratégico e 89,32% dizem promover a pauta como uma forma sustentável de obter resultados positivos para os negócios. Entre os principais resultados esperados pelas companhias estão a melhoria do clima organizacional e a atração e retenção de talentos, ambos citados por 87,38% das organizações. O levantamento ouviu 206 organizações, das quais 77% são de grande porte, 18% de médio porte, 4% de pequeno porte e 1% de microempresas. A área de saúde teve a maior participação, com 22% da amostra, seguida por indústria e manufatura (17%), serviços financeiros e seguros (14%) e tecnologia, comunicação e telecomunicações (7%).”

Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

“A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) projeta uma mobilização de R$ 216 bilhões em investimentos privados até 2035 e R$ 57 bilhões por ano em receitas adicionais para o setor, se houver a implementação de uma séria de medidas para ampliar a produção e o uso desses gases renováveis no Brasil. Há ainda a perspectiva de criação de mais de 251 mil empregos diretos. A agenda defendida pela entidade reúne iniciativas consideradas prioritárias no setor. É mencionada, por exemplo, a criação de uma instância de governança nacional para articular os diferentes setores relacionados à cadeia do biogás e do biometano. Além disso, é solicitado o avanço no Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). O tratamento “adequado” do biometano no processo de implementação da Reforma Tributária é outro exemplo. Em estudo, a Abiogás estima um potencial para substituir R$ 42 bilhões anuais em importações e evitar emissões de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano. O volume correspondente a aproximadamente 10% das atuais emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil. No transporte, entre as propostas estão a criação de corredores logísticos e medidas capazes de viabilizar, até 2035, a incorporação de mais de 40 mil caminhões movidos a biometano, além da expansão do combustível em frotas urbanas. Na agricultura, as propostas incluem o estímulo à produção e ao uso de biofertilizantes. Isso deve contribuir para a redução da dependência brasileira de insumos importados. Na frente de combustíveis avançados, o plano contempla o desenvolvimento de combustíveis à base de CO2 biogênico, por exemplo.”

Fonte: NovaCana; 25/08/2026

SAF traz nova pressão sobre preço de passagens aéreas

“Os preços das passagens aéreas subiram neste ano. Até agora, a alta foi puxada pela guerra no Oriente Médio, que fez o preço do querosene disparar. No próximo ano, essa conta vai ganhar um novo componente: o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês). A partir de 2027, as companhias aéreas têm como obrigação reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 1% e avançar um ponto percentual por ano até chegar a 10% em 2037. O principal meio para fazer isso será o uso do SAF, combustível produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, resíduos agrícolas, lixo orgânico e etanol. O decreto que regulamenta o SAF criou a estrutura para colocar o mercado em funcionamento, mas não resolveu a principal questão apontada pelas companhias aéreas: como minimizar o impacto do maior custo do SAF no preço das passagens. O decreto traz incentivos para a produção do biocombustível, mas não para o consumo – o setor pede alívio tributário como incentivo. “Se o governo não criar mecanismos de incentivo, muito provavelmente vai impactar o valor da passagem”, disse Raquel Argentino, líder de sustentabilidade e impacto social da Latam Brasil, no evento “Reset Conecta Transição Energética”, que aconteceu na última quinta-feira (20), em São Paulo. O combustível responde, hoje, por 40% das despesas das companhias aéreas. As estimativas iniciais são de que o SAF pode custar até cinco vezes mais que o querosene, a depender da tecnologia usada.”

Fonte: Capital Reset; 25/08/2026

Brasil se compromete a restaurar 16,3 milhões de hectares de terras degradadas até 2030

“O Brasil apresentou nesta terça-feira (25) a sua meta voluntária de neutralidade da degradação da terra (LDN, na sigla em inglês) para 2030 e prevê ações de recuperação e restauração em mais de 163 mil quilômetros quadrados de áreas degradadas, o equivalente a 16,3 milhões de hectares, por meio de iniciativas que incluem recuperação da vegetação nativa, sistemas agroflorestais e ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas. A apresentação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (COP17 da UNCCD), em Ulaanbaatar, na Mongólia. A meta integra as ações do Brasil para enfrentar a desertificação, a degradação da terra, a seca e os efeitos da mudança do clima. Ela é composta de 17 submetas vinculadas a políticas, planos e programas nacionais e atua em três frentes: recuperar ou restaurar terras degradadas, reduzir os processos de degradação em curso e evitar nova degradação. Boa parte dessas iniciativas está vinculada a políticas destinadas ao setor agropecuário. Além dos 16 mil quilômetros quadrados a serem recuperados até 2030, outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados integram ações de prevenção, conservação e manejo sustentável. A soma das áreas declaradas pelas 17 submetas alcança 3,67 milhões de quilômetros quadrados.”

Fonte: Valor Econômico; 25/08/2026

Publicada resolução do CNPE sobre monitoramento dos preços do combustível nuclear

“O governo publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (25/8), a resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que cria as diretrizes para o monitoramento dos preços do combustível nuclear nos mercados nacional e internacional. A medida foi aprovada na reunião do dia 14 de julho. A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) será a responsável por fazer o estudo comparativo dos preços. O estudo deverá incluir todas as etapas do ciclo do combustível nuclear e considerar benchmarks internacionais, contratos de referência, custos médios globais e outros parâmetros que permitam verificar a aderência dos preços nacionais às referências internacionais. O levantamento deve resultar na publicação de um relatório técnico a cada cinco anos que será divulgado ao público. Caso seja identificado que o preço praticado pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) é diferente dos parâmetros internacionais do estudo, a ENBPar deve elaborar uma justificativa técnica detalhada e indicar um plano de ação para aproximação dos preços aos parâmetros, quando possível.”

Fonte: Eixos; 25/08/2026

Internacional

Pesquisadores desenvolvem modelo de IA que processa quantidade muito maior de informações

“Uma dupla de pesquisadores, que já havia sido convidada para liderar o Projeto Prometheus, apoiado por Jeff Bezos, revelou nesta terça-feira (25) o que desenvolveram por conta própria: um modelo de IA capaz de processar e gerar uma quantidade de informações tão vasta que um único computador talvez não consiga lidar com ela. A Accelerated Understanding afirma ter desenvolvido um tipo diferente de modelo de IA que, em testes, processou 5 trilhões de dados em uma única solicitação. Isso equivale a cerca de 5 milhões de vezes o volume que os principais modelos da Anthropic e do Google costumam processar —como se lesse o livro “Guerra e Paz”, de Tolstói, não uma, mas 5 milhões de vezes de uma só vez. A diferença é que esse novo sistema não foi criado para compreender a linguagem. Ele foi desenvolvido para a física, afirmaram os cofundadores Anima Anandkumar e Benedikt Jenik, em uma entrevista exclusiva antes do lançamento oficial da empresa nesta terça.”

Fonte: Folha de São Paulo; 25/08/2026

Projeto nuclear Sizewell C sofre revés após atraso na construção de estrada

“A construção de duas vias de acesso fundamentais para a usina nuclear Sizewell C, no Reino Unido, sofreu atrasos, e a empreiteira principal foi substituída — um contratempo em um dos maiores projetos de infraestrutura do país. O atraso ameaça prolongar os transtornos nas imediações do canteiro de obras em Suffolk e ocorre em um momento em que a Sizewell C tenta demonstrar que consegue evitar os atrasos e estouros de custos que afetaram seu projeto “irmão”, a usina Hinkley Point C, em Somerset. A empreiteira principal responsável pelas vias de acesso, o grupo de construção Galliford Try, foi substituída após não chegar a um acordo com a Sizewell C sobre os custos da obra. A Galliford havia sido contratada — em um acordo avaliado entre 150 milhões e 200 milhões de libras — para construir a Sizewell Link Road e o Two Village Bypass (contorno viário de duas vilas). Essas vias foram projetadas para escoar o tráfego de obras da usina nuclear, orçada em 38 bilhões de libras, desviando veículos de carga pesada das vilas vizinhas. O grupo, listado no índice FTSE 250, iniciou os trabalhos preliminares de construção no ano passado, mas não conseguiu chegar a um acordo com a Sizewell C sobre os termos da fase principal da obra, segundo duas pessoas a par do projeto. As empresas Kier e Breheny (esta última de atuação local) assumiram agora o lugar da Galliford, dividindo entre si o pacote de construção das vias. Uma fonte próxima à situação afirmou que houve um aumento significativo de custos devido a diversas alterações no projeto. “Eles pediram mudanças que acrescentaram 30 milhões de libras ao custo”, disse a fonte, referindo-se à Sizewell C.”

Fonte: Financial Times; 25/08/2026

Indonésia lança programa de energia solar de 100 GW

“O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, lançou na terça-feira um programa para desenvolver uma capacidade de 100 gigawatts (GW) de energia solar, à medida que a maior economia do Sudeste Asiático busca reduzir sua dependência de combustíveis fósseis e os crescentes custos de importação. “Não é brincadeira. Vamos construir 100 gigawatts.Nossa meta é concluir a construção em três anos”, disse Prabowo durante o lançamento na regência de Jembrana, em Bali. A cerimônia de terça-feira também marcou o início das obras de três projetos de usinas solares nas províncias de Java Central e Java Oriental, com capacidade de cerca de 130 megawatts-pico cada. Além disso, o governo afirma que abrirá em breve licitações para outros seis projetos com capacidade combinada de aproximadamente 4,7 GW-pico, incluindo em Bali e Java Ocidental. Atualmente, a Indonésia possui apenas 1,5 GW de energia solar de sua capacidade instalada total de 108 GW, sendo a maior parte proveniente de carvão. No total, as fontes renováveis representavam 17,9% da capacidade de geração elétrica em abril, incluindo hidrelétricas e energia geotérmica. O ministro de Energia e Recursos Minerais, Bahlil Lahadalia, disse que o programa de 100 GW exigirá investimentos de US$ 73 bilhões, acrescentando que a energia solar, quando totalmente instalada, poderá economizar para a Indonésia 73,9 trilhões de rupias (US$ 4,2 bilhões) anualmente em gastos com subsídios de energia. A Indonésia é importadora líquida de petróleo, e o consumo interno de combustível é fortemente subsidiado.”

Fonte: Valor Econômico; 26/08/2026

A importância macroeconômica dos créditos de carbono

“Créditos de carbono foram pensados como uma resposta microeconômica ao desafio da crise climática. Um instrumento de política que precifica de forma eficiente a externalidade negativa das crescentes emissões de gases de efeito estufa. A esperada permanência dos juros de longo prazo nos Estados Unidos em níveis mais elevados por mais tempo cria uma nova lógica para o uso desse instrumento de política: evitar que o atual aumento estrutural do custo do financiamento do Tesouro americano torne impossível atingir as metas de financiamento climático para a transição dos países emergentes e em desenvolvimento (EMDEs, na sigla em inglês) ao net zero. Os títulos do Tesouro americano fornecem a taxa básica sobre a qual se forma grande parte do custo de capital de vários países. Quando sobe o custo de financiamento da dívida americana, aumenta também o retorno mínimo exigido globalmente dos investimentos de longa duração. Simplificando: o custo de financiamento externo de um projeto em um EMDE pode ser expresso como a soma da taxa de longo prazo do Tesouro americano a um spread de risco composto pela soma dos prêmios de risco soberano do país e do projeto. Assim, uma elevação de 100 pontos-base nos Treasuries longos aumenta na mesma magnitude o piso do custo de financiamento, mesmo antes de qualquer mudança nos spreads.”

Fonte: Capital Reset; 25/08/2026

Iniciativas de Trump dobrarão emissões de carbono do setor elétrico até 2035, diz análise

“A agenda de combustíveis fósseis do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resultará na perda de US$ 700 bilhões (R$ 3,6 trilhões) em investimentos em energia limpa na próxima década, ao mesmo tempo em que dobrará a pegada climática do setor elétrico, segundo uma análise publicada nesta terça-feira, 25. O relatório, elaborado pela organização sem fins lucrativos Natural Resources Defense Council, examinou o impacto cumulativo das políticas implementadas por Trump. O presidente americano fez campanha com a promessa de reduzir pela metade as contas dos serviços públicos durante seus primeiros 18 meses de mandato; na realidade, porém, elas subiram 16% até maio de 2026, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia. Entre as iniciativas de sua administração, destaca-se a lei “One Big Beautiful Bill Act” (Um Grande e Lindo Projeto de Lei), de julho de 2025, que eliminou os créditos fiscais para energia limpa. Trump também se concentrou em apoiar a indústria de combustíveis fósseis, forçando as empresas de energia elétrica a manter usinas antigas e caras em operação para além de sua aposentadoria programada. No geral, a agenda de Trump resultará em US$ 700 bilhões em investimentos perdidos daqui até 2035, e na perda de entre 390 e 540 gigawatts de nova capacidade de energia eólica, solar e de armazenamento de energia, segundo o relatório. Em comparação, a capacidade instalada total da Índia atualmente gira em torno de 520 gigawatts.”

Fonte: NovaCana; 25/08/2026

Com ondas de calor, Europa tem verão que deve entrar para a história climática

“izer que “faz calor no verão” não surpreende ninguém, mas o deste ano no Hemisfério Norte atingiu níveis extremos na Europa, o continente que se aquece mais rápido no mundo. Confira cinco razões pelas quais este verão entrará para a história climática da Europa. Embora temperaturas de 40°C no verão tenham se tornado frequentes em algumas partes da Europa, em 2026 outras regiões ultrapassaram esse patamar pela primeira vez. Regiões europeias (excluindo a Turquia) onde vivem 18 milhões de pessoas tiveram temperaturas de 40°C em 2026 pela primeira vez desde, pelo menos, o ano de 2000, segundo uma análise da AFP baseada nas temperaturas máximas diárias registradas até 15 de agosto pelo Observatório Europeu da Seca (EDO, na sigla em inglês) e em dados demográficos do Centro Comum de Pesquisa. Entre as regiões que registraram essas temperaturas pela primeira vez estão áreas da Alemanha com uma população total de 9 milhões de habitantes, especificamente ao sul e a oeste de Berlim e nos arredores de Frankfurt. O fenômeno também atingiu regiões da França onde vivem 4 milhões de pessoas, principalmente nos arredores de Estrasburgo e Metz, mas também na Bretanha e a oeste de Limoges.”

Fonte: Folha de São Paulo; 25/08/2026

Em semana decisiva, COP da desertificação precisa destravar acordo de US$ 278 bilhões

“[A COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) chegou à metade com avanços nas negociações sobre a proteção e a restauração de campos, savanas e áreas de pastagem, mas ainda distante de resolver dois dos principais entraves para transformar os compromissos em implementação: financiamento e consenso político. Reunidos em Ulaanbaatar, na Mongólia, os negociadores abriram caminho para uma possível decisão formal ainda nesta conferência voltada a essas paisagens. O texto pode estimular investimentos, ações envolvendo diferentes atores e a criação de marcos legais para proteção, manejo sustentável e restauração de ecossistemas que historicamente receberam menos atenção e financiamento. O avanço ocorre acompanhado de uma iniciativa da Presidência da COP17. A Rangelands Flagship Initiative, iniciativa voltada às áreas de pastagem, foi apresentada com US$ 1,2 bilhão e mais de 40 projetos. A ação propõe o trabalho de múltiplos parceiros em busca de aumentar os investimentos pela conservação, gestão sustentável e restauração de pastagens. Por meio desse trabalho, a iniciativa ainda quer reduzir a pobreza e a insegurança alimentar a partir de sinergia com a proteção da biodiversidade.”

Fonte: Exame; 25/08/2026

Fabricantes chineses de turbinas eólicas miram a Europa, apesar dos obstáculos políticos

“O executivo-chefe para a Europa de uma das maiores fabricantes de turbinas eólicas da China afirma que a empresa veio para ficar no continente — apesar de suas turbinas terem sido barradas no mercado de energia eólica offshore (em alto-mar) do Reino Unido por motivos de segurança nacional. Horatio Evers, ex-chefe da divisão de energia da gigante química alemã BASF, foi contratado em setembro pela Ming Yang — empresa listada na bolsa de Xangai — para liderar sua expansão no continente. Ele tem se empenhado em atrair executivos de empresas concorrentes, transferir atividades de P&D para a Europa, buscar estabelecer uma produção local e marcar presença constante em eventos do setor, numa tentativa de conquistar a confiança e a preferência do mercado. “O que estamos fazendo aqui não é uma tentativa isolada”, disse ele ao Financial Times em entrevista. “A Ming Yang é a terceira maior fabricante [de turbinas eólicas] do mundo e precisa diversificar seu portfólio; estamos entrando nos maiores e mais atraentes mercados globais — o que significa, claramente, a Europa, o Sudeste Asiático, entre outros.” Ele contratou Corinna Brandt, então chefe do departamento jurídico global de energia eólica offshore da Vestas, para atuar como diretora jurídica na Europa — uma de suas contratações de maior destaque neste ano, ao lado de Peter Wolf, ex-chefe de desenvolvimento técnico offshore da Siemens Gamesa, e Sascha Erbslöh, ex-chefe da área de recursos eólicos offshore da Vattenfall. A empresa, que possui valor de mercado de 23,9 bilhões de yuans (US$ 3,6 bilhões) em Xangai e também negocia recibos globais de depósito (GDRs) em Londres, é uma das mais proeminentes entre as várias fabricantes de turbinas que ajudaram a transformar a China no maior mercado eólico do mundo e que agora estão expandindo suas operações globalmente. No mês passado, a Sany Renewable Energy, sediada na China, anunciou sua primeira grande turbina eólica na Europa: um modelo de 6,25 megawatts instalado na Espanha para fornecer eletricidade ao Grupo Jorge, do setor alimentício.”

Fonte: Financial Times; 25/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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