XP Expert

Economia em destaque: decisões de política monetária e o debate fiscal dominam a semana

O que passou, e o que esperar para a economia na semana

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

A semana que passou

No cenário internacional, a semana começou com expectativas positivas para o desenvolvimento de uma vacina ainda esse ano. Após a retomada dos testes da vacina desenvolvida por Oxford e AstraZeneca, que está sendo testada também no Brasil, o laboratório Pfizer anunciou que deve ter uma vacina disponível ao público ainda esse ano! No momento, há diversas vacinas sendo testadas, estando 9 delas já na fase 3 de testes – a última fase antes que ela esteja disponível para a população.

A tal “corrida pela vacina” se torna especialmente relevante agora, em que estamos também vendo um fortalecimento da segunda onda de contágio pelo covid-19 na região da Europa. Apesar de os números de mortes estarem mais baixos do que os registrados durante a “a primeira onda de contaminação”, há uma preocupação de que novas medidas de isolamento prejudiquem a recuperação econômica em curso na região – que já vem mostrando alguns sinais de enfraquecimento em países como a Espanha.

Mas o grande destaque da semana ficou para a decisão de política monetária do FED, o banco Central norte-americano, que decidiu manter a taxa de juros básica dos EUA (os Fed Funds) inalterada na faixa entre zero e 0,25% ao ano. Apesar de já totalmente esperado pelo mercado, o mercado aguardava um maior detalhamento da política monetária depois da mudança de estratégia da autoridade monetária – que anunciou a estratégia de “avarage inflation targeting”, no final do mês passado.

No comunicado divulgado logo após a decisão e política monetária, a instituição informou que pretende deixar a taxa básica de juros inalterada até que sejam alcançados os objetivos de máximo emprego e inflação a 2% no longo prazo. Ou seja, a política monetária norte-americana deve continuar em território estimulativo, mesmo se a inflação subir acima da meta de 2%, uma vez que será considerando o atingimento da meta na média, e no longo prazo. Por outro lado, o FED não anunciou um aumento substancial de estímulos monetários, o que acaba colocando mais pressão sobre um novo pacote de estímulos fiscais, diante do receio sobre a sustentabilidade da retomada econômica no país uma vez que o efeito dos estímulos implementados se dissiparem. Por ora, o pacote segue em discussão no Congresso.

Além do FED, tivemos decisões também de taxa de juros em outros países, incluindo o Japão e o Reino Unido. No país asiático, a autoridade monetária manteve a taxa de juros constante, mas informou que não hesitará em tomar medidas adicionais para prover mais liquidez ao mercado, se necessário. Já no Reino Unido, que ainda enfrenta o processo de “divórcio” da União Europeia (com a qual precisa acordar um acordo de comércio para vigorar depois da saída), chegou quase ao território dos juros negativos – indo para 0,1% ao ano, e aumentando o programa de compra de títulos – também com o mesmo objetivo de prover liquidez aos mercados.

Já no cenário doméstico, destaque para a divulgação do índice de atividade medido mensalmente pelo Banco Central. O IBC-Br mostrou que a economia retraiu 4,9% em julho, comparado com julho do ano passado. Quando comparado com o mês anterior (junho), o indicador apresentou uma expansão de 2,15%, confirmando que o pior da crise ficou para trás. O resultado veio em linha com a performance que já tínhamos conhecido dos grandes setores da economia, com indústria e comércio varejista retomando de maneira mais vigorosa (especialmente comércio), e o setor de serviços se mostrando o mais fragilizado pela pandemia.

Ainda no Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juro da economia (SELIC) em 2,00% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pela XP Investimentos e pelo mercado. Apesar de reconhecermos que, caso a perspectiva de sustentabilidade das contas públicas se deteriore significativamente, o Copom pode optar por elevar a SELIC mais cedo do que o contemplado em nosso cenário, nós entendemos que, ao afirmar que “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado”, mas com pouco espaço para cortes adicionais da SELIC por questões prudenciais, o BC reforçou a nossa expectativa de que a Selic seja mantida nos atuais 2,00% ao ano até o segundo semestre de 2021, quando a Selic deverá subir gradualmente até atingir o patamar de 3,00% ao final do ano.

Finalmente, as discussões sobre o cenário fiscal seguem em voga. Após o adiamento da entrega do relatório inicial da PEC do Pacto Federativo diante da falta de acordo sobre as fontes de financiamento do Renda Brasil, as atenções se voltam novamente à busca de financiamento para o novo programa social, que certamente seguirão no noticiário na semana que se inicia. Enquanto isso, a PEC do Pacto Federativo, que pretende viabilizar gatilhos para a redução de gastos primários no contexto da regra do teto de gastos, deve ser apresentada (sem o Renda Brasil) em breve no Congresso.

O que esperar para a próxima semana

A divulgação do IPCA-15 referente a setembro, a ata do último COPOM e o relatório trimestral de inflação serão os principais destaques domésticos da próxima semana. No cenário internacional, serão divulgados os PMIs referentes a setembro e o PPI das principais economias. 

XPInc CTA

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!

XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

Telegram
Telegram XP

Acesse os conteúdos

Telegram XP

pelo Telegram da XP Investimentos

Disclaimer:

Este relatório foi preparado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos”) e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º na Resolução CVM 20/2021. Este relatório tem como objetivo único fornecer informações macroeconômicas e análises políticas, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra/venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra/venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. As opiniões, estimativas e projeções expressas neste relatório refletem a opinião atual do responsável pelo conteúdo deste relatório na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio. A XP Investimentos não tem obrigação de atualizar, modificar ou alterar este relatório e de informar o leitor. O responsável pela elaboração deste relatório certifica que as opiniões expressas nele refletem, de forma precisa, única e exclusiva, suas visões e opiniões pessoais, e foram produzidas de forma independente e autônoma, inclusive em relação a XP Investimentos. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida a sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: www.xpi.com.br.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.