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Indicadores econômicos divulgados entre 02/09/2019 e 06/09/2019

Agenda de Indicadores econômicos a serem divulgados na próxima semana.

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Quais indicadores econômicos devem ser acompanhados na próxima semana?

Cada um dos indicadores econômicos impacta direta ou indiretamente a economia como um todo, por isso o exercício de classificá-los de acordo com seu nível de importância não é tarefa fácil. Entretanto, existem alguns indicadores que tendem a impactar de forma mais recorrente o mercado (principalmente quando suas divulgações destoam muito das expectativas) e é exatamente por isso que adicionamos a coluna de classificação na agenda de indicadores semanais.

Apesar de todos os indicadores precisarem ser monitorados, aqueles que foram classificados com duas ou três estrelas são os que provavelmente terão maior impacto na semana que vem. Assim, para a próxima semana, vale a pena monitorar mais de perto:

  • No Brasil: Boletim Focus, produção industrial e IPCA;
  • Nos Estados Unidos: PMI composto e taxa de desemprego;
  • Na Zona do Euro: PPI (inflação), PMI composto, vendas a varejo, empregos e PIB;
  • E na China: PMI composto.

Quais indicadores econômicos foram divulgados na última semana?

Na última semana, além dos acontecimentos políticos e comerciais que impactaram os mercados (tanto nacional quanto internacionalmente), uma série de indicadores econômicos importantes foram divulgados.

No Brasil, foram divulgadas a confiança da indústria, da construção, de serviços e empresarial, o saldo total de crédito, o PIB do segundo trimestre e a taxa de desemprego nacional. O índice de confiança da indústria (ICI) calculado mensalmente pela FGV apresentou alta mensal de 0.8% em agosto, mas ainda não recuperou seu patamar pré-crise e continuou refletindo um quadro de desconfiança da indústria brasileira. O índice de confiança da construção passou para 97.9 na série livre de efeitos sazonais e melhorou pelo terceiro mês consecutivo, apresentando crescimento mensal de 2,0%. O índice de confiança de serviços caiu 1.1% em agosto na comparação mensal e interrompeu uma série de duas altas consecutivas. O índice de confiança empresarial permaneceu relativamente estável em agosto, passando de 94 para 93.9 pontos na série livre de efeitos sazonais, mas também interrompeu uma série de duas altas consecutivas. O crédito como proporção do PIB permaneceu estável em julho (EM aproximadamente 47% do PIB), apesar da aceleração de novas concessões tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica. O PIB cresceu 0,4% no 2T19 em relação ao 1T19 e 1% em relação ao 2T18, em linha com a nossa estimativa e levemente acima da expectativa de mercado. E a taxa de desemprego brasileira passou de 11.9% em julho para 11.8% em agosto de 2019, dando continuidade a uma série de seis meses consecutivos de queda mas ainda mostrando um nível elevado de desocupados no Brasil. Assim, todos os indicadores econômicos divulgados na última semana corroboraram o argumento de que o quadro econômico brasileiro tem se recuperado de maneira gradual.

Nos Estados Unidos, foram divulgados o índice de atividade nacional, a confiança do consumidor e a revisão de PIB. O índice de atividade nacional caiu de 0,03 em junho (dado revisado) para -0,36 em julho. O índice de confiança do consumidor caiu de 135,8 em julho para 135,1 em agosto, superando as expectativas do mercado (queda de 128,5). E o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anualizada de 2,0% no segundo trimestre, em linha com as expectativas de mercado.

Na Zona do Euro, foram divulgados o índice de sentimento econômico, a taxa de desemprego e dados de inflação (CPI). O índice de sentimento econômico da região, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 102,7 em julho para 103,1 em agosto, surpreendendo positivamente o mercado. A taxa de desemprego ficou em 7,5% em julho, igual à do mês anterior e estável no menor nível desde julho de 2008.  E o índice de preços ao consumidor (CPI), de acordo com dados preliminares, subiu 1% na comparação anual de agosto, permanecendo no mesmo nível de julho e em linha com as expectativas do mercado.

Por fim, na China, o lucro das grandes empresas industriais avançou 2,6% ante o mesmo mês de 2018, depois de ter recuado 3,1% na mesma base de comparação de junho. A Agência Nacional de Estatísticas da China informou que o setor de manufatura de bens de consumo foi o principal responsável pelo aumento, observando alta de 10% nos lucros em relação a julho do ano passado. Entretanto, os lucros industriais já acumularam queda de 1,7% nos sete primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período em 2018, sugerindo uma economia ainda fragilizada.

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