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Economia em Destaque: Sinais de desaceleração econômica global

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

No cenário internacional, o destaque continuou sendo a possibilidade de recessão. Nos EUA e na Europa, indicadores de atividade econômica indicam desaceleração, enquanto a discussão dos rumos da política monetária continua.

No Brasil, a sanção do PLP 18 que estabelece um teto sobre o ICMS de combustíveis e a discussão de outras medidas para conter efeito da alta dos combustíveis foram o grande destaque. Além disso, a Ata do Copom divulgada essa semana reforçou nossa visão sobre a política monetária. A prévia da inflação de junho revelou uma aceleração em serviços.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, a média móvel de sete dias de novos casos subiu para 45,4 mil, enquanto a de óbitos caiu para 150. Ao todo, 84,6% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 79,6% já tomou dose única ou duas doses e 48,9% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Presidente do Fed alerta para risco de recessão

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve reforçou o compromisso “incondicional” do banco central de conter a inflação, mesmo reconhecendo que taxas de juros acentuadamente mais altas podem aumentar o desemprego. Nesta semana, o Congresso ouviu representantes do Fed sobre os esforços do banco para controlar a inflação que, pela medida preferida do banco central, está em mais de três vezes sua meta de 2%.

Powell alertou que, neste cenário, uma recessão é possível. De fato, as expectativas do mercado sobre a atividade econômica dos Estados Unidos vêm se deteriorando.

Um exemplo de que a desaceleração nos EUA já começou é o mercado imobiliário.  As vendas de imóveis contraíram 3,4% entre abril e maio, este resultado significa a leitura mensal mais fraca desde junho de 2020. A perspectiva de desaceleração da economia também afetou preços de commodities.

Risco de recessão na Europa também aumenta

A recessão pode chegar também na Europa, não apenas pela alta de juros sinalizada pelo Banco Central, mas pelas consequências da guerra na Rússia (especialmente no fornecimento de gás e outros combustíveis).

O Índice de Gerentes de Compras das empresas (PMI) de junho da Europa ficou abaixo das expectativas – 51,9 vs. 54,0 esperados e 54,8 em maio – sugerindo que a desaceleração econômica já pode ter começado. Os resultados ainda estão acima de 50, o que significa expansão – mas em clara tendência de queda.

Presidente Chinês reafirma compromisso com crescimento, mesmo com lockdowns

O presidente chinês Xi Jinping reafirmou o compromisso do país em cumprir as metas de crescimento econômico para o ano, mesmo em meio a políticas de zero Covid. Podemos interpretar a declaração como um sinal de mais estímulo econômico pela frente

Os casos de Covid continuam a diminuir na China. No entanto, um único caso identificado em Shenzhen desencadeou testes em massa e bloqueios pontuais na região. A persistência da política Zero-Covid na China ainda é um risco a se considerar adiante.

Enquanto isso, no Brasil…

Ata do Copom: ciclo está chegando no fim, mas alta de junho não foi a última

Na ata de sua última reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central  (Copom) destacou o ambiente global com pressões inflacionárias fortes e persistentes. Sobre o cenário doméstico, a autoridade monetária reconheceu que a dinâmica recente da atividade surpreende positivamente e enfatizou que a inflação segue alta e disseminada.

A ata reforçou as incertezas sobre o futuro das contas públicas. E afirmou estar atento para políticas de impulso ao consumo podem implicar riscos de alta ao cenário inflacionário.

Neste cenário, o Copom sinalizou que, além de subir mais os juros no curto prazo, a redução da inflação também exige taxas em território significativamente contracionista por um período longo.

Acreditamos que o Comitê fará mais um aumento de 0,50 pp, uma vez que as atuais pressões inflacionárias não devem diminuir o suficiente até lá. Consideramos que a decisão e o comunicado são consistente com nosso cenário de taxa Selic terminal de 13,75%.

Reduções de juros devem ser esperadas apenas a partir de meados de 2023.

Inflação de serviços acelera na prévia de junho do IPCA

O IPCA-15 de junho subiu 0,69% (consenso: 0,68%; XP: 0,70%). O IPCA-15 acumula alta de 5,65% desde o início do ano e de 12,04% em 12 meses. Mesmo tendo vindo em linha com as projeções, a abertura dos dados revelou alta mais forte que o esperado em serviços (devido à alta de 11,4% em passagens aéreas) e bens industrializados subiram menos (devido à queda em itens de cuidado pessoal).

Arrecadação continua forte, impulsionada pela melhora no emprego

A arrecadação total de impostos federais atingiu R$ 165,3 bilhões em maio, aumentando 4,1% em termos reais em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado representa outro recorde histórico para o mês. À medida que o mercado de trabalho formal continua se recuperando da crise da pandemia, a massa salarial mais elevada começa a produzir ganhos de arrecadação. Esperamos que a arrecadação de impostos continue em trajetória positiva, apesar de alguma desaceleração no segundo semestre deste ano.

PLP 18 sancionado, riscos fiscais no radar

O presidente Bolsonaro sancionou o PLP 18/2022, que torna combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte público bens essenciais, e portanto sujeitos a um teto de ICMS ao redor de 17%. O presidente vetou alguns trechos relacionados à indenização a estados que tenham perdas superiores a 5% e perdas em recursos relacionados aos mínimos constitucionais de saúde e educação. A medida entra em vigor imediatamente e pode causar uma perda estimada de R$ 61 bilhões na arrecadação de ICMS e PIS/Cofins neste ano. Do lado da inflação, esperamos um efeito baixista este ano de perto de 2pp.

A aprovação do PLP/18 não é solução definitiva para a alta dos combustíveis, e o governo já estuda outras medidas: nesta semana, foram discutidas a possibilidade de um amento do valor do Auxílio Brasil, e da criação de um programa de transferência para motoristas de caminhão, taxistas e pessoas de baixa renda para compra de combustíveis e gás de cozinha, o que iria requerer uma PEC para viabilizar a flexibilização do teto de gastos.

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, os destaques serão a divulgação do deflator do consumo (PCE Deflator) referente a maio, medida de inflação preferida pelo banco central americano. Ainda nos EUA, serão divulgados os dados de mercado de trabalho de junho.  Na Europa, destaque para a prévia da inflação ao consumidor (CPI) de junho.

No cenário doméstico, o foco continua sobre medidas de expansão de gastos e cortes de impostos para reduzir o impacto da alta de combustíveis. Também serão a divulgação de dados de mercado de trabalho de maio (Pnad e Caged), resultados fiscais de maio e o IGP-M de junho.

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