Economia em destaque: Seu resumo semanal do cenário econômico internacional e doméstico

Coronavírus de volta aos holofotes e eleições municipais no Brasil.


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Cenário internacional

No cenário internacional, as eleições dos EUA seguem nos holofotes. Após uma semana dos resultados iniciais indicarem Joe Biden como vitorioso do pleito no colégio eleitoral, alguns estados ainda apresentarão os resultados finais da recontagem de votos nas próximas semanas – incluindo Arizona e Wisconsin. Não obstante, o cenário de alteração do resultado das eleições se torna cada mais improvável.

Nesse contexto, crescem os esforços por parte do atual presidente Donald Trump em concretizar medidas de sua administração, especialmente em temas próximos de seus apoiadores, como os conflitos com China e Irã e a exploração de petróleo de xisto.  

Na seara de indicadores, dados divulgados ao longo da semana referentes à atividade econômica em outubro seguiram em território positivo, com varejo apresentando alta de 0,3% ante setembro e produção industrial crescendo 1,1% no período, refletindo porém uma estabilização do processo de recuperação em curso no país.

Por outro lado, a cautela com o fortalecimento da segunda onda de contágio pelo coronavírus já começa a ser sentida em resultados mais recentes. Após dois meses de leves altas, o Índice de Sentimento do Consumidor recuou pra 77 pontos na primeira prévia de novembro, puxado por incertezas sobre mercado de trabalho e renda futura. Na mesma linha, os números de novos pedidos de seguro desemprego revelaram um resultado pior do que o esperado pelo mercado na semana. O sentimento de cautela ganha força com o anúncio de novas medidas de isolamento social em diferentes regiões do país, como a determinação do fechamento de escolas em Nova Iorque.

Enquanto isso, notícias positivas referentes ao desenvolvimento de vacinas fortaleceram o otimismo nos mercados globais. Ao longo da semana, os laboratórios Astrazeneca, Pfizer, Moderna e Sinovac divulgaram resultados satisfatórios sobre a Fase 3 de testes. Embora a cobertura vacinal completa ainda deve levar alguns meses, considerando especialmente a necessidade de produção em larga escala e os processos envolvidos na distribuição global, grande parte dos especialistas revela-se otimista com o prospecto para a vacinação ampla até meados de 2021.

Finalmente, foi também destaque no cenário internacional a assinatura da Parceria Regional Econômica Abrangente. Oacordo comercial entre China e outros 14 países, que incluem Japão, Austrália, Coreia do Sul, e indonésia. O RCEP (em sua sigla em inglês) tem como objetivo principal o fomento do comércio na região, que representa 30% da população global, por meio da redução de tarifas de importação de bens comercializados entre países membro, além de harmonizar regras já existentes entre acordos bilaterais de livre comércio (FTAs) entre os países que agora farão parte do acordo multilateral. Apesar de sua relativa baixa ambição (não aborda barreiras não tarifárias, como propriedade intelectual, nem o comércio de serviços, na linha de acordos comerciais de segunda geração), o acordo deve trazer efeitos positivos para as economias da região, especialmente a chinesa, além de representar um importante marco geopolítico.

Enquanto isso, no Brasil

No cenário doméstico, a semana foi marcada pelos resultados das eleições municipais do final de semana, diante de uma agenda mais fraca em termos de indicadores econômicos, após a divulgação de dados de atividade referentes a setembro na semana passada. Enquanto os resultados nas urnas mostraram um cenário político fragmentado, o fim do primeiro turno das eleições trouxe de volta aos holofotes as discussões de cunho fiscal. Entretanto, boa parte das votações esperadas nesse sentido só devem voltar ao Congresso após o segundo turno das eleições para prefeito.

Ao longo da semana, foi destaque também o aumento da projeção do INPC diante do projetado no envio do orçamento para 2021. O índice ajusta o salário mínimo e outros benefícios atrelados ao mínimo, como seguro desemprego, aposentadoria e pensões e o BPC, e estava projetado para fechar o ano em 2,13% na PLOA enviada em abril. Com o aumento da inflação corrente impulsionado principalmente pela alta no preço dos alimentos, a diferença no indicador real frente ao projetado deve levar a um aumento de aproximadamente R$ 13,8 bilhões no ano que vem – valor que deverá ser descontado do já pressionado orçamento para despesas discricionárias.

Ainda na frente político-econômica, o Senado aprovou a terceira fase do programa de crédito Pronampe, destinado a micro e pequenas empresas. A nova fase dedicará R$ 10 bilhões em crédito via bancos participantes, com garantia de 100% do Tesouro Nacional. Vale notar, entretanto, que não haverá impacto fiscal adicional da extensão, dado a utilização de orçamento já aprovado no âmbito do Orçamento de Guerra. Destaque também para a necessidade da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias no Congresso, sem a qual o Ministério da Economia fica inabilitado de há como executar despesas em 2021. O governo espera que a votação aconteça em breve, diante da severidade da questão.

Finalmente, a agência de ratings Fitch manteve rating soberano do Brasil em BB- com perspectiva negativa. Como preocupações, a instituição sinalizou para a importância da manutenção da regra do teto de gastos e para atenção ao processo de encurtamento da dívida pública por parte do Tesouro Nacional – movimento que deixa o país mais vulnerável a movimentos de curto prazo no mercado. Já do lado das expectativas para uma possível melhora no rating soberano, a Fitch destacou o efeito positivo que teriam a aprovação das reformas administrativa e tributária.   

O que esperar?

A divulgação de dados do mercado de trabalho (Caged e PNAD), de crédito, de inflação (IPCA-15 e IGP-M) e o resultado primário do governo central serão os principais destaques da agenda econômica doméstica da próxima semana. No cenário internacional, serão divulgadas as atas das últimas reuniões de política monetária dos Estados Unidos e do México, o PIB da França e da Alemanha e os PMI’s e PPI’s das principais economias.

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