Economia em Destaque: seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

Semana marcada por dados fortes de atividade nas principais economias do mundo. No Brasil, orçamento ainda sem desfecho, enquanto varejo e serviços indicam crescimento maior que o esperado em fevereiro.


Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Atualizações Covid-19

No cenário internacional, destaque para a interrupção da distribuição da vacina da Johnson & Johnson em grande parte dos Estados Unidos e da Europa, enquanto se aguarda uma revisão do desenvolvimento de coágulos sanguíneos raros em seis mulheres. Enquanto isso, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que a vacina contra a covid-19  “provavelmente” precisara ser reforçada após 12 meses e é possível que seja necessário imunização anual contra a doença

No Brasil, após rápida subida desde final de fevereiro, a média móvel semanal de óbitos apresenta certa estabilidade, em torno de 2,9 mil mortes/dia, nas últimas duas semanas. Ao todo, 365.444 brasileiros perderam a vida por covid-19.

A boa notícia é que a ocupação de leitos tem apresentado vagarosa, mas consistente melhora no mês. Houve redução na taxa de ocupação em 14 dos 27 estados brasileiros. Já o ritmo de vacinação segue com média móvel em 771 mil ao dia. Pouco mais de 12% da população recebeu a primeira dose, enquanto 4% se encontram totalmente vacinadas.

Cenário Internacional

Estados Unidos

Nos EUA, o principal destaque nessa semana foi divulgação de uma série de indicadores macroeconômicos.

Em inflação, o índice de inflação ao consumidor (IPC) subiu 0,6% m/m e (anterior 0,4%), levando o acumulado em doze meses para 2,6% (anterior 1,7%). O resultado surpreendeu o consenso de mercado para cima, e refletiu forte alta em combustíveis, além de serviços relacionados à normalização da atividade. A alta, porém, não deve implicar em uma mudança de estratégia por parte do FED, que mantém firme o discurso em favor da manutenção de território expansionista da política monetária.

Já na seara de atividade, os dados reforçaram o cenário de recuperação econômica robusta nos EUA. As vendas no varejo surpreenderam positivamente, ao registrar alta de 9,8% frente ao mês anterior. No mesmo sentido, o Empire Manufacturing Index, levantamento sobre atividade industrial, alcançou o patamar mais elevado desde outubro de 2017, enquanto a Sondagem Industrial do Fed Filadélfia atingiu o patamar mais alto em quase 50 anos.

No mercado de trabalho, os pedidos de auxílio-desemprego recuaram de forma expressiva na semana passada, para 576 mil, o menor nível em mais de um ano. Além disso, as vendas no varejo cresceram 9,8% entre fevereiro e março, resultado muito acima das expectativas do mercado (alta de 6,1%).

Os resultados deixam para trás a performance majoritariamente negativa da atividade em fevereiro, especialmente influenciado pelo frio intenso, ilustrando os primeiros impactos do recém aprovado pacote fiscal, e a normalização da atividade frente o avanço da vacinação no país.

Não obstante, seguem as discussões sobre o pacote de infraestrutura de USD 2.25 trilhões, prioridade na agenda democrata. Apesar de correligionários de Biden manifestarem interesse em obter apoio republicano, não descartam a possibilidade do projeto avançar via reconciliation, manobra que permite evitar o filibuster no Senado. Diante da forte resistência democrata, acreditamos que o pacote deve avançar dessa maneira.

Zona do Euro

Na Zona do Euro, destaque também para dados de atividade referentes a fevereiro, e indicadores antecedentes de março. Apesar da ainda presenta volatilidade, os indicadores reforçam a visão de que a segunda onda da Covid-19 teve um efeito moderado na atividade econômica da região.

As vendas no varejo na Zona do Euro cresceram acima do esperado, em 3,0% m/m, com destaque positivo para a Itália, um dos países mais afetados pelo coronavírus ao longo do ano passado. Enquanto isso, á a pesquisa Zew na Alemanha permanece próximo aos máximos históricos, a despeito de registrar alta abaixo do esperado no mês.  

Foi destaque também na região o plano para levantar EUR 800 bi em dívidas em cinco anos. O Bloco pretende emitir a primeira dívida sob o estímulo “Next Generation EU” em junho, e quase um terço do pacote será em títulos verdes, usando uma estrutura de regras a ser publicada no início do verão europeu.

China

A semana também contou com dados fortes da economia Chinesa. O PIB do 1º trimestre de 2021 apresentou expansão de 18,3% na comparação interanual, apenas um pouco abaixo da expectativa de mercado (19,2%).  O grande destaque positivo ficou por conta das vendas no varejo, que cresceram mais de 6 p.p. acima das projeções de mercado. Os investimentos em ativos fixos e a produção industrial também tiveram bom desempenho no período. A despeito da base comparativa muito fraca, o resultado sinalizou retomada firme na economia do país asiático.

Enquanto isso, no Brasil

No cenário doméstico, a discussão sobre o Orçamento de 2021 seguiu o principal tema ao longo dessa semana.

Circularam durante a semana informações sobre uma possível Emenda à Constituição para destravar gastos emergenciais. Contudo, diante da reação inicial negativa tanto por parte da ala técnica (pelo potencial aumento de despesas fora do teto, além das relacionadas à pandemia), quanto de parte do Congresso, a tendência apontada pela ala política do Governo é de um veto parcial da peça por parte do Presidente da legislativa aprovada pelo Congresso.

Outro tema em debate é a maneira de viabilizar gastos extras no enfrentamento à pandemia. O primeiro passo será com a votação da proposta que modifica a LDO de 2021, permitindo que medidas de crédito sejam editadas sem contrapartidas, o que liberaria créditos extraordinários para a reedição do BEm e do Pronampe.

Ainda na seara fiscal, o Ministério da Economia apresentou a PLDO (Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022. Destaque para a expectativa de espaço adicional de aproximadamente R$ 70 bilhões dentro do teto de gastos em 2022, considerando a diferença entre o limite determinado do teto, e a alta esperada para despesas obrigatórias. Esta “folga” contrasta com o atual cenário de fortes restrições fiscais e impasse político em torno da aprovação do Orçamento deste ano.

Na pauta de indicadores, as vendas no varejo referentes a fevereiro vieram mais fortes do que o esperado, com o conceito ampliado registrando alta de 4,1% (m/m). Na mesma linha, as receitas reais do setor de serviços cresceram 3,7% entre janeiro e fevereiro, também muito acima das previsões – retomando o patamar pré-pandemia.

Os resultados positivos das vendas no varejo e receitas de serviços divulgados nesta semana reforçam nossa projeção de ligeiro aumento do PIB no 1º trimestre de 2021. No entanto, a demanda final segue enfraquecendo, refletindo a queda da renda disponível, o mercado de trabalho ainda fraco, a piora da pandemia e a alta da inflação. Olhando à frente, acreditamos em retomada da atividade no segundo semestre, em linha com avanços na campanha de imunização contra a Covid-19 e normalização das atividades produtivas.

Enquanto isso, no cenário político, destaque para o andamento da CPI da pandemia, que passou a incluir no escopo da investigação os recursos repassados pelo governo federal aos estados e municípios – uma vitória de Bolsonaro, que abre espaço aos apoiadores do governo para diluir o foco da comissão. Já o Supremo Tribunal Federal pela manutenção da liminar de Edson Fachin que anulou processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, ratificando sua elegibilidade para a disputa do ano que vem.

Finalmente, publicamos nosso relatório mensal de Abril. Destacamos a queda esperada para a atividade no primeiro semestre do ano, que deve dar lugar a gradual recuperação na segunda metade do ano, com o avanço das vacinações e normalização das atividades. Em política monetária, o Copom mantém seu plano de vôo para elevação da Selic até 5% esse ano, com IPCA encerrando o ano em 4,9%. O relatório passou a incluir também um maior detalhamento de cenário alternativo adverso, diante do aumento da probabilidade da deterioração da gestão de política econômica.

O que esperar?

No cenário internacional, a semana contará com índices de gerente de compras de indústria e serviços na Zona do Euro, economias europeias e Reino Unido, além do Japão. Destaque também para indicadores de inflação na Alemanha e Reino Unido, e índices de confiança, atividade e pedidos de seguro desemprego nos EUA.  

No Brasil, o principal destaque será a decisão sobre o Orçamento de 2021, cuja data limite para sanção da Presidência é dia 22 (quinta-feira). Na seara de indicadores, haverá divulgação do indicador de atividade medido pelo Banco Central (IBC-Br), além de dados de arrecadação federal referentes a março.

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

Telegram
Telegram XP

Acesse os conteúdos

Telegram XP

pelo Telegram da XP Investimentos

Leia também
Disclaimer:

Este relatório foi preparado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos”) e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º na Resolução CVM 20/2021. Este relatório tem como objetivo único fornecer informações macroeconômicas e análises políticas, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra/venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra/venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. As opiniões, estimativas e projeções expressas neste relatório refletem a opinião atual do responsável pelo conteúdo deste relatório na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio. A XP Investimentos não tem obrigação de atualizar, modificar ou alterar este relatório e de informar o leitor. O responsável pela elaboração deste relatório certifica que as opiniões expressas nele refletem, de forma precisa, única e exclusiva, suas visões e opiniões pessoais, e foram produzidas de forma independente e autônoma, inclusive em relação a XP Investimentos. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida a sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: www.xpi.com.br.

BM&F Bovespa Autorregulação Anbima - Gestão de patrimônio Autorregulação Anbima - Gestão de recursos Autorregulação Anbima - Private Autorregulação Anbima - Distribuição de Produtos de Investimentos

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

B3 Certifica B3 Agro Broker B3 Execution Broker B3 Retail Broker B3 Nonresident Investor Broker

BMF&BOVESPA

BSM

CVM

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.