Economia em Destaque: seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

Indicadores de atividade sólidos reforçam o cenário de recuperação da economia global, mas disseminação da variante Delta do coronavírus eleva a percepção de risco e volatilidade dos mercados.


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Resumo

No cenário internacional, destaque para os receios relacionados à disseminação da variante Delta do coronavírus, que afetaram os mercados financeiros globais no início da semana. Também observamos volatilidade nos preços internacionais de petróleo, e a divulgação de indicadores de atividade positivos na Europa.

No Brasil, a publicação do IPCA-15 de julho foi o destaque, com elevação (0,72%) acima das expectativas. Do lado fiscal, a projeção do Ministério da Economia para o déficit primário de 2020 foi revisada para baixo (menor saldo negativo), devido principalmente à melhora da arrecadação tributária.

Durante a próxima semana, as atenções dos mercados globais estarão voltadas para a decisão do comitê de política monetária dos Estados Unidos (FOMC). No cenário doméstico, os indicadores de destaque serão o IGP-M de julho, dados de mercado de trabalho (PNAD Contínua de maio e CAGED de junho) e resultados fiscais em junho (governo central e setor público consolidado).

Atualizações Covid-19

Nesta semana, foram divulgados dados de estudo conduzido em Israel para avaliar a resposta da vacina Pfizer contra a variante delta. Os resultados mostraram-se bastante positivos contra casos graves, entretanto, demonstram menor efetividade na prevenção ao contágio.  

No Brasil, a média móvel de óbitos recuou novamente , atingindo o menor número desde 26 de fevereiro: 1.153 óbitos/dia. Na mesma direção, a média de novos diagnósticos caiu para 37,3 mil, o que representa o patamar do início de janeiro, antes do espraiamento da variante gama pelo território nacional.

O Brasil está agora em seu melhor ritmo de vacinação, aplicando em média 1,43 milhão de doses de vacinas por dia. No total, cerca de 130,1 milhões de vacinas foram aplicadas no país, das quais 93,5 milhões são primeiras doses e 36,6 milhões com segundas doses ou doses da vacina de dose única (Janssen). Diante de um calendário mais favorável de entregas, a perspectiva é a campanha de vacinação ganhar cada vez mais celeridade nas próximas semanas.

Cenário Internacional

O risco da variante delta do coronavírus afetar a economia global foi o principal tema da semana. Na segunda-feira as bolsas caíram fortemente com a avaliação de que o impacto seria relevante. O preço do petróleo, um termômetro da atividade produtiva, chegou a cair 7%. No entanto, ao longo da semana os indicadores melhores na Europa e os bons resultados das empresas listadas na bolsa americana reverteram o mau humor.

No campo diplomático, foi anunciada uma visita de Wendy Sherman, do Departamento de Estado Americano, à China, para reunião com o alto escalão do governo local. Encontros presenciais entre representantes de tais países não ocorriam há meses, e acontecem agora em meio a tensões crescentes entre as duas potências.

Estados Unidos

Semana de poucos indicadores econômicos relevantes. Digno de nota, apenas a alta leve dos pedidos semanais de auxílio desemprego, para 419 mil (contra 368 mil da semana passada). Apensar do resultado, a avaliação geral é que o mercado de trabalho nos EUA segue em recuperação.

Na política, o pacote de infraestrutura americano segue sob o radar dos investidores. Os partidos seguem sem acordo, especialmente devido às objeções dos Republicanos sobre a origem dos recursos para os 600 bi em financiamento de novas obras.

Europa

O destaque foi a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A decisão era muito esperada pelo mercado, pois a presidente Christine Lagarde havia dito que seria uma reunião muito importante. Mas o resultado não trouxe muito novo. Os juros ficaram próximos a zero, como o esperado. E foi acompanhado de uma sinalização explícita de que os juros ficariam bastante baixos até a inflação atingir a meta de 2%, o que era como todos já imaginavam que a política monetária vinha sendo conduzida.

 Do lado da atividade, a sondagem empresarial PMI indicou o ritmo mais forte de crescimento em 20 anos, tanto no setor manufatureiro como nos serviços. O resultado sugere que a disseminação da variante Delta do Coronavírus não tem afetado a retomada da economia da região, pelo menos por enquanto.

Enquanto isso, no Brasil…

Cenário Político Econômico

Semana movimentada, com destaque para o convite do senador Ciro Nogueira (PP) para assumir o Ministério da Casa Civil, além da recriação do Ministério do Trabalho, que passará a ser ocupado por Onyx Lorenzoni (DEM). Além disso, ganhou o noticiário comentários atribuídos ao ministro da Defesa, Braga Netto, acerca do voto aditável nas eleições de 2022. Em nota oficial, o ministro negou ter feito tais comentários.

Reforma Tributária

O relator da reforma tributária, Celso Sabino (PSDB) e o ministro da Economia, Paulo Guedes participaram de evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Durante debate, Guedes sinalizou para possíveis mudanças relacionadas à faixa de isenção de taxação de dividendos e minimizou a perda de receita de 30 bi para o governo na qual a atual reforma resultaria. Sabino segue otimista com a aprovação do texto, sugerindo que esta se daria em agosto. O “fator federativo“ segue como fonte central de divergências, com a Confederação Nacional dos Municípios se posicionando contra o texto atual por geral perda de receita.

Indicadores

A semana contou com a divulgação do IPCA-15, que apresentou alta de 0,72% no mês (contra uma expectativa de 0,65%), surpreendendo o mercado e consequentemente dando viés altista para as projeções do IPCA de julho. Os preços de serviços e de bens industriais representaram alta significativa.

Para o IPCA de julho, projetamos alta de 0,97%. Revisamos também a nossa projeção de IPCA para o final de 2021 para 6,7% (6,6% antes).

Do lado das contas públicas, o Ministério da Economia melhorou suas projeções de déficit fiscal com a melhora da arrecadação tributária e a execução de gastos obrigatórios abaixo das projeções iniciais.

O que esperar?

Para a semana que vem, as atenções dos mercados internacionais estarão voltadas para a decisão da taxa de juros americana pelo comitê de política monetária do Fed, o FOMC, seguida por discurso do presidente Jerome Powell. Também nos EUA, haverá divulgação de dados da balança comercial, do deflator dos gastos com consumo (a medida de inflação preferida do FED) e indicadores de confiança. Na Zona do Euro, dados de inflação, PIB e confiança do consumidor serão destaque. Na China, será divulgado divulgação do índice dos gerentes de compras (PMI) referente a julho.


No Brasil, as atenções seguirão voltadas para as discussões sobre a reforma tributária. Entre os indicadores econômicos, destaque para o IGP-M de julho, para os dados do mercado de trabalho (criação de postos formais de junho, taxa de desemprego de maio) e para os resultados fiscais de junho.

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