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Economia em Destaque: IPCA atinge nível mais alto em dezenove anos

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

No cenário internacional, os destaques foram a ata da última reunião do Fed, que sinalizou a possibilidade de altas mais rápidas de juros e a continuada deterioração das perspectivas de inflação global, agravada pelos lockdowns na China e a continuidade da guerra na Ucrânia.

No cenário doméstico, a inflação segue acelerando, tendo atingido recorde em 19 anos. A turbulenta troca de comando na Petrobras também foi destaque. Publicamos o Brasil Macro Mensal de abril, com revisões nas projeções de câmbio e inflação.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, as médias móveis de sete dias de novos casos e de óbitos caíram para 20,5 mil e 172, respectivamente. Ao todo, 83,3% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 76,6% já tomou dose única ou duas doses e 38,5% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Bombardeios russos continuam na Ucrânia apesar de discussões sobre cessar-fogo

A Rússia continua bombardeando o sul da Ucrânia, apesar das discussões sobre um possível cessar-fogo em algum momento à frente. Autoridades dos EUA alertaram que a guerra pode durar meses ou até anos e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia pediu ajuda militar urgente.

A guerra tem impacto direto nos preços das commodities, principalmente de energia (petróleo, gás natural) e agrícolas – a região do conflito é uma importante produtora de grãos e fertilizantes. Nesta semana, o preço do petróleo brent fechou com queda de -1,1% em relação à semana anterior (a 105 dólares por barril), o gás natural teve alta de 11,7%. Commodities agrícolas também subiram na semana, como o milho (+3,4%), o trigo (+7,3%) e a soja (+6,7).

Novo lockdown na China é ameaça para inflação global

A cidade de Xangai está sob lockdown após aumento dos casos de Covid-19 na região, que atingiram recordes diários. Os números, ainda que menores do que os registrados em outras partes do mundo, é significativo para a China.

As mediadas restritivas representam risco inflacionário para o mundo, pois tende a intensificar os problemas nas cadeias globais de produção.

Banco Central americano sinaliza aceleração na alta de juros

O Federal Reserve, banco central dos EUA, divulgou nesta semana a ata de sua última reunião, na qual elevou juros em 0,25 p.p. para o intervalo entre 0,25-0,50% a.a. Segundo o documento, muitos membros da instituição tinham preferência pelo aumento da taxa de juros de referência em 0,50 p.p. em março, mas, à luz das maiores incertezas de curto prazo associadas ao conflito militar na Ucrânia, a decisão de alta de 0,25 p.p. acabou sendo julgada como a mais apropriada.

Muitos dirigentes do Fed acreditam que aumentos de 0,50 p.p. podem ser adequados nas próximas reuniões, principalmente caso as pressões inflacionárias permaneçam elevadas (o PCE, principal medida de inflação monitorada pelo Fed atingiu 6,0% em 12 meses, a meta de inflação é de 2%).

Diante desta sinalização, a maioria do mercado (nós, inclusive) espera agora uma aceleração do ritmo de alta de juros para 0,50p.p. na reunião de maio.

Além disso, o banco central indicou o plano de, a partir de maio, reduzir suas posições em títulos públicos (em até US$ 60 bilhões/mês) e títulos garantidos por hipotecas (em até US$ 35 bilhões/mês), com os montantes (limites).

A sinalização de política monetária mais apertada nos EUA aumentam o risco de recessão no país, e tende a gerar volatilidade nos mercados financeiros globais.  

Enquanto isso, no Brasil…

Brasil Macro Mensal

Nesta semana, publicamos o relatório Brasil Macro Mensal do mês de abril, no qual revisamos as nossas projeções para o câmbio (para baixo em 2022) e inflação (para cima). Consideramos no novo cenário as surpresas recentes do IPCA, efeitos persistentes da guerra na Ucrânia e melhora recente da taxa de câmbio.

Inflação de março surpreende com alta puxada por combustíveis e alimentação

Em março, a inflação ao consumidor (IPCA) subiu 1,62% em relação ao mês anterior (consenso de mercado: 1,35%; XP: 1,33%) e 11,30 em 12 meses (contra 10,54 no mês anterior). No ano, o IPCA já acumula alta de 3,20; enquanto a meta do banco central para o ano é de 3,5%.

A surpresa se concentrou nos grupos de alimentação em casa e combustíveis, refletindo efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionou preços de commodities agrícolas e energéticas, aumentando o risco inflacionário em todo o mundo.

O resultado da divulgação do IPCA de março adiciona riscos de alta às nossas projeções, mesmo com o anúncio recente de recuo na energia elétrica (que já tínhamos na conta). Por ora, mantemos nossa projeção para o final de 2022 em 7,0%.

Troca de comando da Petrobras

Após idas e vindas, o governo indicou José Mauro Ferreira Soares para comandar a Petrobrás no lugar do General Silva e Luna.  Márcio Weber deve chefiar o conselho.

Nesta semana, ficaram fora do radar medidas para conter o preço da gasolina. Com o câmbio mais valorizado e o petróleo menos pressionado, parece haver necessidade de aumentos adicionais do combustível, pelo menos no curto prazo.

Reforma Tributária deixada de lado, orçamento de 2023 entra no radar

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco declarou que a reforma tributária não deve mais ser discutida neste ano, pela ausência de consenso e pelas perdas que pode causar. O ministro Paulo Guedes por sua vez declarou que o governo pretende aumentar a redução de tributos, em especial IPI, mas com possibilidade de correção da tabela do IRPF (promessa de campanha do presidente Bolsonaro) e redução do IRPJ.

Na próxima semana será enviado o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023. A imprensa noticia que o governo federal deve encaminhar uma peça com meta de resultado primário de 66 bilhões no ano que vem, R$ 28 bilhões em 2024 e um superávit de 33 bilhões em 2025, o primeiro depois de 11 anos.

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O que esperar para semana que vem?

Para semana que vem, o destaque internacional será a reunião do Banco Central Europeu. Não se espera altas de juros por enquanto. Mas, com a inflação batendo recorde (7,5%), é possível que a autoridade monetária sinalize um ajuste no curto prazo.

Entre os dados econômicos, as principais divulgações serão a inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nos EUA referentes ao mês de março, que devem refletir pressões de preços decorrentes da guerra entre Rússia e Ucrânia, além de dados de atividade da China referentes a março.

No Brasil, o destaque entre dados econômicos será a atividade econômica referentes a fevereiro, com a volume de serviços e vendas no varejo. A greve no Banco Central torna incerta a divulgação de indicadores como a pesquisa Focus e dados de crédito.

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