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Economia em Destaque: Banqueiros centrais adotam discurso mais duro e PEC dos Benefícios Sociais avança no Congresso

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no Mundo

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Resumo

No cenário internacional, banqueiros centrais adotaram discurso mais duro em relação ao combate à inflação, enquanto a inflação na Europa atingiu novo recorde histórico e o deflator PCE nos EUA apresentou tímida desaceleração na medida de núcleo.

No Brasil, o principal tema da semana foi a PEC dos Benefícios Sociais, que eleva o valor do Auxílio Brasil e promove outras medidas para reduzir o impacto da alta de combustíveis. A semana também foi marcada pela divulgação de indicadores de emprego de maio, que mostraram que o mercado de trabalho continua forte.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, as médias móveis de sete dias de novos casos e de óbitos subiram para 56,5 mil e de 217, respectivamente. Ao todo, 84,7% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 79,8% já tomou dose única ou duas doses e 50,3% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Inflação e atividade desacelerar um pouco nos EUA, mas juros devem continuar subindo

O núcleo da inflação medida pelo deflator do consumo dos Estados Unidos – medida de inflação preferida do Fed (BC americano) – mostrou elevação de 4,7% no acumulado em 12 meses até maio, um pouco abaixo da taxa de 4,9% de abril. A medida de núcleo exclui alimentos e energia, categorias de preços mais voláteis, para tentar medir a tendência central da inflação.

Apesar da melhora no último mês, a inflação continua bem acima da meta do Fed (ao redor de 2%). Desta forma, os juros devem continuar em alta nos próximos meses.

Com a perspectiva de juros mais altos e a forte queda recente das bolsas, os sinais de desaceleração econômica estão ficando mais claros. O indicador de confiança do consumidor ficou no nível mais baixo desde o primeiro trimestre de 2021. O índice de pesquisa industrial do Fed de Richmond também caiu significativamente em junho.

Inflação na Europa atinge novas máximas

A variação anual do índice de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro atingiu 8,6% em junho, maior nível desde o lançamento do Euro. Os dados refletem os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Destaque para os preços de energia, que aumentaram 41,9% entre junho de 2021 e 2022.

Na Espanha, um dos países com inflação mais elevada na região, a carestia alcançou 10,2% em 12 meses.

BIS – “banco central dos bancos centrais” – alerta para risco de inflação persistente

O Banco de Compensações Internacionais – BIS – alertou que as principais economias estão perto de cair em numa armadilha de inflação alta. Em seu relatório anual, o banco afirmou que quando a inflação alta passa a fazer parte do cotidiano de famílias e empresas, o que pode ser o caso desta vez, é mais difícil de ser revertida. O BIS recomenda que os bancos centrais ajam “rápida e decisivamente”, mesmo que isso traga custos de curto prazo para a economia. A avaliação do BIS reforça o risco de recessão econômica que vem atingindo os mercados nas últimas semanas.

China cresce após lockdowns

A economia chinesa dá sinais de melhora, com a suavização dos lockdowns anti-Covid. O índice da sondagem com gerentes de compras de manufatura (PMI) subiu para 50,2 em junho, de 49,6 em maio. Resultados acima da marca de 50 pontos indicam expansão da economia, e a China não registrava crescimento desde fevereiro.

Enquanto isso, no Brasil…

Taxa de desemprego em um dígito

Conforme divulgado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, a taxa de desemprego brasileira recuou de 10,5% no trimestre móvel encerrado em abril para 9,8% no trimestre móvel até maio, muito abaixo do consenso de mercado de 10,2%. Calculamos que a taxa de desemprego “mensalizada” (e com ajuste sazonal) declinou de 9,4% em abril para 8,8% em maio.

No mesmo sentido, o emprego formal registrou criação líquida de quase 280 mil vagas em maio segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia).

Com a melhora no mercado de trabalho, nosso indicador de alta frequência para o PIB do 2º trimestre aponta crescimento de 0,8% contra o 1º trimestre de 2022. Para o ano, nossa projeção de 1,6% tem viés de alta.

PEC dos Benefícios Sociais aprovada no Senado

O Senado Federal aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que reconhece estado de emergência até o final de 2022 e permite ampliar o pagamento de vários benefícios sociais. O pacote tem orçamento total de R$ 41,25 bilhões, e inclui a ampliação do “Auxílio Brasil”, com aumento transitório de R$ 400 para R$ 600 no benefício mensal, além de zeragem da fila de famílias elegíveis, com custo de R$ 26 bilhões; parcela extra bimestral para custeio do botijão de gás (GLP), com custo estimado de R$ 1,05 bilhão; auxílio para caminhoneiros, com o valor de R$ 1.000 por mês, que custaria até R$ 5,4 bilhões;  auxílio para taxistas, até R$ 2,0 bilhões até o final do ano; compensação do governo para gratuidade para idosos no transporte público coletivo, repasses de até R$ 2,5 bilhões; créditos para etanol diretamente aos produtores, com custo até R$ 3,8 bilhões; e a suplementação orçamentária do programa “Alimenta Brasil” – R$ 500 milhões.

Todas as medidas serão válidas até o final deste ano, e será dispensada a observância do teto de gastos, da regra de ouro e da necessidade de compensação fiscal. A proposta seguirá agora para a Câmara dos Deputados, onde também deverá ser aprovada rapidamente.

Câmbio desvaloriza com queda de commodities e risco fiscal

A taxa de câmbio fechou a sexta-feira em 5,32 reais por dólar, desvalorização de 1,6% na semana e quase 13% desde o final de maio.  Alta do câmbio está ligada a dois fatores. Do lado global, a perspectiva de recessão nos EUA e Europa impactou negativamente o preço das commodities (petróleo, minério, grãos), o que reduz nossos preços de exportação. Do lado doméstico, as medidas de corte de impostos e aumento de gastos trazem o risco de desequilíbrio fiscal, o que afeta o risco país e a taxa de câmbio (ver gráfico). 

Ainda continuamos vendo a taxa de câmbio “justa” perto de R$ 5 reais. Mas se esses fatores se intensificarem, podemos ver o real mais fraco por mais tempo. 

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a ata da última reunião do FOMC, comitê de política monetária dos EUA, além de dados de mercado de trabalho (payroll) de junho nos EUA, inflação ao produtor e ao consumidor na China e ao produtor na Europa.

No Brasil, o foco vai continuar na tramitação da PEC dos Benefícios fiscais, agora na Câmara. Os destaques serão a divulgação da inflação medida pelo IPCA e pelo IGP-DI de junho, a produção industrial de maio e a produção de veículos de junho.

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