A Economia da Consciência


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Na semana passada tivemos a EXPERT ESG, o maior evento sobre sustentabilidade realizado no Brasil. Foram quatro dias com conteúdo de altíssimo nível e presença de grandes nomes.

Meu último texto para esta coluna foi sobre o ABC do ESG e teve uma grande repercussão. Muitos colegas e tantos outros leitores entraram em contato, motivados com as novas perspectivas da sociedade para um caminho com maior sustentabilidade. Dado tudo o que estamos vivendo, para onde vamos?

Percebo que, em um tempo tão difícil como esse que se apresenta parece que somos forçados a rever os modelos de vida que nos trouxeram até aqui. A sensação que tenho é que estamos refletindo mais para esse processo de mudança e, junto a isso, entendendo a urgência de fazer algo concreto.

Talvez, como já dito por Eisenstein, estamos vivendo a nossa vida supondo que aquilo que é bom para nós é bom para o mundo e que estamos completamente equivocados quanto a isso. E o chamado urgente que esse novo tempo nos traz é para mudar a nossa vida e passar a viver sob a premissa inversa, ou seja, a de que aquilo que é bom para o mundo será bom para nós.

Então, como será a evolução natural do capitalismo pensado e desenvolvido a partir do século 18 por Adam Smith? O que vimos nos últimos 250 anos não deixa de ser um desdobramento de suas ideias, desde a criação do capitalismo e motivadas principalmente por uma agenda políticas, de crenças, ou de dogmas científicos, correto?

Qual seria a direção certa para um capitalismo livre dos gigantes problemas atuais?

"De alguma maneira, durante esses tempos de instabilidade social, a consciência se tornou tanto um estímulo econômico quanto um catalisador para a mudança."

No livro “Economia da Consciência”, o Dr. Amit Goswami, PhD em Física Nuclear e Professor da Universidade do Oregon, nos EUA, toca questões importantes, como a criatividade e a ética nos negócios. Goswami questiona o modelo atual da sociedade de consumo trazendo boas perguntas, que tocam em um nível profundo.

De fato, nossa consciência é a primeira que nos alerta quando algo não está indo bem. Antes de tudo, é ela que puxa qualquer mudança cultural. Em 1850, ter escravos no Brasil era um direito garantido por Lei. Era legal, mas já era considerado imoral por uma boa parte da sociedade. A consciência das pessoas já puxava essa mudança cultural.

Nos anos 1990, era permitido fumar em ambientes fechados. Nos anos 1980, a Fórmula-1 e o Futebol eram recheados de propaganda de cigarros. E nos anos 1960, até criança participava de propaganda da indústria tabagista.

Quando algo se torna imoral? Mais ainda, quando o que se torna imoral começa a incomodar tanto que puxa uma mudança cultural?

Será que estamos caminhando em direção a uma economia movida a uma maior autoconsciência, que pode estar mudando a forma como se consome e como se investe pelo planeta?

De alguma maneira, durante esses tempos de instabilidade social, a consciência se tornou tanto um estímulo econômico quanto um catalisador para a mudança.

Cada vez mais vemos colaboradores e consumidores buscando mais saúde e qualidade de vida não apenas para si próprios, mas também para o mundo. Empresas inteligentes reconhecem que a consciência agora está guiando ativamente as decisões de compra.

A Economia da Consciência pode ser descrita como as ações que envolvem negócios que direta ou indiretamente tornam o mundo melhor, ou minimamente que não causem danos para o planeta.

E é a partir daí que os consumidores desta nova década colocam sua voz em ação, comprando produtos que mostrem que estão buscando fazer algum bem para o mundo.

As empresas e marcas liderando esses movimentos não apenas promoverão mudanças, mas reconhecerão que desempenham um papel importante nesse processo de educar sues clientes e consumidores em torno do impacto positivo.

Que tipo de consciência você quer para o mundo? Como você pode exercer essa consciência por meio dos seus atos? A decisão e a consciência são apenas suas.

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