Abilio Diniz: de dono de doceria a acionista de grandes empresas. Conheça a trajetória de um dos maiores empreendedores brasileiros

Da pequena doceria comandada junto com seu pai a um dos maiores acionistas de uma das maiores redes varejista do mundo, o Carrefour. Conheça a história de Abílio Diniz, um dos mais bem-sucedidos empreendedores brasileiros e acionista de empresas como a BRF e a rede de e-commerce de vinhos


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Abilio Diniz: de dono de doceria a acionista de grandes empresas. Conheça a trajetória de um dos maiores empreendedores brasileiros

De acionista de uma das maiores redes de supermercados do mundo, o Carrefour a investidor em um e-commerce de vinhos, o empresário Abilio Diniz, 84 anos, dono de uma fortuna de 2,6 bilhões de dólares segundo a Forbes continua empreendendo.

Abilio acaba de abrir a sua gestora, O3 Capital, para o público em geral. Da construção de uma das maiores redes varejista do Brasil, o Grupo Pão de Açúcar, a histórias polêmicas como a disputa com o grupo francês  Casino. Conheça a trajetória desse empresário de sucesso.

Primeiros passos de Abilio e o nascimento do Pão de Açúcar

Filho dos imigrantes portugueses Floripes e Valentim Diniz, Abílio Diniz estudou nas melhores escolas de São Paulo, passando pelos colégios Anglo-Latino e Mackenzie, antes de formar-se em administração na Fundação Getúlio Vargas. Mais velho dos seis filhos do casal, sempre esteve muito próximo dos esportes, praticando ativamente artes marciais e a natação.

Com o sonho de ser professor, acabou se envolvendo com o varejo por influência de seu pai. Valentim era proprietário da Doceria Pão de Açúcar, fundada quando Abilio tinha 12 anos. Nomeada em homenagem ao cartão postal carioca pelo qual Valentim se apaixonou na chegada ao Brasil, Abilio juntou-se ao pai para expandir o negócio e transformar a doceria em um supermercado. Nascia assim o Pão de Açúcar em abril de 1959.

O modelo de autosserviço, com gôndolas em que você seleciona os produtos que deseja comprar, era inédito na época e foi o grande diferencial do Pão de Açúcar. Em apenas quatro anos, a segunda unidade era inaugurada e a marca fecharia a década de 60 em franca expansão, alcançando mais de 60 lojas em 16 cidades do Estado de São Paulo.

Neste período Abilio também dedicou parte de seu tempo aos estudos, especializando em Marketing pela Universidade de Ohio, e em Economia, na Universidade de Columbia, ambas nos Estados Unidos.

Na década de 1970 a potência varejista que hoje é o Grupo Pão de Açúcar, com a inauguração do primeiro hipermercado do Brasil, o Jumbo, e com a aquisição dos concorrentes Peg-Pag, Sirva-se e Eletroradiobraz.

A reconstrução do Pão de Açúcar

Após a venda da sede no Palácio de Cristal, Grupo Pão de Açúcar transfere sede Av. Brigadeiro Luiz Antônio
Após a venda da sede no Palácio de Cristal, Grupo Pão de Açúcar transfere sede Av. Brigadeiro Luiz Antônio

Na década de 1980, a empresa vivia seu auge desde a fundação com 150 lojas, 15 mil empregados, uma filial em Madri. De essência familiar, os irmãos Alcides e Arnaldo exerciam funções diretivas na empresa. No entanto, por ser o grande líder, Abílio Diniz detinha maior parte da companhia, o que gerou atrito entre a família.

O ruído interno foi derrubando a saúde da empresa que colecionava dívidas com fornecedores e se encaminhava para uma inevitável falência. Abilio tinha um papel importante no governo da época, participando ativamente do Conselho Monetário Nacional, algo que fazia com que de distanciasse do dia-a-dia da empresa.

Seu Santos, como era conhecido o pai de Abilio, pediu que o filho voltasse o foco para a empresa que passava por apuros. Neste momento, tomou as rédeas novamente do Pão de Açúcar buscando reconstruir o império.

Sem conseguir empréstimos ou mesmo vender a empresa, a solução foi reduzir a operação vendendo a sede chamada Palácio de Cristal e voltando ao prédio da Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, simbolizando o renascimento do Pão de Açúcar. Nesse momento nasceu um dos lemas de gestão de Abilio Diniz, “corte, concentre e simplifique”. O número de lojas e funcionário foi reduzido para quase um terço, além de concretizar a venda da divisão portuguesa.

A retomada funcionou e em 1991, a companhia voltaria a registrar lucros. Os problemas familiares também foram finalizados logo depois, com Abilio possuindo a parte majoritária das participações. Os pais ficaram com 36,5% e a única irmã que ficou com alguma participação foi Lucília, com 12%. Arnaldo, Alcides, Sonia e Vera todo venderam suas partes.

Nova expansão e sucessão de Abilio Diniz

Com a base dos negócios reestruturada, o Grupo Pão de Açúcar voltaria aos rumos do crescimento. Em 1995, o grupo abriu capital em São Paulo, levantando US$ 112 milhões de dólares. Dois anos depois, realizou sua IPO em Nova Iorque, arrecadando mais US$ 172 milhões.

Os investimentos viraram novas aquisições e a consolidação de novo domínio no varejo brasileiro. O GPA comprou redes como Mambo e Barateiro, e partiu para a missão de conseguir uma parceria estratégica, focando em trazer grandes redes internacionais.

Abílio Diniz negociou com nomes como Carrefour, Walmart e Casino, fechando acordo de US$ 854 milhões com o último, por quase um quarto do Pão de Açúcar. Em 2003, iniciou seu plano de sucessão.

No entanto, ciente do histórico conturbado da gestão familiar, seus quatro filhos ficaram distantes de cargos diretivos. Ana Maria e João Paulo ainda trabalharam na empresa, mas logo buscaram alçar seus próprios voos. Pedro Paulo, piloto de Fórmula 1, e Adriana, nunca se envolveram no GPA.

Buscou profissionalizar a gestão, mas no papel de conselheiro, se manteve próximo do comando até finalmente em 2013, se afastar do negócio após 54 anos à frente do grupo, após uma disputa com o grupo francês. O acordo fechado com o Casino previa a aquisição do controle até junho de 2012. Abílio tentou rever os termos do contrato em 2011, mas não teve sucesso.

A disputa com o Casino se acirrou após Abílio tentar unir as operações do Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil com o intuito de o empresário não perder o controle do grupo. A operação fracassou e após uma longa batalha pública com o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, Abílio transferiu o controle do Pão de Açúcar para o grupo francês em 2013. Mesmo contrariado, assinou o acordo e acabou saindo de vez do comando do GPA. Nesse meio tempo comprou o atacarejo Assaí pelo GPA, além de criar a Via Varejo, depois de adquirir Ponto Frio e Casas Bahia. Em 2019, o grupo GPA vendeu as ações na Via Varejo para a família Klein.

Empreitada de Abilio Diniz na BRF

Logomarca da BRF, empresa onde Abílio Diniz se torna presidente do Conselho de Administração em 2013
Em 2013, Abílio se torna presidente do Conselho de Administração da BRF

A suposta aposentadoria de Abílio pouco durou. Em 2013, ele se torna presidente do conselho de administração da BRF. Através de sua recém-criada gestora, a Península, comprou R$ 2 bilhões em ações da empresa e reestruturou parte da organização, vendendo as divisões de carne bovina e laticínios.

Sua gestão foi marcada por muitos cortes e demissões, e se encerrou em 2018, em meio à turbulência gerada pela Operação Carne Fraca, que investigava a adulteração das carnes vendidas no Brasil pela JBS e a própria BRF.

Atualmente controla sua participação em empresas através da Península, e também é conselheiro do Carrefour no Brasil.

BIG Compra

Carrefour compra BIG do Walmart por 7,5 bilhões de reais
Carrefour compra BIG do Walmart por 7,5 bilhões de reais

Após a saída do grupo Pão de Açúcar, Abilio começou a comprar ações do Carrefour por meio de sua gestora de recursos, a Península, até se tornar o terceiro maior acionista do grupo. Hoje, Abílio Diniz tem 7,46% do capital do grupo francês, com participação no conselho de administração do Carrefour.

Em março de 2021, o Carrefour comprou a rede varejista de alimentação Big do Walmart por 7,5 bilhões de reais. Alavancar a operação por meio do e-commerce tem sido um dos focos do empresário na nova etapa, que já multiplicou por quase três vezes o investimento feito na rede francesa após o IPO do Carrefour no Brasil.

Além de acionista do Carrefour e da BRF, Abilio também investe em startups e empresas com foco em inovação como o e-commerce de vinhos, Wine e a empresa que faz testes rápidos em farmácias, inclusive de Covid-19, a Hilab.

Ligação eterna com o esporte e o São Paulo Futebol Clube

Apaixonado pela prática de esportes desde criança, Abilio Diniz sempre destaca que seu desenvolvimento nas artes marciais, natação e tênis o auxiliou em importantes tomadas de decisão na gestão de empresas.

Também é um dos maiores investidores do Núcleo de Alto Rendimento de São Paulo, que foca no desenvolvimento de atletas olímpicos. São-paulino declarado, também está frequentemente ligado ao conselho do clube e já foi especulado por diversas vezes que ele disputaria a presidência do seu time de coração.

Sua paixão pelo esporte e por um estilo de vida saudável o levaram escrever alguns livros como “Caminhos e Escolhas – O Caminho para Uma Vida Mais Feliz” e “Novos Caminhos, Novas Escolhas“.

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