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Wrap de Mercado XP (30.ago)

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 23/08 a 30/08

Ibovespa: 3,55% | 101.134,6 pontos

Apesar da alta volatilidade observada no início da semana, o Ibovespa fechou com alta de 3,55%, em 101.134 pontos. A alta foi impulsionada pela divulgação do PIB brasileiro de 1% A/A no segundo trimestre, em linha com nossas estimativas mas levemente acima das expectativas do mercado. Em meio à volatilidade cambial, o Banco Central anunciou essa semana uma  intervenção surpresa para conter a maior depreciação do Real, mostrando que o BC está mais cauteloso com o nível do câmbio e a potencial pressão inflacionária no curto prazo, o que poderia reduzir o espaço para redução de juros adiante. Apesar disso, o foco se manteve na tramitação da reforma da Previdência. O relator da reforma Tasso Jereissati apresentou relatório que abranda as mudanças no BPC e na pensão por morte, o que desidrata em R$ 98 bilhões o texto aprovado pela Câmara, mas, em compensação, propôs R$ 155 bilhões em propostas que aumentam a arrecadação. Além disso, Rodrigo Maia se comprometeu a dar prioridade à apreciação da PEC paralela da previdência, que trata da inclusão de estados e municípios e outros temas. A ideia é que esses temas sejam discutidos à parte, de forma a não intervir no calendário de tramitação da reforma.

No internacional os mercados tiveram uma semana volátil, seguindo o desenvolvimento das discussões comerciais entre EUA e China. A semana começou com percepção de risco global elevada seguindo o anúncio da China de impor tarifas extras sobre bens americanos e a consequente retaliação dos EUA na semana anterior. Somou-se a isso a piora na retórica do Brexit, com o primeiro ministro Boris Johnson afirmando que pedirá a Rainha para suspender o parlamento de meados de setembro a meados Outubro, o que aumenta o risco de um Brexit sem acordo. No decorrer dessa semana, porém, o sentimento melhorou em meio a comentários construtivos do porta-voz do Ministério do Comércio da China, que adotou um tom mais apaziguador em relação às conversas entre os países. A Argentina também foi um grande destaque na semana, com o novo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, anunciando que não conseguirá honrar a maior parte da dívida de curto prazo. Apesar do governo argentino poder enfrentar uma crise de balanço de pagamentos se os credores não aceitarem a renegociação proposta, a medida foi uma saída para aliviar o Peso Argentino, preservar reservas e a ausência de ofertas para rolagem de dívida local, evitando um calote maior.


O que esperar

Para a próxima semana, os dados econômicos mais importantes a serem monitorados no Brasil são: (1) produção industrial na terça-feira, com expectativa de crescimento de +0,7% pelo nosso time econômico; e (2) IPCA (inflação) na sexta-feira, com expectativa de +0,12%. Já no campo internacional, nos Estados Unidos destacamos a divulgação do PMI composto (dados de atividade) na quinta -feira e da taxa de desemprego na sexta-feira; Na Zona do Euro a agenda é mais cheia, e destacamos (1) inflação (PPI) na terça-feira, (2) PMI composto e (3) vendas a varejo na quarta-feira, (4) dados de emprego e (5) PIB na sexta-feira; já na China será divulgado o PMI composto na terça-feira.


Câmbio e juros

A semana foi marcada por volatilidade elevada sobretudo no cenário internacional, com o Real desvalorizando ~0,56%, após ter ultrapassado R$4,17/US$, e com a curva de juros abrindo ~18bps. A percepção de risco elevada foi fruto de um tom menos construtivo nas conversas comerciais entre EUA e China na semana anterior, o que se arrastou para o início dessa semana, e catalisado pela piora na retórica do Brexit e pelo pedido de moratória da Argentina. Apesar disso, o ambiente doméstico teve uma semana benigna, com avanço nas discussões sobre a reforma da Previdência e com um PIB no 2T19 acima das expectativas de mercado.


Ações

Destaques positivos

Após forte correção desde o resultado do 2T19, as ações voltaram a subir acompanhando movimento do Ibovespa e mensagens da nova diretoria com relação às iniciativas já implementadas.

Atribuímos a alta das ações ao anúncio que a empresa iniciou conversa com a BR Distribuidora para potencial parceria envolvendo as lojas de conveniência dos postos de gasolina.

Resultados 2T19


As ações seguem em alta após a notícia de aumento do capital de R$ 2,5 bilhões que será usado para melhorar a estrutura de capital da companhia.

A ação recuperou parte das perdas dos últimos meses, seguindo principalmente recuperação do Ibovespa e maior otimismo com o Brasil no fim da semana.

Acreditamos que a alta das ações está relacionada ao ganho de créditos de PIS e Cofins relacionado à serviços de publicade e propaganda a insumo.  

Destaques negativos

Após apresentar um dos melhores desempenhos ao longo do mês de agosto seguindo o anuncio da venda de 10% para a Rede D’Or, as ações sofreram correção na semana.



Sem grandes notícias na semana, as ações fecharam a semana em queda impactadas em parte pela abertura da curva de juros.

Não houve notícias específicas sobre a companhia na semana, cujas ações vem apresentando volatilidade elevada ao longo do ano.


Ações seguem reagindo negativamente à piora operacional do 2T19 e preocupação com a performance nos próximos resultados.

A desvalorização do real impactou negativamente a ação dado que a Sabesp é tem elevada exposição em moeda estrangeira.


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