Small Caps: Prévia de resultados do 3T21

Nesse relatório, abordamos nossas expectativas para os resultados do 3T21 das empresas de nossa cobertura, analisando o momento atual dos diferentes setores.


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Dentro do universo de cobertura Small Caps, esperamos um trimestre positivo para as empresas do setor de bens de capital (Mills e Priner), impulsionado por fortes indicadores operacionais, juntamente com um aumento na demanda de seus respectivos mercados. Esperamos também bons resultados de Allied e Vulcabras, ambas no varejo/distribuição, que devem ser impactadas positivamente pela próxima Black Friday. Já para os setores de estacionamento (Estapar) e restaurantes (IMC), esperamos um resultado em recuperação, em função de um cenário desafiador de restrições que ainda afeta as empresas.

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Tabela de múltiplos

Allied (ALLD3) – Compra

Esperamos um trimestre positivo para Allied. A empresa deverá divulgar um 3T21 robusto, impulsionado pelo crescimento na linha de distribuição, apesar da forte base comparativa no 3T20, em função das vendas para os varejistas que já se preparam para a Black Friday no final de Novembro. Tal aumento deve mais do que compensar o cenário estável no varejo físico, bem como a ligeira piora no varejo digital – no que tange a esta última linha, destaque para o fato de que o lançamento do iPhone 13 deverá ser realizado no 4T21, postergando receitas. No consolidado, temos uma estimativa de receita líquida de R$ 1,5 bilhão (+9% A/A e estável T/T), mas esperamos uma ligeira compressão de margens em função das promoções de Black Friday, com uma margem EBITDA de 7,7% (versus 8,0% no 2T21 e 9,1% no 3T20) e uma margem líquida de 4,0% (versus 4,9% no 2T21 e 5,5% no 3T20).

Estapar (APLK3) – Neutro

Esperamos um trimestre de recuperação para a Estapar, em função do relaxamento das restrições à mobilidade ocorridas nos últimos meses, à medida em que o processo de vacinação avança no País. Conforme dados divulgados pela empresa em sua prévia operacional do 3T21, seu faturamento mensal já teria atingido cerca de 72% daquele registrado no mesmo período de 2019; consequentemente, estimamos uma receita líquida de R$ 230 milhões (+31% T/T e +70% A/A). Esperamos uma ligeira melhora nas margens da companhia em função dos efeitos de alavancagem operacional promovidos pelo aumento do fluxo nos estacionamentos; nesse sentido, estimamos uma margem bruta de 28,3% (versus 27,4% no 2T21) e uma margem EBITDA de 17,9% (versus 15,6% no 2T21).

IMC (MEAL3) – Neutro

Esperamos um trimestre de recuperação para a IMC. Em termos operacionais, destaque para: (i) a recuperação do fluxo em estradas favorecendo o Frango Assado, ainda que suas margens sigam pressionadas devido à alta dos combustíveis; (ii) a redução das restrições de mobilidade teria beneficiado os restaurantes da IMC, notadamente o KFC; (iii) a continuidade da recuperação do segmento de aeroportos, tanto no Brasil quanto no Caribe, com ligeira melhora nas margens operacionais. No consolidado, temos uma estimativa de receita líquida de R$ 520 milhões (+17% T/T e +74% A/A, lembrando da base de comparação fraca em função da pandemia), mas esperamos uma ligeira compressão de margens em função da já mencionada alta no preço dos combustíveis bem como do final do programa de auxílio às empresas nos EUA, levando a uma margem EBITDA de 14,6% (versus 15,8% no 2T21 e 13,6% no 3T20) e uma margem líquida de 1,1% (versus -0,2% no 2T21 e -1,7% no 3T20).

Mills (MILS3) – Compra

Esperamos um trimestre positivo para a Mills. A companhia deverá mostrar continuidade no aumento da taxa de utilização das plataformas aéreas (estimamos 60% para o 3T21, versus 57,2% no 2T21 e 41,9% no 3T20), bem como ligeiro aumento dos preços de aluguel. Ainda do ponto de vista operacional, destaque para a retomada da demanda do mercado, sobretudo por equipamentos menores, aliada a uma situação de oferta restrita de equipamentos, beneficiando a Mills que é líder do segmento. Nesse sentido, no consolidado, temos uma estimativa de receita líquida de R$ 182 milhões (+5,2% T/T e +36% A/A), aliada a margens ligeiramente melhores: 38% de margem EBITDA (versus 36,3% no 2T21 e 30,3% no 3T20) e 13,4% de margem líquida (11,7% no 2T21 e 0,9% no 3T20).

Priner (PRNR3): Compra

Esperamos mais um resultado positivo para a Priner porque, conforme divulgado na prévia operacional referente ao terceiro trimestre de 2021 (3T21), a companhia vem passando por um momento de forte recuperação, na medida em que as restrições de mobilidade em decorrência da pandemia são reduzidas. Em linha com a prévia, a Priner deverá divulgar uma receita líquida recorde pelo segundo trimestre consecutivo, atingindo R$ 136,6 milhões (+121% vs 3T20 e +14% vs 2T21), em função do aumento da demanda tanto na prestação de serviços onshore quanto no mundo offshore.  Por outro lado, esperamos margens ligeiramente pressionadas: a margem bruta ainda teria sido impactada pelos custos de quarentena dos funcionários pré embarque no mundo offshore. Nesse sentido, estimamos um EBITDA de R$ 13,8 milhões, ligeiramente abaixo do valor do trimestre passado de R$ 14,2 milhões, mas muito acima dos R$ 2,8 milhões registrados no mesmo período em 2020.

Vulcabras (VULC3) – Compra

Esperamos um terceiro trimestre positivo para a Vulcabras, com um resultado robusto do ponto de vista de vendas combinado a um cenário de margens melhorando, uma vez que o processo de produção dos calçados da Mizuno vem ganhando eficiência. No consolidado, temos uma estimativa de receita líquida de R$ 536 milhões (+34% T/T e +40% A/A), com uma margem EBITDA de 18,7% (versus 17,3% no 3T20) e uma margem líquida de 13,5% (versus 9,2% no 3T20). Também destacamos o cenário positivo de médio prazo para a Vulcabras: vale lembrar que, segundo notícias recentes, fábricas de calçados no Vietnã e na Ásia estariam reduzindo sua produção, devido a uma combinação de desabastecimento de matérias primas com uma alta no preço do frete internacional marítimo. Consequentemente, marcas internacionais como a Nike tiveram de reduzir seu guidance de produção, potencialmente favorecendo o ganho de participação de mercado por empresas com produção local como a Vulcabras.

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