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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 6,8%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 24/04 a 30/04

Ibovespa: 6,8% | 80.506 pontos

O Ibovespa fechou a semana em alta de 6,8% em 80.506 pontos, revertendo parcialmente a queda de -4,6% da semana passada, seguindo redução da instabilidade no cenário doméstico político, e maior otimismo por parte dos mercados internacionais. Vale lembrar que esta semana é mais curta por conta do feriado do Dia do Trabalho na sexta-feira (1).

No Internacional, os mercados começaram a semana reagindo positivamente aos resultados de grandes bancos como o Santander, HSBC e UBS; ao final da semana, Facebook, Microsoft e Tesla também reportaram resultados sólidos. Do lado econômico, os destaques incluem as decisões dos comitês de política monetária nos EUA e na Europa, assim como dados de atividade globais.  Adicionalmente, na quinta, os preços do petróleo voltaram a operar em forte alta, após a divulgação de dados de estoque de petróleo nos EUA pela Agência de Informação de Energia (EIA) abaixo do esperado. 

Ao longo dos últimos dias, desde a saída do Ministro Sérgio Moro, o risco de uma crise política se elevou (“A Terceira Crise”). Porém, desde então, o forte apoio de Bolsonaro à Paulo Guedes e às suas políticas econômicas trouxe um certo alívio nesses ruídos. Depois de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes aparecerem lado a lado, o governo decidiu congelar, segundo o noticiário, o programa Pró-Brasil, o que foi lido como um sinal de força do time econômico e visto como positivo. O programa havia sido o pivô do desentendimento do ministro da Economia dentro do governo por prever gastos públicos que poderiam exceder o teto para obras de infraestrutura.

Do lado das empresas, destaque para nossos relatórios do setor financeiro: na sexta, fizemos uma teleconferência com executivos da B3; na terça, divulgamos nosso comentário sobre o Santander, primeiro banco a publicar resultados nestre trimestre, e nosso comentário sobre o resultado da Cielo, que julgamos fraco. 


Câmbio e juros

O Real teve uma valorização em relação ao dólar de 1,7%, fechando a semana em R$ 5,48 / USD. Já a curva DI abriu 37 pontos base desde a semana passada.


O que esperar

A decisão de política monetária do Banco Central, a produção industrial de março e a divulgação do IPCA, PMI, balança comercial e vendas de veículos em abril serão os principais destaques da agenda econômica na próxima semana.

Ao nosso ver, o Banco Central deverá optar por mais um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic e todos os indicadores divulgados devem reforçar a mensagem de enfraquecimento da atividade econômica nacional em meio às adversidades provocadas pelo coronavírus.

No cenário externo, as principais divulgações serão os dados de PMI de abril da Zona do Euro, Estados Unidos e China.

Clique aqui para acessar a agenda econômica semanal.


Ações

Ações em alta na semana após (i) anúncio de aquisição da ASAPLog e (ii) a continuidade do crescimento exponencial de número de usuários ativos dentro dos aplicativos da companhia. Para mais detalhes, clique aqui.

Além da alta do minério de ferro, o upgrade de um concorrente de Venda para Neutro pode ter ajudado a impulsionar as ações.

 O Senado aprovou nessa semana uma MP que prorroga a isenção de IR sobre o pagamento de leasing das aeronaves, e agora a proposta seguirá para sanção presidencial. Além disso, notícias apontam que detentores dos bonds da companhia (USD 400 mi) estão estudando a reestruturação dessa dívida.

Ações impulsionadas pela expectativa positiva em relação ao resultado da empresa, a ser divulgado no dia 14 de Maio, em função do mercado norte-americano pujante e das fortes exportações brasileiras de proteína, favorecidas por um real desvalorizado diante do dólar.

Sem notícias específicas.

Não houve noticiário negativo específico sobre a companhia na semana.

As ações sofreram um impacto negativo após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2020 da companhia, com um recuo de 26% no lucro líquido.

Sem notícias específicas, atribuímos a queda das ações ao aumento da visibilidade em relação à retomada das atividades do setor e uma redução de estocagem de produtos, o que pode ter impacto nas vendas do setor.

Sem notícias específicas.

Ações reagiram negativamente após divulgação do resultado do 1T20 abaixo do esperado, principalmente devido ao Covid-19 e ao cenário de maior competição.


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