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Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de +0,77%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Novidade: Confira nossa nova seção de Tesouro Direto

Destaques da semana: 25/10 a 01/11

Ibovespa: +0,77% | 108.195,6 pontos

O Ibovespa atingiu sua máxima histórica de 108.407 pontos esta semana, com alta de +0,77%. O desempenho foi muito influenciado pela divulgação de resultados trimestrais das empresas, com direções mistas. O principal destaque no campo internacional foi a decisão do banco central americano (Fed) de cortar os juros em 0,25 pontos percentuais, trazendo as taxas de referência para o patamar de 1,50%-1,75%. Após anúncio, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o patamar de juros atual é adequado, e que a autoridade monetária apenas avaliará cortes adicionais de juros caso a economia americana desacelere significativamente. Ainda nos EUA, foi divulgado o relatório de empregos (payroll). Os dados superaram as expectativas, reduzindo a percepção de risco de recessão da economia norte-americana e reforçando a possibilidade de que o Fed interrompa o ciclo de cortes de juros no país. Quanto às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, as tensões foram agravadas após o Chile cancelar a reunião de cúpula da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) em virtude dos protestos no país. A expectativa era de que nesse evento fosse anunciado um acordo preliminar entre as duas maiores economias globais.

Já no Brasil, o principal destaque foi a decisão de cortar a taxa básica de juros da economia para 5,00%, em linha com nossas expectativas. Com base no comunicado e no cenário de referência apresentado, nossa equipe econômica espera que o BC reduza a SELIC outros 0,50 p.p. em sua próxima reunião de dezembro, trazendo a Selic para 4,5% ainda em 2019. Ainda no campo doméstico, destacamos a agenda de resultados. Destacamos desempenho acima do esperado para Multiplan, Magazine Luiza e Suzano, enquanto Cielo, Copasa e Gerdau decepcionaram. Com relação as demais empresas, os resultados vieram em linha com as estimativas, como foi o caso de Klabin, Santander, Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas, B2W, Bradesco e Gol. Para os próximos resultados, mantemos nossa visão que o terceiro trimestre será relativamente fraco, ainda impactado pelo cenário econômico desafiador.


Câmbio e juros

Durante a semana, a curva de DI futuro para janeiro de 2031 fechou 19 bps (basis points; pontos-base), de 6,79% para 6,6%. O principal vetor desse movimento foi o corte da Selic de 5,5% para 5,0% ao ano e a adoção de tom mais cauteloso do Copom com relação a possíveis cortes a partir de fevereiro de 2020. Assim, ao sugerir que o ciclo de cortes pode ser menor do que o esperado, indicando menor expectativa de inflação, o mercado passou a precificar menor alta de juros no futuro.


O que esperar

Na próxima semana, no Brasil, o principal destaque da agenda econômica será a divulgação da ata do Copom e o resultado do IPCA de outubro. Ambas as divulgações devem trazer sinalizações adicionais quanto às próximas decisões de política monetária do BC.

No campo externo, serão divulgados dados de crédito nos Estados Unidos, inflação tanto na Zona do Euro quanto na China e dados de PMI nas três economias.  Os indicadores devem reforçar mais uma vez a mensagem de que o cenário internacional permanece desafiador, mas com riscos gradativamente menores.


Ações

Ações reagiram positivamente após a companhia anunciar uma oferta de até 120 milhões de ações, podendo movimentar um total de até R$ 5,2 bilhões.


Sem notícias específicas da companhia, atribuímos a alta das ações a melhora na percepção de risco Brasil e maior otimismo com relação à Bolsa.

A empresa entregou bons resultados, com destaque para a normalização de 450kt nos estoques, além das expectativas. Somado a isso, a mensagem positiva na teleconferência, com perspectivas otimistas olhando para frente, deu impulso adicional às ações, que fecharam o pregão com alta de mais de 8%.

As ações foram impactadas positivamente após declaração do ministro deMinas e Energia, Bento Albuquerque, sobre o projeto de privatização da Eletrobras estar pronto para ser enviado ao Congresso Nacional.

O tom mais positivo da Gerdau em sua teleconferência de resultados, no que tange à perspectivas mais otimistas para recuperação da demanda de aços longos em 2020, impulsionou as ações da GOAU, que captura ganhos já que negocia com desconto em relação à Gerdau.

O papel reagiu negativamente aos resultados reportados no último dia 29, que vieram 20% abaixo das estimativas do mercado. O lucro caiu 52% quando comparado ao lucro do mesmo período em 2018.

Resultados 2T19

Apesar de bons indicadores operacionais no resultado do 3T19, as ações caíram pela combinação de movimento de realização de lucros e do anúncio sobre o aumento de capital de empresa concorrente.

Após semanas consecutivas de alta, as ações corrigiram, também impactadas por rumores de que o spread, que é a diferença entre o preço médio da carne bovina e o custo médio do gado, começou a cair nos Estados Unidos.


O papel reagiu negativamente aos resultados reportados no último dia 30. O resultado, apesar de ter tido lucro acima do esperado, apresentou redução na margem financeira e foi impulsionado por uma linha de difícil sustentação, que é a linha de receita de serviços.


Com alta de mais de 60% no ano, as ações da BRF recuaram na semana, diante de receios de (1) aumento da produção de frango pela China e (2) uma potencial abertura das exportações entre EUA-China.


Tesouro Direto

Na semana terminada no dia 1º de novembro, todos os títulos públicos apresentaram rentabilidade positiva, resultado do fechamento de 15 bps na curva DI futuro de janeiro de 2031 em relação à semana anterior (veja mais acima).

O preço dos títulos sobe quando a expectativa de juro futuro cai (e vice-versa) devido à relação inversa entre os dois. Esse mecanismo que mostra o efeito dos juros sobre preços é a marcação a mercado. Entenda mais aqui.

Abaixo, apresentamos o histórico dos preços de cada um dos títulos do Tesouro Direto, bem como a rentabilidade anual do último fechamento (01/11/2019) e a valorização ao longo da semana.

Vale observar que títulos mais longos apresentam variações mais fortes. Isso se dá devido à duration (prazo médio ponderado dos títulos).

Os títulos que pagam juros semestrais possuem duration (prazo médio ponderado pelos pagamentos) mais curta do que seu prazo até o vencimento, uma vez que há fluxo recorrente de pagamentos ao longo do período.

Por esse motivo, o Tesouro IPCA + com Juros Semestrais 2035 apresenta variação mais branda do que o Tesouro IPCA+ sem juros com mesmo vencimento.

É importante ter em mente que os efeitos da marcação a mercado só são capturados de fato em caso de venda dos títulos antes do vencimento.


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