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Resumo da Semana | 28/01/22: Ibovespa fecha em alta de +2,7%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 21/01 a 28/01

Ibovespa: +2,7% | 111.910 pontos

Essa semana, o Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC) sinalizou a decisão sobre a elevação da taxa básica de juros da economia americana em março. Em entrevista coletiva, o Presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que o comitê estaria disposto a discutir aumentos de juros em todas as reuniões até o final do ano, e reforçou os planos de encerrar em março o processo de tapering. Com isso, o mercado, que antes tinha como consenso 4 altas, passou a precificar 5 altas nos juros americanos em 2022. Ainda sobre economia americana, o PCE, indicador de inflação favorito do Fed, veio em linha com o esperado e o PIB desse trimestre surpreendeu positivamente o mercado, impulsionado por um desempenho firme no consumo e empresas repondo seus estoques e, com o resultado, a produção cresceu 5,5% em todo o ano de 2021, o resultado mais forte desde 1984. Para 2022, no entanto, espera-se que a economia perca algum fôlego devido à inflação mais alta e à política monetária mais apertada. Já no campo dos resultados, as empresas americanas seguem reportando resultados trimestrais, com destaque para Apple (APPL34), que reportou uma receita trimestral recorde e subiu 7% na sexta-feira, contribuindo para uma melhora no sentimento dos investidores ao final da semana.

Já no Brasil, o Ibovespa segue com resultados positivos na semana, encerrando com alta de +2,7% em quase 112 mil pontos. O mercado doméstico teve a semana marcada pela prévia do IPCA-15, que apresentou alta de quase 0,6% no último mês, bem acima das previsões do mercado. No campo político, governadores decidiram prorrogar o congelamento do ICMS sobre combustíveis por mais 60 dias, a partir de 1º de fevereiro, em uma tentativa de conter os preços, já que o barril de petróleo chegou a 90 dólares, seu maior valor nos últimos 8 anos, pressionado pelas tensões entre Rússia e Ucrânia, além das estimativas da indústria de baixo estoque nos EUA e a alta demanda devido à retomada econômica. Na parte fiscal, ainda em meio a tensões de reajustes que podem pressionar o cenário fiscal para o ano, o presidente Bolsonaro sancionou o orçamento de 2022, aprovando gastos discricionários para poder recompor o orçamento de gastos obrigatórios, principalmente no que tange à folha de pagamento.

Na China, na véspera do feriado de Ano Novo Lunar, maior feriado do país e que se inicia na próxima semana, os índices HSI e CSI 300 acumulam queda de -4% na semana, puxados pelo aumento nos casos de Covid-19, que atingiram o pico dos últimos 18 meses, o que impacta as cadeias de produção chinesas devido à política zero-Covid adotada pelo país. Além disso, o pessimismo do mercado em relação às empresas de tecnologia, após o anúncio de aumento nas taxas de juros, feito pelo Fed, também contribuiu para a queda dos índices, já que eles apresentam uma quantidade relevante de empresas de tecnologia em sua composição. Com a proximidade do feriado, a demanda por minério de ferro foi limitada recentemente com a maioria das siderúrgicas já tendo concluído suas atividades de reabastecimento, mas a expectativa é de alta após o feriado, quando as siderúrgicas devem retomar a produção e precisam reabastecer os estoques de minério de ferro, o que fez com que os preços da commodity disparasse +12,1%.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -0,75% em relação ao Real, em R$ 5,38/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou queda de -6bps na semana, atingindo 11,46%.


O que esperar para semana que vem?

Para a próxima semana, destaque no cenário internacional para a publicação de dados de emprego nos Estados Unidos (dezembro), além dos resultados do PIB (4º trimestre) e dos índices de inflação ao consumidor e ao produtor na Zona do Euro (janeiro).

No cenário doméstico, a decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) assume o protagonismo – esperamos elevação da taxa Selic para 10,75% a.a.. Além disso, haverá divulgação do resultado primário do setor público consolidado, da criação de empregos formais (CAGED) e da produção industrial, todos referentes a dezembro.


Ações

Sem notícias especificas do papel. Atribuímos a alta das ações à uma potencial recuperação frente às expectativas do mercado com os resultados do 4T21.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a performance positiva das ações devido à aprovação do Cade no que se refere a aquisição do Grupo BIG assim como o anúncio dos remédios propostos. A operação será agora analisada pelo Tribunal do Cade, que tem até junho de 2022 para decidir de forma definitiva.

Sem notícias específicas.

Sem notícias específicas.

Atribuímos a performance do papel ao anúncio de uma flexibilização das políticas comerciais em seu marketplace, uma sinalização da forte competição do setor e que poderão impactar a rentabilidade da plataforma à frente.

Atribuímos a performance negativa das ações à preocupação em relação aos resultados do 4T21, impactados pela deterioração macroeconômica e complexidade maior que a esperada na integração da Avon.

Acreditamos que o mercado esteja mais receoso em relação às perspectivas operacionais para a companhia ao longo de 2022, enquanto esperamos que as estimativas de consenso sejam revisadas para baixo no curto prazo (consenso de EBITDA 2022 está em ~R$5 bilhões versus XPe de R$4,6 bilhões) – acesse o link para mais detalhes.

Sem notícias especificas do papel. Atribuímos o desempenho das ações à um potencial ajuste de posição de investidores frente às expectativas de um 4T21 com resultados ainda pressionados, principalmente em rentabilidade, dados os desafios de custos que a companhia vem enfrentando nos últimos meses.

Atribuímos a queda das ações após a companhia divulgar o resultado referente ao mês de novembro de 2021 com prejuízo de R$113,8 milhões.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$4,9 bilhões*.

*Até dia 25/01/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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