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Resumo da Semana | 04/02/22: Ibovespa fecha em alta de +0,3%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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Destaques da semana: 28/01 a 04/02

Ibovespa: +0,3% | 112.245 pontos

Depois de um ciclo de altas significativas nas três últimas semanas, o Ibovespa encerrou a última com uma pequena alta de +0,3%, em 112 mil pontos. O mercado doméstico foi marcado pela reunião do Copom, que anunciou o oitavo aumento consecutivo da taxa Selic, de 9,25% para 10,75% a.a., conforme já era amplamente esperado. No campo da atividade econômica, a produção industrial brasileira cresceu quase +3,0% em dezembro, muito acima das expectativas, após seis meses consecutivos de números negativos. Na parte política, a PEC dos combustíveis segue em pauta, com o Congresso e a Casa Civil discutindo alternativas para permitir a redução de tributos sobre combustíveis, em uma tentativa de conter seu aumento de preço, o que tende a ser negativo para a já frágil dinâmica fiscal do país, com resultados duvidosos sobre os preços finais de combustíveis.

Já nos EUA, a temporada de resultados americana seguiu sendo destaque. As big techs divulgaram resultados do quarto trimestre do ano passado, com uma surpresa negativa de Facebook, que não registrou aumento de usuários e foi impactado pelo aumento da concorrência por tempo dos usuários, decepcionando o mercado. A ação lá fora despencou -26% em único dia e a empresa perdeu US$ 250 bilhões em valor de mercado, a maior queda na história dos EUA. Como destaque positivo, foram divulgados fortes resultados de Amazon e Snap, o que auxiliaram na retomada de parte do otimismo em relação ao setor de tecnologia. A gigante de ecommerce americana subiu +14% na sexta-feira depois da divulgação do balanço, e registrou o maior ganho em valor de mercado na história de US$ 191 bilhões. Além disso, a semana foi marcada pela divulgação dos dados do mercado de trabalho americano de janeiro que vieram muito acima das expectativas do mercado, o que alimentou o receio de que o Federal Reserve tenha que promover um ajuste mais forte da taxa de juros para lidar com a inflação e o mercado de trabalho apertado.

No mercado global, o destaque foi para a inflação da zona do euro, que superou as expectativas e atingiu um novo recorde histórico, de 5,1%, o que fez com que a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, desse indícios de que pode subir juros ainda este ano. No mesmo caminho, o Banco Central da Inglaterra voltou a subir os juros básicos a +0,5%, com parte dos seus integrantes votando por uma alta ainda mais forte, também em tentativa de conter a crescente inflação no país. Já o mercado chinês ficou fechado durante a semana, devido ao feriado do Ano Novo lunar.

O petróleo segue negociando em seu maior patamar de preço dos últimos 7 anos. Em reunião, a Opep anunciou que aumentará a sua produção para 400 mil barris por dia, decisão que busca estabilizar o mercado mundial. O conflito entre Rússia e Ucrânia continuou preocupando e elevando os preços de petróleo, que foram reforçados por uma tempestade de inverno nos EUA que ameaça a oferta da commodity.


Câmbio e juros

O Dólar fechou a semana com uma queda de -1,04% em relação ao Real, em R$ 5,33/USD. Já a curva DI para o vértice de janeiro/31 apresentou alta de +5bps na semana, atingindo 11,51%.


O que esperar para semana que vem?

Para a próxima semana, destaque no cenário internacional para a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) de janeiro nos Estados Unidos e na Alemanha.

No cenário doméstico, o destaque será a divulgação da ata do Copom, cujo tom deve dar ao mercado uma perspectiva melhor dos próximos passos na política monetária. Outros destaques serão a divulgação da inflação de janeiro medida pelo IPCA e pelo IGP-DI, assim como as vendas no varejo (PMC), o volume de serviços (PMS) e o IBC-Br (proxy do PIB) de dezembro. No campo político, o destaque será o desenrolar da PEC dos Combustíveis.


Ações

Braskem: Durante a semana, os investidores reagiram positivamente ao anúncio de uma possível migração para o Novo Mercado da B3. A companhia, controlada pela Novonor (ex-Odebrecht) e Petrobras, aprovou a conversão das ações preferenciais classe B (PNB) da companhia em classe A (PNA).

Sem notícias específicas.

Atribuímos o desempenho positivo das mineradoras à alta dos preços de minério de ferro em Cingapura. Na semana, a commodity apresentou alta de 11%, cotada a US$145/t, enquanto os mercados de referência ficam fechados até sábado na China devido ao feriado de Ano Novo.

Sem notícias específicas.

Atribuímos o desempenho positivo das mineradoras à alta dos preços de minério de ferro em Cingapura. Na semana, a commodity apresentou alta de 11%, cotada a US$145/t, enquanto os mercados de referência ficam fechados até sábado na China devido ao feriado de Ano Novo.

BRF

As ações apresentaram uma performance negativa após a precificação do follow-on, a qual foi realizada com 7,5% de desconto em relação ao fechamento do dia anterior. Além disso, havia a expectativa de que a Marfrig pudesse aumentar seu stake na Cia. no follow-on, adquirindo o controle da BRF sem acionar o poison pill, o que era bem visto pela maior parte do mercado. Entretanto, a Marfrig anunciou em nota que não iria realizá-lo. O mercado está em compasso de espera aguardando os próximos passos da Marfrig.

Sem notícias específicas.

Sem notícias especificas do papel. Novamente, atribuímos o desempenho das ações a um potencial ajuste de posição de investidores frente às expectativas de um 4T21 com resultados ainda pressionados, principalmente em rentabilidade, dados os desafios de custos que a companhia vem enfrentando nos últimos meses.

Atribuímos a performance das ações a um movimento de expectativa na mudança do câmbio (real mais forte), o que vem impactando o setor como um todo, junto ao fato de a Marfrig ter anunciado que não iria aumentar seu stake no follow-on de BRF, algo que era bem visto pela maior parte do mercado. O mercado está em compasso de espera aguardando os próximos passos da Marfrig.

Sem notícias específicas. Atribuímos a queda nas ações à expectativa de resultados do quarto trimestre pressionados por custos mais altos e volumes menores, conforme publicações de outras casas de análise.

Fluxo de estrangeiros na Bolsa brasileira

Nessa semana, o saldo acumulado da movimentação dos investidores estrangeiros na Bolsa foi cerca de R$4,5 bilhões*.

*Até dia 02/02/2022

Performance das Bolsas mundiais na semana

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