Resumo da Semana: Ibovespa fecha em alta de 0,5%

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

access_time 14/02/2020 - 20:12
format_align_left 4 minutos de leitura

Destaques da semana: 07/02 a 14/02

Ibovespa: +0,54% | 114.380 pontos

Nesta semana, o Ibovespa subiu ligeiramente em +0,54% aos 114.380 pontos. A volatilidade continuou influenciada pelos impactos do coronavírus. Nos Estados Unidos, o destaque foi a vitória de Bernie Sanders na primária democrata de New Hampshire, que passou a ser o favorito das pesquisas conquistando 25.8% dos votos, e confirmou tendência de crescimento que temos observado desde o começo do ano. Já o ex-vice, Joe Biden, sofreu surpreendente derrota, com apenas 8,4% dos votos.

No campo doméstico, destaque para: (1) dados do setor de serviços que apresentou queda de 0,4% na comparação mensal de dezembro e expansão de 1,6% na comparação anual, mostrando que a economia perdeu impulso no 4º trimestre de 2019; (2) dados do setor varejista que apresentou queda de 0,8% m/m, frustrando tanto a nossa expectativa (-0,5%).

Ainda no Brasil, um dia após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que “um dólar mais alto é bom para todo mundo”, o Banco Central do Brasil atuou para abaixar a cotação do dólar. A intervenção foi realizada através de uma operação de US$ 1 bilhão em contratos de dólar futuro.

Por fim, do lado corporativo, destacamos os resultados positivos de BB Seguridade, Itaú, Suzano, Banco do Brasil; resultado em linha de Usiminas e; resultados negativos de Banrisul e BMG.


Cenário Internacional


Câmbio e juros

Os principais destaques da semana com efeitos sobre o mercado e a curva de juros futura foram:

  • Dados de vendas no varejo para novembro (-0,1%) frustraram expectativas do mercado.
  • Ata do Copom com tom menos cauteloso do que o comunicado divulgado logo após o corte da Selic na semana anterior.
  • Mercado enxergou possibilidade de novo corte ainda em 2020.
  • Cenário benigno para inflação e novas projeções de economistas indicando expectativa abaixo da meta para 2020 e 2021.

O Real teve uma desvalorização em relação ao dólar com uma queda de -0,6%, fechando em R$4,29/USD, principalmente devido a preocupações em torno do coronavírus.


O que esperar

No Brasil, os principais destaques da agenda econômica serão o IPCA-15 de fevereiro e os dados do cadastro geral de empregados e desempregados (Caged) de janeiro. Os indicadores devem trazer sinalizações adicionais quanto ao que podemos esperar das próximas decisões de juros do BC. Por enquanto, continuamos acreditando que a taxa Selic será mantida em 4,25% ao ano até o primeiro trimestre de 2021, mas que o mercado provavelmente pressionará por um corte extra de 0,25% no curto prazo se a inflação continuar bem ancorada e a atividade econômica continuar desacelerando.

No campo externo, os destaques serão a ata do comitê de política monetária norte-americano e dados de inflação (CPI e PPI) e atividade econômica (PMI) tanto na Zona do Euro quanto nos Estados Unidos. Os dados devem continuar reforçando a mensagem de diminuição gradual do risco de recessão das principais econômicas globais.

Clique aqui para mais detalhes sobre a agenda econômica semanal.


Ações

Sem notícias específicas, atribuímos a alta das ações ao otimismo do mercado com integração da Avon na companhia.

Sem notícias específicas, atribuímos a alta das ações ao otimismo do mercado em relação à estratégia da companhia.

Resultados fortes com queda nos estoques acima do esperado e dólar forte por mais tempo impulsionaram as ações.

*A empresa se encontra restrita para cobertura por determinação da nossa área de Compliance.

Sem noticiário da empresa, acreditamos a alta das ações se deu devido à visão positiva do mercado em relação ao potencial crescimento da companhia.

As ações seguiram reagindo negativamente mais uma vez, após o relatório de uma gestora justificando sua posição short na empresa. Acesse aqui nosso relatório após o ocorrido.

Sem notícias específicas sobre a companhia, atribuímos a queda das ações na semana ao pessimismo relacionado aos resultados referentes ao quarto trimestre de 2019.

Sem notícias específicas, atribuímos a queda das ações ao pessimismo do mercado frente aos resultados referentes ao quarto trimestre de 2019.

Sem notícias específicas, ações corrigiram negativamente após alta seguida da publicação de resultados sólidos no 4T19.

Ações foram negativamente impactadas após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) feita ao fundador e acionista João Alves de Queiroz Filho e executivos da companhia sobre crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. De acordo com o MPF houve o favorecimento da Hypera Pharma no Senado Federal entre 2013 e 2015.


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