Panorama de Mercado XP: Bolsa em Fevereiro – O que você precisa saber para investir

O que você deve saber para investir na bolsa em fevereiro

access_time 31/01/2020 - 20:10
format_align_left 15 minutos de leitura

Pandemia ou oportunidade de compra?

Após o Ibovespa ter subido 32% em 2019, duas perguntas começaram a emergir: (i) será que a bolsa brasileira já está cara? e (ii) será que o mundo está negligenciando os riscos externos? Ao final de janeiro, com o coronavírus, surgiu um terceiro questionamento: (iii) pandemia ou oportunidade de compra?

Neste primeiro panorama de mercado de 2020, aproveitamos para inovar nosso relatório mensal, começando por essas grandes discussões.

Será que a bolsa brasileira já está cara?

De fato, 2019 foi o quarto ano consecutivo de alta do Ibovespa. Antes de relembramos os pontos que corroboram nossa visão positiva para 2020, vale nos atentarmos ao seguinte fato: No longo prazo, as ações seguem os fundamentos de suas empresas. Ou seja, o movimento das ações reflete a entrega de resultado (lucro) dessa empresa.

Em 2020, acreditamos que as empresas continuarão apresentando crescimento de lucros tendo em vista o cenário de:

(i) economia gradualmente acelerando – esperamos crescimento de PIB de 2,3% vs 1,2% em 2019;

(ii) taxas de juros nas mínimas históricas, com espaço para mais um corte da Selic de 25 pontos-base para 4,25% ao ano;

(iii) reformas em andamento (após reforma da previdência, estão na agenda reforma tributária e trabalhista, entre outras microeconômicas), que elevariam a produtividade e eficiência do país, assim como os investimentos, sendo muito importante para a sustentabilidade do crescimento no longo prazo.

Neste cenário de juros nas mínimas históricas, a Bolsa continua sendo um investimento muito atrativo.

Vale observar que o rendimento dos lucros da bolsa está na maior alta histórica quando comparado aos juros.

Além disso, no fim de 2018, observamos que pela primeira vez, excluindo o período de 2012-13, o rendimento dos dividendos das empresas do Ibovespa menos os juros reais se tornou positivo. Ou seja, antes de 2017, os investidores, não recebiam nada em troca de incorrer risco no Brasil.

Esse cenário mudou, espera-se que os pagamentos de dividendos sejam crescentes nos próximos anos. Logo, os investidores tem a garantia de retorno e ainda possuem participação na empresa.

*Rendimentos dos dividendos da bolsa: soma dos dividendos das empresas / valor de mercado das empresas do Ibovespa

**Rendimento dos lucros da bolsa: soma dos lucros das empresas / valor de mercado das empresas do Ibovespa

Será que o mundo está negligenciando os riscos externos?

O S&P teve alta de 33% em 2019, marcando 10 anos de ciclo positivo após a última crise de 2008. Com isso, há questionamentos sobre se já estamos no fim do “Bull Market”  (onda de otimismo) nos EUA. Porém, alguns pontos nos fazem crer que ainda podemos tem um bom 2020 para os mercados internacionais.

O desempenho estelar dos mercados visto durante 2019 foi uma função direta de: (i) Preços de ações atraentes após o desempenho horrível dos mercados em dezembro de 2018; (ii) Decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de iniciar a política de corte de juro; (iii) Estímulo político renovado no Japão, China e Zona do Euro; (iv) Trégua entre Xi e Trump após a reunião do G20 em Buenos Aires.

Para que os mercados continuem com bom desempenho, os investidores precisarão ver novas fontes de “boas notícias” que podem ser:

(a) Continuação da dinâmica benigna da inflação, que pode ajudar a impulsionar o setor imobiliário graças a taxas mais baixas de hipotecas – na nossa visão, o Fed não deve alterar sua taxa de juros esse ano e portanto ela continuará em níveis baixos;

(b) A eventual decisão dos eleitores americanos de eleger um candidato centrista na primária democrata. Acreditamos que um dos maiores riscos que os mercados de ações enfrentarão este ano será a possível maior volatilidade que pode ser observada no final da celebração da eleição presidencial dos EUA em novembro de 2020. Acreditamos que uma eventual designação de Elizabeth Warren ou Bernie Sanders como candidatos democratas seria mal recebido pelos mercados, mas por serem de esquerda poderiam gerar uma oportunidade de compra da bolsa americana, pois é improvável que uma parcela muito significativa da população americana esteja disposta a votar neles.

A designação de Pete Buttigieg ou Joe Biden provavelmente seria bem recebida pelos mercados, enquanto Michael Bloomberg também seria muito bem recebido, mas nosso time político acredita que suas chances são bastante baixas. Por fim, acreditamos que o processo de impeachment de Trump não chegará a lugar algum, pois o Senado controlado pelos republicanos NÃO apoiará o impeachment do presidente Trump.

(c) Uma eventual decisão da China de estimular ainda mais sua economia – Na nossa visão, se o crescimento chinês desacelerar muito mais (estimamos crescimento do PIB de 5,6% em 2020),  esperamos que as autoridades sigam em frente com a utilização de ferramentas adicionais para deter uma desaceleração do crescimento mais significativa.

**Considerando que a economia chinesa terminará 2019 no valor de US$ 14 trilhões, uma taxa de crescimento de 5,6% A/A é bastante impressionante do ponto de vista da relevância para o PIB nominal global.

Neste ponto, vale notar que o otimismo dos mercados em janeiro deu lugar à preocupação com o coronavírus no final do mês, devido ao receio quanto à desaceleração econômica, não só na China como no mundo. De fato, o curto prazo ainda  pode ser de pressão para os mercados mas não mudamos nossa visão estrutural positiva e acreditamos que esse momento também apresenta oportunidades para o investimento em certas ações.

Veja abaixo nossa carteira Top 10 ações XP para fevereiro e clique aqui para mais detalhes sobre o coronavírus.

Provocações adicionais dois gráficos interessantes sobre o mercado americano, que podem sustentar o movimento de alta do índice. Vale notar que nos EUA, as empresas pagam dividendos mas fazem muita recompra de ações também para retornar valor aos acionistas. Em 2019, a recompra de ações, inclusive, superou o montante de pagamento de dividendos. Para 2020, interessante perceber que o pagamento de dividendos e a recompra de ações, apesar de menores, ainda devem ser o dobro da média histórica.

Principais Convicções Macro internacional 2020, segundo nosso Estrategista Global, Alberto Bernal

1) A assinatura do chamado acordo de “Fase Um” entre EUA e China, que aconteceu no dia 15 de janeiro, deve ajudar a impulsionar investimentos em todo o mundo – As empresas americanas podem decidir reiniciar os projetos de expansão no país e/ou em outras regiões com a incerteza mais baixa, o que ajudaria a aumentar os investimentos internacionais. Novas rodadas de redução de tarifas serão negociadas posteriormente, provavelmente após a eleição nos EUA, que ocorrerá em novembro.

2) O Fed continuará a recompra de ativos, aumentando o tamanho de seu balanço patrimonial e injetando liquidez na economia. Esperamos pelo menos mais US$ 100 bilhões em 2020, o que deve continuar sendo positivo para a bolsa americana.

3) A eleição presidencial dos EUA em 2020 será o evento de mercado mais relevante do ano. O risco de um populista de esquerda ganhar a presidência dos EUA é real, o que pode ser arriscado para o setor corporativo. Acompanhar o assunto será de extrema importância. Veja abaixo os principais destaques de Janeiro nessa frente:

Tensões entre Irã e EUA: as pesquisas não registraram grandes alterações na aprovação de Trump após o imbróglio entre os dois países. Ela permaneceu por volta de 40%, o mesmo nível que se mantém desde o início de 2018. No entanto, o evento pode energizar a base de apoio do presidente. Uma pesquisa do PewResearch Institute publicada em novembro de 2018 mostrou que tomar medidas para proteger os EUA do terrorismo é prioridade para 84% dos eleitores republicanos e 61% dos democratas. Por outro lado, o ataque é uma movimentação contrária ao discurso do presidente acerca de conflitos externos. De qualquer forma, a não escalada do conflito foi positiva.

Preparações para as Eleições Americanas: o sexto debate democrata, que aconteceu na terça-feira (14), não trouxe grandes surpresas. Os candidatos procuraram cristalizar suas posições e evitaram ataques farpados entre si. Como era de se esperar após o confronto com o Irã, as relações internacionais foram um dos principais assuntos da noite. Também, como em debates anteriores, os candidatos contemplaram diferentes propostas para reformar o sistema de seguros de saúde público, planos para proteger o meio ambiente, programas sociais e propostas fiscais, mas não apresentaram novas perspectivas sobre essas temáticas. No dia 3 de fevereiro começam as primárias e acontecerão outros três debates ao longo do mês.

Processo de impeachment de Trump: o impeachment de Trump se encontra em fase de julgamento do Senado. No momento, senadores avaliam as acusações enviadas pela Câmara em base a evidência e argumentos da defesa do presidente, e dos deputados que atuam como ‘procuradores’. Apesar de grande esforço dos democratas, o Senado deve declarar Trump inocente.

Clique aqui para acessar o nosso último relatório semanal sobre a Política Americana.

4) Se circunstâncias “normais” prevalecerem, o risco de uma recessão nos EUA é baixo, pois o balanço do consumidor permanecerá muito saudável este ano – atualmente, o consumidor americano está economizando 8,3% de sua renda disponível total, um nível que nos parece adequado. Além disso, a criação de empregos permanece robusta e os salários estão subindo em termos reais.

Veja as principais movimentações do Ibovespa e do S&P 500 em Janeiro

(1) O sentimento positivo que deu início ao novo ano foi revertido com a tensão entre os EUA e o Irã .

(2) (i) Sinais de que os EUA e o Irã se afastaram da beira de uma guerra ajudam a revitalizar o apetite ao risco; (ii) No Brasil, resultados da agenda BC# impactam negativamente as ações dos bancos, dado que a maioria das medidas destacadas incentiva a competição; (iii) Dados da produção industrial de novembro frustram expectativas no Brasil

(3) (i) Assinatura do acordo comercial de primeira fase entre EUA e China, aliviando às tensões sobre o tema; (ii) Início da temporada de resultados americanos, que apresentou sólidos resultados, principalmente dos bancos; (iii) Dados na China de varejo, indústria e investimentos superam expectativas; (iv) No Brasil, a Bolsa se beneficiou no final da semana com a divulgação de dados de atividade (IBC-Br) acima do esperado. 

(4) (i) Dados de emprego no Brasil superam expectativas. (ii) Preocupações começam a se elevar em torno do coronavírus na Ásia.

(5) Mercados reagem negativamente ao aumento da preocupação com potenciais impactos econômicos do coronavírus. 

Top 10 Ações XP

Em janeiro, nossas Top 10 ações XP subiram 4,4%, contra -1,6% do Ibovespa. Desde o início da nossa carteira em Julho de 2018, acumulamos alta de 88% contra 57% do Ibovespa. As principais movimentações do mês foram:

Via Varejo (VVAR3): atribuímos a alta da ação ao otimismo do mercado em relação aos resultados do quarto trimestre de 2019, a serem divulgados no dia 25 de março. Além disso, acreditamos que o movimento foi suportado pela perspectiva positiva para o setor de varejo no ano.

Localiza (RENT3): sem grandes eventos no mês, as ações da Localiza acumularam performance forte como reflexo da visão construtiva do mercado em relação ao setor e ao potencial de crescimento da companhia.

Ecorodovias (ECOR3): o principal evento no mês foi o leilão da PiPa, marcando o início dos leilões previstos para o ano. A Ecorodovias foi a única empresa listada a participar. Apesar de não ter sido vitoriosa, vemos a participação como positiva, sinalizando que a empresa está ativa na busca por oportunidades de crescimento, mas também racional em termos de alocação de capital.

EZTec (EZTC3): em nossa opinião, a EZTec apresentou forte performance em janeiro pautado na recuperação do volume de vendas e lançamentos refletindo a demanda mais aquecida do mercado imobiliário, principalmente para os empreendimentos localizados na região metropolitana de São Paulo, onde a EZTec concentra seus lançamentos.

JBS (JBSS3): apesar da queda das ações nos últimos dias devido à preocupação sobre o coronavírus, a JBS acumulou alta de quase 7% seguindo o momento ainda positivo para o setor. Vale notar que a China representa 8% da receita total da companhia e acreditamos que o forte posicionamento geográfico da JBS é muito importante para a empresa.

Bradesco (BBDC4): seguindo a tendência de queda da bolsa, as ações do Bradesco caíram aproximadamente 9% no mês. Porém destacamos que a queda do banco foi potencializada pela apresentação de resultados da Agenda BC#, do Banco Central. No geral, o tom da apresentação foi negativo para o setor, uma vez que a maioria das medidas destacadas pelo regulador incentiva a redução das taxas de juros e aumento da competição, além de colocar limite em tarifas e quebra de barreiras de entrada.

Vale (VALE3): as ações da empresa caíram significativamente nos últimos dias, impactadas pelo receio dos mercados com os efeitos do coronavírus na economia chinesa.

Alterações da carteira para o mês de fevereiro

1) Substituição de Lojas Renner (LREN3) por Vivara (VIVA3)

Esperamos que ambas apresentem resultados positivos no curto prazo, e também vemos as duas companhias como nomes de qualidade, com entrega sólida e consistente histórico de crescimento. Entretanto, nas nossas estimativas, as ações da Vivara hoje oferecem uma perspectiva de crescimento de lucros mais atrativa (25% ao ano entre 2020-2022 vs. 17% para Renner) a patamares mais atrativos com múltiplos mais descontados (22,5x Preço / Lucro 2021 vs. 28,4x para Renner).

2) Substituição de Bradesco (BBDC4) por Banco do Brasil (BBAS3)

Nossa visão é de que, neste novo cenário de inadimplência controlada, ambos se beneficiam do crédito mais voltado para pessoas físicas, pequenas e médias empresas, segmentos que possuem uma maior rentabilidade. No entanto, nossa expectativa é de que o Banco do Brasil possua mais catalisadores de crescimento por um valor mais atrativo (1,3 preço / patrimônio líquido vs. 1.9 do Bradesco).

3) Substituição de EZTec (EZTC3) por Cyrela (CYRE3)

Mantemos a nossa visão construtiva no nível operacional da EZTec para os próximos anos, dado o seu foco na região metropolitana de São Paulo e no público de média e alta renda. Por outro lado, estamos substituindo a empresa por Cyrela devido à forte performance de EZTC3 em janeiro. Assim como a EZTec, vemos a Cyrela bem posicionada para se beneficiar da recuperação no setor, especificamente na região de São Paulo, além de esperarmos uma robusta geração de caixa e uma forte distribuição de dividendos (rendimento de 8,0% em 2020).

Clique aqui para ver nossa carteira de Top 10 Ações XP, que são selecionadas todo último dia de cada mês e seguem uma visão de médio-longo prazo.

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