Vale a pena investir nas ações de MOVI3?
Em nossa última atualização, introduzimos nosso preço-alvo para o final de 2027 de R$27,7/ação (vs. preço-alvo para o final de 2026 de R$16,0/ação), reiterando nossa recomendação de Compra e elevando a Movida em nossa prateleira de recomendações. Destacamos que: (i) após o repricing restaurar os retornos e os volumes de RAC crescerem bem acima do esperado, vemos uma trajetória de crescimento resiliente à frente, sustentada por novos ganhos de utilização e margens em patamares mais elevados; (ii) o ritmo mais lento de vendas de Seminovos segue como um ponto de atenção, mas deve ser parcialmente compensado pelo canal AutoShopping, por um mix de frota mais voltado a veículos de entrada e por um impacto limitado sobre a alavancagem mesmo em um cenário de aceleração das vendas; e (iii) forte crescimento dos resultados (CAGR de lucro por ação de ~59% entre 2026-28E), o que sustenta nosso potencial de valorização mesmo com MOVI3 negociando em linha com nosso múltiplo-alvo.
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Nossos principais conteúdos sobre MOVI3
- Atualização do Setor: Pavimentando o caminho para crescimento à frente
- Atualização do Setor: Altas Taxas de Juros Justificam o Prêmio Relativo da Localiza
- Atualização do Setor: Hora de Comprar Carros e Aumentar Volumes – Analisamos os Resultados do 4T21 e Atualizamos Estimativas
- Atualização do Setor: A Saga de Aumentar Tarifas (e Manter Yields) – Analisamos os Resultados do 3T21 e Atualizamos Estimativas
- Início de Cobertura: Locadoras de Automóveis (RENT3, LCAM3, MOVI3): Sem Trânsito nas Avenidas de Crescimento
Disciplina operacional continua gerando resultados
A Movida vem entregando ganhos consistentes de preço, impulsionados pelos esforços de repricing e por uma maior participação das locações ocasionais no mix, o que contribuiu para a recuperação dos retornos. Desde o final de 2025, a companhia passou a adotar uma estratégia de crescimento mais equilibrada, aproveitando uma demanda mais forte e iniciativas voltadas à experiência do cliente para expandir os volumes de RAC acima das expectativas, ao mesmo tempo em que preservou tarifas e reduziu o capex líquido, refletindo ganhos relevantes de utilização da frota. Olhando à frente, esperamos: (i) espaço adicional para aumento da utilização (taxa de utilização LTM do RAC de ~75% no 2T26, ainda cerca de 5 p.p. abaixo do pico observado em 2021); e (ii) manutenção de margens em patamares mais elevados, sustentadas por iniciativas de eficiência. Esses fatores devem apoiar uma trajetória de crescimento resiliente, apesar da base de comparação mais forte e de um ambiente macroeconômico ainda desafiador. Dessa forma, vemos a Movida bem posicionada para capturar um crescimento relevante dos lucros em um cenário de juros potencialmente mais baixos a partir de 2027.
Ritmo mais lento de Seminovos segue como ponto de atenção
A desaceleração das vendas de seminovos (-16% A/A nos 12 meses até o 2T26) levanta preocupações sobre o envelhecimento da frota e sobre as futuras margens de Seminovos, caso a companhia venha a acelerar as vendas adiante. A Movida tem reforçado que essa dinâmica está alinhada à sua estratégia de: (i) priorizar a demanda de RAC; (ii) permitir a maturação de novos canais de venda; e (iii) reduzir o capex líquido para apoiar a desalavancagem. Ainda assim, enxergamos alguns fatores mitigadores: (i) o canal AutoShopping, que permite descontos menores em veículos que, de outra forma, seriam vendidos no atacado, protegendo os valores residuais; (ii) uma frota mais concentrada em veículos de entrada, até aqui menos exposta à concorrência das marcas chinesas e às quedas mais acentuadas de preços observadas em SUVs; e (iii) impacto limitado sobre a alavancagem (~0,1x dívida líquida/EBITDA) caso a Movida acelere as vendas para trazer a idade média da frota de volta para aproximadamente 10,5 meses.
Crescimento dos lucros sustenta o potencial de valorização
A 8,1x P/L 2027E, MOVI3 negocia acima do múltiplo justo implícito por sua relação histórica com os juros (ver página 8). Ainda assim, o forte crescimento dos resultados (CAGR de lucro por ação de ~59% entre 2026-28E), impulsionado pela perspectiva de juros mais baixos e por um ambiente operacional favorável, sustenta nosso preço-alvo para o final de 2027 de R$27,7/ação, implicando um potencial de valorização de aproximadamente 46%.
Quais os principais riscos de investir nas ações de MOVI3?
- Cenário competitivo mais forte do que o esperado: O segmento do RaC no Brasil passou por uma fase de queda acentuada de preços, que, por sua vez, foi compensada pelo aumento significativo dos volumes e expansão das taxas de ocupação desde 2015. Reconhecemos que se os preços continuarem a seguir tendências de baixa não acompanhadas por crescimento dos volumes, nossas estimativas poderão ser impactadas.
- Novos entrantes ganhando relevância nos principais mercados: Destacamos que existem várias empresas entrando em segmentos em expansão dentro do RaC e do GTF, como a Kovi no e-hailing, e as subsidiárias das montadoras no GTF. Embora vejamos espaço significativo para a penetração aumentar, vemos riscos de crescimento se essas empresas se tornarem mais relevantes.
- Aumentos adicionais nos preços dos veículos novos: Como um negócio intensivo de capital, o aumento dos preços dos veículos novos impacta significativamente o custo do capital alocado, pressionando o retorno das empresas no médio/longo prazo.
- Aumento das taxas de juros: Os operadores de aluguel de carros estão com níveis de alavancagem acima do histórico e a dívida do setor está principalmente ligada à Selic. Além disso, as despesas financeiras são o custo mais relevante do GTF. Taxas de juros de curto e longo prazo acima do esperado podem significar potenciais desvalorizações em nossas estimativas de lucro.
- Riscos de execução no RaC e em seminovos: Dado o perfil de negócios de varejo do RaC e dos seminovos, as locadoras de veículos devem atender adequadamente às necessidades dos consumidores, a fim de corresponder à oferta com a demanda. Notamos que estes são segmentos complexos do ponto de vista operacional e a execução implica um risco para nossas estimativas.
Opinião sobre os resultados divulgados
- Opinião sobre os resultados divulgados
- 1T23 – Apesar de um trimestre fraco, Seminovos apresentou resultados acima do esperado
- 4T22 – Depreciação mais alta e margens de aluguel mais baixas afetaram os resultados
- 3T22 – Lucro Líquido Menor do que o Esperado com a Diminuição da Margem de Seminovos; Negativo
- 2T22 – Resultado Operacional Robusto Ofuscado por Maiores Despesas Financeiras
- 1T22 – Performance Impressionante Continua; Positivo
- 4T21: Forte Aumento de Tarifa Média e Melhoria de Margem no RaC; Positivo
- 3T21 – Forte Aumento da Tarifa Deve Aliviar as Preocupações Sobre a Sustentabilidade do ROIC
- 2T21 – Forte Momento de Resultado Confirmado; Positivo
- 1T21 – Locadoras de Automóveis: Analisando os Resultados do 1T21 – Unidas é Destaque Positivo
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Como a Movida está posicionada no tema ESG?
Além da visão fundamentalista das ações por parte dos nossos analistas fundamentalistas, temos um time dedicado ao tema ESG que analisa diversas empresas com a visão sobre o tema. Embora vejamos um longo caminho ESG pela frente, reconhecemos positivamente as iniciativas da Fras-le dentro dessa agenda e esperamos que mais está por vir.
Clique aqui para acessar o relatório completo sobre a visão ESG da Movida
Quem é a Movida?
A Movida foi fundada em 2006 e adquirida em 2013 pela Simpar (antigo Grupo JSL). Com novo controlador e estratégia, a empresa se tornou a terceira maior empresa do Brasil no setor, pois (i) acelerou a operação anterior da Movida no RaC, e (ii) tornou-se uma empresa de serviço completo ao se integrar à operação anterior de GTF do Grupo JSL. Em 2017, a Movida concluiu com sucesso seu IPO, listando-se no Novo Mercado da B3.
A empresa opera em 3 segmentos diferentes: (i) Rent-a-Car (RaC); (ii) GTF; e (iii) Seminovos. O RaC corresponde por ~28% da receita líquida e 52% do EBITDA, com margens em torno de ~41%, possuindo 194 lojas em todos os estados brasileiros (~71.000 carros dos ~118.000 da empresa). O GTF representa ~40% da frota da Movida, 13% da receita líquida em 2020 e 38% do EBITDA, com margem EBITDA de ~66% em 2020. A operação de seminovos representa 60% da receita líquida da Movida, embora apenas 10% do EBITDA (possuem 70 lojas de seminovos em 22 dos 27 estados brasileiros).
Para mais detalhes institucionais sobre a companhia, acesse o site de relação com investidores da empresa aqui.
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