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Nissan e Stellantis estudam entrar no mercado brasileiro de veículos elétricos | Café com ESG, 21/08

Nissan e Stellantis em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira fechou em território misto, com o IBOV avançando 0,06% e o ISE recuando 0,3%.

• Do lado das empresas, (i) a Stellantis estuda um investimento adicional no mercado brasileiro para produzir um carro elétrico de baixo custo, provavelmente da marca Fiat, para concorrer com BYD Dolphin Mini e Geely EX2 – no Fastlane, o plano de quinquenal apresentado a investidores globais da marca, a Stellantis apontou o desenvolvimento de motorizações híbridas leve (MHEV) e plena (HEV) para o Brasil; e (ii) a Nissan vai entrar no segmento de carros elétricos no Brasil, com o país fazendo parte do seu plano de expansão, que terá seis lançamentos na América Latina nos próximos 12 meses – segundo Iván Espinosa, presidente e CEO global da companhia, o principal objetivo é competir com montadoras como BYD, GAC, Geely e GWM em um mercado brasileiro crescente.

• Na política, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) planeja colocar em consulta pública as regras para a operação do combustível sustentável de aviação (SAF) na primeira semana de setembro – em contexto, a agência é quem vai definir a forma como as companhias devem comprovar a compra do SAF, o método de cálculo para a redução de carbono e as multas para quem descumprir as metas.

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Brasil

Fiat estuda produzir carro elétrico popular no Brasil

“A Stellantis, dona das marcas Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram no mercado brasileiro, além de sócia da chinesa Leapmotor, estuda um investimento adicional no mercado brasileiro para produzir um carro elétrico de baixo custo, provavelmente da marca Fiat, para concorrer com BYD Dolphin Mini e Geely EX2. Em entrevista coletiva concedida durante evento de celebração dos 50 anos da Fiat no Brasil, o presidente da Stellantis na América do Sul, Hernander Zola, admitiu que a fabricante estuda a produção de modelos elétricos no país, embora um investimento desse tipo não esteja previsto no ciclo de R$ 30 bilhões que a empresa anunciou para o mercado brasileiro até 2030. No Fastlane, o plano de quinquenal apresentado a investidores globais da marca, em maio deste ano, a Stellantis apontou o desenvolvimento de motorizações híbridas leve (MHEV) e plena (HEV) para o Brasil, sem mencionar investimentos em elétricos. Entretanto, Zola afirmou que a produção local de um carro elétrico é algo que não está descartado pela companhia. “Temos todas as tecnologias [de motorização] à disposição na prateleira e podemos oferecer todas ao consumidor [brasileiro], desde que seja uma demanda. Estamos sempre estudando o mercado. Se detectarmos uma demanda [do consumidor brasileiro] que justifique ter um carro elétrico produzido no Brasil, vamos produzir”, disse Zola. O executivo não entrou em detalhes sobre que tipo de elétrico produziria, em qual segmento ele atuaria nem em qual fábrica seria manufaturado, mas Autoesporte entende que a opção mais rápida é adaptar a plataforma CMP, já usada pelos Citroën C3, Aircross e Basalt, e que até o fim deste ano também será aplicada ao Fiat Argo X e ao Jeep Avenger. Na Europa, todos esses produtos – no caso do Argo X, trata-se do Grande Panda, de quem o futuro brasileiro herda o projeto -, já dispõem de versão elétrica, algumas delas inclusive já testadas por Autoesporte, como é o caso do próprio Grande Panda, do Avenger e do Citroën Aircross.”

Fonte: Valor Econômico; 21/08/2026

Petrobras se antecipa às novas regras da ANP e fecha acordo de acesso à UPGN com produtores onshore

“A Petrobras fechou um acordo de longo prazo com a PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energia para estender o acesso dos produtores onshore à Unidade de Tratamento de Gás Natural de Catu (BA). As empresas chegam a um acordo por livre negociação e se antecipam, assim, às novas regras de acesso de terceiros às infraestruturas de escoamento e processamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente em consulta pública. A minuta apresentada pela ANP estabelece uma série de diretrizes para que o acesso se dê de forma negociada e não discriminatória; e reforça a competência da agência para atuar de ofício nas controvérsias. Veja os principais pontos da proposta. Não há, porém, consenso entre os produtores sobre a agenda da ANP: O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) entende que a proposta da ANP se afasta do modelo estabelecido pela Lei do Gás de 2021, de acesso negociado (e não regulado) dessas infraestruturas; e vê uma intervenção nas negociações privadas; Já a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) é uma das signatárias de um manifesto de apoio à ANP. Nem entre os próprios produtores independentes o discurso é uníssono: a PetroReconcavo já manifestou, anteriormente, preocupações com a regulação do acesso e defende que ele deve ser regido pela via negocial. Relembre a entrevista do vice-presidente de Operações da companhia, João Vitor Moreira, ao podcast gas week sobre o assunto. A PetroReconcavo, aliás, informou que, diante do novo acordo com a Petrobras, suspendeu a decisão final de investimento para a construção de uma nova UPGN própria na Bahia. De acordo com a Petrobras, a celebração dos aditivos contratuais dá mais previsibilidade aos agentes ao ampliar o prazo de garantia da capacidade para além de 2028; e foca na redução de custos e no melhor aproveitamento da infraestrutura de gás natural da região.”

Fonte: Eixos; 20/08/2026

ABiogás quer alavancar R$ 216 bi em biogás e biometano até 2035

“A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) divulgou nesta quinta (20/8) o Plano para o Desenvolvimento dos Setores de Biogás e Biometano, com medidas para criar novas demandas e mobilizar R$ 216 bilhões em investimentos privados até 2035. Segundo a associação, o plano será apresentado a representantes do setor produtivo e do poder público, nas próximas semanas, dando início a uma agenda de articulação para avançar com as propostas. Em entrevista ao estúdio eixos na semana passada, a presidente da ABiogás, Josiani Napolitano, contou que a agenda estratégica também será entregue aos candidatos à Presidência e a governos estaduais na corrida eleitoral de 2026. Na ocasião, Napolitano também adiantou algumas propostas do setor para alavancar a demanda, como a contratação anual de 400 MW de térmicas a biogás nos leilões de reserva de capacidade (LRCAPs). O plano divulgado nesta quinta parte do diagnóstico de que a elevada dependência brasileira de determinados combustíveis e insumos importados aumenta a exposição do país a choques externos de oferta e preços, especialmente no caso do diesel e dos fertilizantes. A associação calcula impactos econômicos superiores a R$ 110 bilhões associados a essas vulnerabilidades e defende que o desenvolvimento da cadeia de biogás e biometano podem ajudar a reduzir a dependência externa, na medida em que ampliam a oferta doméstica de energia. Segundo o estudo, o Brasil possui potencial de produção de até 120 milhões de m³/dia de biometano, enquanto o aproveitamento atual ainda representa menos de 2% desse volume.”

Fonte: Eixos; 20/08/2026

Mesmo com mandato, SAF precisa de incentivos para competir no mercado global, defende Acelen

“A produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) no Brasil deveria contar com incentivos capazes de estimular investimentos e equilibrar a competição com projetos instalados em outros países, defendeu o vice-presidente de Relações Institucionais da Acelen Renováveis, Marcelo Lyra. Na avaliação do executivo, o decreto que regulamenta o SAF, publicado na última semana, representa uma etapa necessária para a criação do mercado brasileiro, mas ainda deixa em aberto como serão estruturados os mecanismos de apoio ao setor. A indefinição representa um desafio diante dos incentivos oferecidos por Estados Unidos e União Europeia. “Isso acendeu um sinal amarelo. Temos que regulamentar bem essas questões de incentivos, porque é um setor que está começando”, afirmou Lyra em entrevista à agência eixos. Segundo ele, grandes economias tendem a recorrer a políticas de apoio justamente para compensar a vantagem natural do Brasil, que dispõe de matérias-primas com potencial para produzir SAF a custos mais baixos. “Existem sistemas de incentivos nos Estados Unidos, na Europa, certamente vão ter na China também, que serão muito competitivos até para buscar equilibrar a desvantagem que eles têm em relação ao Brasil”. Lyra defendeu que a prioridade seja reduzir o custo inicial dos empreendimentos. Entre as possibilidades, citou desonerações sobre o investimento industrial, desenvolvimento de tecnologias para a conversão de óleos vegetais em SAF e facilitação da importação de equipamentos. “Teria que haver alguma desoneração no Capex industrial, sistemas de incentivo à inovação focados na produção agrícola ou na inovação na conversão dos óleos vegetais para o SAF”, defende. O executivo reconheceu, contudo, que a discussão com o Ministério da Fazenda é complexa. Segundo ele, as regras fiscais brasileiras tratam como renúncia uma arrecadação que ainda não existe e que somente seria gerada caso o projeto recebesse o estímulo necessário para sair do papel. Para Lyra, essa lógica dificulta a atração de projetos intensivos em capital, como é o caso da biorrefinaria em construção na Bahia, em que prevê US$ 3 bilhões para a primeira fase de implementação da planta, incluindo também toda a frente agrícola, com o Acelen Agripark e plantio da macaúba em terras degradadas.”

Fonte: Eixos; 20/08/2026

Nissan confirma lançamento de modelos eletrificados no Brasil e mira avanço chinês

“A Nissan vai entrar no segmento de carros eletrificados no Brasil. O país faz parte do plano de expansão da montadora japonesa, que terá seis lançamentos na América Latina nos próximos 12 meses, sendo três com tecnologias híbridas ou puramente elétricas. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (20) por Iván Espinosa, presidente e CEO global da Nissan Motor Company desde abril de 2025. É o primeiro anúncio da marca para a região após a reestruturação que teve início em 2025, com demissões e fechamento de fábrica. É a forma encontrada pela marca japonesa para enfrentar o avanço chinês na América Latina. Nesse cenário, o Brasil é o principal alvo de montadoras como BYD, GAC, Geely e GWM, entre outras. “O crescimento chinês no Brasil é muito evidente e rápido, mas a China não é algo novo para nós, estamos lá há 20 anos, a venda de nossos modelos híbridos e elétricos cresceu 140% lá”, disse Espinosa. A China, portanto, é também parte da estratégia da marca japonesa para o mercado brasileiro, conforme confirmou o presidente da companhia.”

Fonte: Folha de São Paulo; 20/08/2026

Açúcar de MG é transportado ao Porto de Santos em sistema de baixo carbono

“A Bioenergética Aroeira, em parceria com a Zeg Biogás (Gasgrid), Aguetoni Transportes e a VLI Logística iniciaram o primeiro fluxo de baixo carbono para transporte de açúcar de Minas Gerais em direção ao Porto de Santos, em São Paulo. O projeto utiliza o biometano produzido a partir de resíduos da indústria sucroenergética para abastecer caminhões que fazem o transporte da commodity até o Terminal Integrador de Uberaba, administrado pela VLI. De lá, a carga segue pela Ferrovia Centro-Atlântica até o Porto de Santos, onde é exportada. Durante a fase piloto do projeto, já em curso, a movimentação de cargas terá um volume mensal estimado em 12 mil toneladas e potencial de crescimento ao longo deste segundo semestre. Para 2027, a expectativa é que o fluxo movimente cerca de 200 mil toneladas de açúcar. “O transporte ferroviário, por suas características, pode emitir até 75% menos CO2 (gás carbônico) por tonelada transportada em comparação com os caminhões quando abastecidos com combustíveis de origem fóssil”, disse o gerente-geral de inteligência comercial da VLI, Asley Fonseca Ribeiro, em nota. “O trabalho com parceiros permite somar esforços para alcançar resultados ainda mais relevantes, aproveitando a vocação de cada modal e promovendo uma logística de menor carbono para a cadeia do açúcar”, acrescentou. O gerente comercial da Bioenergética Aroeira, Eduardo Fioreze, acredita que o diferencial desta iniciativa está no aproveitamento de resíduos gerados pela própria cadeia sucroenergética para a produção de biometano utilizado no transporte da carga. O biometano utilizado nos caminhões é produzido a partir de resíduos industriais da cana-de-açúcar, transformados em combustível renovável por meio de processos de biodigestão e purificação. Este processo ocorre em uma planta desenvolvida pela Bioenergética Aroeira em parceria com a Zeg Biogás.”

Fonte: NovaCana; 20/08/2026

Anac vai colocar regras do SAF em consulta pública em setembro

“A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) planeja colocar em consulta pública as regras para a operação do combustível sustentável de aviação (SAF) na primeira semana de setembro. A minuta terá o prazo de 30 dias para receber contribuições, disse Marcelo Bernardes, superintendente de governança e meio ambiente da Anac, durante o evento “Reset Conecta Transição Energética”, que aconteceu nesta quinta-feira (20) e teve patrocínio do Bradesco. A Anac é responsável por operacionalizar e fiscalizar parte do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), regulamentado por meio de decreto assinado na semana passada. O SAF é produzido a partir de matérias-primas renováveis ou de baixo carbono, como óleos vegetais, resíduos agrícolas, lixo orgânico, etanol e gases industriais. A agência é quem vai definir as regras do jogo: a forma como as companhias devem comprovar a compra do SAF, o método de cálculo para a redução de carbono e as multas para quem descumprir as metas. A consulta pública deve ficar disponível no site oficial da Anac e na plataforma Brasil Participativo, do governo federal. O programa foi criado pela Lei do Combustível do Futuro, de 2024, e determina que companhias aéreas precisam reduzir em 1% as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2027. Os técnicos do governo vão precisar correr contra o relógio. Além da Anac, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) precisa editar uma norma complementar ao decreto até o dia 18 de dezembro, prazo máximo dado pelo decreto.”

Fonte: Capital Reset; 20/08/2026

Diante de El Niño, Aneel avalia antecipar recursos para estoque de combustível no Norte

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá analisar a possibilidade de antecipar recursos a empresas para a compra e a estocagem de combustíveis destinados à geração de energia no Norte do país, diante do risco de uma seca extrema na região neste ano, em meio aos efeitos do super El Niño. O risco é que, caso as previsões se concretizem, a redução do nível dos rios dificulte ou impeça o transporte dos insumos por embarcações. A medida busca permitir que os agentes se preparem para uma eventual seca mais severa e para possíveis dificuldades logísticas no abastecimento das usinas da região. “Houve sorteio extraordinário de um processo instruído pela área de fiscalização, exatamente já se antecipando a secas extremas no Norte, para que se antecipem recursos para que operadores independentes e geradores recebam [esses recursos], comprem combustível e estoquem nas regiões, porque poderemos ter o risco de não haver possibilidade de tráfego de barcos para levar combustíveis”, disse o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa. A declaração foi dada durante a abertura do evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, realizado pela agência reguladora, em Brasília, nesta quinta-feira (20). O processo mencionado foi distribuído na quarta-feira (19) ao diretor Willamy Moreira Frota e corre sob sigilo. O caso envolve requerimentos administrativos apresentados pela Powertech Engenharia, Aggreko Energia e Oliveira Energia. As empresas pedem à Aneel o reconhecimento de custos extraordinários relacionados a ações de contingência para o atendimento energético durante o período dos efeitos do El Niño em 2026 no Amazonas. Após participar do evento, o diretor explicou, em entrevista a jornalistas, que a medida envolve produtores independentes responsáveis pelo atendimento de áreas isoladas na Amazônia, ou seja, que não estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo ele, a ideia é antecipar os recursos para garantir combustível suficiente para abastecer essas localidades, sobretudo durante o período das eleições.“ Já comuniquei ao Tribunal Superior Eleitoral que nós estamos em contingenciamento para que o Tribunal tome conhecimento. Também avisei ao Tribunal que estou antecipando recursos para as áreas isoladas para que elas recebam esse combustível antecipadamente, ou seja, estamos fazendo o que é possível sob o ponto de vista de prevenção, preparação e comunicação a todas as instituições possíveis”, disse. Os recursos serão provenientes da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago pelos consumidores de energia elétrica de todo o país para subsidiar os custos de geração nos sistemas isolados.”

Fonte: Valor Econômico; 20/08/2026

Aneel diz que precisa de mais recursos para campanha sobre abertura do mercado de energia

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou ao governo que precisará de recursos adicionais para a campanha nacional de conscientização sobre a abertura do mercado livre de energia. Segundo o diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, a autarquia não dispõe, atualmente, de orçamento, nem de pessoal suficiente para executar uma campanha publicitária de alcance nacional. “Esse é um assunto de extrema complexidade. Eu não tenho estrutura de comunicação aqui para preparar uma campanha de âmbito nacional, então eu não tenho recurso financeiro. Uma campanha dessa eu tenho que contratar uma agência de publicidade, uma agência de comunicação, e o recurso é muito elevado para isso. Eu não tenho no meu orçamento”, afirmou Sandoval a jornalistas, nesta quinta-feira (20). A legislação que estabeleceu a abertura do mercado prevê a realização de campanhas de divulgação nacional. O decreto que regulamentou a medida, assinado em 12 de agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atribuiu à Aneel a responsabilidade pela iniciativa. O decreto regulamenta a legislação e cria regras para a abertura do mercado livre para todos os consumidores. Na prática, a partir de novembro de 2028, todos os consumidores, incluindo os residenciais, poderão escolher de quem comprar energia. Hoje, esse ambiente é restrito para grandes consumidores de energia. Segundo o diretor-geral, a Aneel já havia alertado o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Casa Civil sobre a questão antes da publicação do decreto. Após a edição da norma, Sandoval voltou a procurar os dois órgãos e também comunicou a situação ao Ministério do Planejamento e à Secretaria de Orçamento Federal (SOF). “Caso seja mantida aquela competência, eu precisarei de recurso. Aqui na Aneel, a gente não foge de trabalho, a gente só precisa ter recurso para fazer”, disse. Questionado sobre a possibilidade de as distribuidoras realizarem as campanhas em suas respectivas áreas de concessão, Sandoval ponderou que a alternativa é complexa porque essas empresas também exercem atividades de comercialização de energia, o que exige atenção à isenção da comunicação.”

Fonte: Valor Econômico; 20/08/2026

ONS estuda sistema de proteção para interromper temporariamente geração de usinas solares menores

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está preparando um sistema de proteção automático que envolve a interrupção temporária da geração de eletricidade de usinas que hoje não são alcançadas pela instituição, responsável por coordenar a geração em empreendimentos de grande porte e transmissão de todo o país. A instituição trabalha num plano piloto e planeja testá-lo nesta modalidade ainda este ano. A ideia é que o ONS, que equilibra a oferta de energia com a demanda, tenha mais um recurso para lidar com a variação que ocorre ao longo do dia, especialmente, com o crescimento da energia solar que, naturalmente, oferta mais eletricidade no meio do dia quando há menos demanda, mas deixa de contribuir ao anoitecer, quando o consumo aumenta. É o ONS que aciona plantas de diferentes fontes como hidrelétricas e termelétricas para equilibrar este arranjo. De acordo com o diretor de planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, os aspectos técnicos do plano já foram desenhados. Em setembro, eles serão apresentados às distribuidoras de energia que é quem, na prática, alcança as usinas que serão foco da iniciativa, caso seja necessário executá-la. A ideia é começar pelas usinas maiores de minigeração distribuída, de até 5 megawatts, que normalmente ofertam serviços de energia solar por assinatura. “A equipe propôs um arranjo de três estágios no ERAG [Estágio Regional de Alívio de Geração], algo como 1 gigawatt (GW) e 1,5 GW cada”, explicou após painel no evento Minuto Mega Talks, realizado pelo veículo setorial MegaWhat. A expectativa é que o mecanismo viabilize um alívio de até 3 GW. Ao todo, o país conta com 50 GW de geração distribuída. O diretor afirmou que o sistema é diferente do plano emergencial que tem sido adotado em momentos de pouca demanda e excesso de oferta de energia, como tem ocorrido, principalmente, em finais de semanas e feriados. A iniciativa atual é “manual” feita pelas distribuidoras conforme o comando do ONS e alcança apenas as chamadas “usinas tipo 3”, que incluem principalmente pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a biomassa.”

Fonte: Valor Econômico; 20/08/2026

Minerais críticos e os riscos de uma transição sem justiça climática

“Criado em 2024, o Projeto de Lei nº 2.780, aprovado pela Câmara dos Deputados e atualmente em análise, em regime de urgência, no Senado Federal, institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). A proposta é apresentada sob a narrativa de fortalecer a posição do Brasil nas cadeias produtivas consideradas essenciais e estratégicas para a transição energética global, em um contexto de condição histórica de produtor e exportador de matérias-primas de baixo valor agregado e importador de produtos industrializados. No âmbito da PNMCE, os minerais críticos e estratégicos são classificados de forma ampla, a partir de critérios vagos e aparentemente técnicos. Os chamados minerais críticos são definidos como aqueles sujeitos a elevado risco de escassez ou concentração de oferta, como lítio, cobalto e terras raras. Já os minerais estratégicos são apresentados como recursos essenciais à soberania econômica e ao desenvolvimento tecnológico do país, categoria que inclui minerais como ferro, ouro e cobre. Tais critérios de classificação, porém, desconsideram o fato de os minerais serem encontrados, em grande parte, debaixo de territórios ocupados, manejados e protegidos pela diversidade de povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. Ou seja, a discussão aqui não pode ser meramente técnica, sob o risco de se ignorar que a transição energética da forma como está posta abrange, também, o fator de disputa territorial.”

Fonte: Eixos; 20/08/2026

Internacional

China impulsiona vendas globais de caminhões e ônibus elétricos

“s vendas de caminhões e ônibus elétricos quase dobraram globalmente em 2025, segundo dados da organização de pesquisa Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT), divulgados em um relatório publicado nesta quinta-feira (20). A China foi o principal impulsionador desse crescimento, e outros mercados, como União Europeia e Índia, registraram um aumento de dois dígitos, informou a organização. aminhões e ônibus elétricos ultrapassaram a marca de meio milhão de unidades globalmente em 2025, com um aumento de 86% nas vendas em relação ao ano anterior. A China foi responsável por quase 90% das vendas globais de caminhões e ônibus elétricos, com as vendas nos segmentos de caminhões médios e pesados mais do que quintuplicando ao longo de dois anos. Excluindo China e Estados Unidos, os ônibus elétricos representaram 56% das vendas de veículos médios e pesados com emissão zero, com a União Europeia e a Índia liderando em volume com cerca de 9.800 e 5.000 unidades, respectivamente. As vendas de caminhões elétricos a bateria permaneceram relativamente baixas, atingindo cerca de 41.000 unidades vendidas fora da China.”

Fonte: Folha de São Paulo; 20/08/2026

Montadora chinesa Chery abrirá centro de P&D no Reino Unido

“A fabricante chinesa de automóveis Chery abrirá um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de veículos de passeio no Reino Unido, à medida que a proprietária das marcas Omoda e Jaecoo expande sua presença no mercado. A iniciativa ocorre em meio à expansão do grupo pela Europa e pelo Reino Unido. Em fevereiro, a Chery anunciou o lançamento de sua marca Lepas, projetada especificamente para os mercados europeus. O grupo também assinou um acordo com a Nissan em junho para fabricar seus veículos na unidade da montadora japonesa em Sunderland. A criação de um centro de P&D para carros de passeio seria um passo importante para a localização de suas operações, sendo seguida pela fabricação no Reino Unido, afirmou Gary Lan, CEO da Chery International UK, durante o evento FT Future of the Car Summit em maio. A instalação representa “o próximo passo em nosso plano de longo prazo para o Reino Unido”, disse Lan na quarta-feira. “Esperamos mais de 20 anos pelo momento certo para entrar neste mercado, e nossa ambição sempre foi muito além de simplesmente trazer veículos para cá.” A Chery informou que a unidade será inaugurada no final do outono. Sob um memorando de entendimento não vinculativo, a Nissan planeja começar a produzir os veículos do grupo chinês em Sunderland a partir do próximo ano. A Chery, que também é proprietária da marca homônima, é uma das fabricantes chinesas de automóveis que mais crescem no Reino Unido. Em julho, a Chery e suas marcas Omoda e Jaecoo conquistaram quase 8% de participação no mercado britânico — um aumento em relação aos cerca de 3% registrados no ano anterior, segundo a Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT). Outras fabricantes chinesas, como BYD, Geely e Xiaomi, também estão se expandindo rapidamente no mercado europeu. O novo centro de P&D será construído nas instalações da UTAC Millbrook, um centro de testes e desenvolvimento de veículos em Bedfordshire. A região é um polo de engenharia e automobilismo, abrigando diversas instalações de P&D do setor automotivo. As pesquisas se concentrarão na calibração dos carros da empresa para as condições de condução do Reino Unido e, futuramente, em tecnologias de direção autônoma e inteligência artificial. O grupo afirmou ter ambições de longo prazo para recrutar talentos locais e criar novos empregos de alta qualificação no centro de P&D. A Chery vendeu cerca de 280.000 veículos globalmente em julho, e as exportações atingiram aproximadamente 202.000 unidades — um aumento de 70% em relação ao ano anterior —, tornando-a a primeira fabricante chinesa de automóveis a exportar mais de 200.000 veículos em um único mês.”

Fonte: Financial Times; 20/08/2026

Data centers e a nova geopolítica da infraestrutura digital

“Soberania normalmente esteve ligada ao controle de territórios e recursos naturais. Esse conceito, contudo, vem sendo redefinido, deslocando-se para a economia digital e para a infraestrutura que a sustenta. O uso intensivo de dados, hoje insumo central da produtividade, faz com que a capacidade de armazenamento e processamento seguros passe a redefinir a competitividade das nações. Nesse contexto, a soberania digital passa a dialogar diretamente com regimes jurídicos aplicáveis à infraestrutura e à circulação de dados. A escala dessa transformação é monumental. A McKinsey & Company projeta a necessidade de US$ 6,7 trilhões em investimentos até 2030 para sustentar a expansão da capacidade computacional em inteligência artificial e serviços de nuvem. Mas não existe “a nuvem” como entidade abstrata; toda operação em cloud depende de ativos físicos, os data centers. Iniciou-se, assim, uma corrida global por infraestrutura: apenas em 2025, a S&P Global Market Intelligence reportou US$ 61 bilhões em mais de 100 operações, com destaque para a aquisição da Yondr por US$ 8,5 bilhões. Na Europa, estima-se que o movimento tenha alcançado US$ 13,6 bilhões. Mercados maduros mostram, contudo, que gargalos relevantes ainda existem. Polos tradicionais como Slough, no Reino Unido, apresentam prazos para conexão de energia e expansão de capacidade que podem ultrapassar uma década. Como consequência, investidores passaram a buscar jurisdições capazes de oferecer execução mais ágil e maior previsibilidade institucional. Nesse cenário, o Brasil reúne atributos relevantes: mercado interno robusto e uma matriz energética majoritariamente limpa, capaz de transformar custo ambiental em vantagem competitiva.”

Fonte: Valor Econômico; 21/08/2026

Índia avalia empréstimos de baixo custo para projetos de energia renovável afetados por restrições no fornecimento, dizem fontes

“A fabricante chinesa de automóveis Chery abrirá um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de veículos de passeio no Reino Unido, à medida que a proprietária das marcas Omoda e Jaecoo expande sua presença no mercado. A iniciativa ocorre em meio à expansão do grupo pela Europa e pelo Reino Unido. Em fevereiro, a Chery anunciou o lançamento de sua marca Lepas, projetada especificamente para os mercados europeus. O grupo também assinou um acordo com a Nissan em junho para fabricar seus veículos na unidade da montadora japonesa em Sunderland. A criação de um centro de P&D para carros de passeio seria um passo importante para a localização de suas operações, sendo seguida pela fabricação no Reino Unido, afirmou Gary Lan, CEO da Chery International UK, durante o evento FT Future of the Car Summit em maio. A instalação representa “o próximo passo em nosso plano de longo prazo para o Reino Unido”, disse Lan na quarta-feira. “Esperamos mais de 20 anos pelo momento certo para entrar neste mercado, e nossa ambição sempre foi muito além de simplesmente trazer veículos para cá.” A Chery informou que a unidade será inaugurada no final do outono. Sob um memorando de entendimento não vinculativo, a Nissan planeja começar a produzir os veículos do grupo chinês em Sunderland a partir do próximo ano. A Chery, que também é proprietária da marca homônima, é uma das fabricantes chinesas de automóveis que mais crescem no Reino Unido. Em julho, a Chery e suas marcas Omoda e Jaecoo conquistaram quase 8% de participação no mercado britânico — um aumento em relação aos cerca de 3% registrados no ano anterior, segundo a Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT). Outras fabricantes chinesas, como BYD, Geely e Xiaomi, também estão se expandindo rapidamente no mercado europeu. O novo centro de P&D será construído nas instalações da UTAC Millbrook, um centro de testes e desenvolvimento de veículos em Bedfordshire. A região é um polo de engenharia e automobilismo, abrigando diversas instalações de P&D do setor automotivo. As pesquisas se concentrarão na calibração dos carros da empresa para as condições de condução do Reino Unido e, futuramente, em tecnologias de direção autônoma e inteligência artificial. O grupo afirmou ter ambições de longo prazo para recrutar talentos locais e criar novos empregos de alta qualificação no centro de P&D. A Chery vendeu cerca de 280.000 veículos globalmente em julho, e as exportações atingiram aproximadamente 202.000 unidades — um aumento de 70% em relação ao ano anterior —, tornando-a a primeira fabricante chinesa de automóveis a exportar mais de 200.000 veículos em um único mês.”

Fonte: Financial Times; 20/08/2026

EUA encerrarão antecipadamente a exigência de gasolina com formulação de verão na tentativa de reduzir os preços

“A administração do presidente Donald Trump encerrará as exigências relativas à gasolina de formulação de verão cerca de duas semanas antes do previsto este ano, em um esforço para aumentar a oferta de combustível nos EUA e reduzir os preços na bomba, informou a Agência de Proteção Ambiental (EPA) na quinta-feira. A EPA declarou que permitirá a venda de gasolina com 10% de etanol (E10) apresentando uma Pressão de Vapor Reid (RVP) mais elevada a partir de 1º de setembro — cerca de duas semanas antes do habitual. Normalmente, os Estados Unidos adotam misturas de gasolina de verão até 15 de setembro para reduzir a poluição do ar. Essas misturas possuem menor volatilidade (medida pela RVP), o que limita a evaporação que pode contribuir para a formação de smog (nevoeiro fotoquímico) em climas mais quentes. Os preços da gasolina nos EUA subiram devido à guerra envolvendo o Irã. Na quinta-feira, o preço médio da gasolina comum nas bombas era de US$ 4,10 por galão, um aumento em relação aos cerca de US$ 3,13 por galão registrados um ano antes, segundo dados da associação automobilística AAA. Os preços elevados nas bombas representam um ponto de vulnerabilidade para Trump e seus colegas republicanos, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, que se reuniu nesta semana com representantes de refinarias de petróleo em Midland, no Texas, afirmou que a administração tomaria medidas nos próximos dias para controlar os preços dos combustíveis.”

Fonte: Reuters; 20/08/2026

Governo Trump apoiará projetos de minerais dos EUA com US$ 500 milhões em subsídios

“O Departamento de Energia dos EUA está concedendo US$ 500 milhões em subsídios a sete empresas que desenvolvem projetos nacionais de lítio, cobalto e outros minerais e baterias — a mais recente de uma série de iniciativas destinadas a fortalecer a mineração e o processamento nos EUA —, segundo um documento visto pela Reuters. O financiamento ocorre semanas depois de o presidente Donald Trump ter traçado a meta de tornar os EUA a “superpotência mundial em minerais” e reduzir a dependência da China, líder do mercado. O governo tem utilizado empréstimos, subsídios, investimentos estatais e outros mecanismos para incentivar novos projetos de mineração e processamento, buscando ao mesmo tempo construir uma cadeia de suprimentos doméstica mais segura para minerais considerados essenciais à economia e à segurança nacional. A tensão com o Irã conferiu urgência a esse esforço, evidenciando a pressão que um grande conflito pode exercer sobre os estoques de armamentos dos EUA e sobre a base industrial necessária para reabastecê-los. O Departamento de Energia recebeu centenas de propostas para esta terceira rodada de financiamento, vinculada aos seus programas de processamento de materiais para baterias e de fabricação de baterias. As empresas selecionadas “eram as mais promissoras e ofereciam o maior retorno para os americanos nas áreas mais críticas do ecossistema de baterias”, afirmou Audrey Robertson, secretária-adjunta do departamento. A Lilac Solutions receberá US$ 100 milhões para uma instalação de processamento de extração direta de lítio no Grande Lago Salgado, em Utah. A empresa, que conta com o apoio da BMW, prevê inaugurar a instalação até 2028 e produzir 5.000 toneladas métricas do metal por ano. Robertson declarou que os cientistas do Departamento de Energia “acreditam firmemente que a (Lilac) será uma fonte valiosa de carbonato de lítio para o país”.”

Fonte: Reuters; 20/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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