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ABiogás defende elevação da meta de biometano no gás natural para 1,5% em 2027 | Café com ESG, 12/08

Regulação de biometano em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território negativo, com IBOV e ISE recuando 2,5% e 2,36% respectivamente.

• Durante o 13º Fórum do Biogás, (i) os produtores de biometano, representados pela Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), defenderam um calendário plurianual para aumento do mandato do biocombustível – o setor vê espaço para que a meta de descarbonização do mercado de gás natural, por meio do biometano, seja elevada dos atuais 0,5% para 1,5% já em 2027 e que possa atingir os 5% a 7% em cinco anos; e (ii) a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que prevê o início das emissões de CGOBs no próximo mês – além disso, a ANP também confirmou que deve entrar a partir de agora numa extensa agenda de regulamentações dos novos decretos do combustível sustentável de aviação (SAF), captura e estocagem geológica de carbono (CCS) e do hidrogênio de baixo carbono.

• No internacional, o calor extremo por um período prolongado durante o verão europeu deve provocar efeitos adversos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de -1% na União Europeia (equivalente a cerca de € 180 bilhões), na avaliação do Triodos Bank, uma instituição com sede nos Países Baixos – ainda que isso possa parecer modesto, o valor é exatamente o crescimento econômico esperado para a UE este ano.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Seguradoras se preparam para El Niño mais intenso

“Com a expectativa de um El Niño mais intenso neste ano, seguradoras estão revisando seus planos de contingência e se preparando para um eventual aumento de sinistros provocados por enchentes, vendavais e períodos de seca mais longos relacionados ao fenômeno climático. A leitura é a de que o excesso de chuvas em algumas regiões poderá afetar linhas “massificadas”, como os seguros que protegem veículos e casas, além de seguros contratados por empresas. Também preocupa o impacto no agronegócio e, consequentemente, no seguro rural. “Hoje, a maioria das projeções aponta para um El Niño forte. Esse é o cenário com que estamos trabalhando”, diz Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). A expectativa é de maior impacto a partir de setembro, período em que podem ocorrer as chuvas torrenciais concentradas em curto espaço de tempo, além do risco de alagamentos, vendavais, ciclones e até tornados. “Ninguém consegue prever exatamente quando ou onde isso vai acontecer. E isso é determinante para o tamanho das perdas”, afirma. Diante desse cenário, as seguradoras passaram a reforçar sua preparação operacional, com monitoramento diário de previsões meteorológicas e mobilização antecipada de equipes próprias. “A gente procura estar preparado para o pior”, afirma Medeiros. Além de desenhar uma “força-tarefa”, as companhias também reforçar a rede de assistência e fortalecer a estrutura para lidar com um grande volume de sinistros simultaneamente. No país, a média anual de registros de eventos climáticos passou de 2,5 mil no período de 2015 a 2019 para cerca de 4,5 mil no período de 2020 a 2024, segundo dados compilados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Esse aumento da frequência e da intensidade dos eventos levou seguradoras a remodelar seus modelos de risco e sua estrutura de atendimento aos segurados. “Houve uma evolução das companhias no que diz respeito a todo o processo. Não só na precificação, mas também na subscrição e para se organizar de forma a atender melhor os sinistros porque está muito claro para nós que essa é uma realidade que veio para ficar”, avalia Medeiros. Aos poucos, ocorreu uma substituição, dentro do setor, de uma lógica reativa por uma estratégia de prevenção, afirma Marcio Probst, diretor de operações e sinistros do Grupo HDI. Se antes as seguradoras estruturavam suas operações depois que o desastre já havia acontecido, agora o processo começa dias antes, com monitoramento meteorológico, cruzamento de dados geográficos e planejamento operacional. “O mercado se preocupava a partir do momento do evento. Hoje, existe uma preparação pré-crise. Quando ocorre algo, sabemos onde estão os nossos clientes, cruzamos essas informações com modelos meteorológicos e conseguimos identificar onde existe maior probabilidade de ocorrência e maior concentração de exposição”, diz.”

Fonte: Valor Econômico; 12/08/2026

Crise climática é pior para população mais vulnerável, diz estudo

“Em um país marcado por desigualdades sociais, raciais e econômicas, a exposição a ondas de calor, secas, enchentes e outros eventos extremos é maior entre populações que têm menos acesso a infraestrutura, serviços públicos e condições para se proteger. A adaptação, portanto, precisa considerar as características de cada território e de quem vive nele, defenderam especialistas em debate promovido pelo Observatório do Clima, no Museu do Amanhã, no Rio, nesta terça-feira (11). As ondas de calor provocaram cerca de 50 mil mortes em 14 regiões metropolitanas brasileiras entre 2000 e 2020, segundo estudo apresentado pela professora do Departamento de Meteorologia da UFRJ e coordenadora do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), Renata Libonati. “O calor ainda é um desastre completamente negligenciado no nosso país, como outros extremos do clima, não é nada democrático”, afirmou Libonati. Segundo ela, o número de mortes associado às ondas de calor no período analisado é cerca de 20 vezes maior que o de óbitos causados por deslizamentos de terra no Brasil no mesmo intervalo. Idosos, mulheres, pessoas pretas e pardas e aquelas com menor escolaridade estão entre os grupos mais afetados. Segundo Libonati, moradores de áreas mais quentes, pessoas que trabalham ou se deslocam ao ar livre e aqueles com menor acesso a serviços de saúde e recursos para se proteger do calor ficam mais expostos. “Existe uma desigualdade e as políticas públicas precisam olhar para essas diferenças.” O cenário tende a se agravar com a combinação entre aquecimento global e fenômenos naturais, como o El Niño. Para o cientista Paulo Artaxo, professor da USP, o avanço dos extremos torna urgente uma mudança na forma como o país planeja sua adaptação. O planeta aqueceu cerca de 1,45ºC em relação ao período pré-industrial, enquanto o Brasil registra aquecimento médio próximo de 2ºC, segundo ele. “[Esse fenômeno] impacta principalmente os mais vulneráveis, os mais pobres”, afirmou Artaxo. Para ilustrar a diferença de exposição, ele comparou uma pessoa com acesso a ar-condicionado a moradores de comunidades do Rio. “Pode aumentar a temperatura a 37ºC, 38ºC, eu vou estar confortável. Agora, compare isso com quem mora numa comunidade no Cantagalo ou na Rocinha, com telhado de zinco, quente, tentando fazer o seu filho dormir com 39ºC no período da noite.” Artaxo defendeu a cobrança de governos municipais, estaduais e federal para transformar diagnósticos de risco em políticas de adaptação. Um exemplo, citou, é o AdaptaBrasil, plataforma federal que reúne informações sobre vulnerabilidades climáticas dos municípios, e os mapeamentos do Cemaden sobre áreas de risco. “Nós temos as ferramentas para fazer isso. O Brasil não é um país pobre.” José Marengo, pesquisador titular e coordenador geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês), também lembrou da cobrança política com foco nas questões ambientais. “Pergunte ao seu candidato qual é a agenda dele para o meio ambiente”, propôs.”

Fonte: Valor Econômico; 12/08/2026

ONS quer garantir sistema elétrico pronto para El Niño

“O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vê a necessidade de se preparar com rapidez e de forma assertiva para a ocorrência de episódios climáticos extremos, que incluem secas severas, chuvas intensas e ventos fortes. O objetivo é garantir que se possam antecipar movimentos para que os impactos sejam os menores possíveis. Executivos do órgão apontam caminhos para que o setor elétrico possa mitigar ocorrências climáticas cada vez mais recorrentes. Em workshop na terça-feira (11), o ONS debateu os efeitos do El Niño, fenômeno causado pelo aquecimento das águas do Pacífico equatorial. Espera-se a chegada de um “super El Niño” no país, com incidência a partir deste mês e efeitos mais visíveis na primavera e no verão. Segundo as previsões, o El Niño pode se estender até o fim do primeiro trimestre de 2027. O fenômeno causa secas severas no Norte e Nordeste, enchentes no Sul e altas temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, disse que o objetivo do órgão é garantir que o sistema elétrico esteja preparado para os desafios que possam surgir com o fenômeno climático. Segundo ele, o El Niño tem mobilizado diversos segmentos da sociedade, que buscam caminhos para aumentar a capacidade de se antecipar a fenômenos climáticos que podem afetar o país. Rea destacou que o país possui uma rede de transmissão com extensão de 186 mil quilômetros com grande complexidade de operação. Ao mesmo tempo, os eventos climáticos extremos têm sido cada vez mais recorrentes. “Preservar a segurança e a confiabilidade desse patrimônio exige atenção consistente, capacidade de adaptação e, sobretudo, trabalho em conjunto”, afirmou. Solange Ribeiro, presidente do conselho de administração do ONS, também apontou que a frequência maior dos eventos climáticos torna mais desafiadora a operação das redes. Segundo a executiva, que também é diretora vice-presidente de regulação, institucional e sustentabilidade da Neoenergia, a questão climática deixou de ser apenas uma pauta ambiental para ganhar contornos estratégicos, voltados à segurança energética. Um dos caminhos para avançar na prevenção dos efeitos do clima extremo é o fortalecimento da cooperação entre empresas do setor e agentes como Defesa Civil e outras autoridades. Outro caminho é a necessidade de ampliar investimentos em redes mais resilientes, o que requer o reconhecimento dos aportes nas tarifas: “Investimentos preparados para o clima do passado, sozinhos, não vão resolver os problemas do futuro.” O diretor de operações do ONS, Valter Cardeal, salientou que é preciso construir conhecimento em tempo recorde para melhorar os sistemas de transmissão e distribuição a fim de suportar o clima extremo. Cardeal ressaltou que, no passado, torres eram projetadas para suportar ventos da ordem de R$ 160 quilômetros por hora (km/h) ao passo que já se registram ventos de até 250 km/h. Cardeal citou um exemplo segundo o qual de 200 alimentadores da rede de distribuição, circuitos que transportam a alta tensão das subestações a transformadores, instalados em uma cidade do Sul do país, apenas seis ficaram de pé após um vendaval.”

Fonte: Valor Econômico; 12/08/2026

Vale e ABB fecham acordo para implantar inteligência artificial nas plantas de minério

“A Vale e a ABB assinaram, nesta terça-feira (11), um acordo para implantar um sistema de integração e digitalização das operações nas plantas industriais da mineradora, com uso de inteligência artificial (IA), digitalização e automação. O acordo é uma nova etapa no processo de modernização das unidades, que tem por objetivo aumentar a segurança e a produtividade das operações. “Este novo acordo com a Vale representa um marco importante em nossa parceria. Com base no sucesso alcançado em Conceição II, estamos criando uma estrutura para implantar uma abordagem consistente de automação, eletrificação e digitalização em múltiplas operações”, afirma Joachim Braun, presidente da divisão Process Industries da ABB. Em junho, a primeira etapa foi concluída com a conclusão da implantação dessas tecnologias na Usina Modelo de Conceição II, em Itabira (MG). O projeto piloto custou à Vale investimento de R$ 200 milhões. A companhia mantém em sigilo o valor investido na modernização das demais unidades. “Vamos levar o aprendizado com a Usina Modelo para outras operações da Vale, ampliando a previsibilidade dos processos, melhorando o aproveitamento dos recursos minerais e reduzindo a exposição das pessoas a atividades de risco”, diz Carlos Medeiros, vice-presidente de operações da Vale. Entre as adaptações, foram instaladas na Usina Conceição II mais de 100 câmeras de monitoramento no complexo de prédios. Aproximadamente 7,3 mil equipamentos foram automatizados, incluindo novos dispositivos de medições avançadas e sensores. A Vale também implantou inteligência de dados para controle, gestão e otimização de mais de 400 variáveis em todas as etapas do processo de tratamento do minério. E fez a revisão de fluxos operacionais para antecipar falhas, evitando paradas não programadas. A ABB atua como integradora dos sistemas, promovendo a interoperabilidade entre diferentes tecnologias e fornecedores. Fausto Almeida, diretor de mineração para a América do Sul da ABB, disse que o processo traz o conceito de planta autônoma respeitando a particularidade de cada operação. “Isso traz uma autonomia muito maior à operação, deixando o operador livre para tomar decisões que são críticas para o processo”, afirma Almeida. Outra vantagem do sistema é a operação remota de equipamentos, que tira as pessoas de dentro da mina para operar em um ambiente de sala de controle, garantindo mais conforto e segurança às equipes.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Hidrogênio verde atrai investimentos estrangeiros, sai do ‘hype’ e entra na fase de negócios no Brasil

“O desenvolvimento do mercado brasileiro de hidrogênio verde é estratégico a nível mundial e tem atraído investimentos estrangeiros relevantes, mas ainda há gargalos a serem ultrapassados para o avanço do setor no Brasil. É o que apontaram especialistas na live “Hidrogênio verde: promessa, aposta estratégica ou hype?”, realizada nesta terça-feira. O evento faz parte do projeto Transição Energética, promovido pelo Valor Econômico e pelo Globo. Os aportes externos mais recentes foram anunciados em junho pela União Europeia, que vai investir € 3 milhões para o desenvolvimento de nove projetos de hidrogênio verde no Brasil. Os investimentos acontecem por meio do programa H2Uppp, implementado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ, na sigla em inglês). Coordenadora da H2UPPP Brasil, Isabela Santos explica que os nove projetos se somam a outras oito iniciativas apoiadas pela entidade no país, que além de fazer a ponte com o setor privado europeu presta assistência técnica aos empreendimentos. As empresas apoiadas atuam em toda a cadeia do hidrogênio verde, ou seja, desde a produção até o consumo final do combustível. Há iniciativas como desenvolvimento de e-metanol (ou metanol verde, produzido a partir da combinação do hidrogênio verde e CO2), SAF (biocombustível que substitui o querosene de aviação) e projetos de descarbonização da indústria automotiva. “Nosso trabalho é apoiar e alavancar o mercado de hidrogênio verde e já atuamos em nove países, mas o Brasil é muito estratégico” detalhou Santos. Os nove novos projetos que receberão investimentos europeus devem ser anunciados na Semana Europeia de Hidrogênio, que acontece em outubro, em Bruxelas, na Bélgica. Na lista, há projetos de corredores verdes entre portos europeus e brasileiros, para a exportação de hidrogênio verde, amônia e aço verde. Atender a demanda externa de hidrogênio verde é estratégica, mas há ainda um enorme potencial no mercado interno, observou Paulo Emilio Valadão de Miranda, professor da Coppe-UFRJ e diretor-presidente da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2). Um estudo da associação mapeou 34 projetos em curso no Brasil com perspectiva projetada de produção anual de até 4,6 milhões de toneladas de hidrogênio de baixa emissão a partir de 2035, enquanto a demanda anual será em torno de 3,7 milhões de toneladas no mesmo período. Entre os projetos mapeados estão cinco iniciativas de desenvolvimento de produção e consumo interno que recebem apoio do Ministério de Minas e Energia (MME). Alguns deles são iniciativas de grandes empresas, como a CSN e a Petrobras. Além disso, 95% dos projetos mapeados pela ABH2 planejam também produzir amônia a partir do hidrogênio verde, que pode ser exportada para consumo pelo setor marítimo ou ainda ser usada na produção interna de fertilizantes, que têm alta demanda no país, mas cujos preços subiram drasticamente desde o conflito entre Rússia e Ucrânia.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Produtores pedem calendário para mandato de biometano: “decisão de investimento não leva 12 meses”, diz Manuela Kayath

“Os produtores de biometano, representados pela Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), saíram em defesa de um calendário plurianual para aumento do mandato do biocombustível. O setor vê espaço para que a meta de descarbonização do mercado de gás natural, por meio do biometano, seja elevada dos atuais 0,5% para 1,5% já em 2027; e que possa atingir os 5% a 7% em cinco anos. Em entrevista ao estúdio eixos, durante o 13º Fórum do Biogás, em São Paulo, a presidente do Conselho de Administração da MDC e vice-presidente do Conselho da ABiogás, Manuela Kayath, disse nesta terça-feira (11/8) que o objetivo da curva é dar previsibilidade aos investidores. Segundo ela, a meta de 0,5% definida pela Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para o primeiro ano de mandato ficou aquém das expectativas do setor. O pleito para elevação da meta vem sendo apresentado pela ABiogás na Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e que tem como objetivo avaliar a dinâmica do setor e subsidiar a retomada de metas mais ambiciosas. Entre os principais assuntos tratados tivemos, Setor aguarda regulamentação final da ANP e sistema SERPRO [Serviço Federal de Processamento de Dados] para emissão dos primeiros CGOBs. Defesa de rampa plurianual de metas para dar previsibilidade a investimentos em plantas de biometano. Substituição do diesel por biometano em frotas urbanas reforça economia circular e reduz emissões. UBA [United Biogas Alliance] atua na internacionalização do biometano e na fungibilidade dos certificados de origem. BioGNL é alternativa viável para descarbonizar o transporte marítimo, com potencial de exportação.”

Fonte: Eixos; 11/08/2026

Uso do biometano como bioGNL no transporte marítimo pode precificar melhor o atributo ambiental, diz Gardemann

“O uso do biometano no transporte marítimo é uma oportunidade que se abre como um “vaso comunicante que pode melhor precificar o atributo ambiental” do biocombustível brasileiro, na avaliação de Alessandro Gardemann, CEO da Geo bio gas&carbon. Em entrevista ao estúdio eixos, durante o 13º Fórum do Biogás, em São Paulo nesta terça (11/8), o executivo cita que cerca de 80% dos navios que utilizam combustíveis alternativos são a gás natural liquefeito (GNL) e que o biometano pode se valer desse espaço como solução de bioGNL.O mesmo navio que anda a GNL anda a bioGNL. Então, um navio que tenha 20% de bioGNL misturado no GNL ainda vai reduzir 30% das emissões de CO2. Então, é muita coisa que ele pode agregar”. O uso do biometano no transporte marítimo é uma oportunidade que se abre como um “vaso comunicante que pode melhor precificar o atributo ambiental” do biocombustível brasileiro, na avaliação de Alessandro Gardemann, CEO da Geo bio gas&carbon. Brasil possui maior potencial de biogás do mundo, capaz de substituir até 70% do diesel nacional. Setor tem 21 plantas e 1 milhão de m³/dia, mas precisa atingir 30 milhões de m³/dia até 2035. Biometano pode atender ônibus, transporte pesado e geração despachável, com previsibilidade de preço. BioGNL é solução pronta para o transporte marítimo e pode posicionar o Brasil como fornecedor global.”

Fonte: Eixos; 11/08/2026

ANP prevê emissões do CGOB no próximo mês e início de agenda extensa para SAF, hidrogênio e CCS

“A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prevê o início das emissões de CGOBs no próximo mês e, avançada a etapa de regulamentação do programa de incentivo ao biometano, deve entrar a partir de agora numa extensa agenda de regulamentações dos novos decretos do combustível sustentável de aviação (SAF), captura e estocagem geológica de carbono (CCS) e do hidrogênio de baixo carbono — que devem ser assinados nesta quarta-feira (12/8) pelo governo federal. Em entrevista ao estúdio eixos durante o 13º Fórum do Biogás, em São Paulo, nesta terça (11/8), a superintendente de Tecnologia e Meio Ambiente (STM) da ANP, Amanda Gondim, relatou que um dos grandes desafios será a entrega da regulamentação do SAF a tempo do início do mandato, a partir de janeiro de 2027. Confira na íntegra Ela cita que a ANP assumiu o compromisso de entregar a regulamentação até dezembro, mas que há ritos a serem seguidos – como a instalação de consulta pública, manifestação da área jurídica – que tornam o cronograma apertado. Ela explica que a regulamentação, no caso do SAF, será dividida com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) — ao qual caberá estabelecer a metodologia de cálculo de verificação da redução de emissões associadas ao uso do combustível sustentável de aviação. Já à ANP caberá regulamentar a criação dos certificados CS-SAF, que permitirão a separação da molécula do atributo ambiental – a exemplo do que foi feito com o biometano, via CGOB. Particularmente sobre a agenda regulatória para viabilizar o início do mandato do biometano, Gondim conta que a ANP está trabalhando duramente com o Serviço Federal de Processamento de Dados [Serpro] para operacionalizar o sistema de emissão dos CGOBs. “Lateralmente também há os acordos de cooperação, toda essa documentação necessária, e falta o último manual de operações aí do CGOB para ser publicado, mas eu acredito que juntamente com a liberação do CGOB vem aí nesse próximo mês”, disse.”

Fonte: Eixos; 12/08/2026

Brasil e Filipinas assinam acordo para colaboração em energia

“Brasil e Filipinas assinaram na terça-feira (11/8) um memorando de entendimento para cooperação no setor de energia. O acordo prevê colaborações nos segmentos de bioenergia, energia renovável, hidrogênio de baixa emissão de carbono, melhoria e transmissão da rede elétrica, exploração de petróleo e gás natural, além de aspectos relacionados a políticas e regulação. Contempla também o compartilhamento de metodologias para certificação de biocombustíveis e a troca de informações sobre métodos de contabilização de carbono. O memorando foi assinado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e o Departamento de Energia da República das Filipinas, em Brasília, e tem vigência inicial de cinco anos, com possibilidade de prorrogação. Segundo nota divulgada pelo MME, a cooperação poderá ocorrer por meio da troca de conhecimentos e experiências, visitas de especialistas, realização de conferências, seminários, workshops e sessões de trabalho, além de capacitações e assistência técnica. As atividades serão definidas de acordo com o interesse mútuo e as atribuições institucionais de cada país. Um grupo de trabalho com representantes institucionais dos dois países vai coordenar a implementação do acordo. Segundo o MME, a parceria está alinhada aos mecanismos de diálogo e cooperação do Brasil com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco formado por 11 países da região, incluindo as Filipinas. O governo brasileiro tem buscado ampliar o diálogo sobre o setor energético com a Ásia. No final de julho, o Brasil também assinou acordos para ampliar a cooperação com a Coreia do Sul na área de energia.”

Fonte: Eixos; 11/08/2026

Aneel aprova homologação resultado da segunda etapa de leilão de transmissão

“A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (11/8) a homologação e adjudicação do resultado da segunda etapa do primeiro leilão de transmissão de energia elétrica, referente aos Lotes 7 a 10. O certame foi realizado no dia 3 de julho de 2026 e contratou concessões do serviço público de transmissão de energia elétrica com instalações localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O investimento estimado é de R$1,75 bilhão. O lote 7 foi arrematado pelo Consórcio Olympus XX e os lotes de 8 a 10 pela Axia Energia Sul S.A. A divisão em duas etapas foi necessária porque parte das obras dependiam do processo de solução consensual de controvérsias contratuais envolvendo o Grupo MEZ Energia. Essa proposta de acordo já foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Quatro lotes com objetos envolvidos na solução consensual entraram no primeiro leilão de transmissão deste ano. “

Fonte: Eixos; 11/08/2026

Transição elétrica precisa de menos disputa e mais inovação

“Enquanto grande parte das manchetes celebra o fato de as fontes renováveis (solar, hidro e eólica) ultrapassarem o carvão na participação da geração elétrica mundial em 2026, um olhar atento aos números revela uma realidade bem mais complexa. O debate energético global corre o risco de se perder em slogans, ignorando aquilo que realmente mantém as luzes acesas: segurança de suprimento, confiabilidade operacional e capacidade de resposta a crises. O mais recente relatório de atualização do mercado elétrico da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), mostra que a demanda global por eletricidade continua acelerando, impulsionada por inteligência artificial, data centers, veículos elétricos, indústria e sistemas de refrigeração. O consumo mundial deverá atingir cerca de 30.700 TWh até 2027, acrescentando mais de 2.000 TWh em apenas dois anos. Nesse contexto, a narrativa de que o carvão está desaparecendo simplesmente não encontra respaldo nos próprios números. E os números, assim como os fatos, são sempre teimosos. Embora as renováveis ampliem rapidamente sua participação e ultrapassem o carvão em geração percentual, a produção elétrica a partir do carvão também cresce, atingindo um recorde próximo de 10.970 TWh em 2026, um aumento de 1.000 TWh, equivalente a1,3 vezes a produção do Brasil. Em outras palavras, as renováveis estão avançando, mas o carvão não está recuando, porque a demanda total cresce mais rápido do que a capacidade de substituição. O episódio recente no Estreito de Ormuz reforçou uma lição frequentemente esquecida. Quando quase 20% do fornecimento global de gás natural liquefeito (GNL) foi afetado pela crise geopolítica, diversos países recorreram ao carvão para preservar a estabilidade do sistema elétrico. Não se trata de preferência ideológica, mas de uma resposta pragmática.”

Fonte: Eixos; 11/08/2026

Objetivo é garantir que sistema elétrico esteja preparado para desafios com El Niño, diz ONS

“O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, disse nesta terça-feira (11) que o objetivo do órgão é garantir que o sistema elétrico esteja preparado para os desafios que possam surgir com o fenômeno climático El Niño. Segundo ele, o El Niño tem mobilizado diversos segmentos da sociedade, que buscam caminhos para aumentar a capacidade de se antecipar a fenômenos climáticos que podem afetar o país. Na abertura de workshop realizado pelo ONS sobre os reflexos do El Niño sobre o sistema elétrico, Rea salientou que um dos desafios para as empresas é aumentar a previsibilidade da incidência de novos episódios de clima extremo. Ele destacou que torres de transmissão, em geral, até então vinham sendo projetadas para suportar ventos de até 100 quilômetros por hora (km/h) de velocidade e que o país possui uma rede com extensão da ordem de 186 mil quilômetros de extensão com grande complexidade de operação. Ao mesmo tempo, os eventos climáticos extremos têm sido cada vez mais recorrentes. O diretor de operações do ONS, Valter Cardeal, disse que o país está vivendo um cenário que não se verificava antes, que é uma frequência cada vez maior de tornados e ciclones extratropicais, eventos meteorológicos marcados por ventos com velocidades muito elevadas. Segundo ele, somente este ano foram registrados oito tornados no Paraná, ao passo que o órgão “perdeu a conta” de quantos foram verificados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Para ele, é preciso construir conhecimento em tempo recorde para melhorar os sistemas de transmissão e distribuição a fim de suportar o clima extremo. Cardeal ressaltou que no passado, torres eram projetadas para suportar ventos da ordem de R$ 160 quilômetros por hora (km/h) ao passo que já se registram ventos de até 250 km/h. O executivo ressaltou que não se pode investir em redes subterrâneas de transmissão como se tem feito em trechos de distribuição em grandes centros urbanos e mencionou exemplos de redes que foram afetadas recentemente por ventos muito fortes, afetando o fornecimento de energia elétrica. Em um dos exemplos, Cardeal destacou que em uma cidade do Sul do país, dos 200 alimentadores da rede de distribuição, circuitos que transportam a alta tensão das subestações a transformadores, apenas seis ficaram de pé.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Internacional

Alpha Compute comprará terreno e direitos de exploração de gás na Pensilvânia para um campus de data center de US$ 55 milhões, diz a empresa

“A Alpha Compute (ALP.O), empresa de infraestrutura de IA, assinou um memorando de entendimento vinculativo para adquirir terrenos e direitos de exploração de gás natural na Pensilvânia por US$ 55 milhões, visando desenvolver um complexo de data centers de 200 megawatts, disse a CEO Brittany Kaiser à Reuters na terça-feira. A crescente demanda por computação voltada à inteligência artificial está gerando uma corrida por suprimento de energia em todos os Estados Unidos, levando desenvolvedores de data centers a garantir suas próprias fontes de energia em vez de aguardar conexões à rede elétrica. A Pensilvânia — com sua abundância de gás natural proveniente da bacia de xisto de Marcellus, infraestrutura energética existente e proximidade com grandes centros populacionais da Costa Leste — tornou-se um dos locais mais procurados do país para novos data centers. No ano passado, a Amazon anunciou um investimento planejado de US$ 20 bilhões no estado. A Alpha Compute prevê que o local no norte da Pensilvânia, que incluiria geração de energia a gás, comece a operar no terceiro trimestre de 2027, afirmou Kaiser. A instalação poderá, futuramente, ser expandida para gerar um gigawatt de energia, acrescentou ela. O projeto combinaria o desenvolvimento de data centers com a produção de gás natural e a geração de eletricidade no próprio local, uma abordagem cada vez mais popular à medida que as concessionárias de energia enfrentam dificuldades para conectar rapidamente grandes instalações de IA à rede. O negócio incluiria direitos de exploração de gás na região de Marcellus ainda não desenvolvidos, abrangendo cerca de 1.800 acres de direitos minerais, disse Kaiser. O acordo concede à empresa — sediada nas Ilhas Virgens Britânicas — uma opção exclusiva de aquisição dos ativos, mas a transação ainda depende de diligência prévia, financiamento, licenciamento e acordos finais. Kaiser disse esperar concluir o negócio após um período de diligência de 60 dias.”

Fonte: Reuters; 11/08/2026

Vendas da Tesla no varejo na China caem 32%, mesmo com avanço dos veículos elétricos a bateria

“A Tesla, de Elon Musk, não está imune às dificuldades que afetam o mercado automotivo chinês. As vendas no varejo da Tesla na China caíram 32% em julho, superando as quedas observadas no mercado mais amplo de veículos elétricos a bateria, de acordo com dados da Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) citados pelo The Wall Street Journal. As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21% em julho. As vendas no varejo de veículos elétricos no país caíram 4% no período, marcando o sétimo mês consecutivo de retração. As vendas de híbridos plug-in recuaram 21% em julho, segundo dados da CPCA divulgados pelo CnEVPost. Por outro lado, os veículos totalmente elétricos a bateria, como os comercializados pela Tesla, mantiveram sua trajetória de crescimento, com alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a CPCA. Isso sugere que o desempenho da Tesla foi na contramão dessa tendência positiva. As vendas no varejo da montadora totalizaram 27.249 veículos elétricos, além de 66.330 unidades exportadas de sua fábrica em Xangai, segundo o The Wall Street Journal. Ainda assim, a fabricante de veículos elétricos de Musk tem histórico de apresentar desempenho diferente do restante do mercado chinês em vários momentos ao longo do ano. Em outras ocasiões, porém, mostrou-se tão vulnerável quanto seus concorrentes locais às quedas do mercado. Em junho, as vendas no varejo da Tesla caíram 14% na comparação anual, após terem avançado 22% no mês anterior. As ações da Tesla subiam cerca de 1% nesta terça-feira (11). No acumulado do ano, porém, os papéis registram queda de aproximadamente 25%, após serem pressionados por resultados decepcionantes divulgados em julho.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Calor extremo custará €180 bilhões aos países da União Europeia em 2026, prevê banco

“O calor extremo por um período prolongado durante o verão europeu deve provocar efeitos adversos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de -1% na União Europeia, na avaliação do Triodos Bank, uma instituição com sede nos Países Baixos. Esse porcentual equivaleria a cerca de € 180 bilhões. Ainda que isso possa parecer modesto, o valor é exatamente o crescimento econômico esperado para a UE este ano, diz o banco. O calor e a seca já reduziram as previsões de produção agrícola e leiteira da UE para 2026 e a consequente perda de produção e a transmissão dos preços dos alimentos apontam, em conjunto, para um impacto no PIB de cerca de 0,15 ponto porcentual para a UE como um todo. Na visão do banco, a produtividade do trabalho tem o maior impacto econômico, especialmente em setores expostos ao calor e em países com baixa aclimatação ou penetração de ar-condicionado. O Tríodos cita que a produção do trabalhador cai consideravelmente quando as temperaturas ultrapassam um limiar em torno de 25-30 graus. Os efeitos concentram-se em trabalhos fisicamente exigentes, ao ar livre ou em ambientes sem climatização. “Um trajeto para o trabalho em dias quentes também é um fator de risco, tanto porque pode afetar o funcionamento cognitivo quanto porque simplesmente aumenta o absenteísmo, já que em dias extremamente quentes, menos pessoas chegam ao trabalho”, nota o Triodos. O banco cita uma análise comparativa de dados de diversos países, realizada pela Allianz para quantificar essa perda de produtividade em nível macro. Há aproximadamente 3% de perda de produção por hora trabalhada para cada grau acima do limite de 30ºC, mantida por vários dias, pontua o banco. O impacto médio estimado na UE mascara grandes diferenças entre os países. O banco prevê que a França sofrerá o maior impacto econômico este ano, já que sua força de trabalho e infraestrutura não estão acostumadas às temperaturas elevadas. Além disso, há uma penetração de ar-condicionado abaixo da média. Isso significa que a França poderá ter uma redução de 1,4 ponto porcentual no crescimento do PIB devido ao calor extremo. “Como a previsão do PIB para a França já era bastante baixa, isso pode resultar em uma contração econômica de cerca de -0,6% em 2026 em comparação com o ano passado”, diz o banco. Já a Polônia pode mostrar maior resistência. O país deverá ter apenas alguns dias quentes a mais do que o normal. Por isso, o Tríodos ainda vê crescimento econômico polonês de cerca de 2,9%.”

Fonte: Eixos; 11/08/2026

Calor extremo está se tornando mais frequente e intenso, diz agência da ONU

“Os períodos de calor extremo estão se tornando mais frequentes, intensos e duradouros à medida que as mudanças climáticas aquecem o planeta, afirmou, na terça-feira (11), a agência meteorológica da ONU, destacando as mudanças ocorridas desde o famoso verão europeu de 1976, marcado pelo calor. Algumas regiões da Europa estão enfrentando sua quinta onda de calor em um verão marcado por secas, incêndios florestais e temperaturas recordes. “O calor extremo está se tornando mais frequente, mais intenso, está durando mais tempo e abrangendo áreas muito mais amplas do que nos climas mais frios do passado”, afirmou John Kennedy, chefe de informações climáticas da Organização Meteorológica Mundial, em uma coletiva de imprensa em Genebra. Kennedy disse que o atual padrão de calor em toda a Europa, o continente que mais rapidamente se aquece no mundo, reflete a interação entre um padrão persistente de sistemas de alta pressão no Hemisfério Norte e um clima mais quente. Os sistemas de alta pressão retêm o ar quente, reduzem a cobertura de nuvens e impedem a entrada de ar mais frio, permitindo que o calor se acumule em grandes regiões por dias ou semanas. O El Niño, fenômeno climático natural que normalmente eleva as temperaturas globais, não está contribuindo para o calor na Europa este ano, pois as condições no Pacífico tropical estão atualmente neutras, acrescentou ele. Kennedy observou que junho de 1976 apresentou um padrão amplamente semelhante de sistemas de alta e baixa pressão aos observados neste ano, mas afirmou que os resultados foram muito diferentes devido a décadas de aquecimento global “O quadro de 1976 mostra algumas áreas isoladas com temperaturas acima da média em um mundo muito mais frio”, disse ele, enquanto hoje “o quadro está invertido”, com grande parte do globo apresentando temperaturas acima da média e apenas algumas regiões isoladas mais frias. Mares excepcionalmente quentes e solos ressecados estavam amplificando as temperaturas em toda a Europa, segundo Kennedy. Ondas de calor marítimas no Mar Mediterrâneo e nas águas a oeste da Europa estão contribuindo para condições mais quentes em terra, fornecendo calor adicional para sistemas de alta pressão persistentes, acrescentou ele. O solo seco também estava intensificando o calor, pois os solos se aquecem mais rapidamente quando a umidade se esgota. “Muitos desses fatores estão se combinando para nos trazer o calor recorde que estamos vendo este ano”, afirmou Kennedy.”

Fonte: Valor Econômico; 11/08/2026

Painéis em telhados nas cidades não podem substituir usinas solares

“Enquanto o sol brilhava perto do estuário do Tâmisa, em Kent, a maior usina solar do Reino Unido operava silenciosamente. Os 560.000 painéis de Cleve Hill, distribuídos por 800 acres de terra próximos a Faversham, ajudavam o setor solar a gerar 29% da eletricidade do país ao meio-dia de um dia de julho. A onda de calor deste verão é um impulso para o número crescente de parques e instalações solares no Reino Unido. Embora os invernos escuros e os céus tradicionalmente nublados do país confiram à energia eólica um maior destaque entre as fontes renováveis, o apoio governamental transformou a energia solar em uma força significativa. Isso gera controvérsia. Cleve Hill enfrentou forte oposição local e foi a primeira usina solar a ser aprovada, há seis anos, como um projeto de infraestrutura de importância nacional. Os transtornos da construção terminaram, mas Helen Whately, deputada conservadora local, ainda critica o projeto por transformar “uma área rural em um polo industrial”. O impacto da energia solar e eólica na rede elétrica nacional também é motivo de preocupação. Um relatório recente da National Energy System Operator (Neso), responsável pela operação da rede, descreveu o desafio crescente de equilibrar o sistema em meio à volatilidade da geração de energia renovável durante o verão. Apesar de tudo isso, os benefícios da energia solar para um país sobrecarregado pelos altos preços da energia são evidentes. Ela continua sendo uma forma de geração comparativamente barata, mesmo com os preços garantidos pelo governo para incentivar os desenvolvedores a construir usinas solares. Cleve Hill produz eletricidade a cerca de 63 libras por megawatt-hora, um custo inferior ao das usinas a gás (incluindo taxas de carbono) e ao de contratos recentes de energia eólica offshore. Minha visita a Cleve Hill, de propriedade da Quinbrook — gestora de fundos de infraestrutura de energia limpa —, ilustrou os pontos fortes e os desafios da energia solar. A usina foi construída em terras agrícolas de baixa qualidade recuperadas de Graveney Marshes, e seus painéis ocupam uma área enorme: o perímetro do local é de 15 km, incluindo uma instalação de baterias para armazenar eletricidade da rede. No auge da construção, que envolveu 800 trabalhadores, até 40 caminhões circulavam diariamente pelas estradas locais. A tranquilidade retornou, com apenas cerca de oito pessoas empregadas atualmente para manter os painéis em funcionamento (eles são lavados anualmente para a remoção de poeira). Trata-se de uma instalação de baixa manutenção, claramente visível de uma reserva natural adjacente, mas menos intrusiva na paisagem plana do que eu esperava. Seu impacto na natureza é discutível, embora o Partido Verde tenha se oposto a parques solares na região vizinha de Essex.”

Fonte: Financial Times; 11/08/2026

Como uma queridinha da transição para a energia limpa tropeçou

“Os preços do petróleo Brent dispararam na segunda-feira, fechando em alta de quase 5%, a US$ 87,72, após Teerã e Washington apresentarem novas exigências antes da finalização de qualquer acordo para reabrir o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros. “Com relação às negociações com o Irã, o Irã deve ser responsabilizado pelos danos e mortes causados ​​aos povos do Líbano, da Síria, do Iêmen e de Gaza!”, declarou Donald Trump em uma publicação nas redes sociais. O apelo do presidente americano para que o Irã pague indenização por “todas as pessoas que matou e feriu gravemente” segue a exigência de Teerã de compensação por danos de guerra como parte de qualquer acordo para reabrir o estreito, ponto de estrangulamento por onde flui um quinto do fornecimento de petróleo e gás. As trocas de farpas entre as partes em conflito ocorrem em um momento em que analistas alertam que a queda na produção de petróleo manterá os preços da gasolina e do diesel elevados por um longo período, aumentando a pressão sobre os consumidores. O conflito no Oriente Médio é apenas parte da história; Os ataques da Ucrânia a refinarias russas também contribuem para a pressão global sobre os produtos petrolíferos. “Um breve período de otimismo cauteloso para os mercados de produtos refinados foi rapidamente superado pela retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz, pelo colapso do fornecimento de produtos russos e pela proibição das exportações de diesel, além da reafirmação das restrições à exportação de produtos pela China”, disse Karim Fawaz, diretor executivo da S&P Global Energy. “Qualquer recuperação na oferta foi interrompida antes mesmo de começar”, afirmou. A S&P estima que as exportações de produtos refinados dos principais fornecedores caíram 30% (4 milhões de barris por dia) desde o início do conflito, em comparação com o mesmo período de 2025. Os preços da gasolina, do diesel e do querosene de aviação estão próximos de US$ 130 a US$ 170 por barril, comparáveis ​​aos picos registrados em 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.”

Fonte: Financial Times; 11/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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