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Raio-XP – Um semestre de dois opostos para a Bolsa brasileira

Brasil perde momentum com aumento das expectativas de juros

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Em junho, as ações globais registraram desempenho negativo, com o trade de IA perdendo força. As ações brasileiras também encerraram o mês em queda, pressionadas pelas saídas de fluxos estrangeiros, mas superaram outros mercados no fim do mês, beneficiando-se da correção em ações de IA. Apresentamos nossas expectativas para o 2º semestre, com foco em dois temas: (i) juros e inflação, uma vez que, de acordo com nosso modelo, o Brasil recentemente entrou em um regime de Inflação Alta e pode entrar em um regime de Juros em Alta; e (ii) as eleições presidenciais, já que o aumento de volatilidade observado antes das eleições de outubro já começou. Apesar desse cenário mais desafiador, seguimos construtivos devido ao valuation e ao técnico, uma vez que nosso indicador proprietário de sentimento, historicamente um bom indicador contrário, permanece em níveis de “Pessimismo Extremo”. Reduzimos nossa projeção do Ibovespa para o final de 2026 para 200 mil pontos, de 205 mil anteriormente. Também atualizamos as carteiras recomendadas XP.

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Retrospectiva do 1º semestre. As ações brasileiras iniciaram 2026 com um desempenho muito forte, impulsionadas por uma significativa onda de entrada de fluxos estrangeiros, que atingiu quase R$ 70 bi no acumulado do ano em meados de abril. Mesmo após o início do conflito entre EUA e Irã, os ativos locais permaneceram relativamente resilientes, sustentados pela elevada exposição do Brasil ao petróleo e seu baixo risco geopolítico. No entanto, essa forte valorização começou a perder força em meados de abril, à medida que o Brasil passou a enfrentar três principais desafios: (i) o retorno do trade de IA, com o capital migrando para mercados com maior exposição ao tema, como EUA, Coreia do Sul e Taiwan; (ii) a deterioração das expectativas de inflação e juros; e (iii) o aumento do ruído político doméstico.

O que esperar para o 2º semestre? Neste Raio-XP, apresentamos nossas expectativas para o segundo semestre do ano, com foco em dois temas principais. O primeiro é juros e inflação. Após a recente alta das expectativas de inflação e de juros, nosso modelo quantitativo macro indica que o Brasil já entrou em um regime de Inflação Alta e deve migrar para um regime de Juros em Alta nos próximos meses — uma combinação que, historicamente, tem sido desafiadora para as ações brasileiras. O segundo tema é a eleição presidencial. Embora o aumento típico da volatilidade observado antes das eleições já tenha começado, acreditamos que o mercado estará principalmente atento às sinalizações sobre a trajetória fiscal a partir de 2027. Também apresentamos uma cesta de ações para posicionamento em períodos de aumento da percepção de risco fiscal.

Reduzindo nosso preço-alvo para o Ibovespa para 200 mil pontos. Estamos reduzindo nossa estimativa de valor justo para o Ibovespa no final de 2026 para 200 mil pontos, ante 205 mil pontos anteriormente, refletindo a recente alta das taxas reais de longo prazo no Brasil. Apesar desse ajuste, vemos dois motivos para manter uma visão mais construtiva para as ações brasileiras: (i) valuation e técnico, uma vez que nosso indicador proprietário de sentimento, historicamente um bom indicador contrário, continua apontando para níveis de “Pessimismo Extremo”; e (ii) caso o trade de IA continue perdendo força, acreditamos que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar de uma nova onda de entrada de capital estrangeiro.

Atualizando nossas carteiras XP: (1) Top Ações: inclusão de RDOR3, aumento de participação em ORVR3 e exclusão de CPLE3; (2) Dividendos: aumento de participação em CXSE3 e AXIA3, com a retirada de ENGI11 e AXIA7; (3) Small Caps: aumento de participação em BMOB3 e ECOR3, com a retirada de AURA33.

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