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Pesquisa com assessores XP: Alocação em ações recua em meio à correção da Bolsa brasileira

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Neste mês, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 109 respostas únicas.

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Nesta edição da nossa pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos uma queda nos níveis de alocação em ações, embora a intenção de aumentar ainda mais essa exposição tenha permanecido. Os principais destaques são: (i) a parcela que pretende aumentar a alocação em ações permaneceu em 20%, enquanto a dos que pretendem mantê-la inalterada caiu para 69% (-4 p.p. M/M). Já a parcela que planeja reduzir a exposição subiu para 11% (+6 p.p. M/M); (ii) o sentimento dos assessores em relação às ações piorou para 6,4, ante 7,0 na pesquisa anterior; (iii) a Renda Fixa segue como a classe de ativo preferida dos clientes, seguida por investimentos internacionais; (iv) os Riscos fiscais no Brasil são a principal preocupação, seguidos por Instabilidade política/eleições e juros mais altos que o esperado no Brasil; (v) a maioria dos assessores (44%) reportou que o recente rali das ações ligadas à IA ainda não influenciou as decisões de alocação de seus clientes.

As alocações em ações caem à medida que o momentum fraco do Ibovespa persiste. Em junho, observamos uma migração de faixas mais altas para faixas mais baixas de alocação. A parcela de respondentes com alocação em ações na faixa de 0-10% aumentou para 55% (+19 p.p. M/M), enquanto a parcela na faixa de 10-25% caiu para 33% (-12 p.p. M/M). Ao mesmo tempo, a faixa de alocação de 25-50% subiu marginalmente para 12% (+2 p.p. M/M), e as duas faixas mais altas foram a zero, com a faixa de 50-75% caindo de 6% e a de 75-100% caindo de 3%.

Por outro lado, a intenção de aumentar a exposição a ações permaneceu estável. A parcela de respondentes que planeja aumentar sua alocação em ações permaneceu em 20%, enquanto a parcela dos que pretendem manter a alocação atual inalterada caiu para 69% (-6 p.p. M/M). Já a parcela que planeja reduzir a exposição a ações subiu para 11% (+6 p.p. M/M).

Ao mesmo tempo, o sentimento dos assessores em relação às ações piorou, com 58% (-7 p.p. M/M) atribuindo nota 7 ou superior, e a nota média de sentimento caindo de 7,0 em maio para 6,4 atualmente. Em relação às projeções para o Ibovespa, a estimativa média para o fim de 2026 caiu para 184 mil pontos, ante 191 mil anteriormente, o que implica cerca de 7% de potencial de alta em relação ao nível atual do índice, em torno de 171 mil pontos.

A renda fixa continuou sendo a principal classe de ativos, com o interesse subindo para 76% (+2 p.p. M/M). O interesse em ações caiu para 33% (-7 p.p. M/M), enquanto fundos de ações recuaram para 7% (-2 p.p. M/M). Ouro e commodities diminuíram para 6% (-2 p.p. M/M), e fundos multimercados caíram para 6% (-12 p.p. M/M).

Riscos fiscais no Brasil são a principal preocupação. 70% dos assessores apontam os riscos fiscais no Brasil como a principal preocupação para as ações brasileiras, enquanto 62% destacam a instabilidade política/eleições. Juros locais acima do esperado também aparecem com destaque, citados por 45% dos respondentes, refletindo preocupação ainda elevada com a inflação.

Por fim, quando perguntados sobre como o recente rali das ações ligadas à IA afetou o interesse dos clientes em investir nesses setores, a resposta mais comum entre os assessores (44%) foi que o interesse dos clientes pelo tema permaneceu inalterado apesar da alta recente.

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