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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa fecha em queda após pressão sobre preço do petróleo

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em queda de 1,6% em reais e de 3,1% em dólares, por conta da depreciação de 1,8% do real, aos 168.457 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em alta (S&P 500: +0,9%; Nasdaq: +2,6%; Dow Jones: +0,7%; ACWI: +1,4%). No micro, a semana foi marcada por elevada volatilidade, com a temática de inteligência artificial seguindo como principal eixo de sustentação dos mercados, mas cada vez mais acompanhada por questionamentos sobre excesso de capex e sustentabilidade desse ciclo de investimentos. Ao mesmo tempo, empresas mais expostas a software e serviços tradicionais continuaram enfrentando desafios, em um movimento reforçado pelos resultados da Accenture e, anteriormente, de Adobe. No macro, o acordo provisório entre EUA e Irã ajudou a aliviar parte dos temores geopolíticos e pressionou preços do petróleo para baixo (Brent: -7,7% na semana), reduzindo também parte da pressão sobre inflação e juros. Na sequência, a decisão do Fed acabou adicionando nova fonte de incerteza ao mercado, não apenas pelo tom mais duro da sinalização prospectiva, mas também por uma comunicação mais breve e opaca, que dificultou a leitura sobre os próximos passos. As taxas das Treasuries tiveram movimentos distintos (2 anos: +9 bps; 10 anos: -2 bps).
  • Enquanto isso, as ações brasileiras terminaram a semana na contramão dos mercados globais. O principal vetor veio logo no início da semana, com o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para uma trégua no Oriente Médio, que levou à queda dos preços do petróleo e pressionou uma parcela relevante dos ativos domésticos, dado o peso do setor no índice. Além disso, após a decisão de manutenção de juros do Federal Reserve, o aumento das apostas de aumento de juros nos Estados Unidos ainda em 2026 também pesou sobre a bolsa local. Na sequência, como amplamente esperado, o Copom decidiu cortar a Selic em 0,25 p.p., para 14,25%, mas o comunicado foi interpretado como mais brando pelo mercado. Com isso, a leitura dovish da decisão seguiu pressionando os ativos brasileiros. Ao longo da semana, o vértice mais curto da curva de juros, jan/27, fechou 9 bps, enquanto a ponta longa, jan/36, abriu cerca de 42 bps. No câmbio, o dólar avançou +1,8%, para R$ 5,15. Já o fluxo estrangeiro continuou apontando saída de capital, embora em menor magnitude, com retirada líquida de R$ 206 milhões na semana (dados até quarta-feira), acumulando mais de R$ 31,9 bilhões desde 15 de abril, quando o mercado iniciou sua correção.
  • A Embraer foi o destaque positivo da semana (EMBJ3, +8,7%), após notícias favoráveis para a divisão de defesa, com destaque para avanços na potencial venda de aeronaves C-390 para a Grécia e possível de expansão na índia. Por outro lado, Braskem (BRKM4, -17,6%) foi o destaque negativo, devido dificuldades nas negociações com credores para uma reestruturação extrajudicial da dívida.

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