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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa fecha em alta com expectativa de trégua no Oriente Médio

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 1,2% em reais e de 2,7% em dólares, por conta da apreciação de 2,1% do real, aos 171.133 pontos.
  • As bolsas americanas encerraram a semana em alta (S&P 500: +0,6%; Nasdaq: +2,4%; Dow Jones: +0,7%), com o S&P 500 voltando a subir após encerrar sua sequência de nove semanas consecutivas de ganhos. No micro, a semana foi de grande volatilidade, com o setor de semicondutores sofrendo pressão e o IPO de SpaceX, que acumulou alta de +19,2% no seu primeiro dia de negociações, concentrando atenções e parte relevante do capital global. No macro, o CPI de maio nos EUA veio em linha com as estimativas, com núcleo levemente acima do esperado. Enquanto isso, o BCE surpreendeu ao elevar os juros pela primeira vez desde 2023, citando choque de energia do conflito no Oriente Médio como motivação central. Durante a semana, os preços do petróleo voltaram ao centro das atenções, oscilando entre US$ 88 e US$ 97 após anúncios oficiais por parte dos EUA e do Irã dizendo sobre negociações avançadas que encerrariam o conflito, reabririam o Estreito de Ormuz e flexibilizariam as sansões ao petróleo iraniano. Nesse contexto, as taxas das Treasuries fecharam na semana (2 anos: -7 bps; 10 anos: -5 bps).
  • Enquanto isso, a bolsa brasileira acompanhou o tom positivo dos mercados globais. O principal movimento da semana veio da curva de juros: após uma abertura em praticamente todos os vértices no início da semana, as taxas recuaram de forma brusca com os anúncios oficiais sobre a possibilidade de fim do conflito no Oriente Médio (Jan/29 e Jan/36 fecharam 28 bps e 40 bps, respectivamente), enquanto o dólar recuou -2,1% na semana para R$ 5,06. Com isso, o Ibovespa aliviou a queda acumulada ao longo dos últimos meses, embora ainda caia 13,9% em reais e 15,2% em dólares desde o último pico, em 14 de abril. Apesar da performance positiva, o fluxo continuou mostrando saída de capital estrangeiro, que somou R$ 1,71 bilhão na semana (dados até quarta-feira), e já ultrapassa R$ 27,8 bilhões desde 15 de abril, quando o mercado iniciou sua correção. Por fim, o IPCA de maio, divulgado na sexta-feira, avançou 0,58%, acima do esperado, reforçando cenário de pressão inflacionária. Embora a inflação tenha surpreendido para cima, serviços e algumas medidas de núcleo (exclui itens com preços voláteis) vieram um pouco mais benignas do que o esperado, enquanto preços administrados e bens industriais seguiram pressionados. 
  • A Cury foi o destaque positivo da semana (CURY3, +12,3%), juntamente de outras construtoras, devido ao forte fechamento da curva de juros ao longo da semana após expectativas de fim do conflito no Oriente Médio. Por outro lado, Natura (NATU3, 12,0%) foi o destaque negativo da semana, diante das dúvidas do mercado sobre a manutenção do compromisso de compra pela Advent.

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