Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com o IBOV recuando 0,44%, enquanto o ISE avançou 0,16%.
• No Brasil, o comitê executivo de gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos – o órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), com validade por seis meses a partir de 1º de julho.
• No internacional, (i) o governo do Reino Unido anunciou que adotará medidas para impedir a entrada no país de produtos agrícolas ligados ao desmatamento ilegal – segundo o governo, a política será discutida com empresas e parceiros internacionais e incluirá exigências obrigatórias de due diligence para as companhias, com expectativa de entrada em vigor da nova lei no ano que vem; e (ii) a certificadora britânica de créditos de carbono Isometric, concorrente da Verra, levantou US$ 40 milhões para expandir o uso de inteligência artificial no processo de certificação – segundo o diretor de produtos da companhia, a principal vantagem da empresa está na velocidade de emissão dos créditos, um dos pontos fracos da Verra, o que traz maior previsibilidade para os negócios.
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Brasil
Empresas
“A Edge, em conjunto com o Grupo Nimofast e a Green Cargo, anunciou nesta quarta-feira (24/6) o lançamento de um projeto de R$ 8,3 bilhões em dez anos para escalar o transporte rodoviário de longa distância movido a Gás Natural Liquefeito (GNL) no Brasil. Batizado de GreenTech Logística Integrada, o projeto promete atingir 2 mil caminhões em dois anos. O investimento – que inclui desde a aquisição de equipamentos, leasing, combustível e operação – será sustentado por contratos de fornecimento de gás e frete de longo prazo. a Edge atuará como fornecedora do GNL, num contrato de dez anos; a Green Cargo, representante exclusiva da JAC Motors para veículos pesados a gás no Brasil, fornecerá os caminhões; e o Grupo Nimofast liderará a operação e gestão logística por meio da Interconecta Logística S.A. O fornecimento de GNL será realizado pela Edge por meio do Terminal de Regaseificação de GNL de Santos (TRSP), combinado à logística de distribuição off-grid via transporte rodoviário.O acordo também inclui o biometano certificado por atributo, proveniente da Onebio — planta de purificação de biometano controlada pela Edge, em Paulínia (SP). o projeto começa em 2026 com a entrega de 60 caminhões JAC Motors movidos a GNL; a meta é expandir o projeto para 160 veículos no primeiro trimestre de 2027; e alcançar 2.000 caminhões em operação em 24 meses. A Interconecta operará a partir de Paulínia/SP, conectando os principais polos industriais, portuários e agroindustriais do país em corredores de longa distância. A plataforma atenderá embarcadores de agronegócio, energia, mineração, química e carga geral, com sistema digital para monitoramento de emissões e comercialização de créditos de carbono.”
Fonte: Eixos; 24/06/2026
Aroeira investe R$ 750 milhões em planta de etanol de cereais em Minas Gerais
“A Bioenergética Aroeira, com sede em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, vai investir R$ 750 milhões na implantação de uma usina de etanol de cereais. Desse montante, R$ 618 milhões são de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já aprovados, e o restante são recursos próprios. O banco de fomento aprovou o empréstimo em duas operações. Uma inclui R$ 310 milhões do Fundo Clima e R$ 105,5 milhões da linha Finem, para projetos de investimento de longo prazo. Já a outra, de R$ 202,5 milhões, será voltada à compra de equipamentos e sistemas industriais de produção, com recursos da linha BNDES Máquinas e Serviços. “O BNDES está comprometido com a indústria de biocombustíveis, que tem papel fundamental para intensificar o processo de descarbonização da matriz energética e do transporte no país”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Esse projeto fortalece cadeias produtivas estratégicas para a transição energética, ao mesmo tempo em que impulsiona a geração de empregos e a inovação tecnológica, em linha com a Nova Indústria Brasil”, acrescentou. A unidade será operada pela Biomil Etanol, atualmente em fase pré-operacional. O diretor-presidente do grupo Bioenergética Aroeira, Gabriel Feres Junqueira, diz que o projeto está atualmente em fase de engenharia. A previsão é que a construção da usina tenha início no ano que vem e a unidade entre em operação a partir de 2028. A usina terá capacidade inicial para processar 330 mil toneladas por ano de cereais, incluindo milho e sorgo, e produzir 146 milhões de litros de etanol anualmente. A companhia também estima que a unidade vá produzir 92 mil toneladas por ano de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS), insumo para produção de ração animal.”
Fonte: NovaCana; 24/06/2026
A reestruturação e a nova governança do setor nuclear brasileiro
“Durante encontro em Brasília com representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na semana passada, demos mais um passo na reestruturação conduzida pelo governo federal no setor nuclear para fortalecer a governança, ampliar a segurança regulatória e preparar o país para uma nova etapa de expansão das atividades na área. Instituição das Nações Unidas com sede em Viena, a agência é o principal fórum intergovernamental mundial para a cooperação científica e tecnológica no campo nuclear, trabalhando pelo seu uso seguro e pacífico. No âmbito do Ministério de Minas e Energia (MME), a reestruturação contempla as nossas empresas vinculadas. Uma delas é a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), uma holding que conta com duas subsidiárias: a Eletronuclear e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A Eletronuclear responde pela operação das usinas de Angra 1 e 2 e pela finalização de Angra 3. A INB atua na cadeia produtiva de urânio, que inclui a mineração, o beneficiamento, o enriquecimento, a fabricação de pó, pastilhas e do combustível para as usinas brasileiras. Nesse conjunto, está também a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), voltada em particular para o desenvolvimento e manutenção dos equipamentos das usinas de Angra, entre outras atividades. Além dessas empresas, destaca-se a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), implantada no ano passado. Sua finalidade consiste em monitorar, regular e fiscalizar a segurança nuclear e a proteção radiológica das atividades e das instalações, dos materiais e das fontes de radiação no território nacional.”
Fonte: Eixos; 25/06/2026
Política
Brasil cai da 4ª para 5ª posição no ranking de energia solar adicionada em 2025
“O Brasil perdeu uma posição no ranking global e caiu para a quinta posição entre os maiores mercados fotovoltaicos do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha, informa a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), de acordo com o recente relatório “Global Market Outlook For Solar Power 2026 – 2030”, elaborado pela SolarPower Europe. Pelo relatório, divulgado nesta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha – e que contou com participação direta da Absolar na construção do conteúdo -, o Brasil adicionou, em 2025, 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência pico da fonte solar, uma queda de 23% ante aos 18,9 GWp que entraram no ano anterior. Os dados consideram a somatória das grandes usinas fotovoltaicas e dos sistemas de geração própria solar de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e em pequenos terrenos, com base na potência total adicionada ao longo de 2025. Segundo a Absolar, o estudo da SolarPower Europe está padronizado para a unidade de potência pico (GWp) e não para potência nominal instalada (GWac), que é o modelo mais utilizado nos dados divulgados publicamente pelos órgãos oficiais brasileiros. Além da queda brasileira no ranking, o relatório mostrou que a Índia ultrapassou de forma inédita os Estados Unidos em termos de potência adicionada no ano. Outro destaque é a penetração per capita da tecnologia fotovoltaica na Austrália, com cerca de 1,7 kilowatt (kW) de energia solar para cada cidadão australiano. De acordo com a entidade, a Austrália continua sendo, de longe, a líder global, ampliando ainda mais sua vantagem de capacidade solar instalada por habitante em 2025. Os Países Baixos aparecem em seguida, agora acima da marca de 1,5 kW por habitante, enquanto a Alemanha consolida sua posição no terceiro lugar, tendo superado com folga o patamar de 1 kW per capita nos últimos dois anos.”
Fonte: Eixos; 24/06/2026
Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero
“O comitê-executivo de gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. O órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD). A medida terá validade por seis meses a partir de 1º de julho e contempla um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil. Segundo o Gecex, os veículos eletrificados semidesmontados terão a tarifa de importação elevada para 35% a partir de julho. Já os modelos desmontados continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando também para 35% em janeiro de 2027. A cota adicional com imposto zerado terá o mesmo valor do mecanismo que vigorou até janeiro deste ano. Acima do limite autorizado, continuam valendo as tarifas previstas no cronograma oficial. A decisão não inclui veículos eletrificados totalmente montados, que seguem sujeitos às regras de tributação estabelecidas. Em comunicado, o Gecex afirmou que a medida busca alinhar a política comercial a iniciativas voltadas à renovação da frota, incentivo à inovação e redução das emissões de carbono no setor automotivo. O órgão destacou que os veículos eletrificados contribuem para a descarbonização da cadeia automotiva brasileira e para a adoção de tecnologias mais sustentáveis. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu negativamente à medida e afirmou ver a decisão com “grande preocupação”. A entidade declarou que a manutenção das cotas de importação com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças. Segundo a associação, manifestações de sindicatos, entidades empresariais e representantes da indústria apontaram impactos negativos sobre a produção local.”
Fonte: NovaCana; 24/06/2026
Internacional
Empresas
O operador da rede britânica pediu mais eletricidade à medida que as temperaturas sobem
“O operador de rede britânico lançou um apelo a mais fornecimentos de electricidade, à medida que o calor extremo aumenta a procura de energia e reduz a eficiência dos painéis solares e das centrais eléctricas alimentadas a gás. Enquanto o Met Office do Reino Unido emitia um alerta vermelho para calor extremo, apenas pela segunda vez na sua história, o Operador Nacional do Sistema Energético (Neso) instou todas as centrais eléctricas capazes de produzir mais electricidade a se apresentarem para ajudar a lidar com as altas temperaturas combinadas com ventos fracos, que reduziram a produção das turbinas eólicas. O “aviso de margem de energia elétrica”, que abrange o fornecimento entre as 19h00 e as 22h00 da noite de quarta-feira, foi o primeiro Neso emitido desde janeiro de 2025 e o primeiro durante o verão. A Neso cancelou o aviso no início da tarde de quarta-feira, indicando que havia garantido os suprimentos necessários. Neso é responsável por garantir que a oferta e a procura de electricidade estejam constantemente equilibradas, intervindo para atenuar eventuais desfasamentos no mercado grossista, pagando aos geradores para produzirem mais ou menos electricidade. Opera o sistema com um amortecedor entre a procura e a oferta, e disse que o aviso reflecte a sua necessidade de uma “maior almofada de segurança entre a procura de energia e a oferta disponível”, em vez de cortes iminentes de energia. Embora o calor signifique que as pessoas estão a utilizar mais energia para ar condicionado e ventiladores, tanto as centrais eléctricas a gás como os parques solares também são menos eficientes. Por cada grau que a temperatura dos painéis sobe acima dos 25ºC, a eficiência dos painéis solares cai 0,3-0,5 por cento, segundo analistas da Montel. As centrais eléctricas a gás são menos eficientes no calor, uma vez que o ar mais quente é menos denso, o que significa que podem consumir menos combustível, uma vez que os dois têm de ser mantidos em proporção e têm de trabalhar mais para satisfazer a pressão de ar necessária.”
Fonte: Financial Times; 24/06/2026
“Um aumento espetacular nas vendas de carros elétricos na Europa fez com que alguns países deixassem de defender “regras mais fracas para as vendas futuras de carros com motor de combustão”, disse o comissário climático da UE, Wopke Hoekstra, na quinta-feira. “Alguns têm de facto dito, tanto os Estados-membros como o Parlamento Europeu, ‘isto não é um sinal de que o status quo já era bom o suficiente?'”, disse Hoekstra antes de uma reunião dos ministros do ambiente da UE no Luxemburgo, referindo-se a uma meta anterior que exigia um corte de 100% nas emissões de CO2 dos automóveis até 2035. A Comissão Europeia retirou no final do ano passado a proibição efectiva de novos automóveis com motor de combustão a partir de 2035, após pressão do sector automóvel da região, alterando a meta para uma redução de 90%. Hoekstra disse que ainda preferia a nova proposta, mas também disse que o aumento das vendas de carros elétricos foi “muito útil”. “As vendas de veículos elétricos, especialmente nos três maiores mercados, mas também de veículos usados, são realmente muito impressionantes, com dezenas de porcentagens a mais do que no ano anterior”, disse Hoekstra.”
Fonte: Reuters; 25/06/2026
Concorrente da Verra, Isometric capta R$ 210 milhões
“A certificadora de créditos de carbono britânica Isometric captou US$ 40 milhões (aproximadamente R$ 210 milhões) para investir na expansão do uso de inteligência artificial, usada para acelerar o processo de certificação. A empresa chegou ao Brasil há pouco mais de um ano, quando ampliou a atuação para soluções baseadas na natureza, ramo do mercado de carbono dedicado à preservação e restauração de florestas. Mais recentemente, foi notícia quando a primeira grande companhia de reflorestamento abandonou a certificadora americana Verra, que domina este mercado. Quando a Mombak decidiu migrar seu principal projeto de reflorestamento da Verra para a Isometric, o sinal foi claro. O diretor de produtos da Mombak, Dan Harburg, disse que um fator foi determinante: a velocidade da Isometric para emissão de créditos, um dos pontos fracos da Verra, garante melhor previsibilidade para os negócios. A principal concorrente da Mombak, a Re.green, também já possui um projeto sendo avaliado pela Isometric. Outras desenvolvedoras brasileiras estão próximas de anunciar a migração, diz Lukas May, diretor comercial da Isometric, sem revelar nomes. Hoje, a Isometric possui dez projetos cadastrados para certificação no Brasil a expectativa é dobrar esse número em breve. “O Brasil foi o país para onde viajamos mais vezes no último ano”, diz May. A rodada atual de investimento na Isometric foi liderada pela AVP, antiga AxaXA Venture Partners, da seguradora francesa de mesmo nome. A empresa havia levantado US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130 milhões) em uma rodada anterior, em 2023, que incluiu as gestoras Atomico, do cofundador do Skype, o sueco Niklas Zennström; a Plural Capital e Lowercarbon Capital. A empresa tem hoje 17 metodologias disponíveis, cerca de 150 projetos ativos de 100 clientes.”
Fonte: Capital Reset; 25/06/2026
Política
Preços do petróleo recuam aos menores níveis desde o início da guerra no Irã
“O aumento no tráfego pelo Estreito de Ormuz e os avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã levaram os preços do petróleo a exibirem forte recuo nesta quarta-feira (24) e atingirem o menor valor de fechamento desde o início da guerra no Oriente Médio. O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em queda de 4,33%, cotado a US$ 73,74 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento para o mesmo mês cedeu 3,92%, cotado a US$ 70,34 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Ambos foram ao menor valor desde 27 de fevereiro. A queda do preço do petróleo é fruto, principalmente, do aumento no tráfego pelo Estreito de Ormuz e das projeções de avanço na produção por países do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos restabeleceram a maior parte dos níveis de produção anteriores ao conflito, enquanto o Kuwait e o Iraque ampliaram suas exportações. “Embora as negociações [entre EUA e Irã] continuem complexas e persistam dúvidas sobre a futura governança de Ormuz, o mercado está incorporando cada vez mais a perspectiva de uma normalização gradual dos fluxos de energia”, avalia Soojin Kim, do MUFG. “A recuperação contínua das exportações do Golfo e a redução do prêmio de risco geopolítico devem manter uma pressão de baixa sobre os preços do petróleo”, acrescentou. Há, no entanto, quem mostre uma visão mais cética sobre a dinâmica de preços no mercado de energia. “Mantemos a avaliação de que a onda de vendas de petróleo foi exagerada, visto que o mercado continua apresentando um quadro de aperto na oferta”, disseram Ewa Manthey e Warren Patterson, do ING. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, hoje, que 19 milhões de barris de petróleo transitaram pelo Estreito em um único dia, volume superior aos níveis pré-guerra, que variavam entre 16 milhões e 18 milhões de barris.”
Fonte: Valor Econômico; 24/06/2026
EUA dizem que estão mobilizando assistência para Venezuela após terremotos
“Os EUA disseram na noite de quarta-feira que estavam em contato com as autoridades venezuelanas após fortes terremotos e que estavam mobilizando assistência para a nação sul-americana. “Estamos em contato com as autoridades e mobilizando assistência”, disse o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, no X. Ele disse que os terremotos foram “devastadores”. Fortes terremotos atingiram o oeste da capital da Venezuela na tarde de quarta-feira, derrubando edifícios em Caracas, prendendo pessoas nos escombros e levando os cientistas a alertar sobre possíveis vítimas pesadas e destruição generalizada em todo o país. O funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Jeremy Lewin, disse no X que o departamento mobilizou uma equipe de assistência a desastres e uma força-tarefa para fornecer e coordenar assistência crítica aos venezuelanos. “Trabalhando com nossos parceiros no governo interino venezuelano, os EUA enviarão equipes de busca e resgate, suprimentos médicos e humanitários e outros recursos nos primeiros dias cruciais após este trágico desastre natural”, acrescentou. A embaixada dos EUA em Caracas informou que todo o pessoal americano foi contabilizado. Os laços entre os EUA e a Venezuela esquentaram nos últimos meses, depois que as forças americanas capturaram o então presidente do país, Nicolás Maduro, em um ataque mortal à capital, em janeiro. A administração do presidente Donald Trump se envolveu com um governo interino liderado pela ex-aliada de Maduro, Delcy Rodriguez, inclusive sobre um acordo para os EUA venderem petróleo venezuelano, e emitiu isenções de sanções para encorajar o investimento americano.”
Fonte: Reuters; 25/06/2026
Reino Unido quer barrar importação de produtos agrícolas de áreas desmatadas
“O governo do Reino Unido anunciou que vai aplicar medidas para impedir a entrada de produtos agrícolas no país provenientes do desmatamento ilegal. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (23) durante a Semana do Clima de Londres. O governo disse que vai consultar empresas e parceiros internacionais sobre a política, que inclui requisitos obrigatórios de due diligence para empresas. A expectativa é que a nova lei entre em vigor no ano que vem. Na proposta, empresas britânicas que compram gado, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira terão de verificar que suas cadeias de fornecimento não estão contribuindo para desmatamento ilegal. A regra se inspira na lei antidesmatamento da União Europeia, a EUDR. A proposta do governo britânico, porém, é mais branda. A EUDR proíbe a comercialização de produtos vindos de desmatamento legal e ilegal. Já a proposta britânica, segundo o anúncio, mira apenas o desmatamento ilegal. Para o Brasil, o impacto maior se concentraria nas exportações de gado e soja, que são as cadeias brasileiras com maior associação histórica ao desmatamento da Amazônia e do Cerrado e que vêm ganhando espaço no comércio entre os dois países. Essas commodities também aparecem em produtos do dia a dia, como óleo de cozinha, shampoo e cosméticos. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques brasileiros para o mercado britânico somaram US$ 1,7 bilhão, alta de 19,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A soja, um dos principais itens do comércio entre os dois países, registrou vendas de US$ 165,5 milhões, avanço anual de 47%, e respondeu por 9,6% do total exportado. A pecuária também apresentou forte crescimento. As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançaram US$ 39,5 milhões no período, um aumento de 42,7% na comparação anual.”
Fonte: Capital Reset; 25/06/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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