Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,39% e 0,47%, respectivamente.
• No lado das empresas, a mineradora australiana de terras raras Viridis está em negociações avançadas com potenciais compradores desses minerais críticos na Europa e nos EUA para a mina Colossus, em Minas Gerais – segundo o CEO Rafael Moreno, embora a companhia tenha recebido interesse global, incluindo de compradores chineses, a Viridis pretende operar exclusivamente com clientes ocidentais.
• Como efeito do conflito no Oriente Médio, (i) a União Europeia avalia pedir aos países membros a suspensão, por três anos, da aplicação de penalidades a empresas de óleo e gás que descumprirem a regulação de emissões de metano, em meio a preocupações com a segurança energética após interrupções no abastecimento de energia – a medida também reflete pressões dos EUA e de entidades do setor, que argumentam que a aplicação integral da lei poderia comprometer a capacidade da Europa de assegurar o suprimento de combustíveis; e (ii) segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), os investimentos globais em gás natural devem crescer mais de 10% em 2026, atingindo US$ 330 bilhões, o maior nível em 10 anos, enquanto os gastos em upstream de petróleo recuam pelo terceiro ano consecutivo – para a Agência, em um cenário ainda afetado pela guerra no Irã, que interrompeu fluxos no Estreito de Hormuz e gerou paralisações no Oriente Médio, empresas vêm redirecionando investimentos para outras regiões e ampliando gastos em GNL, renováveis e carvão para reforçar a segurança energética.
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Brasil
Empresas
Primeiro motor de usina térmica movido a etanol deve começar a funcionar em junho em Pernambuco
“A poluição ligada às termelétricas, que normalmente queimam combustíveis fósseis para gerar energia, pode estar com os dias contados. A usina térmica Suape 2, instalada a 40 quilômetros do Recife, deve iniciar em junho os testes de um motor abastecido com uma mistura de 97% de etanol e 3% de biodiesel. O projeto custou R$ 60 milhões e foi desenvolvido pela Suape Energia em parceria com a empresa finlandesa Wärtsilä. A tecnologia é considerada inédita no mundo e pretende ser um primeiro passo para reduzir a contribuição do setor para as mudanças climáticas. Adriano Marcolino, gerente de desenvolvimento de negócios da Wärtsilä, diz que uma usina movida a etanol emitiria 80% menos gases do efeito estufa do que uma planta abastecida com óleo combustível, com reduções significativas em dióxido de enxofre, óxido nitroso e material particulado. A inovação também ajudaria a fortalecer a resiliência do sistema elétrico nos momentos em que não há geração de energia solar e eólica. O governo federal decidiu contratar termelétricas para garantir o abastecimento, mas às custas de mais emissão de carbono. “Para suprir a intermitência das fontes renováveis, uma usina a etanol vem com uma complementaridade perfeita”, diz Marcolino. O motor tem 4 MW de potência e já está na usina, onde passará por 4.000 horas de testes de desempenho e eficiência. Nessa fase, o equipamento poderá gerar energia suficiente para abastecer 16,5 mil residências e consumirá cerca de 6 milhões de litros de combustível. Estimativas da Wärtsilä indicam que parte da reserva técnica das empresas brasileiras produtoras de etanol seria suficiente para atender à demanda nos períodos em que é necessário ativar as térmicas. “Você não teria que plantar mais ou tirar terra de outras produções de alimento”, afirma Marcolino. A UTE Suape 2 funciona desde 2012 em Cabo de Santo Agostinho (PE) e conta com 17 motores movidos a óleo combustível. A potência total instalada é de 381 MW, sem contar o novo equipamento.”
Fonte: Folha de S. Paulo; 28/05/2026
Venda de elétricos avança e põe indústria local à prova
“A venda de carros híbridos e elétricos no Brasil tem superado todas as previsões, alcançando 18,3% do mercado em abril. Mas chamam a atenção os resultados dos 100% elétricos e híbridos plug-in. Desde 2023, a soma de vendas desses dois tipos de veículos supera a dos híbridos convencionais. Isso significa que o brasileiro que aderiu à eletrificação tem dado preferência aos carros carregáveis em tomadas. Puxada pelos chineses, a produção desse tipo de veículo mal começou no país. Montadoras que há décadas lideram o mercado ainda não produzem carros carregáveis em tomadas. E não há sinais de isso acontecer no curto prazo. O contexto põe à prova essas empresas e antecipa mudanças estruturais no parque fabril do setor. Quando a eletrificação começou a ganhar força no país, em 2022, híbridos convencionais representavam 59,5% das vendas de eletrificados. Mas logo os modelos plug-in e os totalmente elétricos passaram à frente, com fatias somadas de 55,7% em 2023, 70,8% em 2024, 63,16% em 2025 e 65,45% no primeiro quadrimestre de 2026. Híbridos convencionais têm um motor elétrico e outro a combustão, que funcionam alternadamente, enquanto os híbridos plug-in também têm motor a combustão, mas, assim como os 100% elétricos, podem ser carregados em tomadas.”
Fonte: Valor Econômico; 29/05/2026
Viridis venderá terras raras do Brasil para EUA e Europa, não para China, diz CEO
“A mineradora australiana de terras raras Viridis Mining and Minerals está em negociações avançadas com potenciais compradores desses minerais críticos na Europa e nos EUA para sua mina Colossus, no Estado de Minas Gerais, disse o executivo-chefe (CEO) Rafael Moreno à agência de notícias Reuters, acrescentando que a empresa não está buscando compradores chineses. A Viridis inaugurou nesta quinta-feira (28) seu centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas, enquanto prepara o projeto para atingir a produção estável até o final de 2028, disse Moreno. A instalação produzirá o primeiro carbonato misto de terras raras da mina, contendo minerais como neodímio e térbio, entre outros, e ajudará a facilitar as negociações de fornecimento com os compradores, afirmou ele. A inauguração do centro ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos EUA tentam reduzir sua dependência da China para esses materiais, que são vitais para carros elétricos e sistemas de defesa. Embora a Viridis tenha recebido interesse global de compradores — aqueles que se comprometem a adquirir volumes específicos ao longo do tempo —, a empresa trabalhará exclusivamente com compradores ocidentais, apesar do forte interesse chinês, acrescentou o CEO.”
Fonte: Valor Econômico; 29/05/2026
Internacional
Empresas
Meta destina US$ 13 milhões adicionais ao conselho de supervisão até 2028
“O Conselho de Supervisão da Meta (META.O) informou nesta quinta-feira que garantiu US$ 13 milhões em recursos adicionais da empresa de mídia social para assegurar as operações do órgão independente até 2028. As plataformas digitais vêm enfrentando forte pressão para equilibrar liberdade de expressão e combate à desinformação, ao mesmo tempo em que integram soluções de IA. Segundo o co‑presidente Paolo Carozza, os novos recursos serão destinados ao fundo fiduciário do conselho, e a Meta continua encaminhando casos complexos de moderação de conteúdo ao órgão e respondendo às recomendações emitidas. Em 2024, a companhia já havia se comprometido a destinar ao menos US$ 30 milhões por ano ao longo dos três anos seguintes, de acordo com publicação em blog do próprio conselho. O Conselho de Supervisão é composto por especialistas e tem poder para tomar decisões vinculantes e emitir recomendações sobre questões de conteúdo nas plataformas da empresa. Em abril de 2025, o órgão criticou duramente a controladora do Instagram por “desmontar às pressas” suas operações de checagem de fatos nos EUA e afrouxar restrições sobre temas sensíveis como imigração e identidade de gênero. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, iniciou esse recuo em janeiro de 2025, argumentando que os esforços anteriores de moderação haviam resultado em “censura em excesso”.”
Fonte: Reuters; 28/05/2026
Mitsui busca investimentos em GNL para atender demanda de energia de data centers, diz Bloomberg
“A trading japonesa Mitsui (8031.T) está buscando investir em projetos de GNL no Oriente Médio, Estados Unidos e Austrália para atender à crescente demanda de energia de data centers, informou a Bloomberg News nesta quinta-feira, citando o CEO Kenichi Hori. A empresa avaliará a possibilidade de adquirir participações acionárias ou firmar contratos de fornecimento com companhias de GNL e de químicos derivados de gás, disse Hori à Bloomberg, acrescentando que a demanda por GNL está em forte expansão à medida que empresas buscam energia “limpa” para alimentar infraestrutura de IA. A Mitsui disse à Reuters que pode oferecer funções que vão do suprimento e trading de energia até infraestrutura de geração, dentro de uma entidade integrada focada na cadeia de suprimentos para data centers. A companhia, na qual a Berkshire Hathaway (BRKa.N) detém 10% de participação, é uma das cinco maiores casas de comércio do Japão e possui um portfólio que inclui produção e trading de combustíveis fósseis, energia renovável e alimentos. Hori afirmou, no início deste mês, que a Mitsui quer “capturar oportunidades de alta no setor de energia, mantendo-se cautelosa”. O Japão, um dos países mais vulneráveis do mundo a interrupções nas importações de energia, intensificou esforços diplomáticos e prometeu bilhões de ienes em apoio para mitigar o choque econômico decorrente da guerra no Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz. A Mitsui já possui participação na unidade de exportação de GNL da Abu Dhabi National Oil Co, em Ruwais, e considerará novos investimentos no Oriente Médio, disse Hori à Bloomberg. No ano passado, a empresa assinou um contrato de longo prazo com a Venture Global (VG.N) para o fornecimento de 1,0 milhão de toneladas anuais de GNL.”
Fonte: Reuters; 28/05/2026
CATL inaugura centro de testes de baterias de US$ 440 milhões na China
“A fabricante chinesa de baterias automotivas Contemporary Amperex Technology Corporation (CATL) inaugurou na quinta-feira (28) uma instalação de testes para sistemas de armazenamento de energia com 100 mil metros quadrados, com o objetivo de aumentar a segurança e a confiabilidade das baterias por meio de simulações em condições mais severas. O investimento no centro, criado pela subsidiária da CATL Xiamen Energy Storage Validation Research Institute (ESVL) e apontado como o maior do mundo no segmento, alcançou 3 bilhões de yuans (US$ 443 milhões). Os sistemas de armazenamento de energia são usados como fonte de energia para fábricas e como dispositivos para armazenar eletricidade gerada por fontes solar e eólica. As entregas para data centers vêm aumentando devido à demanda impulsionada pela inteligência artificial.“A indústria de armazenamento de energia está crescendo rapidamente, mas é mais complexa do que a de baterias automotivas”, afirmou Chen Xiaobo, diretor da ESVL, durante a cerimônia de inauguração em Xiamen, na província de Fujian. “Em especial, há carência de testes de segurança para produtos de alta capacidade usando equipamentos reais.” A instalação conta com laboratórios capazes de reproduzir redes elétricas reais utilizadas em campo, além de condições anormais em alta voltagem, como descargas atmosféricas e curtos-circuitos em baterias. Partes do centro também conseguem simular a pressão atmosférica de altitudes de até 7.200 metros, temperaturas entre -50°C e 100°C e níveis de de umidade de 20% a 99%. Segundo a empresa, isso permite verificar a vida útil das baterias ao submetê-las a testes de alta tensão após exposição a condições extremas.”
Fonte: Valor Econômico; 29/05/2026
Política
UE planeja isentar por três anos as penalidades a petrolíferas que descumprirem lei do metano
“A União Europeia pretende pedir aos países-membros que suspendam, por três anos, a aplicação de penalidades a empresas de óleo e gás que descumprirem sua lei de emissões de metano, em resposta à interrupção no abastecimento de energia causada pela guerra no Irã, segundo rascunho de documento obtido pela Reuters. A medida vem após pressão do governo dos EUA e de associações da indústria de óleo e gás, que alertaram que a lei poderia dificultar a capacidade da Europa de garantir suprimentos de combustível. A mudança enfraqueceria a política climática europeia — pioneira no mundo — desenhada para combater vazamentos de metano, um poderoso gás de efeito estufa e o segundo maior causador das mudanças climáticas, atrás apenas das emissões de CO₂. O rascunho da Comissão Europeia, visto pela Reuters, diz que os países da UE não devem aplicar penalidades a empresas que descumprirem a lei do metano em 2027, 2028 e 2029, exceto em casos de “descumprimentos fraudulentos em larga escala”. A mudança se aplicaria tanto a contratos de fornecimento de óleo e gás já existentes quanto àqueles assinados ou renovados antes de janeiro de 2028, segundo o documento. “No contexto atual de crise no Oriente Médio, a fim de não colocar em risco a segurança do suprimento de energia… e de reduzir a exposição de consumidores e empresas europeias a eventuais faltas de energia que provoquem preços elevados, os Estados-membros não devem aplicar as penalidades”, diz o texto.”
Fonte: Reuters; 28/05/2026
“Os investimentos globais em projetos de gás natural devem crescer mais de 10% neste ano, chegando a US$ 330 bilhões — o maior nível em 10 anos — enquanto os gastos em upstream de petróleo recuam pelo terceiro ano consecutivo, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). Com os mercados globais de energia ainda sendo afetados pela guerra no Irã, que interrompeu o tráfego de petroleiros no Estreito de Hormuz e provocou paralisações de produção em todo o Oriente Médio, empresas estão acelerando investimentos em outras geografias e ampliando gastos em renováveis, GNL e carvão para reforçar a segurança de suprimento. “Já estamos observando esforços intensificados, tanto de países produtores quanto consumidores, para diversificar rotas de comércio e fontes de energia”, afirmou o diretor da AIE, Fatih Birol, em comunicado. De acordo com o relatório World Energy Investment 2026 da AIE: Os fluxos de capital para o setor de energia devem crescer 5% em 2026, alcançando US$ 3,4 trilhões, apesar das interrupções no Oriente Médio; US$ 2,2 trilhões serão destinados a renováveis, armazenamento de energia, redes elétricas e combustíveis de baixa emissão; Menos de US$ 500 bilhões serão investidos em oferta de petróleo; O crescimento do gás natural virá em grande parte de projetos de GNL nos EUA, embora a crise atual tenha deixado importadores asiáticos mais cautelosos em relação à dependência do gás; Os investimentos em carvão devem atingir o maior nível em 14 anos, chegando a US$ 180 bilhões, puxados por China e Índia; A energia nuclear vive um retorno, com US$ 80 bilhões em investimentos previstos para este ano.”
Fonte: Reuters; 28/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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