Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,48% e 0,53%, respectivamente.
• No lado das empresas, a operadora de data center Ascenty, controlada pela canadense Brookfield e pela americana Digital Realty, anunciou um investimento de US$ 1,2 bilhão para expandir sua operação voltada à inteligência artificial (IA) no Brasil – a empresa planeja construir quatro novos empreendimentos no interior de São Paulo, em meio ao boom global da demanda por infraestrutura para IA.
• Na política, (i) o presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira (27), que “falta pouco tempo” para a Petrobras anunciar se há ou não petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte – segundo ele, “todos os estudos estão feitos e tudo está aprovado”; e (ii) a Rússia assinou nesta quinta-feira um acordo com o Cazaquistão para construir a primeira usina nuclear no maior país da Ásia Central – o Cazaquistão, maior produtor mundial de urânio e país que sofreu com os efeitos dos testes nucleares soviéticos, discute a possibilidade de gerar energia atômica há pelo menos duas décadas.
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Brasil
Empresas
Ascenty investe US$ 1,2 bi em infra de data centers de IA no Brasil
“A operadora de data center Ascenty, controlada pela canadense Brookfield e pela americana Digital Realty, anunciou um investimento de US$ 1,2 bilhão para expandir sua operação voltada à inteligência artificial (IA) no Brasil. A empresa planeja construir quatro novos empreendimentos no interior de São Paulo, em meio ao boom global da demanda por infraestrutura para IA. Dois deles, em Sumaré e Vinhedo, têm contratos fechados com clientes e somam 150 megawatts (MW) contratados. Outros dois projetos seguem em negociação. “Nós só construímos data centers quando temos contratos assinados”, disse o CEO da companhia, Chris Torto, a jornalistas nesta quarta-feira (27). A empresa não divulgou os nomes dos clientes. A Ascenty é responsável pela infraestrutura física dos projetos, incluindo terreno, edifícios, sistemas elétricos e refrigeração. Os clientes ficam encarregados da instalação dos equipamentos computacionais: eles devem investir outros US$ 5 bilhões em servidores, unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) e sistemas de armazenamento para equipar as unidades, segundo a Ascenty. Os novos data centers devem ser entregues entre 2026 e o fim de 2027. A escolha do interior paulista é estratégica, segundo o CEO, pois conta com disponibilidade de energia, conectividade, acesso a cabos submarinos e mão de obra qualificada.”
Fonte: Capital Reset; 27/05/2026
Empresas apostam em usinas eólicas em alto-mar
“Com ventos constantes e velozes, o Brasil tem o cenário perfeito para gerar energia elétrica em alto-mar, em usinas eólicas offshore. O Banco Mundial estima um potencial de produção de 1,2 gigawatt (GW) no litoral brasileiro e a criação de 516 mil empregos diretos, até 2050, com a nova atividade. O Ibama contabiliza 59 manifestações de interesse de empresas em instalar usinas. Ainda assim, nenhuma unidade foi construída. Falta o governo definir as regras do setor. O primeiro passo para transformar as eólicas offshore em realidade no Brasil foi dado em janeiro de 2025 com a aprovação do marco legal das eólicas offshore a Lei 15.097. Em 1º de abril deste ano, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou resolução com as diretrizes da regulamentação do marco legal. A próxima etapa será publicar um decreto com as regras efetivas de funcionamento da atividade. Apenas a partir daí as empresas terão acesso às áreas marítimas para realizar estudos de viabilidade dos projetos. A construção das usinas ocorre depois – leva cerca de dez anos entre o início dos estudos das áreas e a operação das usinas. Iniciativa privada para tirar os projetos do papel existe. Um grupo de quatro empresas, com o apoio do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), se juntou há um mês para formar a Coalizão Eólica Marinha (CEM), que hoje já conta com mais oito empreendedores e o incentivo de governos locais.”
Fonte: Valor Econômico; 28/05/2026
Política
Lula diz que falta pouco para Petrobras anunciar se há petróleo na Margem Equatorial
“Em agenda no Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (27), que “falta pouco tempo” para a Petrobras anunciar se há ou não petróleo na Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. “Eu penso que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se tem ou não petróleo que a gente imagina que tem [na Margem Equatorial]. Todos os estudos estão feitos, tudo está aprovado”, disse. Segundo o presidente, caso haja a quantidade de petróleo estimada pelo governo, isso será importante para o desenvolvimento da Região Norte. “Os estados do Norte vão ter que ser beneficiados com essa riqueza, se a gente encontrar aquilo que está pensando, seja petróleo ou seja gás”, disse em entrevista ao Jornal do Amazonas, da Rede Amazônica. Lula também afirmou que o governo federal não deseja continuar incentivando termoelétricas movidas a óleo diesel. O presidente defendeu a ampliação do uso de fontes renováveis de energia. “Não é correto que a gente prometa ao mundo descarbonizar o Brasil e ficar incentivando a termelétrica a óleo diesel”, pontuou. Ainda sobre energia elétrica, disse esperar transformar o país em uma “opção invejável” para investimentos na área de data centers – tema de interesse da China e dos Estados Unidos. Segundo ele, empresas que desejarem se instalar no Brasil deverão produzir sua própria energia. “Não podemos permitir que venham aqui usar nossa energia”, ressaltou.”
Fonte: Valor Econômico; 27/05/2026
Internacional
Empresas
Startup nuclear Newcleo fará IPO via acordo com SPAC
“A Newcleo informou nesta quarta-feira que abrirá capital nos Estados Unidos por meio de um acordo com uma empresa de propósito específico (SPAC), em uma operação que avalia a startup de energia nuclear em cerca de US$ 2,4 bilhões (pré-money). O acordo com a special purpose acquisition company NewHold Investment Corp III (NHIC.O) deve gerar até US$ 429 milhões em recursos brutos, antes de considerar resgates de acionistas e despesas da operação. “O capital levantado como parte desta transação estratégica, combinado com o acesso ao mercado público, nos permitirá avançar rapidamente na implantação de nossos reatores e nas capacidades de fabricação de combustível na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou o CEO Stefano Buono em comunicado. Uma SPAC é uma empresa de “cheque em branco” que levanta capital por meio de um IPO para, posteriormente, se fundir com um negócio privado, oferecendo uma alternativa mais rápida ao IPO tradicional. Após a conclusão do acordo, a Newcleo deverá ser listada na Nasdaq sob o ticker NWCL. Fundada em 2021, a Newcleo é uma companhia de energia nuclear que desenvolve reatores avançados modulares, de resfriamento rápido por chumbo, e combustível nuclear de óxidos mistos (MOX) a partir de materiais nucleares reprocesados. O acordo ocorre em um momento em que empresas de tecnologia correm para garantir fornecimento de energia para aplicações de IA, o que vem aumentando o interesse na energia nuclear como fonte futura. A empresa espera concluir a transação na segunda metade do ano.”
Fonte: Reuters; 27/05/2026
Política
Temperaturas devem ultrapassar níveis recordes nos próximos cinco anos, diz OMM
“As temperaturas globais devem ultrapassar os recordes atuais nos próximos cinco anos, afirmam cientistas, à medida que o mundo continua enfrentando dificuldades para conter as mudanças climáticas. O relatório mais recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão da ONU, elaborado pelo Met Office do Reino Unido, também alerta para condições mais úmidas no Hemisfério Norte, incluindo o norte da Europa, entre agora e 2030. Segundo o documento, há 86% de probabilidade de que algum ano entre 2026 e 2030 supere 2024 como o ano mais quente já registrado, quando a temperatura média global atingiu 1,55°C acima do nível pré-industrial. A projeção da OMM vem em um contexto em que as emissões de gases de efeito estufa permanecem em níveis recordes, enquanto o fenômeno natural El Niño no Oceano Pacífico — que normalmente leva a temperaturas mais altas — deve retornar este ano. O último episódio de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024. A OMM afirmou que há 91% de chance de que a temperatura média global próxima à superfície exceda temporariamente 1,5°C acima da média de 1850–1900 em pelo menos um ano entre 2026 e 2030, mas menos de 1% de chance de que ultrapasse 2°C. Pelo Acordo de Paris, quase 200 países se comprometeram a limitar o aumento de longo prazo da temperatura média global bem abaixo de 2°C, e idealmente a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Esse compromisso, porém, se refere ao aquecimento sustentado ao longo de um período prolongado, tipicamente avaliado em janelas de 20 anos.”
Fonte: Financial Times; 28/05/2026
Rússia assina acordo para construir primeira usina nuclear no Cazaquistão
“A Rússia assinou nesta quinta-feira um acordo com o Cazaquistão para construir a primeira usina nuclear no maior país da Ásia Central. O Cazaquistão, maior produtor mundial de urânio e país que sofreu com os efeitos dos testes nucleares soviéticos, discute a possibilidade de gerar energia atômica há pelo menos duas décadas. “O acordo assinado hoje sobre a construção da usina nuclear de Balkhash tem um papel importante”, disse o presidente cazaque, Kassym-Jomart Tokayev, em reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Astana. “Gostaria de agradecer pelo seu apoio na concretização deste projeto de grande escala”, afirmou Tokayev. As duas partes também assinaram um acordo sobre a concessão de um crédito à exportação russo para financiar a construção da usina. Em 2024, o Cazaquistão aprovou em referendo a construção de uma usina nuclear e designou a vila de Ulken, às margens do lago Balkhash, no sudeste do país, como local do projeto. A agência de energia nuclear do Cazaquistão afirmou no mês passado que a Rússia emprestará ao país cerca de 85% do custo de US$ 15 bilhões da usina, que terá dois reatores.”
Fonte: Reuters; 28/05/2026
Energia eólica avança nos EUA apesar da oposição de Trump
“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não esconde seu desprezo pela energia eólica, que ao longo dos anos ele atribuiu falsamente a casos de câncer e à morte de baleias no Oceano Atlântico. Mas seu sentimento antieólico assumiu novas proporções desde que ele voltou ao poder. Nesse período, ele criou obstáculos para barrar a expansão da energia eólica, que vão desde a retirada de licenças e a emissão de ordens de paralisação de obras até o pagamento a empresas que toparem interromper projetos offshore e investir na exploração de petróleo e gás. Ainda assim, Trump provavelmente liderará a maior expansão da energia eólica da história do EUA. Até 2027, espera-se que os Estados Unidos tenham quase 35 vezes mais capacidade de geração de energia eólica offshore do que tinham quando ele assumiu o cargo. “É uma história de dois mundos”, afirma o professor emérito da Escola de Ciência e Política Marinha da Universidade de Delaware, Jeremy Firestone. Em um momento em que os preços dos combustíveis estão elevados, a demanda por eletricidade cresce devido em parte a data centers de inteligência artificial (IA) que consomem muita energia, e o aquecimento do planeta se agrava, defensores da energia limpa afirmam que retirar a energia eólica dessa equação terá consequências para os consumidores. “Com o foco real nos data centers e no preço da eletricidade, do petróleo e dos combustíveis, seria ainda mais absurdo continuar bloqueando projetos de energia limpa e aumentar ainda mais os preços da eletricidade”, avalia o diretor de energia limpa da ONG Fundo de Defesa Ambiental (EDF), Ted Kelly.”
Fonte: NovaCana; 27/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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