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5º leilão do programa Eco Invest pode mobilizar R$200 bilhões, diz Fazenda | Café com ESG, 26/05

No Brasil, Eco Invest em pauta

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,91% e 1,74%, respectivamente.

• Na política, (i) a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para discutir o aumento da mistura de ⁠etanol anidro na gasolina, ⁠de 30% para 32%, deve ocorrer na primeira quinzena de ‌junho, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa – segundo ele, a aprovação do E32 tende a ser mera formalidade, já que há consenso em torno da medida, em um momento em que o governo busca mitigar os efeitos da alta do petróleo; e (ii) o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o 5º leilão do programa Eco Invest, lançado ontem, pode elevar o montante mobilizado para perto de R$200 bilhões – nesta quinta edição, serão ofertados seis fundos de financiamento em áreas que vão de baterias a minerais críticos, além de produtos cuja relevância aumenta no contexto de guerra e crise no mercado de petróleo, como biocombustíveis e biofertilizantes.

• No lado das empresas, a Casa dos Ventos comprou da Voltalia os direitos de acesso à rede elétrica em Pecém (CE) para produção de hidrogênio verde e instalação de data centers – as empresas notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda precisa aprovar a operação.

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Brasil

Permanência prolongada de conselheiros acende alerta para minoritários, diz Instituto Empresa

“A governança das companhias abertas brasileiras apresenta uma fragilidade estrutural que coloca em risco a proteção de investidores minoritários e credores, a permanência excessivamente prolongada de conselheiros classificados como independentes. Levantamento do Observatório de Governança Corporativa, iniciativa do Instituto Empresa em parceria com o Fórum Permanente de Conselheiros Independentes, antecipado ao Valor identificou 114 conselheiros com oito anos ou mais no mesmo colegiado. Do total de 699 empresas analisadas, englobando não apenas companhias com ações negociadas na B3, mas também emissores de dívidas, 71 ultrapassam a marca de uma década no cargo, enquanto 35 chegam a 15 anos ou mais, operando sob uma independência formal que, na prática, pode ter se dissipado. “Quando um conselheiro dito independente é mantido por anos sucessivos com apoio do controlador, sua condição de independência vai se dissipando” afirma Eduardo Silva, presidente do Instituto Empresa. “A relação deixa de ser de fiscalização e pode se transformar em dependência política, reputacional ou funcional.” A figura do conselheiro independente foi desenhada pelo mercado para fortalecer a fiscalização da administração e blindar a companhia contra decisões que favoreçam exclusivamente o grupo controlador, mas o levantamento adverte que essa independência não é uma condição estática.”

Fonte: Valor Econômico; 25/05/2026

Casa dos Ventos compra conexão à rede para data center da Voltalia

“A Casa dos Ventos comprou da Voltalia os direitos de acesso à rede elétrica em Pecém (CE) para produção de hidrogênio verde e instalação de data centers. As empresas notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que ainda precisa aprovar a operação. Os projetos são intensivos em uso de energia e ainda não entraram na fase de em desenvolvimento. Segundo a Casa dos Ventos, a compra é uma oportunidade de criação de demanda e expansão de seus projetos de geração de energia renovável no Brasil. Já a Voltalia indicou ao Cade que a venda é uma oportunidade de captar recursos financeiros. Os direitos de acesso à rede são de 650 megawatts (MW), de acordo com a Forbes.”

Fonte: Eixos; 25/05/2026

Governo deve decidir em junho sobre aumento da mistura de etanol na gasolina, diz ministro

“A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para discutir um aumento na mistura de ⁠etanol anidro na gasolina, ⁠de 30% para 32%, deve ocorrer na primeira quinzena de ‌junho, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, nesta segunda-feira, 25. Rosa ainda afirmou que espera uma ‌decisão sobre o avanço da mescla. Segundo ele, a discussão sobre o ‌estabelecimento do E32 será uma mera formalidade porque o aumento da mistura ‌de etanol na gasolina tem apoio de todos, ‌em momento em ‌que o governo brasileiro ⁠adota medidas para mitigar efeitos da alta do petróleo. A possibilidade de um aumento da mistura já havia sido divulgada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.”

Fonte: NovaCana; 25/05/2026

Com 5º leilão, Eco Invest pode chegar a quase R$ 200 bi mobilizados, diz Duringan

“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou hoje, durante evento sobre o programa Eco Invest, que com o 5º leilão lançado hoje, a iniciativa pode chegar a quase R$ 200 bilhões mobilizados. “Até o quarto leilão foram mobilizados R$ 140 bilhões. Fazendo R$ 50 bilhões, R$ 55 bilhões no quinto leilão, nos aproximamos de R$ 200 bilhões. Isso é mais ou menos todo o volume de despesa discricionária do orçamento público brasileiro. É um volume bem expressivo, próximo de 1,5%, 2,5% do PIB, o que muda a realidade do País”, comentou. Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, apontou que no quinto leilão serão seis fundos, cada um podendo ser alavancado para até R$ 4,5 bilhões, ou seja, totalizando R$ 27 bilhões. Além disso, há uma camada de crédito privado, com R$ 1 bilhão de capital catalítico e alavancagem mínima de três vezes, também para cada um dos seis fundos. “Com R$ 27 bilhões dos fundos mais no mínimo R$ 18 bilhões no crédito privado, já são R$ 45 bilhões. Mas nas linhas de crédito a alavacagem pode ser mais de três vezes, pode chegar a quatro, cinco vezes. Então podemos chegar a R$ 50 bilhões, R$ 55 bilhões nesse leilão, que pode sim ser o maior que já tivemos no programa.” Durigan disse que Fazenda e Meio Ambiente têm atuado em conjunto para fazer o Brasil se desenvolver de maneira sustentável. “O Eco Invest é uma espécie de síntese, de prova real de que isso é possível. Eu tenho participado muito dos fóruns internacionais, onde a guerra tem causado grandes desarranjos, e a palavra ‘resiliência’ tem aparecido muito.”

Fonte: Valor Econômico; 25/05/2026

Brasil, Noruega e Holanda lançam iniciativa para criar corredores marítimos de baixa emissão do Atlântico

“O Brasil, a Noruega e a Holanda apresentam nesta segunda-feira (25) o resultado de mais de um ano de cooperação para viabilizar os primeiros corredores marítimos de baixa emissão do Atlântico. Em evento realizado na Embaixada da Noruega em Brasília, os três países tornaram público um estudo de viabilidade técnica e econômica elaborado pela consultoria DNV e encomendado pelo Conselho de Pesquisa da Noruega, que mapeou rotas, combustíveis e custos para a descarbonização do transporte marítimo intercontinental entre o Brasil e a Europa. O estudo da DNV mapeou três rotas prioritárias entre o Brasil e a Europa e avaliou três combustíveis alternativos — biodiesel, amônia verde e metanol verde — em cenários técnicos e econômicos projetados até 2040. O objetivo foi dar transparência a que caminhos podem ser tecnicamente e economicamente possíveis, ainda que eles envolvam um grande esforço para serem implementados. A rota entre o porto de Vila do Conde, no Pará, e Karmøy, na Noruega, é emblemática por ser a mais movimentada entre os dois países e responder por 66% de todas as emissões de CO₂ nas rotas bilaterais. A segunda rota avaliada liga Santos a Rotterdam, maior porto da Europa e segundo maior polo mundial de abastecimento de combustíveis a navios. O transporte marítimo entre Brasil e Europa emitiu cerca de 4,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2023. Só nas rotas entre Brasil e Noruega, 88 viagens de grandes navios cargueiros responderam por mais de 116 mil toneladas de emissões.”

Fonte: Valor Econômico; 25/05/2026

Com minerais críticos, não queremos repetir o passado, queremos atrair investimento, diz Durigan

“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, durante evento sobre o programa Eco Invest, que, na questão dos minerais críticos, o Brasil não quer repetir o passado e exportar commodity bruta, mas atrair investimentos. “Tem muita gente olhando para o Brasil e dizendo: ‘poxa, a gente sabe que vocês têm grandes reservas. A gente gostaria de fazer parcerias com o Brasil’. E o que nós temos dito é que eles são muito bem-vindos, desde que obedeçam os critérios de um país soberano que é o Brasil, que diz que os minerais críticos são propriedade do povo brasileiro”, comentou. O ministro disse que esteve recentemente, por exemplo, com a ministra das Finanças do Japão, que demonstrou muito interesse em fazer parcerias com o Brasil nessa área. “Eu disse que o importante é que as empresas japonesas invistam no Brasil, gerem emprego, trabalhem próximo das universidades brasileiras. Evidentemente que, sendo uma empresa japonesa, vai ter benefício para sua matriz que tá no Japão.” O ministro apontou que a Câmara dos Deputados aprovou um marco de minerais críticos que permite dar segurança jurídica a esses investimentos que o país tenta atrair, o que casa com os mecanismos econômicos estruturados no Eco Invest. “Estamos gerando instrumentos específicos, inovadores, que vão ajudar a atrair e cumprir esse objetivo de país que é trazer para o Brasil o adensamento da cadeia, muito parecido com o que a China fez, para dar o exemplo do caso dos minerais críticos.”

Fonte: Valor Econômico; 25/05/2026

Tesouro ‘sobe a régua’ e aceita metade das ofertas no 4º leilão do Eco Invest

“A demanda foi alta, mas o Tesouro resolveu aceitar apenas metade das ofertas dos bancos apresentadas no 4º leilão do Eco Invest, voltado a projetos de bioeconomia e turismo sustentável com foco na Amazônia. Oito bancos apresentaram lances para uma mobilização total de capital de R$ 29 bilhões. O Tesouro aceitou a oferta de quatro instituições, no valor de R$ 13,2 bilhões. Destes, R$ 3,1 bilhões serão de capital subsidiado do governo e R$ 10,1 bilhões de recursos privados alavancados pelos bancos. O Banco do Brasil concentrou a maior participação (48%), seguido pelo BTG Pactual (36%), Bradesco (12%) e ABC Brasil (3%) – é a estreia de um banco médio no programa. Ficaram de fora grandes bancos, que foram contemplados em leilões anteriores do Eco Invest: Itaú, Citibank, Santander e Caixa Econômica Federal. A exclusão não se deu por falta de caixa, segundo o Tesouro, mas para forçar a concorrência entre os bancos. “Começamos a subir a régua e não atender todos, nosso foco foi tentar forçar um pouco mais a competição”, disse Rogério Ceron, ex-secretário do Tesouro e atual secretário-executivo da Fazenda, ao Reset. “Como tinha uma demanda forte e vários competidores, aqueles que deram só o mínimo de alavancagem ficaram de fora”. O edital exigia um mínimo de alavancagem de quatro vezes: cada R$ 1 do governo precisava atrair outros R$ 3 privados. Na média, os vencedores entregaram uma alavancagem de 4,3 vezes, com a maior apresentada pelo ABC Brasil (4,5 vezes). “É um sinal importante para o próximo leilão: se ficar só olhando o mínimo, que seria uma estratégia financeira ótima para os bancos, vai ficar de fora”, afirma Ceron.”

Fonte: Capital Reset; 25/05/2026

Internacional

El Niño deve se firmar em junho e fenômeno “muito forte” fica mais provável

“Meteorologistas já dão como certa a confirmação do El Niño nas próximas semanas. Eles afirmam que a região do Pacífico Equatorial já está com temperatura acima do normal, indicando a formação do fenômeno climático, e que os sistemas de monitoramento apontam a probabilidade de uma ocorrência de “forte” a “muito forte”. “Atualmente, não há dúvida de que o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial provavelmente será durante o mês de junho de 2026”, afirma a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, em boletim sobre o fenômeno. Pegorim destaca que, em maio, a temperatura na superfície da água no Pacífico Equatorial está meio grau acima dos níveis normais – é o mínimo para começar a se falar em El Niño. A consolidação do fenômeno climático depende da manutenção desse aquecimento nas próximas semanas, o que é esperado. A meteorologista da Climatempo explica que o aquecimento na região deve se intensificar até setembro, caracterizando um El Niño “muito forte”. No entanto, essa projeção ainda pode mudar. Neste momento, as projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam uma probabilidade cada vez maior de uma condição mais extrema. Um El Niño muito forte ocorre quando a temperatura fica pelo menos dois graus mais quente que o normal no Pacífico Equatorial. Os dados da NOAA apontam que, entre julho e setembro, há 1% de probabilidade de acontecer. Outros 17% são de ocorrência forte e 48% moderada. Para o período entre setembro, outubro e novembro, as probabilidades são de 22% para muito forte, 35% forte e 30% moderado. Para o trimestre entre outubro e dezembro, a probabilidade de El Niño muito forte sobe para 33%; forte cai para 32% e moderado cai para 24%.”

Fonte: NovaCana; 25/05/2026

Lufthansa, IAG e Air France-KLM cada uma exposta a mais de €1,5 bilhão em custos de carbono na UE, aponta análise

“As grandes companhias aéreas europeias podem enfrentar, cada uma, um impacto adicional de pelo menos €1,5 bilhão em custos caso Bruxelas estenda a precificação de carbono aos voos que saem da União Europeia, segundo uma análise de proposta voltada a reduzir emissões de gases de efeito estufa. O FT noticiou no início deste mês que a UE considerava ampliar seu sistema de comércio de emissões (ETS) para cobrir voos que partem do bloco, à medida que revisa o mecanismo que sustenta o esforço europeu de descarbonizar sua indústria. No entanto, a medida provavelmente aumentaria os custos num momento em que as companhias aéreas já enfrentam desafios como o alto preço do querosene de aviação, além de poder intensificar tensões comerciais com os EUA. Projeções da Transition Metrics, consultoria que assessora investidores em precificação de carbono, indicam que os maiores impactos recairiam sobre as companhias de bandeira Lufthansa, IAG (controladora da British Airways) e Air France‑KLM, com custos adicionais de €1,8 bilhão, €1,7 bilhão e €1,5 bilhão, respectivamente, em 2027, levando o total de custos de cada companhia para mais de €2 bilhões. Esses desembolsos equivaleriam a cerca de 44% dos lucros projetados da Lufthansa em 2025, 23% no caso da IAG e 30% para a Air France‑KLM, de acordo com as estimativas. Jan Ahrens, diretor‑gerente da Transition Metrics, estimou que a cobertura integral pelo ETS acrescentaria €100 ao preço de uma passagem entre Frankfurt e Pequim, caso os custos de carbono fossem repassados integralmente aos passageiros.”

Fonte: Financial Times; 26/05/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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