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Bolsas em queda nesta quinta; escala 6×1 e PMI nos EUA em destaque

Na agenda de hoje (23/04/26), destaque para o PMI dos Estados Unidos referente a abril. No Brasil, nenhum indicador relevante está previsto

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IBOVESPA -1,65% | 192.888 Pontos

CÂMBIO -0,38% | 4,96/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em queda de 1,7%, aos 192.889 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500 +1,0%; Nasdaq, +1,7%). O movimento ocorreu após o feriado local e refletiu a continuidade da incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio.

PetroRecôncavo (RECV3, +3,8%) liderou os ganhos do índice, repercutindo a valorização dos preços do petróleo. Na ponta negativa, Cogna (COGN3, -7,0 %) recuou em meio à abertura da curva de juros.

Para o pregão de quinta-feira, destaque para a divulgação do PMI de manufatura e serviços referente a abril nos EUA.

Renda Fixa

Os juros futuros tiveram firme alta nesta quarta-feira, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com novos ataques e apreensões de embarcações no Estreito de Ormuz e o Brent de volta à região de US$ 100 o barril. Nos EUA, as Treasuries recuaram com a extensão do cessar-fogo pelos Estados Unidos, mas reduziram as perdas ao longo da sessão: a T‑Note de 2 anos fechou em 3,80% (+8 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,30% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,91% (+2 bps). No Brasil, a curva ganhou inclinação, com alta mais forte nos vértices médios e longos em reação ao petróleo e à oferta integral de NTN‑B pelo Tesouro: o DI jan/27 fechou em 14,01% (+8 bps), o DI jan/29 em 13,31% (+14 bps) e o DI jan/31 em 13,41% (+14 bps).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,6%), em movimento de realização após mais uma sessão recorde para os índices americanos. O S&P 500 e o Nasdaq Composite renovaram máximas históricas na véspera, impulsionados pela extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã e por uma temporada de resultados robusta até o momento. No corporativo, destaque negativo para IBM (-6%) e ServiceNow (-13%) após resultados, enquanto Tesla virou para queda (-3,1%) com guidance de capex mais elevado.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), refletindo o aumento das tensões energéticas. No corporativo, L’Oréal (+8,7%) lidera ganhos após forte crescimento trimestral, enquanto Nokia (+8,2%) também avança com resultados acima do esperado. No macro, o petróleo volta a subir (Brent +2,0%), com a International Energy Agency alertando para riscos relevantes de segurança energética, especialmente caso o Estreito de Ormuz permaneça restrito.

Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,3%), acompanhando a piora no sentimento global após relatos de interceptação de petroleiros iranianos pelos EUA. No restante da Ásia, o desempenho foi misto: o Nikkei recuou (-0,8%) após tocar máxima histórica durante o dia, enquanto o Kospi avançou (+0,9%), sustentado por crescimento econômico acima do esperado.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de quarta-feira praticamente estável, com variação de -0,04%, mostrando resiliência no primeiro dia de negociação após o feriado de Tiradentes. A sessão foi marcada por maior aversão ao risco, diante da escalada das tensões no Oriente Médio e de seus reflexos sobre os preços do petróleo. Entre os segmentos, os Fundos de Recebíveis sustentaram o índice, com leve alta de 0,03%, reforçando seu perfil defensivo em um ambiente de inflação pressionada. No bloco de Tijolo, Lajes Corporativas foram o destaque positivo, avançando 0,31%, enquanto Shoppings recuaram 0,34% e Ativos Logísticos cederam 0,20%, levando o segmento a encerrar em queda de 0,12%. Os Fundos de Fundos registraram alta de 0,25%, enquanto Híbridos e Multiestratégia ficaram próximos da estabilidade, com recuos de 0,08% e 0,04%, respectivamente. Nos destaques individuais, VIUR11 liderou as altas, com valorização de 3,2%, seguido por BROF11 (+2,2%) e PVBI11 (+1,7%). No campo negativo, URPR11 recuou 2,5%, enquanto AZPL11 e HSLG11 caíram 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Economia

Trump anunciou a prorrogação indefinida do cessar-fogo com o Irã, com os ataques militares suspensos até que Teerã apresente uma proposta unificada de paz. Na Zona do Euro, o PMI Composto de abril recuou para 50,1 pontos, com o setor de serviços entrando em contração pela primeira vez em 14 meses.

No Brasil, a CCJ da Câmara aprovou a admissibilidade da PEC que extingue a escala 6×1, permitindo que a proposta avance para uma comissão especial.

Na agenda de hoje, destaque para o PMI dos Estados Unidos referente a abril. No Brasil, nenhum indicador relevante está previsto.

Veja todos os detalhes

Economia

Trump estende cessar-fogo entre EUA-Irã

  • Trump anunciou a prorrogação indefinida do cessar-fogo com o Irã, informando que os ataques militares serão suspensos até que Teerã apresente uma “proposta unificada” de paz. A trégua, vigente desde 8 de abril, expirou sem avanço concreto nas negociações. O bloqueio naval americano aos portos iranianos permanece em vigor;
  • Na Zona do Euro, a primeira leitura do PMI Composto de abril recuou para 50,1 pontos (ante 50,7 em março), sinalizando a expansão mais fraca em quase um ano. O resultado foi puxado pela primeira contração do setor de serviços em 14 meses, com o índice de atividade do setor caindo para 49,7. A indústria manufatureira registrou 51,2 pontos, ainda em território de expansão. A deterioração da atividade econômica na zona do euro junto com o aumento das pressões de custo com o choque do petróleo coloca o Banco Central Europeu em posição de cautela;
  • No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem a admissibilidade da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, permitindo que a proposta avance para uma comissão especial, onde será debatida e, se aprovada, seguirá a plenário. O tema, no entanto, não tem feito preço nos ativos locais, que acompanham os movimentos globais;
  • Na agenda de hoje, destaque para o PMI dos Estados Unidos referente a abril. No Brasil, nenhum indicador relevante está previsto.

Empresas

Varejo Farma: Acompanhando a estratégia de repasse de preço da CMED

  • Após o recente reajuste da CMED, a maioria dos players repassou aumentos de preços de 2–3% m/m, em linha com a regulação, enquanto a PGMN se destacou com uma cesta de medicamentos de marca praticamente estável;
  • Em OTC, os preços subiram 3–4% M/M entre os players, com a PGMN como a opção mais barata e a MELI Farma como a mais cara. Em HPC, as farmácias tornaram‑se mais competitivas, com a PGMN surgindo como a alternativa de menor preço, embora os marketplaces sigam mais atrativos quando considerados os custos de frete;
  • Por fim, com a expiração da patente da semaglutida, a Novo Nordisk e a Eurofarma lançaram uma nova campanha para promover seu produto de semaglutida a preços bastante atraentes nos primeiros meses, enquanto o lançamento de genéricos é esperado para meados do ano e pode implicar preços cerca de 50% inferiores aos do Ozempic;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Pague Menos (PGMN3): Retomando cobertura após oferta de ações

  • Reiniciamos a cobertura de Pague Menos com recomendação de Compra e preço‑alvo de R$8,5/ação para o fim de 2026, pois: (i) vemos espaço para a companhia continuar melhorando a produtividade das lojas, atingindo ~R$965 mil até o fim de 2026 (ante ~R$860 mil no 4T); (ii) a PGMN deve seguir se beneficiando da tendência estrutural de GLP‑1, com o nosso monitoramento indicando aceleração à frente, enquanto o upside dos genéricos deve se materializar de forma mais relevante apenas em 2027; e (iii) a ação negocia a um valuation atrativo, de ~10,5x P/L 2026;
  • No geral, vemos a PGMN como uma história de auto-ajuda, com tendências estruturais sólidas e momentum de resultados, podendo também atuar como um play de juros, embora as recentes ofertas de ações tenham deixado a alavancagem da companhia em patamares muito mais controlados (Dívida Líquida/EBITDA de 1,2x ao fim de 2026);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

WEG (WEGE3): Quando a demanda não é o problema

  • Nesta semana, analisamos os resultados recentes de ABB e GE Vernova para discutir as implicações para a WEG;
  • Os números dos pares confirmam um pano de fundo de demanda robusto para eletrificação e produtos ligados a redes, com a ABB registrando pedidos em +24% A/A e a GE Vernova reportando pedidos +71% em base orgânica, com book‑to‑bill de Eletrificação em ~2,5x;
  • Por outro lado, ventos contrários à lucratividade surgem como riscos de curto prazo;
  • Embora o outlook de demanda sustente a tese de crescimento de médio prazo da WEG, defasagens de preços, tarifas e FX sugerem impactos positivos limitados no curto prazo para o 1T26 da companhia;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

SLC (SLCE3) | Prévia de resultados do 1T26: início fraco na soja e base de comparação difícil

  • Projetamos que a SLC reporte um início fraco em 2026, refletindo (i) vendas e margens de soja mais fracas A/A, embora esperemos que estas últimas ganhem tração nos próximos trimestres; (ii) base de comparação difícil em volumes de algodão; e (iii) maiores despesas financeiras decorrentes do aumento da alavancagem;
  • Apesar dos resultados fracos, acreditamos que o mercado deve direcionar o foco para a posição da Companhia em insumos agrícolas e para o guidance da gestão sobre preços de grãos, em um contexto de elevada volatilidade das commodities de forma geral;
  • No consolidado, projetamos receita líquida de BRL 2,2bn (-6% A/A), EBITDA ajustado de BRL 702mn (-26% A/A) e lucro líquido de BRL 288mn (-44%). Sazonalmente, a Companhia consome caixa no 1S do ano, e projetamos queima de caixa de BRL 178mn no trimestre;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

MBRF (MBRF3) | Prévia dos resultados do 1T26: sazonalmente mais fraco

  • Projetamos que a MBRF reporte resultados sazonalmente mais fracos, com queda sequencial de EBITDA em todas as unidades de negócio. No consolidado, estimamos receita líquida de BRL 40,2bn (+4% A/A e -8% T/T) e EBITDA ajustado de BRL 2,8bn (-12% A/A e -18% T/T). Do ponto de vista de alavancagem, projetamos queima de caixa, em linha com a sazonalidade, de BRL 524mn no trimestre;
  • Diante de um ambiente de consumo enfraquecido no Brasil, projetamos queda de 5% A/A nos volumes domésticos, o que, combinado a preços mais baixos de produtos in natura, deve resultar em retração de 10% A/A na receita. Por outro lado, estimamos crescimento de 5% A/A nos volumes internacionais, refletindo exportações robustas, enquanto o Ramadã também deve atuar como importante vetor de demanda;
  • (-) Desempenho fraco de National Beef e América do Sul por sazonalidade e fase do ciclo. Projetamos queda sequencial de margens em ambas as operações, refletindo demanda sazonalmente mais fraca, além de preços mais altos do gado em função do avanço do ciclo pecuário;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Movida (MOVI3): Números Preliminares dos Resultados do 1T26; Positivo

  • A Movida divulgou números preliminares positivos para o 1T26, com lucro líquido de R$125mn (+59% A/A e +11% vs. XPe);
  • Destacamos:
  • A continuidade de um sólido ambiente operacional (EBITDA +17% A/A e +1% vs. XPe), impulsionado por:
    • EBITDA de Locação em alta de 18% A/A, provavelmente sustentado pelo foco contínuo da companhia em ajustes de preços combinado com demanda resiliente no RaC;
    • Margens de EBITDA de Seminovos estáveis, reforçando a confiança nas premissas conservadoras de depreciação adotadas pela administração;
  •  Alavancagem praticamente estável T/T em 2,65x, ou 2,54x quando considerados os R$690mn já subscritos no recente aumento de capital privado;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Bancos: Mesma sazonalidade, histórias diferentes

  • Este é a nossa prévia do 1T26 para os bancos incumbentes do setor financeiro sob nossa cobertura;
    • Como de costume, a sazonalidade do primeiro trimestre deve influenciar os resultados ao longo do grupo, mas a execução deve ser bastante desigual entre os nomes;
    • O Itaú tende a reportar um trimestre mais fraco, porém benigno, com desaceleração do crescimento da carteira de crédito, NII mais pressionado em função do menor número de dias úteis e do efeito ex-dividendos, além de uma leve alta no custo de risco, ainda assim preservando um ROE resiliente;
    • O Bradesco, por sua vez, deve voltar a se destacar, já que spreads melhores com clientes e um NII de mercado mais forte devem mais do que compensar o aumento das provisões e os custos de transformação, sustentando mais um trimestre de crescimento de lucro em dois dígitos e reforçando a narrativa de turnaround;
    • O Banco do Brasil deve apresentar o resultado sequencial mais fraco, à medida que a sazonalidade típica do período se combina ao ciclo de risco do agronegócio, levando a crescimento praticamente estável da carteira, NII menor, provisões mais elevadas e uma queda relevante do lucro T/T, ainda assim amplamente em linha com o guidance e com uma dinâmica mais concentrada no segundo semestre de 2026;
    • O Santander também deve entregar um trimestre mais fraco, em grande parte dentro do esperado, com leve retração da carteira, receitas de tarifas mais fracas e provisões mais altas, parcialmente compensadas por melhor NII de mercado, controle de custos e uma alíquota de imposto ainda favorável;
    • No conjunto, vemos o Bradesco como o claro destaque do trimestre entre os bancos incumbentes;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Estratégia

Guia de inteligência artificial no Brasil: Analisando o cenário de IA e seus impactos para o Brasil 

  • Neste relatório temático, apresentamos uma análise do cenário de IA no Brasil. Nossas principais conclusões são:
    • O Brasil está bem posicionado para se beneficiar da adoção de IA, sustentado por um grande mercado consumidor, uma população com alta familiaridade com tecnologia e um ambiente relativamente construtivo para inovação;
    • Data centers (DCs) e energia representam um segundo pilar do tema, com o Brasil se beneficiando de uma matriz elétrica altamente renovável e de forte conectividade via fibra, apesar de desafios regulatórios e de custos;
    • Aprofundamos a análise do “HALO trade”, identificando Propriedades Comerciais, Commodities e Elétricas como os segmentos com os maiores scores de HALO na nossa cobertura;
    • Avaliamos os setores mais bem posicionados para capturar ganhos de produtividade e automação impulsionados por IA, com destaque para Saúde, Financeiro, TMT e Educação.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • Este fundo imobiliário pode pagar 12% ao ano — e segue como compra para a XP (Money Times);
    • IFIX recua 0,04% e fecha aos 3.939,93 pontos (Suno);
    • Mercado de escritórios reage na capital de SP e atinge marco; matéria do Valor (Buildings);
    • Clique aqui para acessar o relatório.

ESG

Votação do PL de minerais críticos é adiada para maio após impasse no texto | Café com ESG, 23/04

  • O mercado fechou o pregão de quarta-feira em queda, com o IBOV e o ISE caindo 1,65% e 2,23%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) o relator da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024), deputado Arnaldo Jardim, adiou novamente a entrega de seu parecer para 4 de maio – o texto chegou a entrar na pauta desta quarta-feira (22/4), mas o governo pediu mais tempo para formalizar suas sugestões, em especial sobre a criação da Terrabras, estatal pensada para garantir controle nacional sobre esses recursos; e (ii) em meio à corrida por fontes renováveis que garantam segurança energética, o governo brasileiro pretende adotar a tecnologia de armazenamento hidráulico – capazes de armazenar energia excedente bombeando água de um reservatório inferior para um superior, as usinas hidrelétricas reversíveis já existiram no país e são alternativa de fonte limpa em vários países;
  • No internacional, a Comissão Europeia propôs medidas para proteger os europeus da crise dos combustíveis fósseis e acelerar a transição para energia limpa e produzida localmente com o lançamento do programa AccelerateEU, que conta com medidas de curto e longo prazo – dentre os destaques, o texto prevê medidas para remover barreiras à eletrificação dos setores industrial, de transportes e da construção civil;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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